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Cardiologista alerta: o café sem açúcar que você toma todos os dias pode estar transformando sua circulação de maneira surpreendente! Benefícios ocultos que melhoram coração, energia e saúde vascular são revelados por especialistas. Quer saber como aproveitar ao máximo sem riscos? Todos os detalhes estão nos comentários!

Cardiologista ALERTA: O Que o CAFÉ Sem Açúcar Faz na Sua CIRCULAÇÃO Todos os Dias

 

Bebe café todos os dias, praticamente todo o brasileiro toma. É a primeira coisa que faz de manhã, mesmo antes de olhar para o telemóvel, antes de dizer bom dia para qualquer pessoa. Você levanta-se, vai até à cozinha e aquele cheiro já te acorda antes do primeiro gole. Mas deixa eu fazer-te uma pergunta.

Já parou de verdade para pensar no que acontece? dentro do seu coração e das suas veias, nos minutos depois de tomar aquele café sem açúcar. Porque o que a ciência descobriu nos últimos anos sobre este hábito tão simples, tão brasileiro, tão nosso, vai surpreender-te, vai mudar a forma como vê aquela chicarinha que está na tua mão agora mesmo, talvez.

E em alguns casos esta informação pode literalmente fazer diferença entre você chegar saudável aos os seus 80 anos ou não chegar. O meu nome é Dra. a Laura Mares e preciso de te contar o que vemos no consultório e aquilo que os estudos científicos mais recentes estão a confirmar sobre o café sem açúcar e a sua circulação. Presta atenção porque este assunto toca a vida de quase todo o brasileiro.

Fica comigo até ao final deste vídeo porque eu vou te mostrar exatamente o que acontece no seu corpo quando toma café. Quais são os efeitos que protegem as suas artérias? O que precisa de saber para não transformar este hábito benéfico num problema e qual a quantidade ideal? São informações que todo o adulto acima dos 50 anos precisa de ter.

E são informação que a maioria das pessoas nunca ouviu do médico porque ninguém tem tempo suficiente na consulta para explicar tudo isto. Vamos lá. Primeiro preciso dizer-te uma coisa que muita gente não sabe. Durante décadas, o café foi tratado como vilão. Médicos pediam aos doentes pararem de tomar. Famílias inteiras acreditavam que o café era mau pro coração, mau paraa pressão, mau para tudo.

Eu própria aprendi nas minhas primeiras aulas de fisiologia que a a cafeína provocava taquicardia, elevava a pressão e podia ser prejudicial. E foi assim durante muito tempo. O problema é que essa ideia estava errada. Não era uma questão de opinião ou de interpretação. Era um erro científico que levava um demasiado tempo para ser corrigido, porque durante muitos anos os estudos que analisavam os efeitos do café não tinham em conta uma variável importantíssima.

Os fumadores tendiam a beber mais café e como o tabagismo e as doenças cardiovasculares andam juntos, o café foi sendo injustamente acusado de um dano que era provocado pelo cigarro. Quando os os investigadores corrigiram esse erro metodológico e passaram a comparar de forma adequada as pessoas que tomavam café com pessoas que não tomavam, mas sem misturar com o fator tabagismo, o resultado foi completamente diferente.

E hoje, com estudos gigantescos, com décadas de acompanhamento de centenas de milhares de pessoas em vários países, a ciência chegou a uma conclusão que vai de encontro a décadas de receio. O café sem açúcar tomado na quantidade certa pode ser um dos melhores hábitos para a saúde do seu coração e da sua circulação.

Mas calma, não é assim tão simples. Tem nuances importantes que preciso te explicar e tem situações específicas onde o café não é realmente indicado. Então não saia já daqui. Para si perceber o que o café faz na sua circulação, precisa primeiro de compreender como funciona a sua circulação. Imagina que o seu sistema circulatório é como a rede de tubagens da sua casa.

Você tem os canos grandes, que são as artérias, levando água limpa e compressão para todos os quartos e os canos mais pequenos, as veias, trazendo a água usada de volta pró reservatório. No meio disto tudo, existe a bomba, que é o seu coração, trabalhando sem parar, dia e noite, sem nunca tirar um domingo de folga.

