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O sedutor com licença para matar: Justiça SOLTA ASSASSINO DE NAMORADAS e cheiro de decomposição revela uma NOVA VÍTIMA do golpe do amor

O desejo por companheirismo, o direito de recomeçar a vida amorosa e a busca por afeto na terceira idade não deveriam, sob nenhuma hipótese, ser o passaporte para o necrotério. No entanto, a crônica policial brasileira acaba de registrar mais um capítulo sangrento que escancara não apenas a frieza de um predador em série, mas a falência absoluta de um sistema penal que parece trabalhar a favor do crime. Um homem condenado por assassinar a namorada foi devolvido às ruas pela Justiça. O resultado dessa liberdade condicional? Mais uma mulher morta, um corpo apodrecendo em um imóvel alugado e um criminoso enviando mensagens pelo celular da vítima para extorquir seus vizinhos.

Homem preso por matar a namorada em Guarapari já foi condenado por  assassinar a noiva e jogar corpo em piscina no ES | FollowNews

O cenário desta tragédia anunciada é o bairro São Judas Tadeu, na cidade de Guarapari, estado do Espírito Santo. Foi ali, por trás das portas fechadas de uma residência recém-alugada, que o silêncio lúgubre de vinte dias chegou ao fim de maneira perturbadora. Rosimeri Morelia Yala, uma mulher de 64 anos, cheia de vida, com independência financeira e projetos para o futuro, foi encontrada morta. O principal e único suspeito do crime bárbaro é Alex de Almeida Barros, de 48 anos, um homem que ostentava a fachada de um parceiro ideal, mas que carregava o currículo macabro de “matador de namoradas”.

A engenharia do crime revela um modus operandi perverso, meticulosamente desenhado para explorar a vulnerabilidade emocional e financeira de mulheres mais velhas. Rosimeri, descrita por conhecidos como uma pessoa extremamente bacana e de bom coração, havia conhecido Alex através da internet. O que se desenhou inicialmente como um romance promissor, rapidamente se transformou em uma paixão descrita pelas autoridades como doentia. O relacionamento durou apenas cerca de dois meses, tempo exato e suficiente para que o predador mapeasse o patrimônio da vítima, ganhasse sua confiança e executasse um plano letal.

A estratégia do suspeito era clara e impiedosa: identificar mulheres com mais de 60 anos, solteiras, viúvas ou separadas, que possuíssem um bom patrimônio. Alex é descrito como um homem “boa pinta”, sedutor, capaz de preencher o vazio emocional de suas vítimas. Uma vez infiltrado na vida dessas mulheres, ele passava a explorá-las financeiramente. E, se o dinheiro não fluísse com a facilidade desejada, a morte era o próximo passo.

No caso de Rosimeri, a motivação financeira transbordava. A vítima havia recentemente vendido dois apartamentos na capital, Vitória, em uma transação avaliada em R$ 300.000. O faro do assassino foi atraído por essa quantia. A investigação aponta que Alex planejou a execução da namorada com o objetivo de roubar absolutamente tudo o que ela possuía, focando vorazmente no dinheiro oriundo dessa venda imobiliária.

O descobrimento do cadáver é um roteiro digno de filmes de horror, mas com a crueza que apenas a realidade brasileira pode oferecer. Rosimeri estava desaparecida há quase três semanas. Vizinhos notaram a ausência, o silêncio incomum, e contataram a família da vítima, residente no estado de Goiás. A confirmação do sumiço acendeu o alerta, mas o desfecho só ocorreu devido à intervenção do acaso e do faro aguçado de profissionais do mercado imobiliário.

Duas corretoras de imóveis, responsáveis por tratar das negociações financeiras dos apartamentos vendidos por Rosimeri, foram até a residência alugada no bairro São Judas Tadeu para tentar contato. A vítima havia alugado e mobiliado a casa há cerca de cinco meses, mas tentou devolver o imóvel, esbarrando em questões contratuais. Ao chegarem ao local, as corretoras não encontraram a cliente, mas se depararam com um odor insuportável e nauseante. Uma das profissionais, ao receber a chave e subir a um dos andares da casa, foi atingida em cheio pelo forte cheiro da morte. A intuição foi imediata e crucial: havia algo de muito errado ali.

A atitude rápida dessas mulheres em acionar as autoridades policiais foi o divisor de águas. Não fosse o incômodo com o mau cheiro e a coragem de denunciar a suspeita, o corpo de Rosimeri poderia ter permanecido oculto por muito mais tempo, enquanto o assassino continuava a delapidar seus bens. Essa ação reforça a importância da vigilância comunitária e de nunca ignorar instintos diante de situações anormais.

Contudo, a monstruosidade de Alex de Almeida Barros atinge seu ápice na frieza de suas ações pós-crime. Enquanto o corpo de Rosimeri entrava em estado de putrefação avançada em um dos cômodos da casa, o suspeito utilizava o aparelho celular da vítima para continuar seu esquema de roubo. Dias antes de ser assassinada, Rosimeri havia vendido os móveis da residência para um vizinho conhecido como “seu Reni”, já que planejava entregar a casa.

