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“BAIXA ESSA PORCARIA DE FUZIL!”: O HISTÓRICO EXPLOSIVO DO PASTOR RICK ANDRADE ENVOLVENDO FACÇÕES, BRUXARIA E EXECUÇÃO NA BAHIA

“BAIXA ESSA PORCARIA DE FUZIL!”: O HISTÓRICO EXPLOSIVO DO PASTOR RICK ANDRADE ENVOLVENDO FACÇÕES, BRUXARIA E EXECUÇÃO NA BAHIA

A Bahia e o Brasil ainda buscam respostas para a execução do pastor Rick Andrade, de 39 anos. Conhecido por sua pregação incisiva e destemida em bairros dominados pela criminalidade em Salvador, Rick não era um religioso comum. Ele era um homem que transitava entre o sagrado e o perigoso, levando uma mensagem que, para muitos, soava como um desafio direto aos poderes estabelecidos — tanto no mundo espiritual quanto no submundo das facções.

As investigações policiais agora se debruçam sobre um histórico de conflitos que Rick acumulou ao longo de sua trajetória. De denúncias no Ministério Público por intolerância religiosa a confrontos verbais com homens armados no Rio de Janeiro, o perfil do pastor revela uma ousadia que beirava o risco extremo. Teria Rick Andrade assinado sua sentença de morte ao confrontar o “sistema” das comunidades?

O Confronto com a “Bruxaria”: “Chamei Exu de Demônio e Não Tenho Medo”

Um dos capítulos mais polêmicos da vida de Rick Andrade envolve sua relação com religiões de matriz africana. O pastor já havia sido detido em uma delegacia em São Francisco do Conde após ser denunciado por diversos pais de santo. O motivo? Rick teria desfeito trabalhos de feitiçaria — que incluíam animais degolados com nomes na boca — e chamado abertamente as entidades de “demônios” e os terreiros de “pocilgas”.

Em um depoimento contundente, ele relatou o embate com uma delegada titular: “Ela disse que eu era preto e estava sendo racista. Eu respondi que a cultura da Bahia é demoníaca e que não obedeço a leis que vêm contra a minha fé”. Rick afirmava que o terreiro era um “chiqueiro de porcos espiritual” e que não recuaria em suas convicções, mesmo sob ameaça de prisão. Essa postura gerou uma inimizade eterna com grupos locais, criando uma linha de investigação que a polícia não pode ignorar.

A Ousadia nas Favelas do Rio: “Baixa esse Fuzil!”

A coragem de Rick Andrade não se limitava ao campo religioso. Antes de retornar à Bahia, ele passou sete anos pregando nas favelas mais perigosas do Rio de Janeiro, dominadas por facções como o Comando Vermelho e o Terceiro Comando. Em seus relatos, Rick descrevia como entrava em zonas de conflito e ordenava que criminosos baixassem suas armas.

“Eu dizia: baixa essa porcaria de fuzil, porque ele não é nada diante do Jesus que está aqui!”, pregava ele para as multidões. Essa ousadia, que muitos classificavam como irresponsabilidade e outros como direção divina, fez dele uma figura conhecida e, possivelmente, visada. Ao retornar para Salvador, Rick manteve o mesmo estilo, pregando em áreas “vermelhas” e confrontando a autoridade das facções locais com a “autoridade de Deus”.

[Assista ao vídeo onde o pastor Rick Andrade confronta rituais e relata sua passagem pela delegacia clicando aqui]

Ameaça Velada e a Morte Anunciada?

Dias antes de ser executado, Rick Andrade respondeu a uma pergunta em sua rede social sobre o perigo de sua missão. Sua resposta soou como uma profecia ou um aviso final: “Há pessoas que batem no peito e dizem que matam pistoleiro. Irmão, a vida e a morte estão na mão de Jesus. Se alguém partir para cima de um homem de Deus, vai tombar ou ter um infarto”.

Infelizmente, Rick foi executado pouco tempo depois. Para pessoas próximas, incluindo seu patrão (ele trabalhava como vigilante para sustentar o ministério), Rick era uma pessoa pacífica e sem envolvimentos ilícitos. No entanto, sua “língua de espada” pode ter cruzado o caminho de alguém que não aceitou o desaforo. O conflito de consciência que ele pregava — “onde o galo canta é na sua consciência” — parece não ter atingido seus executores, que agiram de forma fria e calculista.

Direção de Deus ou Exposição ao Risco?

O debate que fica para a comunidade evangélica e para os investigadores é o limite entre a evangelização e a segurança pessoal. Rick Andrade acreditava que Jesus era mais forte que qualquer fuzil ou entidade, mas a realidade da violência urbana é implacável. Teria ele terminado seu propósito na Terra ou teria se exposto excessivamente ao perigo sem uma estratégia de preservação?

Independente das respostas, o fato é que o “Pacotão de Bênção”, como ele era chamado, deixou um legado de coragem que poucos possuem. Ele não negou sua fé, mesmo diante da delegada, do fuzil ou das ameaças. Sua alma, segundo aqueles que creem em sua mensagem, repousa em um lugar onde as armas e os rituais não podem mais alcançá-lo.

Acompanhe as atualizações deste caso aqui no canal. A polícia continua investigando os desafetos do pastor e a conexão de sua morte com as facções de Salvador.

Confira no link abaixo o vídeo com as últimas palavras de ousadia de Rick Andrade e as imagens de suas pregações nas favelas. A história deste homem desafiou os limites entre a vida e a morte no Brasil.