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Você acorda exausta, sente dores pelo corpo e sua memória parece estar falhando, mas os exames de rotina dizem que está tudo normal? Existe um segredo silencioso que está roubando sua energia todos os dias e a maioria das pessoas nem imagina. Dois ladrões invisíveis podem estar destruindo sua qualidade de vida agora mesmo. Não aceite o cansaço como parte do envelhecimento. Descubra os sinais alarmantes que seu corpo está enviando e o que fazer para recuperar sua saúde hoje. Clique no link abaixo e veja o vídeo completo.

Falta de vitamina D e B12? Faça isso TODOS os dias — Nunca mais | Cura da deficiência de vitaminas

 

Acorda cansada toda a manhã, mesmo depois de dormir 8 horas? As pernas formigam quando se senta no sofá a ver TV. Desce um lance de escadas e sente que os joelhos estão gritando. Está esquecida das coisas mais simples, coisas que antes nunca te escapavam. Vai-se ao médico, faz-se um monte de exames e tudo parece normal, mas você sabe que algo está errado.

Sente no o seu próprio corpo. Minha gente, presta atenção a isto que te vou falar agora, porque provavelmente ninguém te disse isso de forma tão clara ainda. Dois ladões silenciosos estão a roubar a sua energia, a sua saúde e a sua qualidade de vida todos os dias. E chamam-se deficiência de vitamina D e deficiência de vitamina B12.

A parte mais assustadora de tudo isto, pode estar a sofrer dessas deficiências agora mesmo, sem saber, porque os sintomas são tão subtis no início que a maioria das pessoas coloca a culpa no stress, na idade ou no trabalho. Eu sou a Dra. Adriele Castro e no consultório vejo isto acontecer todos os dias da minha vida.

Os doentes que chegam até mim completamente esgotados, com dores sem explicação, com a memória a falhar, com humor nas alturas e nas baixas o tempo todo. E quando fazemos os exames certos, adivinha o que encontra? vitamina D no solo, vitamina B12 no chão. E o pior de tudo é que este é completamente corrigível quando identificado atempadamente.

Nesse vídeo, eu Vou mostrar-lhe os cinco sinais que o seu corpo está a mandar agora mesmo, porque o Brasil é um dos países com mais deficiência de vitamina Dundo, mesmo sendo um país tropical. O que você pode fazer hoje para começar a mudar esse quadro? E o que acontece ao seu corpo quando mantém estas vitaminas nos níveis certos? Fica comigo até ao final porque o item número um vai-te surpreender.

Mas antes de entrar nos sinais, preciso que perceba porque isto está a acontecer com tanta gente ao mesmo tempo, porque não é coincidência. Imagine que o seu corpo é uma fábrica enorme e bem organizada. Para essa fábrica funcionar bem, necessita de determinados componentes chegando à linha de produção todos os dias. Quando um componente essencial em falta, a fábrica não pára de uma hora para a outra.

Ela vai abrandando aos poucos, vai apresentando pequenas falhas aqui e ali. Uma máquina a travar, outra a funcionar pela metade, uma terceira fazendo barulho esquisito. É exatamente isso que acontece consigo. Quando a vitamina D e o a B12 estão baixas, o corpo não colapsa de repente, ele vai definhando em silêncio aos poucos, de tal forma que é difícil perceber o que está a acontecer.

E olha, eu sei que pode parecer um exagero falar assim, mas os números assustam-me genuinamente como médica. Um estudo denominado EP Vida, coordenado pelo investigador Edson Moreira da Fiocruz Bahia e publicado no Journal of the Endocrine Society, avaliou adultos saudáveis ​​nas cidades de Salvador, Curitiba e São Paulo e encontrou um resultado que ninguém esperava.

Mesmo no verão, mais de 60% dos participantes tinham deficiência ou insuficiência de vitamina D. Em São Paulo, 20% dos participantes tinham deficiência confirmada e mais de metade apresentou insuficiência. Em Curitiba, os índices foram semelhantes. Em Salvador, cidade conhecida pelo sol forte, os números também foram alarmantes.

