PENSOU que ia PASSAR batido mas olharam o CELULAR DELA!
Se eu disser que uma mulher foi arrastada pela lama por causa dessa foto, parece uma foto comum, mas se ampliarmos a imagem, ela estava fazendo o sinal dos “três”, que no Rio de Janeiro é uma referência à facção Terceiro Comando Puro. No entanto, uma mulher que provavelmente era de uma área de baixa renda foi para uma área controlada pelas duas facções, ou seja, a facção Comando Vermelho, mas ela não foi para qualquer favela.
Jeane Bebel tinha ido para a Rocinha, supostamente para encontrar outra mulher. Porém, começaram a surgir várias notícias dizendo que ela tinha sido descoberta por causa daquela foto. Depois daquele dia, ela nunca mais foi vista. Imagine só, você é uma mulher no submundo do crime do Rio de Janeiro. Pertence a uma das facções mais temidas.
Ela tem fotos com fuzis, faz gestos de gangue nas redes sociais e, para piorar tudo, decide entrar sozinha no território do seu maior inimigo, só para encontrar uma mulher. Hoje vou contar a história real, crua e sem filtros de Bebel, a traficante da facção Terceiro Comando Puro que desapareceu na Rocinha, antigo reduto da facção comunista.
O corpo não foi encontrado até hoje e, segundo o perfil que supostamente foi trazido para cá, seu nome era Jean, seu nome de batismo. É importante ressaltar que fizemos uma busca extensa online e a correspondência mais próxima que encontramos foi este perfil que especifica que seu nome é Jeane. Portanto, essa versão pode ser contestada, mas nas ruas do Rio todos a conheciam como Bebelzinha.
Ela era originalmente do Senador Camará, área controlada pelo Terceiro Comando Puro há anos. Além disso, o Senador Camará é um complexo repleto de favelas, onde atuam as tropas coreanas. Um lugar que a mídia quase nunca mostra. Aqui, uma única tropa domina tudo há décadas.
Eles bloqueiam as ruas com ônibus, roubam carros de luxo. O complexo coreano no Senador Camará fica na zona oeste do Rio de Janeiro. É uma favela gigante que não vemos muito na mídia. E aí, pessoal, aqui estamos de novo no nosso pequeno mapa. Isso aqui, como vocês já sabem, é o Rio de Janeiro. Senador Camará, mano.
Fica bem aqui na zona oeste, então podemos dar um zoom. E é justamente uma das poucas partes da zona oeste que tem uma presença tão forte do Terceiro Comando, certo? Se dermos um zoom aqui, vejam, este é o Senador Camará e esta é a Vila Aliança, certo? E o Senador Camará, junto com a Vila Aliança, forma um complexo enorme, como vocês podem ver aqui.
Esta é a terceira área, e aqui do outro lado fica Vila Kennedy, que já é controlada pelo CV. E vejam só o que temos aqui. Também temos a facção “amigos de amigos”. Qual é o problema? É porque ela era desta região aqui. E para onde ela foi? Foi para a Rocinha. É longe daqui.
Porque para chegar à Rocinha você tem que andar todo este caminho, descer, passar por Taquara. Lembrem-se que esta é apenas uma das rotas; ela passa pela Barra da Tijuca, depois pelo Jardim Oceânico, e chega aqui, que é a Rocinha, certo? E aqui, do outro lado, fica o Vidigal. E como vocês podem ver, toda esta área é controlada pelo Comando Vermelho.
Vejam só. Ela viajou daqui, que é território puro do Terceiro Comando, passando por várias áreas de diferentes facções para chegar a uma área do CV. Enquanto a Rocinha tem vista para o mar e aparece em telenovelas, Coreia permanece escondida na zona oeste, mas é aqui que ocorre o maior volume de roubo de veículos do país, juntamente com o complexo do Chapadão.
A polícia entra e os traficantes ordenam que ônibus bloqueiem a rua. Desde os anos 2000, a Senador Camará é controlada pela TCP. Eles controlam o tráfico de drogas, o roubo de carros e toda a logística da zona oeste. Dois nomes marcaram a era Senador Camará.
Um deles foi Márcio, conhecido como o matemático, que era o chefe. Em 2012, o COR (Centro de Operações) da Polícia Civil realizou uma perseguição que foi parar na televisão e entrou para a história. A perseguição envolveu até mesmo o uso de uma câmera térmica de um helicóptero, porque o homem estava fugindo pelos telhados, e a imagem viralizou.