Agora imagina o que acontece quando estes canos envelhecem. Eles podem endurecer, acumular depósitos nas paredes, ficarem estreitos, perderem a flexibilidade. Quem já viu o cano velho enferrujado sabe do que falo. É exatamente é o que acontece com as artérias humanas ao longo do tempo. Esse processo tem um nome técnico, aterosclerose, mas em linguagem simples é como se o interior da suas artérias fosse se entupindo de gordura, inflamação e depósitos que reduzem o fluxo do sangue.

 

 

 

E sabe o que está no centro deste processo? Uma estrutura chamada endotélio, que é a camada mais interna das suas artérias. Uma película finíssima de células. que reveste cada vaso sanguíneo do seu corpo de uma ponta à outra ponta. Quando este endotélio está saudável, funciona como um revestimento antiaderente perfeito, como aquela frigideira de boa qualidade, onde nada pega, nem ovo, nem queijo, nada.

Mas quando fica inflamado, oxidado, danificado, começa a acumular depósitos. E aí começa o problema silencioso que demora décadas até explodir. É aqui que o café sem açúcar entra em cena de uma forma que te vai surpreender. E é aqui que a ciência mais recente está a mudar tudo o que pensávamos sobre esta bebida.

O café é muito mais do que a cafeína. Muita gente pensa que o café é sinónimo de cafeína. Não é uma simples chávena de café contém mais de 800 compostos bioativos diferentes. 800 vitaminas, minerais, alcalóides, ácidos orgânicos, antioxidantes. E entre eles tem um grupo de substâncias que os cientistas chamam de ácidos clorogénicos, que são polifenóis, uma família de compostos bioativos com uma ação antioxidante e anti-inflamatória poderosa, especialmente dentro dos vasos sanguíneos.

Estes ácidos clorogênicos actuam directamente sobre aquele endotélio que eu expliquei-te. Ajudam a manter esta camada protetora das artérias saudável e funcional e fazem-no através de um mecanismo fascinante que envolve uma molécula chamada óxido nítrico. O óxido nítrico que os médicos abreviam como o NO é produzido naturalmente pelas suas células endoteliais e funciona como um relaxante natural das artérias.

É como se fosse um sinal químico que diz às suas artérias: “Calma, relaxa, dilata um bocadinho, deixa passar o sangue com mais facilidade. Quando tem bastante óxido nítrico a funcionar bem, as suas artérias ficam mais flexíveis, a sua A pressão arterial tende a ser mais equilibrada e o risco de formação de placas e coágulos cai significativamente.

O problema é que o stress oxidativo, a a inflamação crónica, o envelhecimento, a má alimentação, estes fatores todos vão diminuindo a produção de óxido nítrico ao longo dos anos. E é aí que os os ácidos clorogénicos do café entram para ajudar. Estudos publicados em revistas científicas de referência demonstraram que estas substâncias do café podem ajudar a restaurar a produção de óxido nítrico pelas células endoteliais, melhorando a função dos vasos sanguíneos de dentro para fora.

Mas o que vem agora é ainda mais importante. Preciso de te falar de um estudo brasileiro que mudou a minha forma de ver este tema. e que todo o brasileiro deveria conhecer. O Elsa Brasil, que é o estudo longitudinal de saúde do adulto, um dos maiores e mais importantes estudos epidemiológicos já feitos no nosso país, acompanhou mais de 15.

000 funcionários de universidades e centros de investigação do Brasil durante anos a fio. E dentro deste imenso projeto, investigadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de S. Paulo analisaram os dados de mais de 6.000 participantes, especificamente em relação ao consumo de compostos bioativos, como os que estão no café.

O resultado foi publicado no Journal of Nutrition, uma das revistas científicas mais conceituadas da área, e foi apresentado como o maior estudo do mundo, associando o efeito dos polifenóis na proteção contra doenças cardiometabólicas em brasileiros. Gente daqui com a nossa dieta, o nosso café, os nossos hábitos. A conclusão foi poderosa.

Uma dieta rica nestes compostos bioativos presentes no café pode reduzir até 23% o risco de síndrome metabólica, que é aquele conjunto perigoso de pressão elevada, obesidade abdominal e alterações nos níveis de açúcar e gordura no sangue, que eleva dramaticamente o risco das doenças cardiovasculares. 23% numa população brasileira.

Isto não é um número europeu ou americano adaptado, é dado nosso. Deixa-me contar-te sobre o teu António. Tem 71 anos, é reformado, trabalhou como técnico de manutenção a vida toda. Chegou ao meu consultório há alguns anos com hipertensão arterial, mal controlada, um pouco de excesso de peso e uma circulação que já dava sinais de sofrimento.

