IMPRESSIONANTE!! 325 Anos de Segredos no Casarão e SENZALA dos ESCRAVOS
Hoje estamos num casarão com mais de 200 anos, conhecido como a casa dos escravos, no bairro de Cuiabá, em Nazaré Paulista. Um lugar onde o tempo parou e onde cada parede ainda transporta dor e silêncio. Logo à entrada vemos o monjolo que socava o milho sem descanso e a antiga moenda, onde a cana era esmagada e transformada em melaço.
Ferramentas simples, mas que escondem o peso do trabalho forçado que sustentou esta casa. Ao atravessar a porta, encontramos um quarto estreito com camas de madeira e esse pó. Cada uma parece guardar o cansaço de quem repousava após dias de sacrifício. Na sala principal, uma mesa antiga, um pilão pesado e um oratório chamam a nossa atenção.
Até hoje os visitantes param diante dele para rezar em memória dos escravizados que aqui viveram e morreram. O ar fica denso, como se estas preces ainda ecoassem no silêncio. Mais à frente, a cozinha de época revela um fogão a lenha imponente. Aí a rotina era marcada pelo fogo constante, pelo fumo e pelo esforço diário, um retrato fiel de uma vida de luta e sacrifício.
Cada canto deste palacete parece guardar presenças invisíveis. O ranger do soalho, o cheiro da madeira antiga, os objetos que resistem ao tempo. Tudo aumenta a sensação de que não estamos ali sozinhos. A casa dos escravos não é apenas património histórico, é um local de memória e mistério, onde o sofrimento permanece vivo e onde muitos acreditam que as vozes do passado ainda continuam a clamar dentro destas paredes.
Elizene Expedição apresenta a casa dos escravos. Um bom vídeo para todos. [Música] Boas pessoal, sejam todos bem-vindos ao canal Elizan Expedição. Para quem não me conhece, eu sou a Fernanda e eu e o meu marido Luiz gravamos lugares abandonados e locais históricos como este que estão a ver. Ó, hoje estou num casarão de mais de 200 anos. É isto, gente.
Esse casarão, ele é conhecido como senzala dos escravizados, não é? Eu não posso dizer outro nome, mas ele tem mais de 200 anos, fica num uma área rural, certo? Este casarão, ele era usado antigamente para lutar os escravizados que prestavam os serviços aqui das quintas da região. Então aqui é conhecido como a casa dos escravos, mas é onde viviam.
Ó, pode reparar aqui, ó, que toda a parede dele, ó, que aqui é histórico, ó. Este casarão, ele é do século X7, não é isso, Lu? É isso mesmo, pessoal. Conta aí um bocadinho aí o que é que sabe também. Pessoal, isto aqui é um casão do séc. X7 com mais de 200 anos, que serviu de alojamento para os escravizados. Muitos que ficaram aqui dentro trabalhava a troco de comida, pessoal.

Uma época muito muito muito pesada. E aqui, ó, se repararem, ó, tudo feito de pau a pique, ó. Aqui já mostra um bocadinho dos pormenores do casarão. Mas eu e a Nandinha vamos começar primeiramente mostrando-vos. Depois vamos mostrar ali, ó, a parte que fazia o melaço de caldo de cana. E assim, vão ficar impressionados.
com a estrutura que tem aqui dentro. É tudo muito antigo, tudo muito no barro, não é, Lu? Teminha no barro, tudo na madeira. Uau, impressionante este portal aqui. Ele foi todo talhado à mão, provavelmente feito por eles também, não é, pelos escravizados. E é tudo do tempo deles e está intacto. E o senhor que nos autorizou a gravar aqui diz que há aqui umas máquinas também, que é onde produziam, não é, Lua, algumas coisas, não é? Sim, garapa de cana, não é? Sim.
Aqui é a parte que eles faziam os alimentos, socava os alimentos, o milho, o que tinha de grão, vinha para esse local aqui. Eu vou abrir aqui e vou mostrar aos vocês. Ela no passar do tempo, teve algumas modificações. Esta aqui é uma similar. Esta aqui, como o proprietário disse-nos, essa aqui tem cerca de 50 a 60 anos. E como funcionava? Está a ver ali onde está a cair a água? Ela enchia, enchia ali.
Cada vez que enchia, ela vinha aqui, ó, e socava aqui, ó. Socava aqui, ó, no grão aqui, ó. Batia aqui, ó. Então, se tirar esta madeira aqui, ela vai e a partir daí enche-se de água lá e bate. Enche de água e bate. Este era o processo que tinham. Tudo manual, certo? Tudo manual. Antigamente era e toda esta madeira aqui foi talhada à mão também, certo? Ui, isso aí.
