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PÂNICO EM BRASÍLIA: O ENCONTRO SECRETO QUE PODE DESTRUIR FLÁVIO BOLSONARO E O CLÃ!

Um clima de terror absoluto tomou conta dos bastidores da campanha de Flávio Bolsonaro nas últimas horas. Não se trata de uma mera oscilação nas pesquisas ou de um contratempo político passageiro, mas de uma conjunção de eventos tão avassaladora que ameaça implodir de vez o núcleo duro do bolsonarismo. Duas notícias caíram como verdadeiras bombas nos escritórios do clã, provocando uma onda de desespero que resultou em tentativas de censura e notas plantadas na imprensa na esperança inútil de abafar um incêndio que já parece fora de controle. A primeira fagulha desse inferno político foi a inclusão direta do nome de Flávio Bolsonaro e do filme “Dark Horse” na delação premiada do empresário Vorcaro. A segunda, e talvez mais aterrorizante, foi o vazamento de um encontro estarrecedor: o Presidente Lula esteve reunido, a portas fechadas, com os ministros do STF André Mendonça e Nunes Marques. E o que aconteceu após essa reunião pode mudar a história recente do Brasil.

☕ O áudio entre Flávio e Vorcaro

Para entender o grau de pânico que se instalou, precisamos voltar um pouco no xadrez político. O Ministro André Mendonça, até então considerado um dos nomes mais fiéis ao ex-presidente Jair Bolsonaro – que o indicou para a vaga “terrivelmente evangélica” no Supremo –, sofreu uma derrota humilhante e pessoal recentemente. Seu principal afilhado político, Jorge Messias, foi barrado para uma vaga crucial no próprio STF. E quem foram os grandes articuladores dessa rasteira política? Davi Alcolumbre, Ciro Nogueira e o próprio Flávio Bolsonaro. Foi nesse exato cenário de traição e sangue nos olhos que o encontro com Lula ocorreu, e a postura do ministro Mendonça mudou de forma tão drástica que as consequências já estão chegando à porta dos Bolsonaro.

O recado foi claro e a máquina começou a girar. Operações da Polícia Federal que estavam inexplicavelmente engavetadas ganharam vida própria e saíram debaixo das asas da proteção de Mendonça. Tivemos a gigantesca e explosiva operação contra o atual governador do Rio de Janeiro e aliado de Flávio, Cláudio Castro. E como se não bastasse, uma devassa profunda ocorreu dentro do INSS, tendo como alvo principal ninguém menos que o irmão do sócio de Flávio Bolsonaro em esquemas de paraísos fiscais. Não há mais espaço para coincidências em Brasília. Mendonça, em um movimento brutal de revanche institucional – ou simplesmente cumprindo o que a lei manda –, virou os canhões para aqueles que tentaram lhe puxar o tapete. O desespero da campanha de Flávio não vem do medo da lei, mas da constatação aterradora de que eles não têm mais o controle do jogo.

André Mendonça assume relatoria do caso Master após saída de Toffoli |  Brasil de Fato

Diante desse cenário de cerco fechado, a equipe do Senador Flávio Bolsonaro tentou recorrer à mais baixa manobra: a manipulação da narrativa através da velha mídia e até mesmo da Justiça Eleitoral. Começaram a plantar desesperadamente na imprensa que a delação de Vorcaro, que envolveu um bizarro pedido de 134 milhões de reais para o financiamento de um filme às vésperas da eleição, “não apontava nenhum crime”. Qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento jurídico, ou acesso rápido a inteligência artificial, sabe que uma delação premiada só existe e só tem validade se o delator entregar crimes, com provas e materialidade. O criminoso confesso, preso após desviar mais de 60 bilhões, não ganha redução de pena por contar histórias inocentes de “negócios republicanos” em Hollywood. O fato de portais de notícias como o Grupo Globo replicarem essa desculpa esfarrapada de Flávio Bolsonaro apenas expõe a complacência de parte da imprensa com aqueles que loteiam a República.

Mas o desespero atingiu o ápice quando Flávio Bolsonaro recorreu ao Ministro Nunes Marques – o outro indicado por seu pai ao STF e também presente na fatídica reunião com Lula – para pedir algo impensável numa democracia: a censura prévia de uma pesquisa eleitoral da Atlas. A pesquisa, encomendada e paga, mostrava uma queda expressiva e preocupante nas intenções de voto de Flávio, mesmo antes de suas desastrosas aparições na mídia ao lado de Donald Trump (que o presentearam com duras sobretaxas à economia brasileira). A alegação estapafúrdia da defesa de Flávio foi a de que perguntas sobre o escândalo financeiro do “Caso Master” (onde o tal áudio dos 134 milhões é esmiuçado) estariam “induzindo” o eleitor a não votar nele. Nunes Marques acolheu o pedido, censurando os dados. Contudo, a cronologia das perguntas desmonta a farsa: o eleitor respondia em quem votaria de forma espontânea antes mesmo da exibição dos áudios comprometedores. Flávio não está com medo da indução, ele está apavorado com o derretimento do próprio nome nas urnas e com a revelação da rejeição latente entre os eleitores que finalmente conhecem a extensão de seus supostos esquemas.

Essa tentativa grotesca de calar os números expõe a fratura mental do bolsonarismo. Em meio a áudios escandalosos de corrupção, uma minoria irrisória de três por cento do eleitorado afirma que as gravações ilícitas os “incentivam” a votar em Flávio. Mas a esmagadora maioria demonstra nojo. É exatamente para essa grande parcela da população brasileira que Flávio mente diariamente. Ele não busca convencer a esquerda de sua inocência, mas sim estancar o sangramento e evitar a debandada daqueles eleitores que, se confrontados com a verdade crua das investigações e com as provas do crime, mudariam de voto sem hesitar.

O que assistimos hoje é a implosão de um sistema de proteção viciado que manteve o clã Bolsonaro imune durante quatro anos. Quando os ministros começam a agir de forma minimamente republicana e as investigações saem da gaveta, o verniz de moralidade da extrema direita desmorona. O encontro estratégico de Lula pode não ter sido o marco zero dessa mudança, mas serviu para colocar cada pedra no seu devido lugar. Se André Mendonça, liberto das antigas correntes de subserviência e inflamado pela traição dos antigos aliados, continuar avançando firmemente sobre as contas e os esquemas da família Bolsonaro e de seus laranjas nas semanas que se seguem, poderemos presenciar o desmoronamento completo de uma dinastia política erguida sobre falsas premissas, mentiras escandalosas e um aparelhamento doentio das instituições. A lei não avisa, ela simplesmente chega. E o pânico no olhar de Flávio Bolsonaro comprova que ela já bateu na sua porta.