Posted in

“ELAS VÃO PAGAR A BROCA HOJE, SOU BESTA?”: O áudio de Ariane Bárbara enviado à mãe antes de ser chacinada por “amigos” em Goiânia que queriam testar se eram psicopatas; O vídeo chocante detalhando toda a dinâmica da execução está disponível no topo do primeiro comentário!

“ELAS VÃO PAGAR A BROCA HOJE, SOU BESTA?”: O áudio de Ariane Bárbara enviado à mãe antes de ser chacinada por “amigos” em Goiânia que queriam testar se eram psicopatas; O vídeo chocante detalhando toda a dinâmica da execução está disponível no topo do primeiro comentário!

A Ilusão da Amizade e o Convite Inesperado na Noite de Goiânia

A confiança é uma das moedas mais caras nas relações humanas, mas, no ambiente digital e urbano das grandes cidades brasileiras, ela pode se transformar em uma armadilha fatal. Na pacata rotina de Goiânia, capital do estado de Goiás, a jovem Ariane Bárbara Laureano de Oliveira, de apenas 18 anos, vivia uma fase de transição e esperança. Conhecida por sua personalidade tranquila, carinhosa e pelo forte vínculo que mantinha com sua mãe, Eliane Laureano, a jovem partilhava praticamente todos os detalhes de sua rotina dentro de casa. Ariane sonhava acordada com um futuro promissor, tinha planos estruturados para retomar os estudos e mantinha sua trajetória completamente afastada de qualquer tipo de problema ou marginalidade.

Na noite de 24 de agosto de 2021, Ariane já se preparava para o descanso noturno quando a tela de seu telefone celular acendeu com uma notificação inesperada. O texto vinha de pessoas que ela considerava parte de seu círculo íntimo de amizades. O grupo a convidava para sair, dar uma volta de carro e lanchar no Setor Jaó, um bairro nobre e valorizado da capital goiana. O convite parecia absolutamente comum e inofensivo. Segundo as mensagens de texto que trocavam em tempo real, os amigos passariam na porta de sua residência, pagariam a refeição e, logo em seguida, a deixariam de volta no aconchego de seu lar em total segurança.

Entusiasmada com a oportunidade de rever os colegas e desfrutar de um momento de lazer, Ariane aceitou o chamado sem hesitar. Como sua mãe estava fora de casa naquele exato momento, a jovem fez questão de enviar uma atualização para tranquilizá-la. Ela explicou que iria apenas comer algo rápido e regressaria ainda naquela mesma noite, pedindo inclusive que Eliane deixasse a porta da residência destrancada para facilitar sua entrada na madrugada. Foi nesse contexto de total inocência que Ariane enviou um áudio que hoje ecoa como uma dolorosa despedida na memória coletiva de Goiás: “As meninas chamaram-me para ir comer lá no Jaó. Vão pagar a broca hoje. Aí eu estou indo. Elas vão buscar-me de carro hoje. Aí vou, né? Vai pagar comida e vai-me buscar de carro e deixar-me em casa. Sou besta?”

Pouco tempo depois de enviar a mensagem de voz, Ariane cruzou o portão de sua casa e entrou no veículo que havia acabado de estacionar na calçada. Para a jovem de 18 anos, aquele era o início de uma noite descontraída ao lado de pessoas em quem acreditava poder confiar cegamente. Mal sabia ela que o automóvel não era um meio de transporte para um momento de lazer, mas sim uma câmara de execução móvel, friamente preparada para dar início a um dos crimes mais hediondos, paranoicos e perturbadores da história recente do país.

O Silêncio Enlouquecedor e a Angústia da Busca Materna

À medida que a noite avançava, a calmaria dentro do lar da família Laureano começou a se dissipar, dando lugar a uma inquietação sufocante. Eliane, habituada a receber atualizações constantes e mensagens de texto de Ariane sempre que ela saía com amigos, notou que a filha havia parado de responder. A mãe enviou mensagens perguntando se estava tudo bem, se ela precisava de algum suporte financeiro ou carona, e qual era a previsão exata de retorno. Os textos foram entregues no dispositivo da jovem, mas nenhuma resposta ou sinal de digitação cruzou a tela de volta. O silêncio absoluto do outro lado começou a gerar um aperto agonizante no peito de Eliane.

As horas da madrugada passaram lentamente e o sol da manhã seguinte confirmou o pior cenário: Ariane não havia retornado para dormir e a porta da residência permanecia exatamente da forma como a mãe a havia deixado. O desespero tomou conta do ambiente familiar. Eliane tentou novas ligações, enviou mais mensagens em tom de súplica, mas o telefone da filha já havia sido completamente desligado ou descartado pelos criminosos. Ciente de que a filha jamais passaria tanto tempo sem dar notícias voluntariamente, a mãe correu até a delegacia de polícia mais próxima para registrar formalmente o boletim de ocorrência de desaparecimento.