Aqui isto aqui é um tacho onde eu acho que eles fazem o melaço aqui, algum tipo de coisa. Ah, pois. Ó, aqui é o aqui é o foinho. Ui, deixa-me mostrar isso aí. Foinho. Olha aqui, gente. Tudo em barro. Tijolinho em barro, ó. E ele disse que utiliza isto aqui ainda do tacho, gente. Ó o tamanho da A minha mão, ó o cheirinho a cana. E ele faz, não é, Lu, ainda algumas coisas, não é, que faz ainda ele faz o melaço aqui ainda.
Aqui tem os cestos, ó. Isso é tudo da época também, ó. Olha isto aqui, ó. Tudo artesanal, ó. É isto aqui é é muita história que tem aqui, ó. Então tudo o que olha aqui, só o barracão que foi modificado, não é? Com telha brasilístico. Pois, puseram umas telhas, mas isto aqui, ó, como é, deve ser antigo também, ó.
É tudo feito no no cipó, certo? Olha, tudo aqui amarrado, ó. Só mostrar aqui ao pessoal como foi feito, ó. Não tinha nada de arame, não é, Lu? Não, nada de arame. Tudo artesanal. Usava tudo da da época mesmo. Olha aqui, gente, o palacete todo feito aqui. Uau, bonito este casarão, hein? Uau, já vamos mostrar para vocês a parte de dentro.
É incrível, hein, Lu? Muito. E olha, e olha para as janelas, F. Portanto, isto que eu estou a dizer, é muito antigo. Nem nas explorações agrícolas vemos este tipo de madeiramento, ó. Bela imagem, hein, velho. E aqui, ó, ele está a fazer, ó. Pessoal, ele está a fazer artesanal. É que ele não está aqui, ó.
Se olhar aqui, ó, ele está a cortar tudo no machadinho. Isto aqui ele está a fazer para repor outra viga que está a apodrecer. Ele vai recolocá-la no local. Nem parece que está a cortar no machado, não é, Lu? Está tão certinho, né? Tão certinho, não é? Olha quanta história, gente, aqui neste local. E hoje está um belo dia de sol.
Olha aqui, filho, onde fazia o melaço, ó. Que põe a cana. O, gente, olhem estas engrenagens. As engrenagens até estão meladas, ó. O, meladinho. Essa ele disse que ainda usa. Ele usa, disse que usou esta semana. Olha aqui. E aqui, ó, como ela funciona. Vê lá, ó. E aqui, aqui era usado o burrinho, não é? Ah, apanhar.
À moda antiga, ó. Tinha que haver ajuda dos animais, não é? Ajuda dos animais, ó. você apanhar aqui, ó. Mostra lá a máquina pr veres, ó, como é a máquina está aqui a mexer. É isso, ó. Ah, todo este processo que fazia. Olha lá, gente. E aqui esta forquilha, não é? Isto aqui é histórico. Isto aqui nem há mais, hein.
Isto aqui tinha que estar no museu, ó. Aqui triturou para os animais, ó. É a mandioca. Triturar mandioca. É farinha de mandioca. Farinha de mandioca. Ó, daí vêm as galinha, os bichinhos bem gordinhos aqui, vejam, gente? Bem gordinho, bem alimentado. Vamos mostrar mais o que aqui que há de histórico. Estas cordas aqui. Que será, Lu? Ó, há aqui outro igual, hein, Lu? Tem uma forquilha, certo? E aqui, ó, há umas peles de animais, está vendo? De vaca.
É de boi, certo? Acho que é de boi. Eu acho que usa para colocar em cima do em cima do burrinho, sabem? Só mostrar deste lado aqui, que às vezes o pessoal pede: “Ah, não mostrou do outro lado”. Quer ver? Eu vou rodar aí para ver o processo que dá para ver melhor as engrenagens, não é, gente? Pessoal, deixem aí nos comentários se já vieram, já viram um lugar destes, ó. Ó aqui, ó.
Bem diferente, certo? Imagina lá isso, o peso que é isso aí, Lu. Sim, mas a correr assim é bastante leve. Apesar de hora a hora que se põe a cana, não é, para moer a cana deve ficar um bocadinho mais pesado. É verdade. Agora vamos mostrar também. Ele põe alguma coisa. Eu acho que é farinha. Acho que aqui deve ser para os pássaros, certo? Os pássaros, não é? Agora, pessoal.