Disse-me que o médico anterior tinha pedido para que deixasse de tomar café. Então, estava sem tomar há quase do anos com tristeza, porque o café era um ritual real na sua vida desde muito jovem, desde quando trabalhava nas primeiras horas da manhã e o café era o companheiro fiel. Quando expliquei o que a ciência mais recente diz sobre o assunto, com cuidado, avaliando o histórico dele, a medicação, os exames, o senhor António ficou com os olhos marejados.

Disse que sentia que tinha perdido uma parte importante da sua vida junto com o café. Ajustámos o conjunto, a alimentação, a medicação, a atividade física. E o café sem açúcar voltou a vida dele. Hoje, dentro de um contexto de maior cuidado com a saúde, ele bebe duas chávenas por dia de manhã, sente mais prazer em acordar e os exames melhoraram.

Não estou a dizer que o café sozinho curou alguma coisa do seu António. Não é assim que funciona. Mas retirar um alimento com ação anti-inflamatória real, sem necessidade médica específica, também não o ajudou durante 2 anos. Olha, quero ser muito honesta consigo sobre o que a ciência diz, sem exagerar nem para um lado nem para o outro.

Vou apresentar-te os principais efeitos que os estudos documentaram de forma organizada, começando pelos importantes e chegando ao que considero o mais crucial de tudo. O quinto efeito que o café sem açúcar tem na sua circulação é a redução do stress oxidativo nos vasos sanguíneos. Sabe o que é a oxidação? É o mesmo processo que faz com que a maçã fique castanho quando a corta e deixa exposta ao ar que faz enferrujar o ferro quando fica à chuva.

Dentro do seu corpo, este processo acontece o tempo todo nas células e quando está em excesso, danifica as paredes das artérias, as membranas das células e até o material genético no seu interior. Os ácidos clorogénicos do café t uma capacidade antioxidante documentada, o o que significa que ajudam a neutralizar estes agentes oxidantes antes que causem danos nas suas artérias.

Pensa assim, tens um escudo e tens apacantes. Os oxidantes são os apacantes tentando danificar as paredes das suas artérias. Os antioxidantes do café são como reforços a chegar ao seu escudo. Quanto mais conseguir neutralizar estes ataques de forma consistente e diária, mais tempo as suas artérias permanecem saudáveis ​​e funcionais ao longo dos anos.

Uma revisão abrangente publicado na revista Nutrientes, com dados de centenas de estudos, confirmou que o café é uma das principais fontes de antioxidantes na dieta das populações que consomem a bebida regularmente e no Brasil, onde o café consumido por mais de 78% das pessoas todos os dias, segundo dados da pesquisa de orçamentos familiares do IBGE de 2017.

Isto tem implicações reais de saúde pública que quase ninguém discute. O quarto efeito importante é sobre a proteção contra a formação de coágulos no interior dos vasos. Uma das coisas mais perigosas que pode acontecer nas artérias de pessoas com mais de 50 anos é a formação de coágulos sanguíneos dentro dos próprios vasos.

Quando um coágulo bloqueia uma artéria coronária, o resultado é um enfarte. Quando bloqueia uma artéria que alimenta o cérebro, o resultado é um AVC. São duas das maiores causas de morte e de incapacidade permanente no Brasil, responsáveis ​​por centenas de milhares de óbitos e de vidas comprometidas todos os anos. Os Os ácidos clorogénicos do café possuem o que os investigadores chamam de propriedades antitrombóticas, ou seja, substâncias que dificultam a formação destes coágulos indesejados no interior dos vasos. Eles fazem isso

através de mecanismos que interferem com a agregação plaquetária, que é o processo pelo qual as plaquetas do sangue juntam-se e formam os coágulos. as artérias ficam menos propensas a este tipo de oclusão perigosa. Agora, uma ressalva absolutamente necessária. Se utiliza anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários prescritos pelo seu médico, como a varfarina, o clopidogréu ou aspirina, não troque, não ajuste, não pense em alterar a dose por conta própria por causa dessa informação.

