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DO ARMÁRIO PARA O CRIME: Médica planeja emboscada e atira contra ex-marido na frente do filho de 8 anos; “Eu decidi viver pelo meu filho”, diz vítima

DO ARMÁRIO PARA O CRIME: Médica planeja emboscada e atira contra ex-marido na frente do filho de 8 anos; “Eu decidi viver pelo meu filho”, diz vítima

O que deveria ser um final de semana de celebração e reencontro entre pai e filho transformou-se em uma cena de filme de terror em um condomínio de luxo. A médica Lenise Fernandes Sampaio está no centro de uma investigação que chocou o país após ser flagrada por câmeras de segurança arrombando o apartamento onde o ex-marido, o empresário Wellington Cruz, estava hospedado com o filho do casal, de apenas 8 anos. O plano era sinistro: esconder-se dentro de um guarda-roupa e aguardar o momento fatal.

A Emboscada Planejada: Uma Hora de Espera no Escuro

As imagens obtidas com exclusividade revelam a frieza da médica. Horas antes do crime, Lenise foi vista rondando o corredor, analisando a fechadura e mexendo no celular com tranquilidade. Segundo a polícia, ela utilizou um objeto metálico — possivelmente um cartão — para arrombar a porta. Uma vez lá dentro, ela não apenas entrou; ela se instalou.

Lenise permaneceu escondida dentro do armário do quarto por cerca de uma hora, empunhando uma pistola 9mm. Quando Wellington e a criança retornaram ao imóvel e o empresário subiu para preparar o banho do filho, o pesadelo começou. “Eu via como se fosse um vulto… quando você olha, vê uma pessoa com uma arma te apontando”, relatou Wellington, ainda processando o trauma.

Luta Pela Vida e o Trauma de uma Criança

Os disparos foram feitos a menos de um metro de distância. Wellington, mesmo ferido, conseguiu avançar contra a agressora para desarmá-la. A única testemunha de toda a violência foi o filho de 8 anos, que subiu as escadas correndo ao ouvir os tiros e encontrou os pais lutando no chão. Enquanto o pai gritava por socorro, a médica teria tentado sufocá-lo com as mãos após a arma ter sido jogada longe.

“Eu estava me entregando, mas quando pensei no meu filho, decidi viver. Decidi lutar pela minha vida naquele momento”, desabafou o empresário em uma entrevista emocionante. A chegada da Polícia Militar em apenas cinco minutos evitou que o pior acontecesse.

Alienacão Parental e Guerra Judicial: O Estopim do Ódio

O histórico do casal é marcado por uma batalha judicial intensa. Wellington relatou que ficou 10 meses sem saber se o filho estava vivo, registrando mais de 20 boletins de ocorrência por alienação parental contra Lenise. Por outro lado, a médica possuía uma medida protetiva contra o ex-marido e o acusava de perseguição e violência psicológica.

A defesa de Lenise sustenta a tese de legítima defesa, alegando que Wellington teria iniciado uma discussão e tentado estrangulá-la. No entanto, para o delegado responsável, as imagens das câmeras derrubam essa versão. O crime está sendo tratado como homicídio tentado duplamente qualificado, por motivo torpe e emboscada (recurso que dificultou a defesa da vítima).

“O Que Vou Explicar Para o Meu Filho?”: O Futuro Pós-Tragédia

Atualmente, Lenise permanece presa e pode enfrentar uma pena de 12 a 30 anos. O menino está sob a guarda do pai e recebe cuidados da avó enquanto Wellington se recupera das lesões. O impacto emocional na criança, porém, é a maior preocupação. Ao sair do apartamento no dia do crime, o menino foi filmado evitando o abraço da própria mãe — um reflexo do horror que presenciou.

“Hoje ele está comigo, fico feliz, mas fico triste. O que vou explicar para o meu filho? Que a mãe está presa porque tentou matar o pai?”, questiona Wellington, evidenciando que, embora as feridas físicas cicatrizem, as marcas psicológicas de uma emboscada dentro do próprio lar durarão para sempre.