ZUMBIDO no Ouvido o tempo todo, Seu CORPO está com FALTA disso
Já tentou dormir e aquele barulho simplesmente não pára? Um apito, um zumbido, um ruído constante que parece vir de dentro da sua própria cabeça sem que mais ninguém ao seu redor consiga ouvir. E o pior de tudo é que já foi ao médico, fez um exame ao ouvido e disseram que estava tudo bem, que o ouvido estava ótimo, que não tinha nada de mal? Isso, meu amigo, minha amiga, é uma das situações mais frustrantes que vejo no consultório.
Uma pessoa que sofre, perdendo noite de sono, ficando irritada, angustiada, sem conseguir se concentrar no trabalho, sem conseguir apreciar o silêncio da tarde e sendo mandada embora com a resposta de que não não tem nada de errado. Mas olha, eu preciso dizer-te uma coisa muito importante hoje. Há sim alguma coisa errada, só que essa coisa não está dentro do seu ouvido, ela está dentro do seu sangue.
Eu sou a Dra. Laura Mares e hoje vou mostrar-te algo que mudou completamente a forma como olho para o zumbido no consultório. Algo que a medicina convencional deixa muitas vezes de investigar. Vou revelar-te as cinco principais carências nutricionais que o seu corpo pode estar a sofrer agora mesmo e que estão a gerar ou a agravar de forma silenciosa este ruído que não deixa-te em paz.
Fica comigo até ao final, porque o número um da nossa lista é o que considero o mais negligenciado, o mais subestimado e ao mesmo tempo o mais fácil de detetar e corrigir. E eu tenho a certeza que quando ouvir isso, pensará: “Porque é que ninguém me contou isso antes? Mas antes de entrar na lista, deixa-me mostrar-te o tamanho real deste problema no nosso país.
Segundo dados da biblioteca virtual do Ministério da Saúde do Brasil, cerca de 28 milhões de brasileiros convivem com o zumbido no ouvido. São 28 milhões de pessoas que acordam todos os dias com este barulho, que vão dormir com este ruído, que tentam ver televisão, conversar com os filhos, com os netos, rezar em paz e aquele som.
e um levantamento publicado em 2022 pela revista científica Jama Neurology apontou que 14% de toda a população adulta mundial sofre com o problema. Isto corresponde a quase 740 milhões de pessoas no planeta. Além disso, o estudo publicado no Brazilian Journal of Otorino Laringology pelo departamento de otorrinolaring hospital das clínicas da Universidade de São Paulo, mostrou que a prevalência do zumbido na cidade de São Paulo chegava a 22% dos residentes, ou seja, mais de um em cada cinco paulistanos ouve este ruído de forma regular.
Mas aqui está a parte que me dói como médica, que me parte o coração quando eu penso nisso. A grande maioria destas pessoas nunca recebeu uma investigação nutricional completa. Nunca ninguém pediu os exames certos para ver se o corpo estava com falta de algo essencial para o funcionamento do ouvido.
E muitas vezes a solução estava ali numa simples análise ao sangue, num exame que qualquer laboratório o faz, que o SUS cobre, que não exige qualquer tecnologia especial. Então, vamos começar. Vamos do número cinco até ao número um, do menos conhecido para o mais importante. Número cinco, a vitamina D.
Provavelmente, já ouviu falar da vitamina D para os ossos, para a imunidade, para evitar osteocorose, mas garanto que a maioria das pessoas nunca ouviu dizer que ela é também fundamental para a saúde do ouvido interno. Deixa-me te explicar isto de uma forma simples. O ouvido interno é um mecanismo de uma precisão absolutamente absurda.

Imagine o painel de controlo de um avião com centenas de botões, luzes e sensores, cada um com uma função específica. Para este painel funcionar direito, cada componente necessita de energia constante, de substâncias certas chegando o tempo todo. A vitamina D entra exatamente nessa função. Ela participa no metabolismo do cálcio no interior das células especializadas do ouvido interno, especificamente nas células denominadas de células ciliadas, que são as responsáveis por captar as vibrações sonoros e transformá-los em impulsos
elétricos para o cérebro. Quando a vitamina D está baixa, este metabolismo começa a falhar. As células ciliadas começam a trabalhar de forma irregular, gerando sinais elétricos errados, sinais que o cérebro não consegue interpretar como um som real exterior, mas que regista como percepção sonora interna. Esse som que só tu ouves, esse é o zumbido.
