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SANGUE DERRAMADO EM COPACABANA: Extremistas Querem UM NOVO CADÁVER Nas Eleições Enquanto a Justiça TENTA SALVAR Carla Zambelli do STF!

O fantasma da barbárie política voltou a assombrar as ruas do Brasil com força total, desenhando um cenário sombrio e sanguinário para o futuro próximo. No coração da zona sul carioca, em plena Copacabana, um idoso de 69 anos, identificado como Mauro Rocha, foi transformado em alvo de uma fúria irracional e covarde. O motivo de tamanha atrocidade foi um simples adesivo da política Benedita da Silva, colado em sua mochila. Cercado por três homens na faixa dos trinta anos, o idoso foi brutalmente espancado durante cinco longos e aterrorizantes minutos. Sob uma chuva de chutes, socos e gritos de guerra em reverência ao ex-presidente da República, a vítima foi deixada completamente ensanguentada no asfalto. Trata-se de uma verdadeira tentativa de homicídio que só não foi consumada pela intervenção providencial de um transeunte, que precisou entrar fisicamente na confusão para evitar que a tragédia fosse selada com a perda de mais uma vida.

Advogado revela próximos passos sobre caso do militante do PT agredido no  RJ: Mauro Figueiredo Rocha, de 69 anos, foi espancado por bolsonaristas em  Copacabana https://t.co/9LtMNYT4W4 #revistafórum

Engana-se quem trata esse episódio de selvageria carioca como um ponto fora da curva ou um mero caso de ânimos exaltados. A violência física não é um desvio no roteiro do extremismo de direita no Brasil; ela é o próprio roteiro, a espinha dorsal de uma cultura política fundamentada na intimidação e no extermínio do divergente. As ruas do país ainda ecoam a memória de vítimas recentes que tombaram por conta da intolerância, do mestre de capoeira assassinado a facadas na Bahia ao tesoureiro executado a tiros em sua própria festa de aniversário no Paraná. Existe uma engrenagem perversa que transforma o ódio em plano de ação e o medo em arma eleitoral. Os agressores de Copacabana não agiram em um surto momentâneo de loucura, mas sim impulsionados por uma cartilha não escrita que normaliza a eliminação física de qualquer símbolo, cor ou pessoa que remeta à esquerda brasileira.

E como se a violência das ruas do Rio de Janeiro não fosse suficiente para escancarar o grau de adoecimento dessa parcela da sociedade, o fanatismo encontra formas ainda mais bizarras e repugnantes de se manifestar pelo país. Em Sobral, no interior do Ceará, uma noite de celebração cultural durante uma tradicional festa junina foi transformada em um palco de horrores e preconceito explícito. Um casal de idosos extremistas invadiu a apresentação de uma quadrilha simplesmente por avistar uma estrela vermelha no colete de um dos dançarinos. A paranoia política os fez associar um traje típico de São João ao partido de oposição, desencadeando ataques físicos contra o artista na tentativa de arrancar a peça de roupa à força. A insanidade logo escalou para o mais puro chorume do preconceito, desaguando em agressões racistas e transfóbicas contra os membros do grupo cultural, que é um reconhecido espaço de diversidade. A intolerância política serviu como porta de entrada para a liberação dos piores instintos humanos em pleno shopping center lotado.

Enquanto os soldados rasos do extremismo derramam sangue e destilam ódio gratuito nas calçadas, os arquitetos institucionais do caos tentam blindar seus líderes nos mais altos tribunais do país e do mundo. O recente imbróglio envolvendo a recusa de cortes internacionais, como as italianas, em acatar pedidos judiciais brasileiros, somado aos malabarismos retóricos para salvar a deputada Carla Zambelli de suas responsabilidades, expõe uma tentativa grotesca de manipular e descredibilizar o sistema de justiça pátrio. Setores da imprensa, representados por comentaristas de grandes emissoras como Demétrio Magnoli, chegam ao absurdo de culpar o Supremo Tribunal Federal e o ministro Alexandre de Moraes por supostas falhas no devido processo legal, invertendo completamente a ordem cronológica, moral e lógica dos fatos. Tentam emplacar, em rede nacional, a narrativa vitimista de que Moraes deveria se declarar suspeito para julgar Zambelli, ignorando o contexto histórico do inquérito dos atos antidemocráticos.

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A realidade jurídica e factual é cristalina, por mais que negacionistas de plantão tentem obscurecê-la com falsas simetrias. O inquérito que apura as ameaças à mais alta corte do país foi aberto no início de 2019, muito antes das agressões diretas de Zambelli e seus pares ao tribunal se intensificarem de forma criminosa. A deputada chegou ao ponto de contratar um hacker para falsificar um mandado de prisão contra Alexandre de Moraes quando o ministro já era o juiz prevento do caso. A legislação processual penal brasileira é taxativa e muito clara ao definir que a suspeição não pode ser declarada quando uma das partes insulta o juiz ou dá causa deliberada a ela.

Se a tese estapafúrdia da defesa de Zambelli e de alguns comentaristas políticos fosse levada a sério, o sistema de justiça implodiria. Bastaria a qualquer criminoso comum ofender, ameaçar de morte ou contratar um hacker contra o juiz responsável por sua condenação para conseguir o afastamento automático do magistrado e, consequentemente, escolher quem o julgaria. É a completa subversão do direito em favor da impunidade blindada, onde a criação de uma inimizade artificial se tornaria o passe livre para escapar das garras da lei. Em um cenário hipotético, se a parlamentar tivesse falsificado mandados contra todos os onze ministros do Supremo, a corte inteira estaria impedida e colapsada. É um argumento pífio que revela uma grave falha de caráter ou um profundo desconhecimento das regras básicas do Estado Democrático de Direito.

O Brasil assiste, perplexo, à manutenção de uma máquina de ódio que opera em duas frentes perfeitamente sincronizadas para corroer a República. Na base, a tropa de choque ataca cidadãos pacíficos em calçadas do Rio e sabota festas folclóricas no Nordeste, parecendo sedenta por um novo cadáver para adornar seu palanque ideológico. No topo, os artífices dessa barbárie fabricam teses jurídicas mirabolantes e se apoiam em polêmicas internacionais convenientes para escapar da cadeia e continuar insuflando suas milícias digitais e físicas. O tempo da tolerância com os inimigos da civilidade esgotou-se. A justiça brasileira precisa agir de forma cirúrgica, célere e implacável para recolher às prisões tanto os covardes que espancam idosos por causa de um adesivo quanto os políticos engravatados que tentam explodir a democracia por dentro. Qualquer hesitação institucional neste momento crítico custará mais sangue inocente escorrendo no asfalto.