E atenção, no inverno os níveis podem cair mais 30% do que no verão. Isto significa que a situação pode ser ainda mais crítica nos meses frios. O Brasil é um país tropical. Temos sol o ano inteiro e mesmo assim estamos deficientes. Por quê? Por que vivemos dentro de escritórios, de automóveis, de apartamentos de vidro com ar condicionado? Passamos protetor solar o todo o dia e mal colocamos o nariz para fora durante as horas em que o sol produz realmente vitamina D na nossa pele.

 

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A modernidade isolou-nos do sol sem que nos apercebêssemos. E a vitamina B12, um inquérito utilizando dados do SUS e do sistema privado de saúde entre 2016 e 2023. mostrou que as internamentos por deficiência de B12 no Brasil cresceram 32% nesse período, 32% em apenas 7 anos. E isso é apenas o que foi diagnosticado, porque os especialistas alertam que a B12 é uma das deficiências mais subdiagnosticadas que existem em parte porque os seus sintomas aparecem muito depois de o dano já começou.

Então, se está a se sentindo-se cansada, sem motivo, com formigueiros, com memória a falhar, com dores no corpo, com humor alterado, não ignore estes sinais. Vamos perceber o que está a acontecer. Vamos começar pelo sinal número cinco, que é um dos mais ignorados de todos. Número cinco, cansaço que não passa nem com o descanso.

Sabe aquele cansaço que sente que não vai embora mesmo quando dorme bem? Aquela fadiga que está presente no exato momento em que abre os olhos de manhã e que te acompanha todo o dia desde o pequeno-almoço até à hora de deitar. Pois bem, este é um dos primeiros sinais de que a vitamina D e a B12 podem estar baixas, mas é também o sinal mais subestimado, porque toda a gente acha que é stress ou que é coisa da idade.

Vou explicar-te porque é que isso acontece lá dentro do seu corpo. A vitamina B12 é essencial para a formação dos glóbulos vermelhos, que são as células do sangue responsáveis ​​por transportar oxigénio de um canto do corpo para o outro. Pensa nos glóbulos vermelhos como um serviço de entrega de oxigénio a cada célula do o seu organismo.

Quando a B12 está baixa, este serviço de entrega vai mal. Os glóbulos vermelhos ficam demasiado grandes. anormais, deformados e não conseguem fazer o trabalho como deve ser. O resultado é que os seus músculos, os seus órgãos e, principalmente, o seu cérebro ficam sem o oxigénio de que necessitam. Daí a exaustão, daí aquela sensação de que o depósito está sempre vazio.

Os médicos chamam a esta condição de anemia megaloblástica, nomeadamente, anemia com glóbulos vermelhos gigantes e disfuncionais. A vitamina D entra nesta história também, porque ela participa ativamente do metabolismo energético das células. Quando ela está baixa, o metabolismo abranda. Consome mais energia para fazer as mesmas tarefas do dia-a-dia.

É como conduzir um carro com o motor mal regulado. Até anda, mas bebe muito mais combustível do que deveria e engasga-se nas subidas. Além disso, a a vitamina D influencia a produção de melatonina, a hormona do sono. Sem exposição solar. adequada, a produção de a melatonina fica comprometida, o sono piora e depois entra num ciclo vicioso.

Você dorme mal, acorda cansada, não está ao sol porque está cansada e a vitamina D torna-se cada vez mais baixa. Dona Cláudia, uma professora de 62 anos do interior de Minas Gerais, chegou ao meu consultório dizendo que se estava a sentir velha antes do tempo. As palavras dela foram exatamente essas.

Ela dizia que acordava cansada, que mal conseguia dar as suas aulas com o mesmo ânimo de antes, que chegava a casa e não tinha vontade de fazer absolutamente nada. Ela foi ao clínico geral, fez exames básicos de sangue e o médico disse que estava tudo bem, mas quando doseámos especificamente a vitamina D e a B12, os níveis estavam no chão.

