FAMÍLIA AGUIAR: POLÍCIA ENCONTRA FALHA NO ÁLIBI DO PM E PEDE MAIS 30 DIAS DE PRISÃO PARA CRISTIANO: “PEÇA POR PEÇA, O QUEBRA-CABEÇA VAI SENDO MONTADO!”, DIZ DELEGADO
O caso do desaparecimento da família Aguiar entrou em sua fase mais crítica e sombria. Quarenta dias após o sumiço de Silvana German de Aguiar, de 48 anos, e de seus pais, o senhor Isaí e a dona Dalmira, a Polícia Civil de Cachoeirinha parece ter encontrado a “rachadura” definitiva na defesa do principal suspeito, o policial militar Cristiano Dominguez Francisco. O que antes era uma narrativa de uma noite comum em uma lanchonete, transformou-se em uma armadilha cronológica que pode colocar o PM atrás das grades por muito tempo.

Como disse o delegado regional Anderson Spear, em uma declaração que ecoou por todo o Rio Grande do Sul: “Peça por peça, o quebra-cabeça vai sendo montado”. E a peça mais importante encontrada até agora é uma falha matemática de apenas 9 minutos.
A Falha Matemática: O Álibi de 9 Minutos
A defesa de Cristiano sustentava que, na noite de 24 de janeiro, ele estava em uma lanchonete com sua atual esposa e um casal de amigos. Imagens de câmeras confirmam a presença do grupo às 20h30. No entanto, a investigação descobriu que o estabelecimento fica a apenas 9 minutos de distância da casa de Silvana.
Para os investigadores, esse tempo é insignificante. Entre as 20h40 e as 23h30, o Fox Vermelho — que se tornou o fantasma desta investigação — foi visto entrando e saindo da casa da vítima. A polícia agora trabalha com a certeza de que a ida à lanchonete não passou de uma tentativa deliberada de criar uma “cortina de fumaça”. Cristiano acreditava que estar em um local público com testemunhas o livraria de suspeitas, mas esqueceu que a geografia de Cachoeirinha joga contra ele.
O “Amigo” sob Investigação e os Dados Digitais
Nesta quinta-feira, a operação policial subiu o tom. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa do amigo que acompanhava Cristiano naquela noite. Celulares e um videogame foram levados para perícia. O objetivo é claro: descobrir se houve troca de mensagens combinando o “teatro” na lanchonete. Se ficar provado que o encontro foi forjado para dar cobertura ao PM, o amigo poderá ser preso por cumplicidade.
O delegado Spear foi enfático ao afirmar que a investigação quer “amarrar” cada segundo daquela noite. Não basta saber que Cristiano foi visto na lanchonete; a polícia quer saber onde ele esteve nos intervalos em que não estava sob o olhar das câmeras.
A Retroescavadeira e o Poço Aterrado: Detalhes Macabros
A investigação também apura uma denúncia perturbadora: Cristiano teria adquirido uma retroescavadeira pouco antes do crime. Testemunhas relataram movimentações estranhas em um terreno da família do suspeito em Gravataí, onde uma construção foi demolida e um poço foi misteriosamente aterrado. Estaria ali a resposta para o paradeiro dos corpos?
Enquanto o Fox Vermelho permanece desaparecido — possivelmente destruído ou jogado em um dos rios da região — a perícia foca em rastros de geolocalização e transações bancárias. Mesmo sem os corpos, o delegado acredita que o conjunto de provas é robusto o suficiente para uma condenação histórica.
Conclusão: O Pedido de Prorrogação
Com o prazo da prisão temporária expirando, a Polícia Civil protocolou o pedido de mais 30 dias de cárcere para Cristiano. A justiça tem 24 horas para decidir. Se a prorrogação for aceita, Cristiano ficará preso até abril, tempo que a polícia considera vital para concluir as extrações de dados e confrontar o suspeito com as contradições de seu álibi.
A família Aguiar, que sumiu buscando justiça por Silvana, agora depende da precisão da perícia. Como o próprio delegado resumiu, o quebra-cabeça está quase completo, e a imagem que ele revela não é nada favorável ao policial.