A partir daquele registro técnico, teve início uma verdadeira corrida contra o tempo nos bastidores de Goiânia. Familiares, amigos e equipes de investigação da Polícia Civil do Estado de Goiás começaram a cruzar dados e buscar pistas que pudessem indicar o paradeiro da jovem. O caso rapidamente ganhou repercussão nos veículos de comunicação locais e nacionais. Eliane concedeu entrevistas dilacerantes à televisão, pediu ajuda aos moradores através das redes sociais e fez apelos emocionados na esperança de encontrar sua filha viva. Paralelamente, os investigadores começaram a ouvir os depoimentos das primeiras pessoas de interesse: justamente os “amigos” que haviam buscado Ariane em casa naquela noite de terça-feira.

Ao serem questionados pelas autoridades na delegacia, os integrantes do grupo mantiveram uma postura de total naturalidade. Eles afirmaram de forma uníssona que tinham ido comer o lanche juntos, conforme o planejado, e que mais tarde Ariane teria sido deixada sã e salva em outro ponto estratégico da cidade, de onde teria seguido sozinha em direção à sua casa. A versão apresentada parecia simples e linear, mas o faro técnico dos investigadores criminais detectou pequenas incongruências e contradições nos horários e trajetos descritos. Durante sete longos dias, enquanto a mãe chorava em busca de respostas, a polícia civil operava em silêncio para desmascarar a farsa.

ASSISTA AO VÍDEO DETALHADO DA INVESTIGAÇÃO COM AS IMAGENS DO CARRO UTILIZADO NO DIA DO CRIME E DEPOIMENTOS EXCLUSIVOS DOS ENVOLVIDOS!

A Descoberta Macabra no Setor Jaó e a Brutalidade Revelada pela Perícia

A terrível verdade por trás do desaparecimento começou a se materializar na manhã de 31 de agosto, exatamente uma semana após Ariane ter entrado naquele veículo. Moradores das imediações de uma área de mata densa no Setor Jaó acionaram as autoridades policiais após perceberem um odor forte e insuportável vindo de dentro da vegetação. Equipes táticas e peritos criminais foram deslocados para a região e iniciaram uma varredura minuciosa entre as árvores. Pouco tempo depois de entrarem na floresta, os policiais encontraram o corpo de uma jovem em avançado estado de decomposição, ocultado entre a folhagem seca.

Devido às severas condições biológicas em que as estruturas físicas se encontravam após sete dias de exposição ao clima e à fauna local, a identificação visual imediata foi completamente impossível. O cadáver foi transportado para o Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia, onde exames de papiloscopia e arcada dentária confirmaram o veredicto que a família mais temia: o corpo era de Ariane Bárbara. A confirmação da morte causou uma comoção violenta em toda a cidade. Além da dor insuportável da perda, a mãe e os parentes tiveram que enfrentar um sofrimento adicional: o estado avançado de destruição do corpo impossibilitou a realização de um velório tradicional, forçando um sepultamento imediato com caixão lacrado, impedindo qualquer tipo de despedida digna.

Com a materialidade do homicídio estabelecida, a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) redirecionou todo o seu aparato técnico para capturar os executores. Os policiais analisaram detalhadamente dezenas de horas de imagens de câmeras de segurança da região do Setor Jaó, reconstruindo meticulosamente os deslocamentos feitos pelo veículo suspeito na noite do crime. O laudo pericial do IML trouxe detalhes perturbadores e chocantes sobre a mecânica da morte de Ariane: a causa principal do óbito foi asfixia mecânica, mas os peritos também identificaram três perfurações brutais provocadas por arma branca (faca) na região do tórax.

A reconstrução do crime provou que Ariane perdeu a vida dentro do próprio carro dos suspeitos enquanto o veículo ainda estava em movimento pelas ruas de Goiânia. A jovem percebeu que algo estava errado com o trajeto e tentou reagir de forma desesperada para salvar sua vida, mas foi contida fisicamente pela superioridade numérica dos agressores dentro do habitáculo do automóvel. A identificação precisa da placa do carro foi o fio condutor que permitiu à polícia civil chegar ao proprietário e desmontar, de uma vez por todas, a falsa narrativa apresentada nos depoimentos iniciais dos falsos amigos.

