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VEJA NOVA PESQUISA PARA SENADOR 2026 TRAZ SURPRESAS NO SUL E SUDESTE DISPUTA LULA FLÁVIO BOLSONARO

O Novo Desenho do Poder: Pesquisas para o Senado e Presidência Revelam Mudanças no Tabuleiro Político para 2026

O cenário político brasileiro caminha a passos largos rumo às eleições de 2026, trazendo consigo movimentações que prometem redefinir as forças no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto. Com duas vagas em disputa para o Senado Federal em cada estado, levantamentos recentes do portal Poder 360 e do instituto GERP acendem o alerta nos bastidores partidários. Os números revelam um avanço progressivo de correntes ligadas à direita e ao centro, que começam a pressionar redutos historicamente dominados pela esquerda, desenhando um panorama de intensa polarização e disputas acirradas que podem mudar o rumo das votações em Brasília a partir de 2027.

Contextualização Clara: O Sudeste sob Holofotes

No Sudeste, região que concentra o maior colégio eleitoral do país, a corrida pelas duas cadeiras senatoriais mostra dinâmicas distintas. No estado de São Paulo, a liderança momentânea pertence a Marina Silva, com 27,9% das intenções de voto. Contudo, a pressão da direita é imediata: Guilherme Derrite (PP) aparece colado com 25,9%, seguido de perto por André do Prado (PL), que registra 24,8%. Simone Tebet também se mantém competitiva com 22,8%. Nomes conhecidos como Ricardo Salles, Márcio França e Paulinho da Força correm por fora, consolidando o estado como um dos campos de batalha mais indefinidos.

Em Minas Gerais, o Partido dos Trabalhadores respira com maior folga na liderança. Marília Campos (PT) desponta isolada na frente com 22% das intenções de voto. A briga pela segunda vaga, no entanto, é acirrada, envolvendo o ex-governador Aécio Neves (PSDB) e o atual senador Carlos Viana, além de candidaturas como as de Marcelo Aro, Domingos Sávio, Áurea Carolina e Marco Antônio Costa.

Já no Rio de Janeiro, em pesquisa realizada entre os dias 1º e 3 de junho pelo Poder 360, Benedita da Silva (PT) lidera a preferência do eleitorado com 34,2%. Logo atrás, Marcelo Crivella assume a segunda colocação com 26%, pressionado por Márcio Canella, que pontua 21,3%. O cenário fluminense ainda conta com Pedro Paulo, Mônica Benício e o deputado Carlos Jordy (PL), demonstrando que as vagas do Rio seguem abertas a reviravoltas. Finalizando a região, o Espírito Santo apresenta um duelo polarizado: Renato Casagrande lidera com folga ao registrar 57,8%, seguido por Lorenzo Pazolini com 39,5%. O ex-prefeito Sérgio Meneguelli (PSD) aparece na terceira posição com 21,9%, à frente de Paulo Hartung e Fabiano Contarato.

Desenvolvimento Aprofundado: As Forças no Sul e no Nordeste

A descida para a região Sul evidencia cenários onde a direita e o centro consolidam bases sólidas. No Paraná, conforme dados colhidos entre 7 e 9 de junho de 2026, o ex-senador Álvaro Dias lidera a corrida com 37,7%. O ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, ocupa a segunda posição com 28,1%, travando um embate direto com a petista Gleisi Hoffmann, que soma 25,2%, e Filipe Barros (PL), com 24,2%. Alexandre Curi (23,4%) e a jornalista Cristina Graeml (13%) também buscam espaço em solo paranaense.

Em Santa Catarina, a deputada Caroline de Toni (PL) lidera as intenções de voto com 30,7%. O experiente Esperidião Amin (PP) aparece com 20,1%, seguido de perto por Carlos Bolsonaro (PL), que soma 18,3% e ameaça a segunda colocação. Décio Lima (PT) figura em quarto lugar com 13,4%. No Rio Grande do Sul, o equilíbrio marca a disputa: Manuela D’Ávila lidera com 14%, seguida por Germano Rigotto com 12%, enquanto Paulo Pimenta e Marcel van Hattem dividem a terceira posição com 9% cada, acompanhados por Sanderson (7%), Frederico Antunes e Cláudio Dias.

Por outro lado, o Nordeste reafirma-se como o principal polo de resistência e força da esquerda. Na Bahia, as projeções indicam hegemonia do PT, onde Rui Costa lidera com 48,8% e Jaques Wagner surge logo em seguida com 40%. João Roma (PL) aparece distante com 24,8%, seguido por Angelo Coronel (23,2%) e Eliana Ribeiro (5,7%). Em Pernambuco, a liderança pertence a Marília Arraes com 18%, escoltada por Humberto Costa (PT) com 12%, Miguel Coelho (10%), Mendonça Filho (8%), Anderson Ferreira (6%) e Túlio Gadêlha (6%).