A vitamina Delava em 14 ng por militro, quando o ideal é estar acima dos 30, e a B12 estava nos 138. Com a suplementação orientada e as mudanças alimentares, em 3 meses, a dona Cláudia voltou ao consultório com outra energia. Ela disse que tinha voltado a sentir-se ela própria. O que pode fazer agora? Peça ao seu médico a dosagem específica de vitamina D e vitamina B12 nos próximos exames de rotina.

Estes são exames simples de sangue, mas muitas vezes não estão incluídos nos pedidos standard. Você tem que pedir especificamente por nome. Mas atenção, porque o próximo sinal é ainda mais traiçoeiro e afeta a a sua estrutura. Número quatro, dores nos ossos, nas costas e nos músculos que parecem não ter causa. Você já foi ao ortopedista, ao reumatologista, fez um raio X, fez uma ressonância magnética e o médico diz que não tem nada de grave estrutural, mas a dor continua? Olha, não estou a dizer que toda a gente com dor crónica tem deficiência vitamínica.

Mas este é um sinal que merece atenção muito grave, especialmente quando as dores são difusas e migratórias. A a vitamina D tem uma função primordial que muita gente desconhece. Ela é a responsável por fazer com que o cálcio que ingere seja absorvido no intestino e depositado nos seus ossos. Sem vitamina D em quantidade suficiente, o cálcio que consome no leite, no queijo, no iogurte, na sardinha, vai embora pelo seu intestino sem ser aproveitado.

É como se pagasse o boleto e o dinheiro não cair na conta. O pagamento foi efetuado, o depósito não chegou. Quando isso acontece por tempo prolongado, os seus ossos perdem densidade progressivamente, tornam-se mais porosos, mais fracos, mais vulneráveis. Os médicos chamam-lhe osteomacia nos adultos, que é o amolecimento dos ossos, e de osteocorose, quando a perda de massa óssea já se tornou significativa.

E depois surgem aquelas dores difusas nas costas, nas ancas, nas pernas, que aparecem e desaparecem sem motivo aparente, que piores à noite, que não respondem bem aos anti-inflamatórios comuns. Os músculos também sofrem de forma direta, porque a vitamina D possui receptores nos próprios tecidos musculares.

Quando ela está baixa, a força muscular diminui, a contração fica comprometida e surgem dores musculares que parecem uma garra, aquela sensação de que o corpo inteiro está pesado e a doer. O seu António, um reformado de 73 anos de Campinas, veio consultar-me depois de três quedas em apenas seis meses. Ele apresentava dores nas pernas, fraqueza nos joelhos e a família estava muito preocupada que ele se pudesse magoar de forma grave.

Ele já tomava medicação para a pressão e para o colesterol, mas nenhum médico tinha pensado em verificar a vitamina D dele. Quando fizemos a dosagem, estava nos 11 NOG por mil. Com a reposição adequada orientada pelo exame e 20 minutos de sol diários. Em 4 meses, seu António não caiu mais nenhuma vez. A força voltou, as dores diminuíram expressivamente.

Disse que sentia que as pernas tinham voltado a obedecer. Essas foram as palavras dele. O que pode fazer? Expor os braços e as pernas ao sol, pelo menos 15 a 20 minutos diários, de preferência entre as 10 da manhã e as 14 horas, quando os raios UVB são mais eficientes para estimular a produção de vitamina D na pele.

Não precisa de ficar na praia, pode ser na varanda, no quintal, numa caminhada no quarteirão. E atenção importante, o protetor solar bloqueia a síntese de vitamina D pela pele. Faça esta exposição curta antes de aplicar o protetor e depois aplique normalmente. Mas o próximo sinal é algo que quase ninguém associa à vitamina e preciso que que saiba disso.

