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EX-BATERISTA DE DANIELA MERCURY EXPÕE BASTIDORES “SUA FICHA TÁ SUJA SÓ TEM O PRIMEIRO DISCO”

EX-BATERISTA DE DANIELA MERCURY EXPÕE BASTIDORES “SUA FICHA TÁ SUJA SÓ TEM O PRIMEIRO DISCO”

A cena artística brasileira, especialmente o reduto do axé music baiano, está em chamas. O que parecia ser apenas mais uma polêmica de palco escalou para uma exposição sem precedentes dos bastidores da “Rainha do Axé”. O título desta reportagem não é apenas um exagero jornalístico; são as palavras literais, carregadas de indignação, de quem viveu as entranhas da banda e decidiu quebrar o silêncio: “Lava a boca para falar do Edson Gomes! Tenta consertar as merdas que já fez, porque a tua ficha tá suja, fia!”.

O estopim para essa lavagem de roupa suja pública foi o recente ataque de Daniela Mercury ao lendário cantor de reggae Edson Gomes, uma das figuras mais respeitadas da Bahia. O caso, que já chegou à Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) através de uma moção de repúdio, revelou uma faceta de Daniela que muitos músicos e ex-colaboradores afirmam conhecer bem, mas que o grande público raramente vê por trás das câmeras e do marketing político.


O Ataque a Edson Gomes e a Resposta Institucional

Tudo começou durante a entrega do Troféu Armandinho, onde Daniela Mercury, sem apresentar qualquer prova, apontou o dedo para Edson Gomes e o acusou de ser “agressivo com mulheres”. A motivação? Segundo analistas e o próprio staff do cantor, seria puramente ideológica. Edson Gomes tem se mostrado crítico à esquerda e ao atual governo federal, o que teria despertado a fúria da cantora, conhecida por seu ativismo ferrenho.

O Deputado Diego Castro (PL) não deixou a acusação passar em branco e apresentou uma moção de repúdio na ALBA. Para o parlamentar, trata-se de uma “acusação grave, sem comprovação, que viola a honra e a imagem de um artista do povo”. Edson Gomes, com a humildade que lhe é característica, apenas cobrou provas em cima do palco, deixando a cantora em uma situação visivelmente desconfortável.


Bastidores Podres: O Relato do Ex-Baterista

É aqui que a história ganha contornos de drama real. Um ex-baterista que circulou pelo meio (tendo passado pela banda de Claudia Leitte e conhecido profundamente a cena baiana) veio a público para expor como Daniela Mercury trata, supostamente, aqueles que trabalham para ela.

Ele relembrou um episódio entre 1997 e 1998, época do auge do “Canto da Cidade”. Segundo o músico, existia uma regra ética e financeira na Bahia chamada “cachê dobrado”. Como as apresentações em trios elétricos duravam entre 7 e 9 horas (diferente dos shows de palco de 2 horas), os músicos exigiam o dobro.

O relato é cortante: “Ela disse para os músicos que o cachê de palco e de trio seria o mesmo. Quando eles se recusaram a participar dessa falcatrua, ela simplesmente dispensou uma equipe que a acompanhava há anos por causa de dinheiro”. O baterista questiona a coerência da artista: como alguém que se diz defensora dos direitos e da justiça social pode descartar trabalhadores de longa data por ganância financeira?


“Um Único Disco”: A Crítica à Relevância Artística

Outro ponto que incendiou as redes sociais foi a crítica à carreira da cantora. O ex-colaborador não poupou sarcasmo ao dizer que Daniela vive de um único sucesso de décadas atrás. “Você não fez mais do que um primeiro disco. Vive a vida inteira do ‘A cor dessa cidade sou eu’, mas nem a cor da cidade você é, porque você é branca e Salvador é uma terra negra”, disparou ele.

A acusação é de que a cantora, ao perder a relevância nas paradas de sucesso por falta de conteúdo novo e impactante, teria se agarrado desesperadamente à política e à Lei Rouanet para se manter em evidência. “É a persona non grata da Bahia hoje”, afirma o vídeo que circula nos grupos de WhatsApp.


Mara Maravilha Entra na Briga

Até mesmo ícones da televisão como Mara Maravilha, que foi a primeira a apresentar Daniela Mercury nacionalmente, demonstraram decepção. Mara afirmou ter vergonha da postura que a cantora adotou ao longo dos anos, chamando-a de desrespeitosa com a nação e com os colegas. A crítica de Mara toca em um ponto sensível: a gratidão. Muitos sentem que Daniela esqueceu de onde veio e quem a ajudou no início da carreira, tornando-se uma figura que “lacra” por conveniência financeira.


A Defesa de Daniela Mercury

Em nota, a assessoria de Daniela Mercury afirmou que seu discurso no palco teve um “caráter amplo e simbólico” em defesa das mulheres. No entanto, para o público baiano e para os músicos que conhecem o “lado B” da fama, essa explicação soou como uma desculpa vazia para tentar descredibilizar um adversário político.

ASSISTA AGORA: O depoimento completo do ex-baterista revelando os valores de cachê e a demissão em massa da banda original está disponível para visualização no link que deixamos para você.


Conclusão: O Desgaste de uma Estrela

O caso Edson Gomes vs. Daniela Mercury é apenas a ponta do iceberg de um desgaste que parece irreversível. Quando músicos de bastidores começam a falar, a imagem de “perfeição” e “humanismo” construída pela mídia começa a ruir. A pergunta que fica é: até quando o público aceitará discursos inflamados de proteção social vindos de quem, segundo relatos, não pratica esses mesmos valores com seus funcionários?

O interrogatório sobre a “ficha suja” mencionada pelo baterista parece estar apenas começando. Para Daniela, o “Canto da Cidade” nunca soou tão desafinado.