O Motivo Perverso: O Teste da Psicopatia e a Lista de Raíça

Em setembro de 2021, a Polícia Civil deflagrou a operação que resultou na prisão de Raíça Nunes Borges, Jeferson Cavalcante Rodrigues e Enzo Jacomini Carneiro Matos (conhecido no meio social pelo nome social de “Freya”). Além do trio de adultos, uma adolescente de 16 anos também foi apreendida por participação direta nos atos executórios. À medida que os mandados de prisão eram cumpridos e os interrogatórios avançavam, os policiais começaram a compreender o real motivo por trás do assassinato de Ariane — e foi justamente esse pormenor que deixou até mesmo os delegados mais experientes em total estado de perplexidade e horror.

Advertisements

Ao contrário do que comumente se registra na crônica policial brasileira, não havia qualquer tipo de discussão anterior entre as partes, dívida de drogas, acerto de contas, vingança passional ou motivação financeira. O inquérito policial concluiu de forma clara que a mentora intelectual de toda a barbárie foi Raíça Nunes Borges. Ela idealizou o plano semanas antes e convenceu seus amigos a ajudá-la na execução de uma experiência humana macabra. O objetivo do grupo era puramente testar a sua própria mente: eles queriam descobrir como se sentiriam após tirar a vida de um ser humano, desejando avaliar se sentiriam remorso, culpa ou arrependimento após cometer um assassinato a sangue frio. Em termos claros, queriam testar se eram psicopatas.

Ariane Bárbara foi selecionada pelo grupo de forma cirúrgica e cruel. Os criminosos analisaram várias pessoas de seu convívio e escolheram Ariane por ela ser uma jovem de baixa estatura e estrutura física considerada frágil. Os autores acreditavam que ela teria menos probabilidades de esboçar qualquer reação física eficiente dentro do carro. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão nos endereços dos suspeitos, os policiais encontraram uma lista manuscrita pertencente a Raíça Nunes Borges. Nela estavam anotados os nomes de possíveis futuras vítimas do grupo caso o plano inicial funcionasse. O detalhe mais perturbador e irônico daquela lista é que um dos nomes anotados para ser chacinado no futuro era justamente o de Jeferson Cavalcante Rodrigues — um dos próprios comparsas que estava conduzindo o carro no dia da morte de Ariane.

O Cinismo Pós-Crime e o Veredicto Final da Justiça Goiana

A frieza dos autores do crime ultrapassou os limites do ato físico da morte e adentrou o campo do sadismo psicológico. A investigação técnica revelou que, nos dias que se seguiram ao desaparecimento de Ariane, enquanto Eliane Laureano chorava desesperada na televisão buscando notícias da filha, um dos envolvidos no homicídio teve o descaramento de enviar mensagens de texto de apoio e solidariedade à mãe da vítima. O criminoso demonstrou uma falsa empatia através das redes sociais, lamentando a tragédia e desejando forças para a família, tudo para tentar afastar qualquer suspeita de sua participação no plano macabro.

Diante da gravidade dos fatos narrados e da comoção social gerada pela futilidade absoluta do crime, o Ministério Público do Estado de Goiás ofereceu denúncia robusta contra os acusados. O processo judicial tramitou pelas varas criminais de Goiânia com farto material probatório, incluindo exames periciais de DNA, quebras de sigilo telefônico e confissões detalhadas dos réus. Durante as audiências, a mãe de Ariane permaneceu firme, acompanhando cada etapa técnica e jurídica na esperança de ver a memória de sua filha honrada com a devida punição dos carrascos.

No desfecho dos julgamentos perante o Tribunal do Júri, a justiça goiana aplicou penas severas aos adultos envolvidos. Raíça Nunes Borges, apontada como a líder intelectual da experiência macabra, foi condenada a uma pena de 15 anos de reclusão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Enzo Jacomini Carneiro Matos, o “Freya”, recebeu a mesma sentença de 15 anos de prisão por sua atuação direta no estrangulamento da vítima. Jeferson Cavalcante Rodrigues, que utilizou o veículo da mãe para transportar o grupo e ocultar o corpo na floresta do Setor Jaó, foi apenado com 14 anos de reclusão. A adolescente de 16 anos respondeu de forma separada sob as regras do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em processo sigiloso.

Nenhuma decisão judicial ou tempo de cadeia será capaz de trazer Ariane Bárbara de volta para os braços de sua mãe ou preencher o vazio deixado por seus sonhos interrompidos aos 18 anos. No entanto, as condenações funcionam como uma resposta institucional dura contra a banalização extrema da vida humana na sociedade contemporânea. O caso permanece vivo na história da segurança pública de Goiás como um alerta sombrio sobre os perigos ocultos por trás de sorrisos falsos e amizades de conveniência, provando que, às vezes, os piores monstros são aqueles que nós mesmos decidimos convidar para fazer parte das nossas vidas.