Ele foi encontrado morto dentro de um carro abandonado na Senador Camará. Havia também o Aranha, que era Juares Mendes da Silva, dono da Vila Aliança. Ele deu a entrevista mais famosa sobre o narcotráfico brasileiro no documentário “Dança com o Diabo”. Falou abertamente sobre como funcionava a logística da cocaína, as regras da quadrilha e como mantinha o respeito na comunidade.
Muitos moradores antigos dizem que, na época do Aranha, havia ordem. De acordo com o que vimos no documentário, Coronel e Sabão são os nomes que a polícia tem procurado mais recentemente no bairro Camar. A Coreia é conhecida por uma coisa: quando a polícia chega, chega com tudo.

Para quebrar recordes. O 14º Batalhão de Bangu, Abope, Cor, todos já realizaram operações no Senador Camará, houve policiais militares presos por receberem propina das tropas, e houve apreensões de refinarias de cocaína e
arsenais de AK-47. No entanto, Bebelzinha não era esposa de traficante, ela era, na verdade, membro de uma facção. Tanto que havia uma foto dela fazendo vários gestos com as mãos, o símbolo clássico do Terceiro Comando Puro. Sua saída do Rio de Janeiro pode ser interpretada como uma mudança de facção.
Ela também postou mensagens indiretas direcionadas à facção do Sabão, uma das mais perigosas ligadas ao comando de Camará. Por fim, se você for ao perfil dela, verá várias fotos com fuzis. No tráfico de drogas do Rio de Janeiro, uma mulher que ascende no mundo do crime geralmente é tratada de duas maneiras.
Ou você se torna a primeira-dama, aquela que supostamente deve ser protegida, ou você se torna uma soldado. Bebzinha parecia estar seguindo o segundo caminho. Ela tinha um perfil no Instagram chamado Bebel da Tropa 31, mas sua última publicação foi em 1º de janeiro de 2024, o que significa que já faz cerca de dois anos que não temos fotos novas dela.
Naquela mesma publicação, alguém comentou: “Virou comida de urso”. Nos destaques do seu perfil fixado, descobrimos que ela morava na favela do Sapo. Também havia algumas fotos dela no complexo 48, onde inclusive temos duas fotos dela hasteando a bandeira de Israel, uma referência à TCP, e segurando um fuzil que parecia ser um AK-47.
E o mais curioso, cara, é que na segunda foto que vimos, além dela segurando um rifle e com o emoji da bandeira de Israel, também aparece a bandoleira de AK-47 que ela estava usando, customizada com a bandeira coreana, onde ela também fazia o sinal de “todos os três”, que supostamente é a foto que circulou na internet. Também há fotos dela no Morro do Sabão; não há muito mais no Instagram dela, mas teríamos que investigar mais a fundo.
Então, procurando por Bebel da Tropa no Twitter, não encontramos nada. Procuramos pelo segundo nome do perfil que diz “Bebeinha da pista” no Twitter e encontramos um perfil com o mesmo nome que tem até uma foto da Jeane de quando ela ainda tinha cabelo. No entanto, esse perfil foi criado em 2018 e parece ter sido abandonado naquele mesmo ano.
Então, como último recurso, já que não encontramos nada nas redes sociais dela, fomos para a página dela no Facebook. Então, pesquisando por Bebelzinha da pista, encontramos seu perfil no Facebook, onde sua última publicação era de 13 de abril de 2024, bem mais recente do que a publicação que ela tinha no Instagram. Podemos ver um contraste nítido em sua vida, porque veja só, esta é uma foto dela de 10 de junho de 2019, onde ela parecia uma jovem normal antes de se envolver com o crime.
E esta é a última foto dela que temos registrada, o que mostra uma enorme diferença. Em seu perfil, encontramos várias fotos de pessoas que supostamente morreram ao longo dos anos em decorrência do crime. Entre 2018 e 2022, ela entrou para o mundo do crime. Vou continuar, mas primeiro, um novo vídeo é lançado todos os dias às 11h.
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Para entender o que aconteceu, é preciso entender o contexto. A Rocinha é a maior favela da América Latina e um dos pontos de tráfico de drogas mais cobiçados do Rio. Hoje, é dominada pela facção comunista. E para um membro do Terceiro Grupo, entrar lá é como entrar na boca do leão de olhos vendados.