Transformando-se em um fantasma digital, Alex assumiu a identidade da namorada morta no aplicativo de mensagens. Ele passou a cobrar o vizinho insistentemente, exigindo que o pagamento pelos móveis fosse feito via Pix diretamente para ele, alegando que Rosimeri havia “autorizado” a transação. O depoimento do vizinho revela a audácia do criminoso e a esperteza de quem desconfiou do golpe. O comprador foi categórico ao recusar a transferência eletrônica, afirmando que não realizava transações financeiras com terceiros e que exigia resolver o pagamento “cara a cara”. A intuição de Reni, somada à desconfiança em relação à presença do rapaz na varanda da casa vinte dias antes, foi fundamental para que a polícia montasse o quebra-cabeça e identificasse o autor do crime.

Assim que a polícia militar constatou o óbito e o cenário de homicídio em Guarapari, uma verdadeira caçada humana foi iniciada. O paradeiro do “boa pinta” foi descoberto fora do estado. Alex foi localizado e preso pelas autoridades em Minas Gerais, tentando fugir das sombras do crime que havia acabado de cometer. Mas a captura do suspeito não trouxe alívio, e sim uma indignação profunda e nauseante.

O choque maior para a sociedade não reside apenas na crueldade do crime atual, mas na revelação aterradora do histórico do assassino. Alex de Almeida Barros já possuía as mãos sujas com o sangue de outra mulher.

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A linha do tempo criminal deste indivíduo é uma afronta à lógica da justiça e à segurança das mulheres brasileiras. Em 2020, o mesmo Alex assassinou Eusineia Loiola, uma mulher de 50 anos, na cidade de Anchieta, no sul do Espírito Santo. O crime guarda semelhanças perturbadoras com o assassinato atual. Eusineia, também namorada do suspeito, ficou dias desaparecida até ser encontrada morta dentro da piscina de um sítio. Na época, além do homicídio, as autoridades já investigavam Alex pelo crime de estelionato, delineando claramente seu perfil de parasita financeiro e executor frio.

Pela morte brutal de Eusineia, o assassino enfrentou um tribunal do júri apenas em 2023. A sentença ditada pela Justiça foi de brandos 12 anos de prisão por um crime hediondo. Como se a pena em si já não fosse um insulto à memória da vítima, as engrenagens do sistema penal brasileiro providenciaram um espetáculo de impunidade. Em 2025, após cumprir ridículos um terço da sua pena, Alex ganhou o benefício da liberdade condicional. O homem que havia seduzido, roubado e afogado sua parceira foi devolvido ao convívio social com o aval do Estado.

O questionamento que reverbera nas ruas, nos noticiários e nas mentes de milhões de brasileiros é inevitável e doloroso: Quem é que mata uma mulher de forma brutal e é condenado a apenas 12 anos de cadeia? Mais revoltante ainda: Como um indivíduo com esse grau de periculosidade atinge as ruas novamente após cumprir a fração mínima de uma pena já branda? O sistema de progressão de regime transformou a condenação em uma mera formalidade, uma breve interrupção na carreira de um predador.

A Justiça, amparada por leis que priorizam a ressocialização irrestrita em detrimento da segurança pública, abriu as portas da prisão para que Alex pudesse caçar novamente. A liberdade condicional concedida ao assassino de Eusineia foi, na prática, a sentença de morte antecipada para Rosimeri. O Estado falhou miseravelmente na sua função mais elementar: proteger os cidadãos de monstros com histórico comprovado.

As mulheres brasileiras enfrentam o desafio contínuo do machismo e da violência de gênero. Mulheres com mais de 60 anos, que trabalharam a vida inteira para construir seu patrimônio, que criaram suas famílias e que agora buscam o direito legítimo de desfrutar de novos relacionamentos, estão sendo caçadas por estelionatários emocionais. Eles não chegam armados com revólveres; chegam armados com flores, elogios na internet, palavras doces e promessas de companheirismo. E, quando as cortinas da sedução caem, revelam-se psicopatas dispostos a torturar, enganar e matar por uma transferência via Pix.

Enquanto a família de Rosimeri se desloca de Goiás para o Espírito Santo com a dor imensurável de buscar um corpo no Instituto Médico Legal, a sociedade é obrigada a engolir a amarga realidade de que a impunidade é a regra, não a exceção. O criminoso agora aguarda um novo julgamento. Novamente, a Justiça terá a oportunidade de mantê-lo atrás das grades. Resta saber se, desta vez, as leis permitirão que o assassino apodreça na prisão, ou se, daqui a alguns anos, a brecha de um novo benefício legal o colocará nas ruas para fazer sua terceira vítima. O “matador de namoradas” é o retrato fiel de um Brasil onde a vida das mulheres custa menos do que um terço de uma pena mal aplicada.