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“TOMA LÁ, DÁ CÁ”: Flávio Dino e Alexandre de Moraes HUMILHAM André Mendonça no STF

O Supremo Tribunal Federal virou palco de um verdadeiro nocaute jurídico. Em um julgamento histórico que definirá o futuro da internet no Brasil, os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes não tiveram pena e protagonizaram um massacre argumentativo contra o ministro André Mendonça, nomeado por Jair Bolsonaro. A sessão, que deveria debater a responsabilidade das “Big Techs” (empresas gigantes de tecnologia) sobre conteúdos criminosos postados por terceiros, transformou-se em uma aula magna de defesa da democracia contra a extrema-direita e o vale-tudo digital.

Dino faz firme defesa de Alexandre de Moraes e se diz "impactado" diante  das acusações contra o ministro (vídeo) | Brasil 247

A Defesa Cega do Caos Digital

O clima esquentou quando André Mendonça tentou jogar uma cortina de fumaça jurídica para proteger as bilionárias redes sociais. Em seu discurso, o ministro bolsonarista tentou vender a ideia absurda de que as plataformas não deveriam ser responsabilizadas por publicações criminosas de seus usuários, argumentando que isso geraria um “efeito inibitório” na liberdade de expressão. Segundo Mendonça, as empresas deletariam conteúdos por puro medo, agindo como censores da sociedade, e que a tarefa de apontar crimes caberia apenas ao Parlamento, eximindo o Judiciário de agir com firmeza.

Mas a realidade bateu à porta, e com força. Flávio Dino, conhecido por sua retórica afiada, pediu a palavra e expôs a falácia perigosa por trás da defesa das Big Techs. Interrompendo Mendonça, Dino escancarou a hipocrisia de usar a “liberdade de expressão” como escudo para proteger negócios bilionários que lucram horrores com a disseminação de ódio, notícias falsas (fake news) e ataques à democracia.

O Nocaute de Flávio Dino e Alexandre de Moraes

Dino não poupou exemplos práticos. Ele comparou a situação a um dono de imóvel ou shopping que avalia preventivamente a quem vai alugar seu espaço, mostrando que a responsabilidade prévia já existe no mundo real. Por que a internet, terra onde as maiores atrocidades ganham megafones globais, deveria ser um faroeste sem lei? O ministro fulminou a ideia de Mendonça, afirmando que a impunidade digital é o verdadeiro crime contra a sociedade, e não a regulação.

Alexandre de Moraes, alvo número um do ódio bolsonarista nas redes, subiu o tom. Com a autoridade de quem sofreu e combateu na pele as milícias digitais, Moraes alertou para a catástrofe que é permitir que o algoritmo continue projetando violência. Ele resgatou um paralelo histórico brilhante: lembrou de como, no passado, políticos tentaram barrar leis antifumo usando a mesma desculpa esfarrapada da “liberdade”. Moraes foi cirúrgico ao comparar o vício em dopamina gerado pelas redes sociais e pelas casas de aposta (“Bets”) ao vício do cigarro, chamando as Big Techs de sugadoras da “energia espiritual” da população.

A Cortina de Fumaça do “Efeito Inibitório” Caiu

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Mendonça tentou insistir, alegando que o STF estaria terceirizando o papel de juiz para as plataformas, punindo-as por crimes de terceiros. A resposta de Dino foi implacável: o Judiciário sempre dará a palavra final, mas a plataforma que lava as mãos diante de postagens flagrantemente racistas, golpistas ou violentas é, sim, cúmplice. A defesa de Mendonça soou como um pedido de anistia prévia para os gabinetes do ódio que inundam a rede, ignorando que o verdadeiro “efeito inibitório” que o Brasil precisa é exatamente frear o algoritmo que lucra com o esgoto social.

A derrota de Mendonça no STF é, no fundo, a derrota de um projeto político que depende da mentira livre de moderação para sobreviver. Enquanto o ministro de Bolsonaro tentava blindar o lucro irresponsável, Dino e Moraes fincaram o pé: a internet no Brasil não será mais a terra da impunidade e do lucro manchado de sangue.