Olha a Nandinha aqui vai dar a volta ao palacete para mostrar os pormenores deste casarão, não é, Nand? Você já viu um casarão destes aqui d Ui, já senti uma tive uma sensação bem bem triste aqui. É, é hora que entrei na sala principal ali, olhem aqui, ó, a estrutura, pessoal. A gente vai dar uma volta porque nós tem que mostrar. Só que não tem grelha, não é, Lu? Não, sem grelha.
Sem era, era para eles, era o alojamento. Viviam todos juntos, né? Estavam todos agrupados, todos juntos. Aí era um agrupamento. E aqui, ó, olhem aqui a parede, gente. É barro, ó. Olha o barro da parede aqui, ó. Havia pedra também a ir, ó. Olha este janelão. E aqui a parte da baixo é em pedra, certo? Olha este Lu. Pedra com barro.
Olha isto aqui. Isto aqui, ó. Acho que a chuva vai batendo, sabe? E a partir daí vai consumindo. Isto aqui foi construído recente, ó. Isso aí foi. É, mas é para segurar a base do palacete, ó. Ele cuida, não é? Ele quer, ele quer zelar, certo? Zelar pel esse património, não é? Que era do do avô dele, não é? Olha isto aqui, ó.
Gente, é impressionante. Eu nunca vi um casarão daquele. E veja aqui os detalhes da madeira. Aqui tem um forno, não é? Ó o forninho já está partido, Lu. Forninho. Deixa-me ver o forno. Isto aqui era o forno, pessoal, onde assavam pão. E aqui, olha esta parte aqui. Dá para ver bem. Em baixo tinha pedra, não é, para auxiliar, certo, a base do palacete.
Muito, muita pedra. Muita pedra com barro. A parte de baixo é tudo em pedra. E aqui é onde segurava a janela, ó. Olha aqueles ramos ali em cima no meio da parede, Lu. Vai-se lá entender aquilo ali, hein? E a estrutura da parede era bastante espessa, tás a ver? Barro, não é? Deve ter um 50 cm por aí. 50 cm, certo? De espessura.
E aqui, aqui dentro, pessoal, já nós vai mostrar-vos lá dentro, ó. O ar gelado, o ar frio que aqui está, ó. Está a sair aqui, ó. Dentro, certo? E é fresco lá dentro, não é, filho? É. O barro segura, certo? Ah, e ali ainda tem umas telhas coxa ainda. Tempata, pessoal. A gente vai mostrando aqui esta volta todinha para vocês.
E olha que aqui, ó. Vai lá, Nandinha, à frente do casarão. Olha que belíssimo palacete. Que pena que a história dele não é muito feliz, não é? Olha a entrada aqui, Lu. Como que era, ó? Issa aqui é a entrada de trás. Estas pedras aqui, não sei se foi colocado encaixado isto aqui, ó. Oi. Tudo encaixado, Lu. Tudo encaixe, certo? Depois sai lá na dentro do salão, não é? É.
E aqui, pessoal, olhem a escada colocada uma a uma pedra assim, ó, até formar os degrais. E ali a parte de baixo, tudo tudo pedra. Olha aqui, ó. Sensacional. Vamos lá para dentro, não. Vamos. Vai ficando aí, pessoal, com os pormenores desse casarão. Agora vamos para uma parte. Olha aqui, ó, as janelas. Há aqui uma parte que já se desmanchou.
Ol, mas isto aqui eu acho que é a chuva que bate, sabe? Vem a chuva lateral, acaba A nossa e acaba por abrir esses buracos laterais. Como quer manter as características, não é, do palacete, a história. Será que vai durar muito tempo? Ele já colocou um telhado novo, certo? Então é possível que esse telhado é antigo, certo? Aquele telhado.
Sim, muito antigo. É telha coxa aquilo ali, não é? Sim. Pessoal, agora vamos entrar aqui. Vamos mostrar todos os detalhes deste casarão. Já começa por aqui, ó. Vou abrir aqui. Dá licença. A gente vai entrar com todo o respeito, não é? Licença. A gente pede sempre licença porque a as pessoas acreditam que há sempre um, todo o local tem um dono, certo? Olha só, pá.