Uma metaálise de estudos observacionais avaliou a relação entre os níveis séricos de vitamina D e a presença de zumbido em doentes de diferentes países e concluiu que os doentes com níveis mais baixos de vitamina D no sangue apresentavam associação significativa com a presença do sintoma. E no Brasil isso é ainda mais preocupante do que parece.
Um estudo nacional com mais de 1800 adultos Os brasileiros encontraram alta probabilidade de insuficiência de vitamina D em grande parte da população, incluindo o magnésio, vitamina A e outros micronutrientes essenciais. Mas como é que isso acontece? Como a gente vive num país tropical com sol o ano inteiro e a deficiência de vitamina D ainda é tão comum no Brasil? Olha, a realidade é a seguinte.
A maioria das as pessoas hoje em dia passam o dia dentro de casa ou dentro do escritório. Quando sai, está coberta de roupa usando protetor solar e raramente exposta ao sol nas horas em que ele realmente estimula a produção da vitamina, que é entre as 10 da manhã e as 3 da tarde. Além disso, a dieta brasileira moderna, com muito pão francês, arroz branco, massas e ultraprocessados simplesmente não fornece vitamina D suficiente.
A vitamina D vem principalmente de peixes gordos, como a sardinha e o salmão, a gema de ovo e os cogumelos, que não fazem parte do menu diário da maioria dos brasileiros. Lembro-me de dona Maria, uma senhora de 68 anos, reformada, moradora de um apartamento, que veio ao meu consultório desesperada, com um ruído que tinha começado há cerca de 2 anos.
Ela vivia num apartamento no 12º andar. raramente descia para o sol da tarde e a a dieta dela era basicamente café com pão de manhã, arroz com feijão ao meio-dia e bolacha com margarina à tarde. Quando pedi os exames, o resultado da vitamina D dela estava tão baixo que eu fiquei realmente espantada.
Era quase metade do limite mínimo considerado adequado pela medicina. Trabalhamos a reposição com orientação do médico dela. Incluímos sardinha e ovo na rotina alimentar. E em algumas semanas ela já começou a relatar uma melhoria bastante significativa na intensidade do ruído. O que pode fazer? Primeiro, peça ao seu médico para dosear a vitamina D no seu sangue.
É um exame simples denominado de 25 hidróxitamina D. Se estiver baixo, o A reposição pode ser feita tanto com suplementação como com alimentos como sardinha, atum, gema de ovo e cogumelos. Mas sempre com orientação médica, combinado? A vitamina D em excesso pode causar problemas graves. A reposição precisa de ser monitorizada.
Número quatro, o magnésio. Agora, presta muita atenção neste, porque ele é um dos mais importantes e, ao mesmo tempo, um dos mais ignorados nas investigações de zumbido. Imagine as artérias que conduzem sangue para o seu ouvido interno como mangueiras de jardim. Quando está bem nutrido e relaxado, estas mangueiras ficam abertas com boa pressão e a água flui com facilidade, levando oxigénio e nutrientes até às células mais sensíveis do ouvido.
Mas quando o magnésio está baixo, estes mangueiras começam a contrair-se, a apertar por dentro, como se alguém fosse apertando a borracha com os dedos. O fluxo de sangue diminui e quando o ouvido interno não recebe sangue e oxigénio suficientes, ele começa a enviar sinais de socorro para o cérebro. Estes sinais chegam como ruído, como zumbido.
Investigadores já identificaram com base em estudos clínicos, que a A deficiência de magnésio pode causar a contração das pequenas artérias que conduzem ao ouvido interno. E isso tem papel direto no desenvolvimento e agravamento do zumbido. Isso é especialmente verdade em pessoas que foram expostas a ruídos altos ao longo da vida, como trabalhadores de construção civil, operadores de máquinas, músicos, militares.
