REVIRAVOLTA NO CASO AGUIAR: Imagens Apagadas e HD Sumido Podem Revelar Destino de Família; Suspeito Tinha Celular “Monitorado” por Wi-Fi?
O desaparecimento da família Aguiar, em Cachoeirinha, na Grande Porto Alegre, acaba de ganhar contornos de um roteiro de cinema policial, mas com a crueldade da vida real. Três pessoas sumiram sem deixar rastros, e o que a polícia descobriu agora pode ser a peça que faltava para desvendar este quebra-cabeça macabro. O foco da investigação mudou drasticamente após a detecção de que provas cruciais foram deliberadamente removidas da cena do crime: um HD com imagens de segurança simplesmente desapareceu, levantando a questão: o que estava gravado naqueles minutos finais que alguém não queria que o mundo visse?
Os 12 Minutos de Mistério: O Fox Vermelho e a Saída de Frente

A cronologia daquela noite fatídica é de arrepiar. Gravações mostram que às 20h30 um Fox Vermelho entrou na garagem da casa de Silvana Aguiar, permanecendo apenas 8 minutos. Mais tarde, após a chegada do carro de Silvana, o mesmo veículo vermelho retornou às 23h30 e ficou estacionado por exatos 12 minutos.
Investigadores destacam um detalhe perturbador: ao ir embora, o carro saiu “de frente”, uma manobra incomum para a configuração daquela residência, sugerindo pressa ou uma tentativa de esconder algo — ou alguém — no banco traseiro. O veículo nunca mais foi visto. Onde está esse carro? Estaria ele submerso nas águas profundas do Rio Gravataí ou da Lagoa dos Patos?
O Enigma do HD e a “Nuvem” da Esperança
A polícia civil encontrou um monitor ligado onde deveriam estar as imagens do circuito interno do mercado e da casa, mas o dispositivo de armazenamento (o HD) foi retirado. Alguém com conhecimento técnico e acesso ao local limpou os vestígios. Agora, a perícia acionou os fabricantes das câmeras para tentar recuperar dados armazenados em nuvem. Se essas imagens forem recuperadas, a narrativa de Cristiano Dominguez Francisco, ex-marido de Silvana e único preso até agora, pode cair por terra.
Celular com Fita Isolante e Wi-Fi Revelador
Um dos detalhes mais bizarros deste caso é o celular de Silvana. Encontrado em um terreno baldio após uma denúncia anônima, o aparelho estava com as lentes das câmeras (frontal e traseira) cobertas por fita isolante. Por que o criminoso teria medo de ser filmado pelo próprio celular da vítima?
Ainda mais intrigante: a perícia técnica descobriu que, dias antes de ser “descartado”, o celular foi detectado pela rede Wi-Fi da casa de Cristiano. Como o aparelho de uma mulher desaparecida se conectou à rede do ex-marido se ela nem lá estava? Mensagens recentes foram apagadas, e a polícia trabalha para descobrir se foram deletadas para esconder ameaças ou um pedido de socorro.
Sangue, Luminol e o Silêncio que Grita
Equipes do IGP utilizaram Luminol na residência de Silvana e de seus pais, Isaí e Dalmira. Um projétil de arma de fogo foi encontrado no local. Agora, o laboratório corre contra o tempo para confirmar se as amostras de sangue encontradas pertencem às vítimas. Silvana havia vencido um câncer de mama recentemente e estava cheia de planos; o sumiço voluntário é uma hipótese descartada por todos que a conheciam.
A polícia tem uma convicção: Cristiano, o PM e ex-marido, não agiu sozinho. Houve ajuda para sumir com três pessoas e um carro em um intervalo tão curto. Quem mais estava naquela casa? O silêncio do suspeito é a última barreira antes da verdade.