O o café pode ter este efeito auxiliar, mas não substitui qualquer medicação. Fale sempre com o seu médico de confiança antes de qualquer mudança. Isso é inegociável. O terceiro efeito documentado pela ciência é a relação do café com a pressão arterial a longo prazo. E aqui preciso de ser muito precisa porque há muita confusão sobre este assunto.

No curto prazo, imediatamente após a toma de café, a cafeína pode provocar um aumento temporário e pequeno na pressão arterial. Isso acontece principalmente em pessoas que não têm o hábito regular de beber café, porque o organismo não está habituado. Em quem toma todos os dias, este efeito agudo é muito menor ou quase inexistente, porque o corpo desenvolve a adaptação.

Este efeito de curto prazo é real, mas transitório. O que os estudos a longo prazo mostram é diferente. uma revisão publicada na GEROSScience em 2024, que analisou dados de estudos observacionais e intervencionais sobre os efeitos cardiometabólicos do café, concluiu que, apesar de o café poder provocar elevações transitórias na pressão no curto prazo, ele não contribui para o risco de hipertensão a longo prazo.

Na verdade, estudos prospetivos de longo prazo sugerem o oposto. Uma análise publicada na Journal of Human Hypertension, que reuniu dados de vários estudos de corte, ou seja, estudos que acompanham grupos de pessoas durante anos, encontrou uma relação inversa entre o consumo regular de café e o risco de hipertensão.

As pessoas que tomam café moderadamente de forma habitual tendem a ter uma pressão heterial mais controlada com o tempo, e não o contrário do que se pensava há 20 anos. Dona Maria tem 67 anos, é professora aposentada e veio consultar-me preocupada porque tinha ouvido num programa de televisão que o café era mau para a pressão.

Ela tinha hipertensão ligeira e tomava uma medicação simples para controlar. gostava muito de café e ficava com culpa cada vez que tomava, pensando que estava sabotando a própria saúde. A gente conversou bastante, avaliámos o histórico dela, os exames, as medicamentos, os hábitos e juntas chegamos à conclusão de que naquela situação específica dela, o café sem açúcar com moderação não era o problema.

O problema era o açúcar que ela adicionava, o bolacha recheada que comia com o café da tarde e o sedentarismo. Quando a gente cuidou destas questões como um todo, a tensão arterial dela melhorou, o café ficou e a culpa foi-se. Mas olha, cada caso é um caso. Há situações em que o café precisa realmente de ser restrito.

Por isso, esta conversa é importante, mas não substitui a avaliação individual do seu médico de confiança. Mas o que vem agora vai surpreender-te ainda mais, porque chegamos ao segundo efeito mais importante que o café sem açúcar tem na sua circulação. O segundo efeito é a proteção contra a insuficiência cardíaca.

A insuficiência cardíaca é quando o coração pede a capacidade de bombear o sangue de forma eficiente. É como se a bomba da sua casa fosse perdendo potência progressivamente. O sangue começa a acumular-se nos pulmões, nas pernas, nos tecidos. A pessoa fica com falta de ar, inchaço nos pés e nas pernas, cansaço intenso para a atividade simples.

É uma condição grave que limita muito a qualidade de vida e que nos casos avançados é fatal. Aqui a evidência científica é muito robusta. Um estudo liderado por investigadores do Bakerhar Heart and Diabetes Institute de Melbourne, na Austrália, utilizando dados do UK Biobank, que é uma base de dados britânico de investigação com quase 450.

000 adultos acompanhados há mais de 12 anos e meio encontrou associações muito significativas entre o consumo moderado de café e a redução do risco de doenças cardiovasculares, incluindo a insuficiência cardíaca e o AVC. O que os investigadores encontraram ao analisar estes quase 450.000 participantes com 12 anos e meio de acompanhamento foi que tomar duas a três chávenas de café por dia estava associado à maior redução do risco de mortalidade precoce quando comparado com não beber café.

Esse estudo foi publicado no European Heart Journal of Preventive Cardiology e causou grande impacto na comunidade médica internacional. E presta atenção em algo que considero fundamental nessa descoberta. O café descafeinado também apresentou benefícios semelhantes em relação à insuficiência cardíaca e ao AVC.

Isto significa que não é só a cafeína que está a fazer esse trabalho protetor, são os compostos bioativos, os polifenóis, os ácidos clorogénicos que existem no café independentemente da cafeína. A cafeína tem o seu papel, mas o café é muito maior do que ela. O quinto efeito e o mais importante de todos, preciso deixar para já.