Número três, formigueiro, dormência e aquela sensação de choques nos pés e nas mãos. Sabe aquela sensação de que as formigas estão a andar nos seus pés? Ou aquela dormência que surge na ponta dos dedos sem razão alguma? Ou ainda aquela sensação de ardor na planta do pé que às vezes o acorda de madrugada? Este é um sinal de alerta muito grave e está diretamente ligado à deficiência de vitamina B12.

Vou-te explicar o que está a acontecer por baixo da pele. A vitamina B12 é fundamental para a produção e manutenção de algo chamado mielina, que é uma espécie de capa protectora que envolve os seus nervos. Pensa nos nervos como cabos de energia elétrica. A mielina é o revestimento isolante destes cabos. Sem ela, os sinais elétricos que circulam pelos seus nervos começam a sofrer interferência.

Ficam lentos, irregulares, por vezes chegam invertidos ou distorcidos. E é exatamente aí que surgem o formigueiro, a dormência, os choques, a sensação de ardor. Os os médicos chamam a este quadro de neuropatia periférica, que é a lesão dos nervos periféricos, aqueles que chegam até às extremidades do corpo, pés e mãos.

E o dado mais assustador que conheço sobre isso é o seguinte. Uma revisão publicado pela Academia Americana de Médicos de Família mostrou que o fígado armazena vitamina B12 e este stock pode sustentar o organismo durante anos antes de esgotar. Isto significa que pode estar com deficiência de B12 há anos, destruindo a sua mielina lentamente e os sintomas só aparecem quando o dano já avançou bastante.

O fígado esgota o stock em silêncio por um tempo muito longo e quando os sintomas chegam, o dano pode já estar bem estabelecido. E o dado mais preocupante de todos, se a neuropatia não for tratada atempadamente, os danos nos nervos podem tornar-se difíceis de reverter completamente. Um estudo publicado pelo National Institut of Health, que analisou 2287 participantes do Health Aging and Body Composition Study, confirmou de forma clara: níveis baixos de B12 estão associados a comprometimentos sensoriais e motores nos nervos periféricos.

Não é uma hipótese, é um dado científico robusto. Roberto, um contabilista de 55 anos de São Paulo, veio ter comigo com uma queixa que descrevia como pé elétrico. Acordava de madrugada com os pés a formigar tanto que não conseguia dormir. Estava nessa situação há quase um ano. tinha consultado com um neurologista que pediu exames, mas não tinha dosado a B12.

Quando a dos, estava em 120 picogramas por mil. O valor de referência para o diagnóstico de deficiência é inferior a 150. O Roberto estava no limite. Iniciamos suplementação com B12 em doses adequadas por via oral e reformulamos a alimentação dele, incluindo mais fígado bovino, ovos, carne e peixe gordo. Em dois meses, os formigueiros noturnos tinham diminuído significativamente.

Em 4 meses, dormia a noite inteira sem despertar. O que pode fazer? Se tem formigueiros frequentes, dormência ou sensação de ardor nas extremidades, não normalize este sintoma. Peça a dosagem de vitamina B12 e informe detalhadamente o seu médico sobre estes sintomas. Esse exame precisa ser solicitado de forma explícita, porque raramente entra nos pedidos de rotina padrão.

Olha, estou a falar de coisas que podem mudar a sua vida de verdade. Antes de continuar, se esse conteúdo está a ser útil, peço-lhe um favor, deixa já o like neste vídeo. Isto ajuda muito o canal a alcançar mais pessoas que necessitam dessas informações. E inscreve-te, se ainda não fazes parte da nossa família. Conta-me nos comentários de onde está a me a ver, porque adoro saber de onde as pessoas me acompanham.