O magnésio atua também como protetor das células auditivas contra o dano causado pelo ruído excessivo. Sem ele, estas células ficam muito mais vulneráveis. E aqui é o dado que me preocupa profundamente. Segundo o Conselho Federal de Nutricionistas do Brasil, cerca de 80% da população brasileira consome magnésio em níveis insuficientes, 80%.
Isto significa que quatro em cada cinco brasileiros podem estar com o magnésio baixo agora mesmo enquanto assiste este vídeo. Por que razão isso acontece? Porque os alimentos mais ricos em magnésio, que são as folhas verdes escuras, como a couve e os espinafres, as sementes, os cereais integrais, as leguminosas, como o feijão e as lentilhas, foram sendo progressivamente substituídos ao longo das décadas por alimentos ultraprocessados, farinhas refinadas, fast food e snacks que não tem prática amente nenhum valor nutricional relevante. Além
disso, o stress crónico, que é uma realidade para grande parte dos brasileiros, aumenta a eliminação de magnésio pela urina. Isto significa que quanto mais stressado estiver, mais magnésio perde. E quanto mais magnésio que perde, mais difícil se torna controlar a contração dos vasos e mais susceptível fica ao zumbido.
Eu Tive um doente, o senhor António, de 73 anos, camionista reformado do interior de Minas Gerais. Aquele homem tinha tudo para ser saudável. Fazia caminhada três vezes por semana, não fumava, raramente bebia, mas o zumbido estava a destruir o casamento dele. Ele ficava irritado sem querer, gritava com a esposa, porque o barulho no ouvido aumentava quando ele ficava nervoso.
Perdia o sono toda a madrugada. A filha deles ligou-me desesperada, dizendo que a mãe estava a pensar em se separar porque achava que o pai tinha ficado uma pessoa diferente, agitada e impaciente. Quando investiguei a dieta do senhor António, percebi que praticamente não existia verdura de folha escura, semente ou grão integral às refeições.
Era tudo, arroz branco, carne grelhada, pão e bolacha. O magnésio dele estava no limite inferior da gama de referência, quase saindo para deficiência. Após orientação alimentar com inclusão de couve, feijão, banana e amêndoas na rotina e reposição orientada pelo seu médico em aproximadamente 2 meses, a intensidade do zumbido reduziu muito visivelmente e o humor e o sono dele melhoraram de forma significativa.
A família ficou aliviada. Como repor o magnésio? Aumente o consumo de espinafres, couve, brócolos, abacate, feijão, banana, amêndoas, castanhas e sementes de abóbora. São todos alimentos acessíveis, presentes no nosso dia-a-dia brasileiro, que qualquer pessoa consegue incluir na dieta sem precisar de dinheiro extra.
Se a deficiência for maior, o seu médico pode indicar a suplementação em doses adequadas, mas nunca tome suplemento de magnésio por conta própria, porque em excesso pode causar problemas gastrointestinais e interferir na absorção de outros minerais. Número três, o zinco. Quando se fala em zinco, a maioria das pessoas pensa imediatamente em imunidade, em cicatrização, mas poucos sabem que o o zinco é um dos minerais mais concentrados no interior do ouvido interno.
Ele está presente em elevadíssimas concentrações na cóclea, que é a estrutura em forma de caracol dentro do seu ouvido, responsável pela transformar as vibrações sonoras em sinais elétricos para o cérebro. Deixa eu usar uma analogia que facilita muito o entendimento. O zinco é como o óleo de motor do seu ouvido.
Sabe o que acontece quando o carro fica sem óleo? As peças metálicas começam a trabalhar com atrito uma contra a outra, a super aquecer e aquele barulho estranho começa a vir do motor. No ouvido acontece algo semelhante. Sem zincosuficiente, as células da cóclea perdem proteção antioxidante, ficam vulneráveis ao stress oxidativo e começam a gerar sinais elétricos anormais.