Mas antes, um pedido especial. Se está a chegar até aqui neste vídeo, é porque se importa com a sua saúde e isso deixa-me muito feliz. Clique em gosto deste vídeo agora. Parece simples, mas ajuda-me muito a chegarem mais pessoas que necessitam dessa informação. E inscreve-se no canal se ainda não está inscrito para não perder nenhum vídeo novo.

E me conta nos comentários de onde estás assistindo-me. Sou natural do Rio Grande do Sul, mas os meus doentes vêm de todo o Brasil. E vocês que me acompanham também, quero saber onde estás. Continuando, porque o que eu te vou contar agora é o efeito mais importante de todos. O primeiro efeito e o mais significativo que o café sem açúcar tem na sua circulação é a melhoria da função endotelial e a proteção contra a aterosclerose.

Lembra-se que eu te expliquei sobre o endotélio? Aquela camada interna das artérias que funciona como um revestimento antiaber? A saúde do seu endotélio é provavelmente o fator individual mais importante para determinar a saúde cardiovascular no longo prazo. Se cuidar do endotélio, você cuida do coração. Se deixa o endotélio inflamar e oxidar, está construindo o caminho para o enfarte e pro AVC ao longo dos anos, sem sequer se aperceber.

Quando o endotélio está danificado, inflamado, oxidado, as placas de aterosclerose começam a formar-se. Essas placas são compostas por gordura, colesterol oxidado, células inflamatórias e outros materiais que se depositam na parede interna das artérias, estreitando progressivamente o canal por onde passa o sangue.

É um processo silencioso que dura décadas. Não sente nada enquanto isso acontece. As artérias vão-se estreitando, o coração vai trabalhando cada vez mais para vencer esta resistência. E quando a situação chega num ponto crítico, o enfarte ou o AVC podem ser a primeira manifestação. A primeira, sem aviso, sem dor prévia, sem sintoma anterior.

uma revisão científica abrangente publicado no PMC, o repositório do NH, que são os institutos nacionais de saúde dos Estados Unidos, sobre os efeitos cardiovasculares do ácido clorogénico, o principal polifenol do café documentou múltiplos mecanismos pelos quais esta substância protege o endotélio. Reduz a oxidação nas células endoteliais, aumenta a produção de óxido nítrico que relaxa e dilata as artérias, diminui marcadores de inflamação vascular e interfere com os processos moleculares que levam à formação das placas de aterosclerose.

Tudo isto num conjunto de acções que os Os investigadores chamam de efeitos antiateroscleróticos. Em linguagem simples, o que é que isto quer dizer é que os compostos do café ajudam a manter aquele revestimento interno das artérias a funcionar bem durante mais tempo. É como fazer uma manutenção preventiva regular na canalização da sua casa, evitando que a ferrugem e a acumulação de depósitos destruam os canos antes do tempo.

E há mais, uma revisão publicada no Oxner Journal, com dados de estudos publicados entre 2000 e 2021 concluiu que o consumo regular de café está associado à redução do risco de hipertensão, de insuficiência cardíaca e de fibrilhação auricular, que é aquele batimento cardíaco irregular e desorganizado, parecendo uma cozinha bagunç em vez de uma orquestra que eleva o risco de AVC de forma dramática.

Uma outra revisão publicada no Pubmed e no Revista de Medicina Cardiovascular verificou que em pessoas saudáveis ​​o consumo habitual de três a cinco chávenas de café por dia estava associado a uma redução de 15% do risco de doença cardiovascular comparado a não beber café. 15% é uma diferença significativa, especialmente quando pensamos que estamos a falar de um hábito que a maioria das pessoas já têm.

Vou-te contar sobre o Roberto. Tem 58 anos. Trabalhou toda a vida como motorista de camião. Viajava ao Brasil inteiro. Veio ver-me depois de um susto grave. Senti uma pressão forte no peito numa paragem de camião no interior e foi parar no hospital. Não foi enfarte, graças a Deus, mas o médico de serviço disse que as suas artérias tinham sinais preocupantes de comprometimento.

Roberto chegou ao meu consultório assustado e, mais do que isso, determinado a mudar. A gente montou um plano em conjunto, alimentação, movimento, sono, controlo do stress e conversamos sobre o café que sempre tomou muito durante as viagens longas. cinco, seis chávenas por dia, sempre com açúcar, por vezes com adoçante, mas sempre com alguma coisa doce ao lado.