Continuando, o próximo sinal é um que eu chamo o ladrão invisível da mente. Número dois, falhas de memória, dificuldade de concentração e alterações de humor. Estava no meio de uma conversa e esqueceu-se do que ia dizer. Entrou numa divisão da sua casa e não lembrou-se do que foi buscar? está se sentindo-se mais irritada do que o habitual, mais ansiosa, mais triste, sem conseguir identificar bem porquê? Está a ter dificuldade de manter o foco na atividades que antes fazia sem esforço? Minha gente, eu sei que a primeira coisa

que me vem à cabeça é pensar que é stress, que é muita coisa a acontecer mesmo tempo, que é a vida moderna. Mas preciso de te contar algo muito importante. A vitamina D e a B12 atuam diretamente no seu cérebro e a falta delas tem consequências graves para a saúde mental e para a função cognitiva. Vamos falar primeiro da vitamina D.

O o seu cérebro tem recetores de vitamina D espalhados por várias regiões, incluindo o hipocampo, que é a zona ligada à memória e à aprendizagem. Quando a vitamina D é baixa, estas regiões ficam sem a sinalização adequada. Pesquisas da Universidade de Queensland, na Austrália, mostraram que baixos os níveis de vitamina D podem comprometer o hipocampo e elevar o risco de Alzheimer e outros quadros de declínio cognitivo ao longo do tempo.

Além disso, a a vitamina D contribui para a produção de dopamina e serotonina, que são os neurotransmissores do bem-estar, da motivação e da alegria. Quando ela está baixa, estes mensageiros químicos do bom humor também caem junto. Daí a irritabilidade, daí a tristeza sem causa aparente, daí a ansiedade.

A vitamina B12 entra nesta equação porque é fundamental para a saúde de todo o sistema nervoso central. Sem B12 em quantidade suficiente, o mielina dos nervos do próprio cérebro também se degrada com o tempo. E quando os nervos cerebrais estão comprometidos, surgem dificuldades de concentração, lapsos de memória cada vez mais frequentes, irritabilidade e, em casos mais avançados, quadros de confusão mental e até depressão clínica.

O manual MSD, que é uma das referências médicas mais respeitadas no mundo inteiro, confirma: “A deficiência avançada de B12 pode causar paranóia, delírium e função mental comprometida, chegando mesmo à demência”. A Dona Maria, uma costureira de 68 anos do Rio de Janeiro, começou a queixar-se que estava a errar as medidas das roupas com frequência.

Ela que era conhecida no bairro pela precisão absoluta no trabalho. A filha trouxe-a preocupada, pensando que poderia ser o início de um Alzheimer. Quando fizemos a dosagem completa, a vitamina D estava em 16 e o ​​B12 estava a 135. Com a reposição adequada das duas vitaminas e ajustes na alimentação, em 6 meses, a dona Maria voltou a costurar com a mesma precisão de sempre.

A filha disse que a mãe tinha voltado. Essas palavras ficaram gravadas em mim até hoje. E sabe o que é mais importante nesta história? O diagnóstico precoce fez toda a diferença. Se tivesse esperado mais tempo, os danos poderiam ter-se tornado mais difíceis de reverter. O que pode fazer? Inclua na rotina alimentar alimentos ricos em vitamina B12, como o ovo, fígado de vaca, carne vermelha, peixe, marisco, leite e derivados.

Para a vitamina D, para além do sol, as fontes alimentares incluem a sardinha, o atum, o salmão, a gema de ovo e cogumelos. Mas seja honesta consigo mesma, é muito difícil atingir os níveis ideais só com alimentação quando a deficiência já está instalada. Nestes casos, a suplementação orientada e monitorizada pelo médico é o caminho mais eficiente.

E agora chegamos ao número um, o sinal que considero o mais grave de todos, porque é o que mais demora a ser identificado e o que pode causar os danos mais graves e duradouros. Número um, fraqueza muscular progressiva, dificuldade em caminhar e risco de quedas. Vou começar por um dado que me preocupa muito enquanto médica. A Organização Mundial de Saúde aponta as quedas como a segunda principal causa de mortes acidentais no mundo inteiro e dados do Ministério da Saúde do Brasil mostram que as quedas são a principal causa de internamento hospitalar entre

idosos no nosso país. Agora, olha o que a ciência está a dizer. Deficiência de vitamina D e deficiência de vitamina B12 são fatores de risco independentes e modificáveis ​​para fraqueza muscular e para quedas em adultos e idosos, independentes e modificáveis. Isto significa que são riscos que existem por conta própria, que não dependem de outras doenças para se manifestar e que podem ser corrigidos.