Aqui existem algumas celas. as coisas. Essas celas é que usadas ali na parte da do melaço onde mostrámos aquelas aquelas engrenagens. Olha os couros aqui. Lu. Mostra lá, pessoal. Aqui tem alguns couros. Aqui tem a parte de cima. A parede, Lu. Como é que é aqui dentro? E é bem fresquinho aqui, certo? É, portanto a temperatura aqui dentro é bem bem mais baixa do que tem ali umas partes de amarração, não é? De cela.
Isto aqui é tudo cela de cavalos. Isto aqui não sei para que é que serve, ó. Vocês souberem aí? Sei que é antigo, ó. Só pela estrutura da madeira, ó. Isto aqui tem muitos anos. Tem um armário que já estou a ver dentro desse quarto. Olha esta porta, Lu. Não, olha os batentes. Os batentes da porta. A a porta de madeira maciça.
Eu nunca vi. E aqui estou eu a entrar agora na parte do quarto. Aqui há um guarda-roupa. Ena, está aqui uma Nossa Senhora. Esse guarda-roupa é antigo, hein, Lu? bem antigo. E aqui está a parte do forro do andar de cima. E aqui conseguimos ver a parte da janela do lado de dentro aqui, ó. Tudo de barro, de pau pique.
O, vê-se que muitas coisas ele faz artesanalmente, não é? Essa escada aí ele que fez, ó. Escadinha de eucalipto. Olha. Aquilo era como se fosse uma grelha de madeira. O, vamos ver. Mostra lá. O, isto aqui é madeira, ó, gente. Isto aqui ficavam separados, não é? De um cómodo para o outro. Madeira. Isto aqui é madeira.
Essa porta também aqui, ó. Não, olha, olha esta cama que está aqui. Eu quero ver esta cama, gente. Que surreal isto aqui, pá. Pessoal, olhem esta cama feita tudo trançada. Olha para isto. Tudo entrançado, ó. Ai, que susto. Caramba, há aqui uma outra cama também. Ui, isso aí é muito antigo. Com certeza que o colchão devia ser de palha também.
Aqui tem um, olha, há mais um, umas fortilhas. Parece aquele de fora, ó, Lu. É o mesmo, mas é bem mais pequeno, certo? Esta aqui era. Esse aqui é mais antigo. Olha as paredes, Lu. A janela, ó. Os batentes da janela. Olha aqui, ó. A janela. Sempre na nas casas de quinta eles colocam, não é? Isto aqui tudo com trinco de madeira.
Ó, tem um pequenino aqui, ó. pequenino e o outro pouco maior aqui. E a madeira é impressionante, gente. A madeira, a estrutura do palacete toda por dentro, ó. Parede aqui, ó. O teto parece aqueles tetos, não é, de cave de cenzala, de casarões. Mas as camas é impressionante, certo? As camas. Vês que o chão, Lu, é todo irregular, tudo de barro, ó.
De barro e pedra por baixo, ó. Que se você aqui, consegue ver a pedra aqui em baixo, ó. O. Então, há pedra aqui em baixo nestes todo irregular, ó. E este banco aqui, ó. Olha isto aqui. Aqueles bancão de igreja, não é? Só que eles deviam sentar-se, não é? Chegar e estar sentado. Depois chegava do trabalho. Exausto.
Olha este portal aqui, ó. Imenso, certo? Ui, louco. Olha o tamanho disto, pessoal. Isso é muito grande. Eu não sei nem por por onde começo. Por onde? Aqui. Vou ter de entrar aqui. Caramba, dá um medo encontrar aqui uma cobra nesses locais. Funcionava como que aqui? Acho que aqui devia ser quarto, não é? Quarto.
Olha a janela lá do quarto, ó. Era muito pequenino, gente. Tentaram pintar, eu acho a parede. O, ó, percebes, dá para ver aqui que tem o a parte do dos bambu, não é? Mas eu acho que tentaram pintar, ó. E todo o casarão, o chão é de de barrão, certo? Olha aqui este retrosaria. Olha o puxador. Como é que era? Ai, caramba. Eu não tenho sorte.
Dá para abrir não. Vamos abrir aqui a outra gaveta. Bem antigo os detalhes. Mostra aqui, ó, como era os puxadores. Eles não tinham gancho de ferro, era no pininho, sabe? De madeira. Já modelava no na madeira, certo? Um pilão, Lu. Sim. Aqui é um pilão, ó. Este pilão é da Épocas. Este é, hein, gente? O, várias marcas de Este aqui tem muita história.
