O ÁLIBI QUE CAIU: AMIGO REVELA O QUE CRISTIANO TENTOU ESCONDER E MUDA TUDO NO CASO FAMÍLIA AGUIAR
“Ele disse que estávamos jogando, mas a conta não fecha”, teria afirmado uma fonte próxima à investigação. O Caso Família Aguiar, que mantém o Rio Grande do Sul e o Brasil em suspense, acaba de ganhar um capítulo sombrio que pode ser o golpe final na versão de Cristiano Dominguez, o ex-marido de Silvana Aguiar e principal suspeito do desaparecimento dela e de seus pais, Isaías e Dalmira.

Após mais de 40 dias de silêncio e versões contraditórias, a polícia encontrou a “peça solta” que faltava no quebra-cabeça: um videogame e um amigo cuja lealdade está sendo testada pela perícia técnica.
A Noite do Crime: O Teatro do Churrasco e do Pub
Para entender por que a versão de Cristiano está desmoronando, precisamos voltar à noite de 24 de janeiro. Cristiano afirmou à polícia que, após jantar em uma lanchonete a apenas 9 minutos da casa de Silvana, ele seguiu com o filho de 9 anos para o churrasco de aniversário de um amigo. Enquanto isso, sua atual esposa, Milena, teria ido a um pub com outro casal.
Cristiano alega que chegou em casa de madrugada e que o filho trazia um videogame emprestado por esse amigo. Parecia o álibi perfeito: uma noite agitada, cheia de testemunhas e compromissos sociais. No entanto, a investigação traçou um paralelo assustador com o caso de Raquel Catani, onde o assassino também criou uma “agenda social intensa” para as câmeras de segurança enquanto o crime era executado.
O Depoimento do Amigo: A Primeira Grande Contradição
O castelo de cartas começou a ruir quando a polícia bateu à porta deste amigo em Viamão. Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, os agentes levaram celulares, HDs e o tal videogame. Foi então que a contradição saltou aos olhos dos investigadores.
Enquanto Cristiano dizia estar em um churrasco, o amigo afirmou que passou a noite inteira jogando videogame com Cristiano e o menino na casa do próprio suspeito. Ora, se Cristiano estava em casa jogando, como poderia estar em um churrasco? E se estava no churrasco, por que o amigo afirma estar com ele em casa? A polícia agora utiliza a perícia digital para verificar se o videogame realmente se conectou ao Wi-Fi da residência naquela noite e em qual horário exato.
A Retroescavadeira e o Poço Aterrado: Um Cenário Macabro
Se as contradições no depoimento já eram graves, os novos passos da investigação no sítio da família de Cristiano em Gravataí são aterrorizantes. Poucos dias antes do sumiço de Silvana e de seus pais, Cristiano comprou uma retroescavadeira.
O equipamento foi usado para demolir uma casa antiga e — o detalhe mais suspeito — para aterrar um poço artesiano. Coincidentemente, após o desaparecimento da família Aguiar, todas as obras no sítio foram suspensas. O que estaria escondido sob toneladas de terra e entulho? A polícia trabalha com a hipótese de que o local pode ter sido usado para ocultação, enquanto as buscas com cães farejadores e mergulhadores se concentram no Rio Gravataí.
O Mistério do Fox Vermelho e o Braço na Janela
O Fox Vermelho de Cristiano é o fantasma desta investigação. O carro foi visto entrando e saindo da casa de Silvana por duas vezes na noite do desaparecimento. O veículo nunca mais foi encontrado.
Contudo, um novo depoimento de um casal que passava pela ponte entre Cachoeirinha e Porto Alegre trouxe um detalhe de arrepiar: eles viram um Fox Vermelho parado, com dois homens armados com facas. O que mais chocou as testemunhas foi ver o braço de uma pessoa caído para fora da janela traseira, antes de um dos homens empurrar o membro para dentro e arrancar com o carro. A suspeita é que os corpos possam ter sido descartados dentro do veículo em algum ponto profundo do rio.
O Silêncio da Polícia: O Prenúncio do Desfecho?
Nos últimos dias, o delegado Anderson Spier parou de conceder entrevistas. Na linguagem da investigação criminal, o silêncio das autoridades geralmente significa que o cerco se fechou. Spier é o mesmo delegado que resolveu o caso de um casal de idosos incinerados em uma churrasqueira pelos próprios familiares — um investigador acostumado a lidar com crimes hediondos onde os corpos são de difícil localização.
Com a prorrogação da prisão de Cristiano por mais 30 dias e os dados de geolocalização sendo analisados minuto a minuto, o desfecho parece iminente. A “história do videogame” que Cristiano tentou usar como escudo pode acabar sendo a prova técnica que o levará à condenação.