Deixa-me explicar-te o mecanismo com uma analogia que uso muito no consultório. Pensa no seu músculo como uma tomada elétrica de dois pinos. A a vitamina D é um dos pinos essenciais. Ela ativa os recetores nos tecidos musculares, regula a síntese de proteínas dentro do músculo, mantém a força e a coordenação motora.

Quando falta esse pino, a corrente chega fraca. O músculo funciona, mas não na potência que deveria. Vai ficando mais fraco com o tempo, mais lento a reagir, mais propenso a cãibras e fadiga. A vitamina B12 é o outro pino. Ela mantém saudáveis os nervos que enviam ordens do cérebro para os músculos se contraírem.

Sem B12, estes nervos ficam comprometidos, os sinais chegam distorcidos ou atrasados ​​e o músculo não responde como deveria. A pessoa começa a sentir dificuldade em caminhar com equilíbrio, sobretudo no escuro ou em terrenos ligeiramente irregulares. Começa a tropeçar em coisas que antes passava sem se aperceber.

O corpo perde a segurança nos movimentos. E aqui é o dado mais perigoso de todos. Aquela mesma revisão da Academia Americana de Médicos de Família que eu referi antes salienta que o stock de A B12 no fígado pode mascarar a deficiência até 10 anos. 10 anos de dano silencioso nos nervos, enquanto o exame básico pode ainda aparecer dentro da gama de normalidade.

Lembra-se do estudo da Fiocruz que referi no começo? aquele que mostrou que mais de 60% dos brasileiros têm deficiência ou insuficiência de vitamina D mesmo no verão. Imagina o que acontece com as pessoas que já se encontram nesta situação há anos, acumulando danos nos ossos, nos nervos, nos músculos, sem nunca terem recebido um diagnóstico correto.

Vou-te contar sobre a Cláudia, uma doente de 70 anos que era uma mulher extremamente ativa. Tratava da horta todos os dias, fazia uma caminhada de manhã, cozinhava para os netos aos domingos. Veio ao meu consultório depois de uma queda no sanita que partiu o pulso, a primeira queda grave em 70 anos de vida.

Quando investigamos com cuidado, encontramos vitamina D em 10 NOG por mil e B12 em 118 picogram por mil, as duas no chão. Os exames de densidade óssea confirmaram osteoporose já estabelecida. Iniciamos reposição das duas vitaminas em doses adequadas. incluímos exercícios de fortalecimento muscular sob supervisão e ajustamos completamente a alimentação.

Se meses depois, Cláudia voltou a caminhar na calçada de manhã. A força nas pernas tinha melhorado e ela disse algo que nunca mais esqueci. Disse que tinha descoberto tarde, mas que ainda ia a tempo. E dava. e ainda dá para si. Agora preciso de ser completamente honesta contigo sobre algo muito importante, porque o meu compromisso aqui é com a sua saúde de verdade.

A suplementação sem orientação médica não é a solução. Não é porque eu quero que vá ao médico por questão de protocolo. É porque a vitamina D é lipossolúvel, o que significa que se acumula no organismo e pode causar toxicidade em doses elevadas. O excesso de vitamina D pode levar à calcificação dos rins, elevação do cálcio no sangue e outros problemas graves.

A dose adequada depende do seu nível atual, do seu peso corporal, da sua idade, das suas condições de saúde. Isso precisa de ser calculado e monitorizado. A vitamina B12, por outro lado, é hidrossúvel e o excesso é eliminado pela urina, o que a torna-a muito mais segura em termos de toxicidade. Mas mesmo assim, o tipo de B2 que lhe precisa, a dose, a forma de administração, se por comprimido oral ou por injeção intramuscular, depende da causa da sua deficiência.