O TCP e o CV estão em guerra aberta há décadas. Já houve invasões, represálias, corpos encontrados em valas, execuções. E em 2025 e 2026, a disputa só se intensificou, e as mulheres dentro das facções não ficaram de fora. Frequentemente, elas são usadas como mensageiras, vigias ou até mesmo como as famosas mulas usadas para transportar narcóticos para qualquer lugar.
Bebeinha sabia disso e mesmo assim foi. Segundo informações que vazaram primeiro no Instagram e depois em perfis de notícias policiais, Bebeinha foi à Rocinha para encontrar uma mulher. Não se sabe se era uma dívida, uma briga ou discussão pessoal, ou algo maior envolvendo tráfico de drogas.
O que se sabe é que ela entrou sozinha e não saiu mais. Isso mesmo, cara, pelo que pesquisamos aqui, aconteceu de madrugada e ela chegou à Rocinha por volta desse horário. Aí os caras da CV que estavam na Rocinha, checando quem entrava e saía, olharam para a garota e disseram: “Ei, quem é você?”. Depois pediram o celular dela.
É isso aí, cara. Quando abriram o celular dela e olharam a galeria, tinha uma foto dela.
Uma foto dela com um rifle, fazendo o gesto de “tudo a três” com a mão e com uma bandeira israelense. Cara, aquilo foi praticamente uma confissão, tipo, por favor, me matem. Pense bem, você é um cara da CV, viu essa pessoa, olhou o celular dela e viu aquelas fotos, e pensou: “Nossa, essa garota da TCP, ou ela veio nos espionar ou veio fazer outra coisa”.
E a verdade é que, cara, a gente não sabe o verdadeiro motivo de ela ter ido lá, se foi encontrar uma mulher, se foi espionar, a gente não tem a menor ideia. Aí os caras disseram: “Cara, você vai ser demitido”. Eles não perderam tempo, pegaram ela e levaram para dentro da comunidade. E desde então, nada, nenhum corpo sequer, você consegue imaginar?
Não houve prisões, nenhum vídeo vazado, só silêncio e boatos que se espalharam rapidamente. Bebelzinha teria sido executada na Rocinha e seu corpo foi descartado de forma que nunca mais foi encontrado. Alguns moradores dizem que ela até tentou negociar, que pediu para falar com alguém. Outros dizem que foi um tiro rápido na nuca, que o corpo foi jogado em um lugar que só eles conhecem, supostamente um cemitério clandestino, algo que já sabemos, e talvez até façamos um vídeo sobre cemitérios clandestinos algum dia.
No entanto, mesmo agora, em abril de 2026, a família e os parceiros do TCP ainda esperam, mas ninguém acredita em um milagre. Alguns dizem que Bebelzinha foi imprudente ao entrar em território rival com provas em seu celular. Para muitos, isso foi loucura, sabe? Outros acham que foi uma missão maior, talvez para encontrar alguém que devia dinheiro a terceiros, ou até mesmo alguém que devia dinheiro ao TCP (Terceiro Comando Puro), ou até mesmo uma traição interna, não é? A famosa tática de “pular o muro”.
É assim que funciona no crime, você nunca sabe quem está te traindo. O fato é que casos como esse não são incomuns. Há muitas mulheres envolvidas no crime que vivem na corda bamba. Elas são usadas, elogiadas nas redes sociais e descartadas quando se tornam um problema. Bebelzinho se tornou recentemente um símbolo dessa violência.
Perfis de criminosos no Instagram explodiram após o caso. Alguns lamentando, outros comemorando, dizendo que mais uma da TCP caiu. A história de Bebelzinha é mais uma no livro sobre o crime organizado no Rio, uma mulher que escolheu o caminho da terceira parte e pagou o preço mais alto por entrar em território errado.
Enquanto o corpo continua desaparecido, a lenda cresce nas ruas do Senador Camará e nas comunidades do terceiro distrito. Seu nome se tornou um alerta. Cuidado em quem você confia e onde você pisa. Muito obrigada por assistir a este vídeo. Você pode conferir as fontes deste vídeo no primeiro comentário fixado.
Essas pessoas aqui ao lado são as que assinaram, sejam membros ou tenham enviado uma mensagem. Muito obrigada! Por hoje é só, até o próximo vídeo.