Muita marca de Tem aí aranha castanha. Aqui era um coxo. Não, aquilo ali não era coxo, não. Isso era um baú. Ui, era um baú. É um baú, ó. Gigante. Olha o pormenor da da onde colocava a chave, filho. Ó isto aqui. Agora o que é que eles guardavam aqui, ó? Aqui era a tampa do baú, certo? A tampona do baú. Olha o tamanho.
Ó a janela que tem a grade, ó, gente. E lá em cima, ó, a parede mais escura. Não sei porquê. Não sei se tentaram fazer uma festinha aqui que está cheio de bandeirinha. Teve. E aqui f é um oratório, ó. Você olhar aqui para um oratório. Aqui é homenagem aqui, pessoal. Homenagem. Homenagem aos escravos aqui, ó. Até tem ali uma foto, ó, Lu.
Tem. Você quer? Tem aqui umas fotos da época. Aqui o madeiramento. Este desenho que eu Estou a mostrar aqui agora é feito à mão. Em cima também tem, Lu, desenho. Mostra aqui no teto, não é? É aqui, ó. Outro desenho no teto do oratório. E o pessoal acende aí velas, viste Lu? Oi. Pessoal acende lá vela, ó. Aqui, ó.
Ó aqui. Acende vela, ó. Ó os pormenores do oratório, ó. Aqui é pintura à mão também, ó. Na porta, ó. O, viste ali o quadrinho Homenagem aos escravos? Sim. Que aqui viveram. É isso que está escrito? Que aqui viveram, ó. Caramba. Esta mesa de jantar aqui. Isto aqui também antigo, hein? Ó, ó a espessura da tábua. Muito grande.
Foi feito à mão também. Isso aí, viu? Pensei que era uma porta. Aqui é um outro quarto. Olha aquele guarda-roupa. Ui, esse é antigo, hein? Este aqui feito de tábua. Licença aqui. Esse deve ter uns 200 anos, Lu. Olha este filtro. Uau lá. Meu Deus. Este filtro aqui, ó. Eu nunca vi na vida. Também filtro de porcelana.
Tem um liquidificador da Arn muito antigo também. Olha para isto. Acho que nem a Arn. Há aqui muitos objetos, certo? Que eu não sei se foi. E ali, ó, ó o madeiramento ali. Chega lá perto, o pessoal vê a parte de amarração, parte da amarração da casa. Ui, isso é impressionante, né? Esta aqui acho que é a mais uma construção impressionante.
Olha para a porta. Olha outro baú. Muitos baú aqui, filho. Ó, tem três baú, quatro baú. Tem esse baú. Olhem só, gente. Isto aqui também é da época. Este baú aqui, ó. E tem aqui um baú bem grande. Este tem um outro aqui. Este tem a tampa, ó. Parece aqueles baú de pirata. Dá uma luz. Olha o tamanho. O baú. Olha. Impressionante.
Quanta história aqui, ó. Só para vos mostrar um take deste último quarto aqui, ó. É que colocou bastante coisa, não é? Aqui caixas, mas este armário aqui é bem antigo. Há aqui mais outro pilão gigante, ó, pessoal. Muita coisa aqui que nós não pode deixar para trás. A gente tá registando tudo para vocês. É que a gente fica um bocado perdido porque a gente não fez aqui uma varredura antes de entrar.
E tudo o que estamos a ver, estamos ficando também impressionado, porque são histórias muito antigas, não é? Ó, este pilão, várias marcas de de faca. Muita história isso aí acho que batia farinha, não é, Lu? Socava milho, mandioca. Olha este quarto aqui. Ui, tem uma cama lá em cima, ó. Ena, pessoal. Vou ver.
Que susto! Vou ver se subo aqui. Vou pegar aquela escada ali deus e vou mostrar-vos o sóton do casarão dos escravizados. Epá, aqui acho que este aqui é o que a gente foi quem tem mais histórias assim e registado assim no local, não é? Muitos já estão em ruínas, mas este retrata muito bem a história, não é? Você consegue pegar bem nos detalhes aqui.
Olha a madeira aqui. A junta aqui, ó. E continua intacta, certo? Olha aqui o trinco. Impressionante. Eu nunca entrei num local destes. Vamos entrar nesta aqui. Depois a gente entra naquela outra que tem mais uma ali. Tem mais uma ali. Tem. Aqui era a parte da cozinha. Nossa Senhora. Cozinha, gente. Pá, isto aqui é uma viagem no templo, Lu.