Pessoas que tomam mediformina para a diabetes, por exemplo, tem um risco aumentado de deficiência de B12, porque este medicamento reduz a absorção da vitamina no intestino. As pessoas que usam omepraszol ou outros inibidores da bomba de protões a longo prazo também estão em risco pela mesma razão. E as pessoas com mais de 65 anos tem uma redução natural da capacidade de absorver B12 pelos intestinos, o que exige a tensão redobrada.

Então, o que precisa fazer hoje? Primeiro, solicite ao seu médico os exames de dosagem de vitamina D, tecnicamente designada de 25 hidróxitamina D e de vitamina B12. Estes dois exames necessitam de ser pedidos por nome, de forma explícita. Não espere aparecer nos exames de rotina porque frequentemente não são incluídos automaticamente.

Segundo, exponha-se ao sol diariamente durante pelo menos 15 a 20 minutos, com braços e pernas descobertos e sem protetor solar durante este período curto. Isto corresponde a 90% da necessidade diária de vitamina D em pessoas saudáveis. Depois da exposição, aplique o protetor normalmente. Terceiro, reveja a sua alimentação.

Para B12, priorize o fígado de bovino, que é a fonte mais rica que existe em qualquer alimento. Ovos, carne de bovino e de suíno, peixe, marisco, como o camarão e marisco, leite e queijo. Para a vitamina D alimentar, inclua sardinha na lata, atum, salmão, gema de ovo e cogumelos. Se for vegetariana estrita ou vegan, converse urgentemente com o seu médico sobre a suplementação de B12, porque ela simplesmente não existe em alimentos de origem vegetal.

Quarto, se os exames indicarem deficiência, não trate-o como algo menor ou secundário. Tome o tratamento a sério. Faça o seguimento periódico. Repita os exames conforme o médico aconselhar e comunique qualquer sintoma novo ou persistente. Olha, eu quero ser direta consigo, como toda a boa médica deveria ser. Estas deficiências são silenciosas.

Elas destroem a sua qualidade de vida aos poucos, em câmara lenta, de uma forma que é muito fácil normalizar, mas quando identificadas no momento certo, são completamente tratáveis. A diferença entre uma pessoa de 65 anos, que caminha bem, pensa com clareza, tem energia e disposição para viver a vida.

E uma pessoa que está dependente, caída, desmotivada e confusa, está muitas vezes nestes dois números simples de exame de sangue. E você merece saber isso, você merece ter esse cuidado consigo mesma. Uma última coisa que quero deixar aqui registada para si. O Brasil tem sol, o ano inteiro. Temos frutos do mar maravilhosos no litoral.

Temos ovo, fígado de vaca, sardinha, leite, todos acessíveis e presentes na a nossa culinária. Mas vivemos dentro de escritórios, de automóveis, de casas com ar condicionado, comendo alimentos ultraprocessados ​​que não têm vitamina D nem B12 e achando que está tudo bem, porque os exames básicos ao sangue não apontam nada. Muda esse hábito.

Não precisa de virar a vida de cabeça para baixo de uma só vez. Começa com 15 minutos de sol de manhã. Inclui um ovo no café da manhã. Pede o exame de vitamina D e B12 no próximo retorno médico. São pequenos passos que fazem a diferença enorme e duradoura quando os mantém todos os dias. Partilhe esse vídeo com alguém que amas, com a tua mãe, com a sua avó, com aquela amiga que vive queixando-se de cansaço, mas diz que é só stress.

Pode estar mudando a vida de alguém hoje ao clicar em partilhar. No próximo vídeo, vou falar sobre quais os suplementos que realmente valem a pena para pessoas acima dos 50 anos. E quais são pura propaganda sem base científica nenhuma? Não perde esse vídeo porque vai surpreender muita gente. Eu sou a Dra. Adriele Castro e me importo com a sua saúde de verdade.

Cuide-se todos os dias. Procure o seu médico de confiança.