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“O KEVIN PEDIU AJUDA E O LEVARAM PRO COVIL!”: DAMASSACLAN QUEBRA O SILÊNCIO, ACUSA EMPRESÁRIO DE “CAGUETAGEM” E APONTA CULPADOS PELA MORTE DO MC

“O KEVIN PEDIU AJUDA E O LEVARAM PRO COVIL!”: DAMASSACLAN QUEBRA O SILÊNCIO, ACUSA EMPRESÁRIO DE “CAGUETAGEM” E APONTA CULPADOS PELA MORTE DO MC


O mundo do funk e do rap entrou em estado de choque neste final de semana com uma sequência de revelações que prometem reabrir o caso mais doloroso da música urbana brasileira. O coletivo Damassaclan, através de uma série de exposições pesadas lideradas por Spinardi, decidiu colocar as cartas na mesa. O alvo? A estrutura da 4M e o empresário Gugu, acusados não apenas de “oprimir” jovens artistas, mas de estarem diretamente ligados a uma rede de “caguetagem” que culminou na tragédia que tirou a vida de MC Kevin em maio de 2021.

A frase que paralisou a internet e deu início à guerra de facções verbais no Instagram foi um soco no estômago: “O Kevin pediu ajuda e vocês arranjaram uma ‘isca’ para levá-lo pro covil; o muro está baixo e a caguetagem de 400 páginas vai aparecer!”. Spinardi não mediu palavras ao afirmar que a morte do cantor não foi um acidente, mas o resultado de um ambiente tóxico de manipulação, onde até uma figura conhecida como Kiara teria sido usada para seduzir e encurralar o artista.


A Denúncia: 405 Páginas de “Caguetagem” e Polícia no Estúdio

O estopim para a revolta do Damassaclan foi a visita da polícia ao estúdio do grupo pela segunda vez em um curto período. Segundo Spinardi, as denúncias partiram diretamente de empresários ligados à 4M para prejudicar a marca DMC. Em um vídeo inflamado, o rapper exibiu o que seriam provas de traição: “Você é cagueta, Gugu! São 405 páginas de caguetagem sua mandando a polícia pra cá. A gente não é criminoso, a gente trabalha, mas você quer ser malandro e delator ao mesmo tempo?”.

Spinardi foi além, afirmando que a gestão de Kevin era baseada no medo e na exploração. Ele ofereceu assessoria jurídica gratuita para qualquer artista da 4M que se sinta “oprimido” e queira deixar a gravadora. “O muro está baixo, pode pular que a gente dá o suporte. Chega de ver moleque sendo levado ‘pras ideias’ e terminando como o Kevin”, disparou o integrante do Damassaclan, conectando diretamente a gestão empresarial ao fim trágico do MC.


Dona Val e MC PH: “Se Têm Provas, Levem na Delegacia!”

A exposição massiva forçou os envolvidos a se posicionarem. Dona Val, mãe de Kevin, que passou o Dia das Mães ouvindo essas especulações, não escondeu a indignação. Embora queira a verdade mais do que ninguém, ela criticou a forma como o assunto é tratado na internet: “Se vocês sabem quem matou o Kevin, falem comigo! Se têm vídeo do dia que ele caiu, mandem pra mim, não fiquem fazendo mídia em cima da minha dor”.

MC PH e MC IG, pilares da 4M, também se manifestaram. PH, visivelmente incomodado com a acusação de que teria se afastado da gravadora por medo, afirmou que a 4M é uma família e que, se houver algo errado, eles são os primeiros a querer saber. “A gente nunca fechou com o errado. Se alguém tem um lance concreto, que mande de primeira instância, mas respeitem a mãe do truta”, defendeu o artista.


O Papel de Kiara: “Rainha da Revoada” ou Isca?

Um dos pontos mais sombrios da exposição do Damassaclan envolve Kiara, apontada como a pessoa que “armou” para Kevin em Portugal e no Brasil. Segundo o post do coletivo, ela teria se gabado em território europeu de ter sido a responsável por “mandar o Kevin”. Kiara apareceu aos prantos em suas redes sociais, negando tudo e afirmando que processará os envolvidos por calúnia e difamação.

“Eu sou grata à família dele, eu sei quem eu fui para o Kevin. Isso que estão fazendo é uma maldade escrota”, disse Kiara entre soluços. No entanto, o Damassaclan afirma ter gravações de ligações que comprovam as ameaças e a participação dela em um plano maior para “calar” vozes que tentavam ajudar o artista a se libertar de contratos abusivos.


Conclusão: Ideia de Rua se Resolve na Rua?

O clima em São Paulo é de tensão máxima. Enquanto Gugu afirma que “ideia de rua se resolve na rua” e que não deve explicações ao “Zé Povinho” da internet, a dúvida sobre o que realmente aconteceu no hotel no Rio de Janeiro volta a assombrar o funk.

O que começou como uma briga por espaço de estúdio e ego entre gravadoras transformou-se em uma denúncia de conspiração e homicídio. Se as “405 páginas” mencionadas por Spinardi vierem a público, o funk brasileiro poderá enfrentar seu momento mais obscuro. A única certeza, por enquanto, é que MC Kevin continua sendo o centro de uma guerra que parece longe de terminar, e sua mãe, Dona Val, continua sendo a principal vítima de um silêncio que ninguém consegue preencher.