Olha este for na lenha. Isto aqui é coisa de filme, pá. Não, se for na linha aqui, pessoal, quem já viu um destes aqui, quiser deixar nos comentários o que está a achar, porque realmente quantas comidas já foram feitas aí por eles, ó aqui, ó. Isto aqui era o estilo de vassoura que tinham, que eles faziam com um ramo de árvore aqui, ó.
E este aqui era onde ficavam os mantimentos, o armário, ó. O armário deles era assim, ó, de mantimento. Tudo faziam, não é, à mão, ó. O, se queriam um armário, tinham que apanhar lenha e fazer e produzir e talhar, ó, e correr atrás da minha panela, não sei se é da época. Esta mesa é provavelmente bem antiga, ó. E aqui, isto aqui, ó, estás a ver onde está? Isto aqui é onde eles penduravam as panelas também.
Aqui, ó, os panos, as panelas, os as colheres, não é, de madeira. Sim. Tinha umas colheres de madeiras gigante para mexer as panelas. Olha só, pá. Dá lá mais um take, pessoal ver, ó. Impressionante, gente, isto aqui, ó. Ó a janela. Imagina fala chegar aqui, ter que fazer a sua comida. Exausto, certo? Isto aqui também é uma madeira bem antiga, ó.
Uau, impressionante. E agora há mais um, Lu. Tem mais um quarto. Este aqui é a porta dos fundos. Ah, aqui há a entrada de pedra, não é, que mostrámos, pessoal. O, ó aqui também, ó. Tudo amarrado aqui, ó. Imagina o trabalho que deu para construir este casarão, feito todo em barro. E esta aqui é o tamanho da viga que segura a porta porque pesa, não é? Ele é feito no barro nesse pó enrolando, enrolando e fazendo o barro.
Estes banquinhos aqui acho que era deles, ó. Só que era da, eu acho que era aqui do oratório foi onde pararam para fazer. Mas é do tempo deles. Da época deles. Isso aí. Porque o senhor que vive aqui, que é o proprietário, ele disse que tudo aqui era do avô e o avô guardou tudo.
E depois, como o avô já se foi, não é, faleceu, ele cuida, não é, da maneira que pode. Nossa, mais uma cama, Lu. Mais uma cama. Ui, pessoal, aqui já está meio apertado. Vou entrar aqui, mas tenho que mostrar esta cama para vocês. Tudo no cipó também, certo? Ó, tudo no cipó trançado. Ó, aqui está um outro bauzinho, um outro baú aqui.
Vamos ver o que consigo mostrar para vocês aqui de antigo. Aqui já é mais difícil andar, pessoal. E aqui, ó, a parte, ó, como está sem um aoalho, onde eu estou aqui a pisar, ó. Conseguem ver com a parte de terra aqui. Depois há as vigas aqui é as vigas. E as Portanto, isto aqui é tudo as vigas do açoalha, ó, onde eu estou a pisar. E aqui, ó, é a janela de fundo.
Olha este madeiramento. E aqui, ó, vós conseguem perceber, ó, a tudo talhado na mão, ó, no machado, ó. As vigas da casa inteirinha. Processo totalmente artesanal. E o tecto está perfeito, certo, Lu? Tá perfeito assim. Fizeram tão direitinho, não é? A talharam as madeiras assim. Parece que que foi feito na maquinaria, não? Parece que foi na mão, no machadinho, sabe? Pessoal, agora eu e a Anantinha vai finalizando este casarão da época dos escravizados.
E olhem esta imagem aqui. Olha para isto. Eu vi ali na plaquinha, não é, a mensagem. Quem por aqui passar, dedique uma oração aos escravos que aqui viveram. Então é isto, gente. É uma história muito triste, não é? Mas faz parte, não é, da história, não é, do nosso Brasil, não é? E apesar da lei Áurea, não é, que o pessoal falou muito no último vídeo que ah, foi eh assinada a Lei Aur em 1888, mas muitos historiadores falam que não é porque teve a assinatura da Lei Áurea que já foi abolida a escrava escravatura,
certo, no Brasil. Muitos dizem que ficou por muitos e muitos anos, não é, oculto, não é, mas ainda havia muitos trabalhos, não é, por aí e não havia fiscalização. Então é isto, gente. Eh, vamos acabar por aqui. Espero que tenham gostado deste vídeo. Se gostou, já subscrevam lá o nosso canal, é de graça, não paga nada.
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Então é isto, pessoal. Obrigado a todos e fica com esta imagem deste lindo casarão. Fui.
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