TRAGÉDIA EM JAGUARIÚNA: Lutador de MMA de 2,04m é atraído para emboscada mortal pelo próprio tio; Mãe quebra o silêncio: “Dei à luz um monstro!”
O que era para ser uma conversa de família terminou em uma cena de horror que chocou o interior de São Paulo e ganhou as manchetes nacionais. Ramon, um jovem lutador de MMA de apenas 22 anos e impressionantes 2,04 metros de altura, desapareceu após receber uma ligação de seu tio, Daniel Luporini. O desfecho, porém, foi muito mais cruel do que qualquer um poderia imaginar: uma execução planejada, um corpo carbonizado em um canavial e uma família dividida entre o luto e o sentimento de vingança.
O Áudio da Despedida e a Farsa do Tio

Tudo começou com uma ligação. Daniel ligou para o sobrinho pedindo que ele fosse até sua casa para conversar. Antes de sair, Ramon enviou um áudio para a namorada, Renata, dizendo: “Tô indo lá rapidão, eu volto em meia hora”. Ele nunca voltou. Quando o pai de Ramon, desesperado, acionou a polícia, os agentes foram até a residência de Daniel e encontraram manchas de sangue. Confrontado, o tio inicialmente alegou que o sangue era de “animais”, mas a perícia científica confirmou o óbvio: era sangue humano.
Sob pressão, Daniel confessou o crime. Mas ele não agiu sozinho. Para derrubar um lutador profissional de mais de dois metros de altura, foi necessária uma força tarefa de covardia.
A Postagem Chocante: “Justiça Seja Feita”
Enquanto as buscas pelo corpo ainda ocorriam, a mãe de Ramon, que estava sob medida protetiva contra o próprio filho, fez uma declaração que deixou o país estupefato. Em suas redes sociais, ela escreveu: “Agora estão preocupados com Ramon, um monstro que eu dei à luz e quer me ver morta. Ele vai ter o que merece. Estou machucada por ter sido agredida quatro vezes por ele. Justiça seja feita”.
A investigação revelou que, no dia anterior ao crime, Ramon havia sido detido pela Lei Maria da Penha após uma briga com a mãe. Familiares por parte de pai alegam que ele tentava tirá-la do mundo dos entorpecentes, enquanto ela alegava agressões constantes. Esse conflito familiar foi o combustível para a emboscada.
Tortura, Fogo e Foragidos
De acordo com o depoimento de Daniel, ele, o padrasto de Ramon (Gilson) e um amigo identificado como Jesu, planejaram “dar um susto” no lutador. No entanto, Ramon reagiu e o “susto” se transformou em assassinato. O lutador foi morto com vários golpes na cabeça. Após o crime, o corpo foi levado para um canavial em Santo Antônio de Posse, a 10km de distância, onde foi brutalmente incendiado.
Atualmente, o tio permanece preso, mas o padrasto e o amigo continuam foragidos, com pedidos de prisão já expedidos pela justiça. A namorada de Ramon e seus parentes paternos clamam por justiça, alegando que o jovem foi amarrado e torturado antes de morrer, pois seria impossível para o tio vencê-lo em um combate justo.
O sonho de Ramon era ser um lutador de sucesso e aparecer nos jornais por suas vitórias no octógono. Infelizmente, sua profecia se realizou da forma mais trágica possível, virando notícia como vítima de uma guerra familiar sem vencedores.