O “Xadrez 4D” de Lula e a Escala 6×1

Enquanto o STF botava ordem na casa, no Congresso Nacional, a guerra política tomava contornos dramáticos. A extrema-direita bolsonarista tentava de tudo para enterrar a pauta que dominou o debate nacional: o fim da jornada de trabalho 6×1. Mas o presidente Lula, demonstrando sua experiência de décadas na política, aplicou um “truco” que deixou os opositores desnorteados.

Lula enviou um projeto de lei em regime de urgência constitucional, forçando o Congresso a votar a matéria em 45 dias, travando toda a pauta da Câmara e do Senado caso o prazo não seja cumprido. Com essa manobra genial, o presidente da Câmara, que sentava em cima da proposta do fim da escala 6×1 para agradar o empresariado, viu-se encurralado. Ou vota, ou o Congresso para. É a cartada final do governo para garantir que a classe trabalhadora possa, finalmente, respirar, impondo uma derrota humilhante à direita que se diz “defensora do povo”, mas vota com os patrões.

A Farsa do “Generoso” Congresso e o Aumento Médico

Para piorar a situação da oposição, a emissora Globo tentou emplacar a narrativa de que os programas sociais do governo Lula (como Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e Pé de Meia) representavam um “rombo” de 215 bilhões de reais. No entanto, ignoraram o fato de que o próprio Congresso, liderado pelo “Centrão”, aprovou um pacote de bondades para o agronegócio e para aliados que beira os inacreditáveis 400 bilhões de reais.

Em uma jogada de pura chantagem, o Congresso também tentou aprovar um aumento astronômico para médicos e dentistas – saltando de 3.600 para 13.600 reais – sabendo que o governo não teria como pagar. O objetivo? Forçar Lula a barrar o aumento no STF, para então a direita usar isso na campanha dizendo que o presidente é “contra o trabalhador”, enquanto negam um mísero reajuste de cem reais para os professores. A hipocrisia é o verdadeiro partido da oposição.

A Política de Terra Arrasada e o “Presente” de Eduardo Bolsonaro

E a crueldade da gestão da direita não ficou apenas em Brasília. No município de Teófilo Otoni, a prefeitura simplesmente cortou, sem aviso prévio e de forma covarde, o pagamento de energia e água de um centro comunitário que atendia crianças carentes há 20 anos. Um ato de pura maldade institucional que reflete a insensibilidade de prefeituras alinhadas à pauta extremista.

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Mas, para a sorte da esquerda, há sempre um Eduardo Bolsonaro para facilitar as coisas. O deputado “Bananinha” sugeriu que a extremista Júlia Zanatta fosse a vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (ou quem vier a substituí-lo). Zanatta é famosa por se envolver em polêmicas com símbolos ligados à estética neonazista e por atacar abertamente a ciência e a educação, além de ser contra o fim da escala 6×1. Eduardo, agindo como o maior “cabo eleitoral” do PT, praticamente garantiu a reeleição de Lula no primeiro turno ao sugerir uma chapa tão rejeitada e tóxica.

A fala do também bolsonarista Nicolas Ferreira, criticando a figura do professor e afirmando que as crianças estariam sendo entregues a “estranhos” nas escolas, apenas confirmou o projeto de destruição da educação pública por parte da extrema-direita. Eles não querem cidadãos críticos; querem seguidores dóceis.

O cenário político e jurídico brasileiro vive dias de ebulição. A invertida no STF é um sintoma claro de que as instituições estão, aos poucos, acordando para a ameaça que o bolsonarismo raiz representa, seja na internet sem lei, seja no Congresso sequestrado. E, ironicamente, os próprios expoentes da extrema-direita, como Mendonça e Eduardo Bolsonaro, parecem fazer o trabalho pesado para implodir de vez o próprio movimento.