No Ceará, o equilíbrio se estabelece entre Cid Gomes (PSB), com 17%, e Capitão Wagner (União Brasil), com 16%, deixando Roberto Cláudio (8%) e Luizianne Lins (8%) na retaguarda. No Rio Grande do Norte, a polarização se repete com Samanda Alves (PT) registrando 20,2% contra 18,7% de Styvenson Valentim (Podemos). Na Paraíba, João Azevêdo lidera com folga ao somar 43%, com Veneziano Vital do Rêgo (MDB) em segundo com 25%, deixando Marcelo Queiroga (PL) e outros postulantes abaixo da linha de corte expressiva. No Piauí, Marcelo Castro (MDB) assegura uma liderança confortável com 34,8%, enquanto Júlio César (14,1%) e Ciro Nogueira (14,2%) travam um empate técnico rigoroso pela segunda vaga.

Construção de Tensão Narrativa: O Norte, o Centro-Oeste e o Planalto

Avançando para as demais regiões, o Acre, no Norte do país, exibe uma das margens mais estreitas da pesquisa: Jorge Viana (PT) soma 34,7%, figurando em empate técnico com o atual governador Gladson Cameli (PP), que registra 32,6%, enquanto Márcio Bittar (PL) acompanha o pelotão de frente com 29,9%.

No Centro-Oeste, o estado de Goiás mostra a força do atual governo local, projetando Gracinha Caiado na liderança com 36,9% das intenções de voto, impulsionada pela aprovação de seu marido, o governador Ronaldo Caiado. Vanderlan Cardoso (PSD) ocupa a segunda posição com 26%, enfrentando a oposição direta do deputado federal Gustavo Gayer (PL), que pontua 22,2%, seguido por Dr. Zacharias (20,8%) e Humberto Teófilo. No Distrito Federal, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro desponta na liderança com 29,8%, seguida pela deputada Érika Kokay (PT) com 23,4%. O governador Ibaneis Rocha (11,2%) e Bia Kicis (11,1%) completam os nomes mais competitivos da capital federal.

O ponto de maior tensão política, contudo, concentra-se no cenário sucessório presidencial simulado pelo instituto GERP entre os dias 2 e 6 de junho. O levantamento testou a força de diferentes lideranças contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva em eventuais contextos de segundo turno. Os dados apontam que Lula venceria os governadores Romeu Zema (onde o petista superaria os 34,5% do mineiro) e Ronaldo Caiado (superando os 33,8% do goiano).

Todavia, a situação se inverte diante de Flávio Bolsonaro (PL). No confronto direto, o senador Flávio Bolsonaro atinge 44,7% das intenções de voto contra 39,1% de Lula. O resultado desta pesquisa ganhou relevância nos bastidores por ter sido colhido logo após o anúncio do novo “tarifaço” imposto pelo governo de Donald Trump aos produtos brasileiros, e na esteira da viagem oficial de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. Na ocasião, o parlamentar brasileiro reuniu-se com autoridades americanas para debater pautas de segurança pública e a classificação de facções criminosas nacionais, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas.

Conclusão e Provocação ao Debate

O avanço estatístico de candidaturas alinhadas à direita e ao centro nas pesquisas para o Senado reflete uma estratégia coordenada por lideranças como Valdemar Costa Neto e o próprio Flávio Bolsonaro. O objetivo central do grupo é construir uma maioria sólida na cúpula do Congresso Nacional a partir de 2027. Uma bancada majoritariamente conservadora teria o poder de ditar os rumos de votações cruciais, incluindo a escolha da nova presidência do Senado Federal e o destravamento de pautas institucionais acumuladas e pedidos de impeachment que hoje se encontram paralisados nas gavetas de Brasília.

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Diante de um eleitorado visivelmente dividido e sensível a temas estruturais como a economia e a segurança pública, os números atuais funcionam como um termômetro precoce, mas altamente estratégico, do que aguarda o país. A oscilação das intenções de voto e a configuração das alianças regionais determinarão se o equilíbrio de forças penderá para a continuidade ou para uma reforma profunda no comando das instituições brasileiras.

Qual é a sua avaliação sobre o desempenho dos pré-candidatos no seu estado? Os números apresentados refletem o sentimento das ruas na sua região? Deixe sua opinião nos comentários e participe do debate sobre o futuro político do Brasil.