Estes sinais chegam ao cérebro como som, como zumbido. Pesquisadores da Universidade Northwestern de Illinois, nos Estados Unidos, observaram em estudos com doentes que aproximadamente 25% dos indivíduos com zumbido crónico grave apresentavam deficiência de zinco, 1/4 das pessoas com zumbidos graves e estudos publicados avaliando doentes com zumbido que receberam suplement zinco mostraram melhoria clínica significativa do sintoma, especialmente naqueles que efetivamente tinham deficiência do mineral comprovada em exame. Um estudo publicado na Otólod
A neurotologia analisou pacientes com zumbido tratados com suplementação de zinco comparados com um grupo placebo e encontrou resposta clínica favorável e estatisticamente significativa no grupo que recebeu o mineral. Além disso, um dado muito importante que poucos médicos costumam referir. A A deficiência de zinco aumenta progressivamente após os 60 anos de idade.
Isto acontece porque o intestino vai perdendo eficiência na absorção de zinco com o envelhecimento. O corpo do idoso pode estar a comer a mesma quantidade de zinco habitual, mas absorvendo muito menos. Isso pode explicar em grande parte porque é que o o zumbido é muito mais comum em pessoas mais velhas. Lembro-me de Cláudia, 62 anos, professora aposentada de Campinas, que chegou ao consultório dizendo-me que o zumbido estava a acabar com a vontade que ela tinha de viver.
Não que ela tivesse maus pensamentos, ela fez questão de esclarecer, mas no sentido de que a sua qualidade de vida tinha despencado completamente. Ela era uma mulher letrada, que adorava ler, que gostava de meditação, que ia à missa todos os os domingos e ficava em paz naquele silêncio. Com o zumbido, nada disto era mais possível.
Ela não conseguia ler porque o barulho tirava a concentração. Não conseguia meditar porque ao tentar focar o ruído parecia aumentar. Não conseguia sequer rezar em paz. Quando investiguei a história dela com cuidado, Descobri que há alguns anos ela se tinha tornado quase vegetariano por indicação de uma amiga.
Praticamente não comia carne vermelha, raramente comia frango, não gostava de marisco. A proteína dela provinha principalmente de queijo e ovo. Sem carne vermelha, a principal fonte de zinco biodisponível estava praticamente ausente da dieta. O exame confirmou a deficiência. A reposição e o ajustamento alimentar fizeram uma diferença que ela própria descreveu como extraordinária.
Em poucos meses, ela voltou a conseguir ler e passou a dormir melhor. As melhores fontes alimentares de zinco são as carnes vermelhas, os mariscos, especialmente as ostras, que são as mais ricas de todas. os ovos, as castanhas, as sementes de abóbora e de leguminosas, como o feijão e as lentilhas.
Se é idoso, vegetariano, ou simplesmente come pouca proteína animal, peça ao seu médico para dosear o zinco no sangue. Pode ser a resposta que procura há anos. Mas agora chegamos ao número dois e quero que se prepare porque este vai te surpreender muito. Número dois, a vitamina B12. Olha, esta é uma das deficiências que mais me preocupa no consultório.
E eu não estou falando por falar, estou a falar porque a frequência com que vejo é assustadora. A vitamina B12, também chamada cobalamina, é fundamental para o funcionamento saudável do sistema nervoso como um todo. Ela atua na produção e manutenção da mielina, que é a bainha protetora que reveste os neurónios e os nervos do corpo.
Deixa-me utilizar uma analogia simples. Sabe aquele fio elétrico da sua casa que tem uma borracha colorida à volta? Aquela borracha existe para que o fio transmita a corrente elétrica de forma eficiente e sem fuga. Quando essa borracha descasca ou se deteriora, o fio começa a fazer faísca, curto-circuito e você começa a sentir aquele cheiro a queimado e a ter problemas elétricos.
Com os nervos acontece exatamente isso. Quando a vitamina B12 está baixa, o mielina que reveste os nervos auditivos, os nervos responsáveis por conduzir o sinal sonoro do ouvido até ao cérebro começa a deteriorar-se. E quando esse nervo fica exposto, começa a disparar sinais elétricos de forma descontrolada e aleatória.
Esses disparos chegam ao cérebro como som, como zumbido. Pesquisadores da Universidade de Tela Aviv em Israel conduziram um estudo marcante que foi publicado no American Journal of Otolaring e mostrou que entre 36 e 47% dos doentes com zumbido crónico apresentavam deficiência de vitamina B12, quase metade das pessoas com zumbido persistente.