A grande mudança que fizemos com o café dele não foi deixar de tomar, foi retirar o açúcar e reduzir a quantidade. Roberto foi de cinco chávenas cheias de açúcar por dia para duas chávenas sem açúcar. Juntamente com as outras mudanças no estilo de vida, seis meses depois, os marcadores inflamatórios dele tinham melhorado, a pressão era mais controlada e ele sentia-se mais bem disposto e com menos cansaço durante o dia.

A história do Roberto leva-me a um ponto crucial que preciso de te explicar agora. Porque há algo que transforma o café de aliado em problema e que a maioria das pessoas faz sem se aperceber. O açúcar no café pode transformar um aliado em inimigo. Aqui está a grande confusão que existe. A maioria dos estudos que mostram benefícios do café são feitos com café puro, sem açúcar.

E quando se adiciona açúcar ao café, está a adicionar um fator pró-inflamatório diretamente dentro da mistura, que deveria ser anti-inflamatória. É uma contradição que acontece na chávena de milhões de brasileiros todos os dias. O açúcar em excesso eleva a glicose no sangue de forma rápida e brusca e picos repetidos de glicose danificam diretamente o endotélio, essa mesma camada protetora que o ácido clorogénico do café estava a tentar proteger.

É como se estivesse a tentar proteger o revestimento antiaderente da sua frigideira com bom óleo, mas ao mesmo tempo arranhando-a com uma espátula de metal. Cada vez que cozinha os dois movimentos se anulam. Então, quando eu falo de café e circulação, estou falando de café sem açúcar ou com quantidade muito pequena e decrescente.

Não estou a falar de café com duas colheres de açúcar, com leite condensado, com o docinho ao lado. Esse não é o café que os estudos analisaram e não é esse que vai proteger o seu circulação. E há mais uma coisa importante sobre a forma de preparação. Como prepara o café também faz diferença.

O café de filtro, que é o mais tradicional do brasileiro, tem uma vantagem específica que poucos conhecem. Quando passa o café pelo filtro de papel, retém uma substância chamada cafestol, que existe na parte oleosa do café e que pode elevar o colesterol LDL. aquele a que chamamos popularmente de mau colesterol. Assim, o café coado no filtro de papel é, do ponto de vista do perfil lipídico, mais favorável do que o café de prensa francesa, o café italiano fervido ou o café expresso concentrado sem filtro.

Isso não significa que você precisa de deitar fora a cafeteira italiana ou a prensa francesa. Significa que se tem um histórico de colesterol elevado que não está bem controlado, este informação é relevante para conversar com o seu médico na sua próxima consulta. Agora deixa-me dar-te um plano concreto com o que pode começar a fazer hoje, com base em tudo o que aqui disse.

Primeiro, avalie quanto açúcar está a colocando no café. Se colocar açúcar, comece a reduzir gradualmente. Não tem de ser radical, não tem de ser do dia para a noite, porque o paladar não funciona assim. Diminua um bocadinho por semana. Menos meia colher. Na semana seguinte, mais um bocadinho. Em dois meses, estará a tomar café sem açúcar e vai pensar que ficou até mais saboroso, porque passou a sentir o sabor real do café, que é rico e complexo, não precisa de açúcar para ser bom.

Muitos dos meus doentes que acreditavam que nunca conseguiriam hoje não conseguem mais tomar com açúcar. Segundo, pense na quantidade total por dia. Os estudos mostram benefícios mais consistentes com duas a três chávenas por dia. Não estou dizendo que quatro ou cinco são necessariamente maus para todo mundo, mas é a partir daí que se inicia a variação individual e que os efeitos negativos da cafeína, como insónias, palpitações e irritabilidade começam a aparecer em algumas pessoas.

Conheça o seu limite. Terceiro, respeite os horários. A cafeína tem um efeito estimulante que pode durar de 6 a 8 horas no organismo de algumas pessoas, sobretudo após os 50 anos, quando o metabolismo altera-se. Se tem dificuldade em adormecer ou em manter o sono, evitar o café depois das 2 da tarde.

A qualidade do sono afeta diretamente a saúde cardiovascular, de uma forma que as pessoas subestimam muito. Quarto. O café não substitui a consulta médica. Se tem histórico de arritmia, hipertensão grave, insuficiência cardíaca avançada ou qualquer condição cardiovascular significativa, a decisão sobre tomar ou não tomar café e em que quantidade precisa de ser individualizada com o seu médico.

