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“O MEU FILHO ESTÁ EM RISCO!”: VEREADORA FLAGRA PEDIATRAS DORMINDO EM UPA ENQUANTO BEBÊ COM 40º DE FEBRE ESPERAVA POR ATENDIMENTO

“O MEU FILHO ESTÁ EM RISCO!”: VEREADORA FLAGRA PEDIATRAS DORMINDO EM UPA ENQUANTO BEBÊ COM 40º DE FEBRE ESPERAVA POR ATENDIMENTO

O Brasil acordou hoje com as imagens de um dos flagrantes mais revoltantes dos últimos tempos na saúde pública. O que deveria ser uma unidade de pronto atendimento (UPA) eficiente transformou-se em um cenário de negligência e deboche contra a vida. A vereadora Eduarda Campopiano realizou uma fiscalização surpresa e o que encontrou foi digno de um filme de terror administrativo: enquanto mães choravam com seus filhos nos braços, médicos estavam confortavelmente instalados em salas de repouso, ignorando o painel de chamadas e a gravidade dos pacientes.

O caso mais emblemático foi o de uma mãe que, desesperada, segurava seu bebê que “ardia” com quase 40 graus de febre. Mesmo classificada como risco, a criança não era chamada. O motivo? Dos três pediatras que deveriam estar atendendo, apenas uma estava no consultório. As outras duas? “Estão no conforto médico”, admitiu a administração, sem qualquer constrangimento.

O Conforto Médico Acima da Vida Humana

A fiscalização começou na recepção, onde a vereadora questionou a quantidade de profissionais. A resposta inicial foi animadora: três pediatras e quatro clínicos gerais. No entanto, a realidade nos corredores era outra. Consultórios fechados, luzes apagadas e um silêncio sepulcral nas áreas de atendimento contrastavam com a agitação e o sofrimento na sala de espera.

Ao tentar acessar o “conforto médico” — a sala destinada ao descanso dos profissionais — a vereadora foi barrada. A justificativa dos funcionários da unidade era de que os médicos “não queriam ser incomodados” e que precisavam descansar. Detalhe: o turno havia começado há poucas horas. É inadmissível que, em um país onde o sistema de saúde beira o colapso, o direito ao sono de um funcionário público seja colocado acima da emergência de um bebê com febre alta.

“O Médico Ficou Puto Porque Tirei Ele da Soneca”

Durante a vistoria, os relatos dos pacientes eram de cortar o coração. Uma senhora, acompanhando o marido de 84 anos com pneumonia e problemas cardíacos, relatou que foi expulsa do consultório. “Eu entrei e exigi atendimento, o médico ficou com raiva porque tirei ele da sonequinha dele. Ele bateu com a porta na minha cara”, desabafou a mulher.

A inversão de valores é clara. O cidadão, que paga os impostos que custeiam salários altíssimos, é tratado como um estorvo. O juramento de Hipócrates parece ter sido substituído pelo “direito ao descanso ininterrupto”, mesmo quando a fila de espera dobra o quarteirão.

A Máfia do Ponto e a Farmácia Fantasma

Além da falta de médicos nos postos de trabalho, a fiscalização revelou outra falha grave: a falta de transparência. A farmácia da UPA estava fechada e as auxiliares de enfermagem se recusaram a informar quais medicamentos estavam em falta. “Ninguém quer falar absolutamente nada, parece que a UPA é maravilhosa”, ironizou a vereadora diante do silêncio corporativista da equipe.

A folha de ponto, que deveria ser um documento público e acessível para fiscalização imediata, foi negada. O jogo de empurra entre a administração da unidade e a Secretaria de Saúde é a tática padrão para esconder o óbvio: muitos batem o ponto, mas poucos de fato trabalham as horas contratadas.

Conclusão: O Brasil é um Circo e Nós Pagamos o Ingresso

A situação flagrada pela vereadora Eduarda Campopiano não é um caso isolado, mas a ponta de um iceberg de corrupção e descaso. Ter três pediatras na unidade e manter apenas um atendendo é um crime contra a administração pública e contra a vida. É um “estelionato social” onde o governo finge que oferece saúde e o profissional finge que trabalha.

A subsecretária de saúde, ao ser contatada por telefone, limitou-se a pedir “ofícios oficiais”, a burocracia usada como escudo para a incompetência. Enquanto os papéis tramitam em gabinetes refrigerados, as crianças continuam ardendo em febre nos bancos de madeira das UPAs.

Está na hora de a população parar de tratar político e funcionário negligente como “autoridade” e passar a cobrar como patrão. Se o serviço não é prestado, se o médico prefere o Instagram ao estetoscópio, o caminho deve ser um só: a demissão por justa causa e a punição severa.

Acompanhe os desdobramentos desta fiscalização e veja se os médicos foram afastados clicando no link abaixo. Não podemos aceitar que a “soneca” de um médico valha mais do que a vida do seu filho.

[Clique aqui para ver o momento exato em que a vereadora confronta as médicas na sala de descanso]