Quando esses mesmos os doentes receberam reposição adequada da vitamina, muitos deles referiram melhoria significativa ou mesmo completo desaparecimento do zumbido. E no Brasil isto é especialmente grave, porque existem pelo menos três grupos enormes de pessoas em situação de risco, que muitas vezes não sabem que estão com a B12 baixa.
O primeiro grupo são os idosos. Dados consistentes mostram que a a deficiência de vitamina B12 pode afetar até 40% das pessoas com mais de 65 anos. Por quê? Porque com o envelhecimento, o estômago começa a produzir menos de uma substância denominada fator intrínseco, que é absolutamente essencial para a absorção da B12 pelo intestino delgado.
Ou seja, mesmo que o idoso coma a carne todos os dias, se o estômago não produzir fator intrínseco suficiente, a vitamina simplesmente não é absorvida e vai embora pelo intestino sem ser aproveitada. O segundo grupo são as pessoas que utilizam Metiformina, o medicamento mais prescrito no Brasil para a diabetes tipo 2.
Estudos sólidos mostram que o uso prolongado de A metiformina pode reduzir significativamente os níveis de vitamina B12 no organismo, interferindo na absorção intestinal da vitamina. E quando digo que muitos Os doentes nunca foram orientados a monitorizar a B12, estou a falar de algo que acontece nos consultórios por todo o Brasil todos os dias.
O terceiro grupo são os consumidores crónicos de Omepraszol e outros inhibidores da bomba de protões, os famosos protetores gástricos. Esses medicamentos que são prescritos para a gastrite, o refluxo e a úlcera reduzem o ácido gástrico e o ácido gástrico é necessário para libertar a vitamina B12 dos alimentos.
Sem acidez adequada, o vitamina não é libertada da comida e não pode ser absorvida. É uma cadeia que termina em deficiência. Eu vou-te contar a história de Roberto, 61 anos, contabilista de São Paulo, que veio ao meu consultório com queixa de zumbido há cerca de 18 meses, tonturas ligeiras e uma sensação estranha de formigueiro nos pés.
Tomava omepraszol há 7 anos por refluxo. Diabético há 3 anos usava metiformina. dieta muito brasileira, mas sem grande carne vermelha, por restrição do cardiologista, por colesterol elevado. Quando pedia a dosagem da vitamina B12, o resultado era tão baixo que entrei imediatamente em contacto com ele para orientar a reposição.
O médico dele iniciou a suplementação por injeção, que é a forma mais eficiente em casos de deficiência importante. Emis meses, o formigueiro nos pés já havia diminuído muito. Em 4atro meses, o zumbido tinha reduzido de forma bastante expressiva. Antes de continuar com o número um, eu quero pausar aqui por um segundo e te pedir uma coisa do coração.
Se esse conteúdo está a ajudá-lo a entender algo que nunca tinha associado antes, por favor, dá aqui um joinha por baixo e inscreve-se no canal. Porque eu preparo este conteúdo com muito cuidados, pesquisando artigos científicos de verdade, porque acredito de verdade que merece informação de qualidade, informação que muda a vida.
e conta-me nos comentários de onde está a me assistindo. Estes comentários aquecem-me o coração. As principais fontes de vitamina B12 são as carnes, especialmente o fígado de bovino, que é a fonte mais rica de todas. Carnes vermelhas, peixes gordos, frango, ovos, leite e queijos. Se é vegetariano ou vegan, a suplementação é praticamente obrigatória, porque não existe uma fonte vegetal fiável de B12 biodisponível.
E se é idoso, usa metiformina ou omepraszol há mais de um ano, converse com o seu médico sobre a dosagem da B12. Não negligencie isso. E agora chegou a hora do número um. O que eu considero a deficiência mais negligenciada, mais subdiagnosticada e ao mesmo tempo mais diretamente relacionada com um tipo específico de zumbido que muita gente tem sem saber porquê.
O número um da nossa lista de hoje. Número um, a deficiência de ferro e a anemia. Sim, o ferro, a anemia por A deficiência de ferro é, na minha experiência clínica, uma das causas mais frequentes e mais negligenciadas de zumbido no Brasil. E não é coincidência. A Organização Mundial de Saúde estima que a anemia, por a deficiência de ferro afeta cerca de 25% da população mundial.