Não tomar grandes decisões de saúde baseadas em vídeo nenhum, nem no meu. Eu fico com -lo em formação. Não em substituição do médico que te conhece. Quinto, observe o o seu próprio corpo com atenção. Você convive com ele há décadas. Você o conhece melhor do que qualquer estudo. Se perceber que após o café o seu coração fica acelerado de forma incómoda, fica muito ansioso, o seu pressão sobe de forma expressiva ou você tem palpitações frequentes, este é um sinal de que precisa de falar com o seu médico especificamente sobre o café.

Cada organismo responde de forma diferente e esta variação individual é real. Agora, deixa-me falar-te sobre algo que vai para além do científico, algo que importa tanto como os estudos. O hábito do café já está na sua vida. Para a grande maioria das pessoas que está assistindo a isto, não se trata de começar a tomar café. Você já toma.

A questão é: está a aproveitar os benefícios que este hábito pode trazer ou está transformando-o num problema por conta da forma como toma? Você está a tomar café com consciência ou tomando no piloto automático com açúcar, com pressa, com stress, sem sequer sentir o sabor. Um café tomado à pressa, de pé, com ansiedade, com açúcar, com um ultra processado ao lado, num ambiente stressante, não tem o mesmo efeito no o seu corpo que um café tomado com calma, sem açúcar, como um momento de pausa, de prazer, de presença. O ritual importa, a

a consciência importa, o contexto importa. O hábito do café pode e deve fazer parte de um estilo de vida saudável, mas ele não faz milagres sozinho. Ele contribui, ele protege, ele tem um papel real. Mas se fuma, dorme mal, não se movimenta, come muito ultra processado, está stressado o tempo todo e não cuida da alimentação, o café não vai compensar isso tudo. Nada compensa isso.

A saúde é construída pelo conjunto dos hábitos e o o café é uma peça importante neste puzzle, mas é apenas uma peça. O que preciso que leve deste vídeo é o seguinte: o café sem açúcar em quantidade moderada contém compostos anti-inflamatórios e antioxidantes que a ciência demonstrou ter efeito verdadeiro protetor sobre as artérias e o sistema cardiovascular.

Estudos com centenas de milhares de pessoas acompanhados durante décadas mostram que quem toma café moderadamente tem menor risco de insuficiência cardíaca, menor risco de AVC e menor mortalidade cardiovascular geral. O maior estudo feito com brasileiros confirmaram que os polifenóis do café ajudam a reduzir o risco de síndrome metabólica no nosso próprio contexto, na a nossa dieta, na nossa cultura brasileira.

Ao mesmo tempo, o café com açúcar, em excesso, fora de horas, em determinadas condições médicas específicas pode não ser a melhor escolha. A individualização é sempre fundamental. Não precisa de ter medo da chávena de café, mas precisa de tratá-la com respeito, com consciência e sem açúcar. Há uma frase que eu gosto de dizer aos meus pacientes que carregam muita culpa por prazer.

A saúde não é ausência de prazer, é aprender a ter prazer de forma inteligente. O café pode ser prazer e saúde ao mesmo tempo. O o café pode ser ritual, memória, afeto e proteção cardiovascular ao mesmo tempo. depende da forma como o trata. Partilhe este vídeo com alguém que ama, com aquele amigo que largou o café por medo e está a sofrer sem ele, com aquele familiar que toma café com duas colheres de açúcar todos os dias, sem saber o que isso está a fazer na circulação dele.

Por vezes, uma informação simples como esta pode mudar hábitos que fazem uma diferença real na saúde de alguém durante décadas. No próximo vídeo, vou falar-te sobre outro alimento presente na mesa do brasileiro todos os dias, que tem efeitos surpreendentes na saúde das artérias e que a maioria das pessoas nunca imaginou poder ter esse impacto.

Você não vai querer perder. Cuide bem de si. Procure sempre o seu médico de confiança. Não tome decisões importantes de saúde sozinho. A informação que trago aqui é para chegar mais preparado na consulta, mais informado, fazendo melhores perguntas. Não é para substituir a relação com o médico que te conhece. Sou a Dra. da Laura Mares.

E até ao próximo vídeo.