25% da humanidade. Mas porque é que a falta de ferro causa zumbido? Deixa-me explicar-te isso de uma forma que vai ficar muito clara. Quando tem anemia, o seu sangue pede a capacidade de transportar oxigénio de forma eficiente para os tecidos do organismo. O coração percebe que e faz o que qualquer motor faz quando o combustível está a chegar de moído.
Aumenta a rotação. O coração começa a bombear o sangue mais rapidamente, com mais força, tentando garantir que os tecidos recebem o oxigénio mínimo necessário para funcionar. Esse sangue circulando mais rápido e com mais turbulência dentro dos vasos do corpo cria um barulho. Assim como abre uma torneira muito forte e o cano começa a fazer aquele ruído, aquela vibração.
Agora pensa que isso acontece dentro dos vasos finíssimos que irrigam o ouvido interno. Aquela turbulência gera um som, um zumbido, que o ouvido interno deteta e envia para o cérebro e o cérebro regista aquilo como percepção de som, como zumbido. Este tipo específico de zumbido é chamado de zumbido pulsátil, porque muitas vezes pulsa ao ritmo do coração e ele é direto e claramente relacionado com a circulação.
A boa notícia é que quando a anemia é identificada e tratada e o ferro é reposto adequadamente, em muitos casos o zumbido melhora ou desaparece completamente. Mas há ainda um pormenor que a maioria das pessoas e infelizmente muitos médicos não sabem. Pode ter deficiência de ferro sem ainda ter anemia.
O nível de ferro nos stocks do corpo cai antes da anemia se instalar. E para detetar isso, o exame que precisa ser pedido não é só o hemograma, é a ferritina sérica, que é a proteína responsável por armazenar o ferro no organismo e que é o marcador mais sensível para a deficiência de ferro precoce antes mesmo de se tornar anemia franca.
Eu tenho uma história que exemplifica isso perfeitamente. O senhor Roberto, 55 anos, mecânico reformado de Curitiba, homem forte, trabalhador, que se orgulhava de nunca ter ficado doente. Ele achou que o zumbido era consequência de anos trabalhar com ferramentas barulhentas na oficina. E talvez parte do problema viesse daí, mas quando pedi o hemograma completo com ferritina, a ferritina estava extremamente baixa.
O hemograma ainda não apresentava anemia instalada, mas o stock de ferro estava no chão. Iniciamos a reposição com orientação médica. Ajustamos a dieta com mais carne vermelha, feijão com folha verde como a couve, que aumenta a absorção e frango. Em três meses, o zumbido tinha reduzido de forma muito expressiva.
Em seis meses, já quase não sentia o barulho. Quem está em risco de ter deficiência de ferro? Mulheres em período fértil, sobretudo as que têm menstruação intensa ou fluxo prolongado, idosos, porque a absorção de ferro diminui com a idade e muitos comem menos carne. As pessoas que usam antiácidos cronicamente, porque o ácido gástrico é necessário para a absorção do ferro.
vegetarianos e veganos. Porque o ferro de origem vegetal, denominado ferro não m é muito menos absorvido pelo intestino do que o ferro animal. Pessoas com doença inflamatória intestinal como o cron ou retocolite e qualquer pessoa que tenha passado pelo período de alimentação muito restrita, dieta demasiado radical ou que simplesmente não come carne com a frequência que o corpo precisa, o que fazer? Peça ao seu médico um hemograma completo com ferritina sérica.
Esse exame custa pouco, é a cobertura do SUS. pode ser feito em qualquer laboratório e pode revelar a causa do zumbido que ninguém ainda tinha investigado de forma adequada. Agora quero dar-te um resumo prático e direto de tudo o que vimos hoje, porque quero que saia daqui com um plano de ação real. Primeiro passo, se tem zumbido persistente, ou seja, que dura mais de 3 meses, e nunca fez análises ao sangue especificamente vocacionados para investigar deficiências nutricionais, esse é o seu próximo passo imediato.
Peça ao seu médico um painel, incluindo vitamina D, magnésio sérico, zinco, vitamina B12 e ferritina sérica com hemograma completo. São exames acessíveis, básicos, que deveriam fazer parte de qualquer investigação de zumbido crónico. Segundo passo, reveja a a sua alimentação com honestidade. Uma dieta rica em cores com folhas verdescuras como a couve, os espinafres e rúcula, com proteínas de qualidade, como carnes, ovos, peixe e frango, com leguminosas como o feijão e as lentilhas, com frutos, castanhas e sementes, é a base
para repor naturalmente todos estes nutrientes que hoje listamos. Terceiro passo, tenha especial atenção se é idoso ou idosa. A partir dos 60 anos, a absorção de praticamente todos estes nutrientes diminui de forma progressiva. Pode estar a comer bem e ainda assim estar deficiente, porque o intestino e o estômago já não absorvem com a mesma eficiência de quando se tinha 40 anos.
A suplementação direcionada com acompanhamento médico pode fazer toda a diferença nesta fase da vida. Quarto passo, se utilizar algum medicamento de forma crónica, especialmente a metiformina para a diabetes ou omepraszol e similares para o estômago, informe o seu médico sobre o zumbido e peça para incluir a dosagem de vitamina B12 e ferro nos exames de rotina.
Esses medicamentos são excelentes, necessários, salvam vidas, mas tem um efeito colateral, nutricional que muitas vezes passa despercebido durante anos. Quinto passo, e que é absolutamente inegociável, não se automedique. Suplementar vitaminas e minerais sem orientação médica pode parecer algo simples e inofensivo, mas o excesso de ferro pode ser extremamente tóxico e causar danos ao fígado.
O excesso de zinco pode prejudicar a absorção de cobre e outros minerais. O excesso de vitamina D pode provocar hipercalcemia, que é a acumulação excessiva de cálcio no sangue, e gerar problemas nos rins e no coração. Faça os exames, descubra o que está em falta e reponha sempre como orientação do seu médico. Minha gente, o zumbido não tem de ser uma sentença permanente na sua vida.
Ele pode ser um sinal de alerta do seu organismo, um recado que o corpo envia quando está necessitar de algo que não está recebendo. E assim como a luz de alerta do painel do carro não desaparece sozinha só porque a ignora por meses, o zumbido também não desaparece enquanto a causa não for identificada e tratada.
A diferença entre quem convive anos a sofrer com este barulho, perdendo o sono, perdendo a paciência, perdendo a qualidade de vida. E quem consegue encontrar um alívio real é muitas vezes simplesmente ter feito os exames certos com o médico certo e ter tido a curiosidade e a coragem de investigar a fundo o que se passava dentro do próprio corpo.
Você merece dormir em paz. Você merece acordar sem aquele chiado. Você merece sentar-se num lugar silencioso e, de facto, ouvir o silêncio. Você merece ter qualidade de vida. Se este vídeo abriu-lhe os olhos para algo que nunca tinha considerado antes, peço-te de coração uma coisa. Partilha esse conteúdo com alguém que que adora e que também sofre de zumbidos, com o seu marido, com a sua mulher, com a sua mãe, com o seu pai, com aquele amigo de anos que se queixa sempre deste barulho no ouvido, mas nunca fez os exames. Porque talvez a informação que
passei aqui hoje seja exatamente o que faltava para essa pessoa dar o próximo passo rumo ao alívio. E se quiser saber mais sobre como a alimentação afeta diretamente a sua saúde auditiva, no próximo vídeo vou mostrar-te os cinco alimentos que estão a destruir o o seu ouvido por dentro e que você provavelmente come todas as semanas sem saber.
São alimentos comuns presentes na mesa brasileira que aumentam a inflamação e prejudicam a circulação do ouvido interno. Não percas este vídeo porque ele pode surpreender-te bastante. Eu sou a Dra. Laura Mares e foi um prazer enorme estar hoje aqui consigo. Cuida de si, procura o seu médico de confiança, faz os exames que eu referi e lembra sempre: a saúde vale cada investigação, cada exame, cada mudança de hábito que decidir fazer.
Que Deus te abençoe e te dê muita saúde. Um abraço de coração.