CAROLZINHA DE BETIM, O TERROR FEMININO DE MG. M4T4VA PRO CR1ME E ATIRAVA EM POLÍCIA
Há criminosos que entram no mundo fora da lei, muito jovens. Geralmente os seus primeiros trabalhos não são tão violentos. Mas a Carolzinha de Betim demonstrou que os jovens adolescentes podem ser sanguinários ao ponto de dispararem até em polícias. Conheça connosco a seguinte história de Carolzinha de Betim.
Edu, põe no ecrã aí a Carolzinha de Betim para o pessoal ver. Vocês estão a observar esta menina, pessoal? Ela era do mundo do crime e ela era aquilo a que chamamos emocionada. Deixa-me colocar uma coisa. Até há cerca de 20, 30 anos existiam meninas como a Carolzinho. Mete o cabelo assim, pá, está muito louca.
Anda de nas m Não que ter o cabelo assim e tatuagem, pelo menos de Deus não me interprete mal. Seja pessoa a tornar-se bandido, mas mete o maluco, fuma uma erva e fica na garupa dos gajos enquanto os gajos tá metendo a peça nos outros, tal. E aos poucos, à medida que a mulher foi avançando também no mercado de trabalho, ocupando espaços de chefia, as mulheres do crime foram fazendo a mesma coisa.
Primeiro vamos fazer aqui uma análise sociológica, porque esta mulher aí é mesmo brava. Ela matou muita gente. Vocês vão ver a história dela. A Carolzinha é no crime o que nós chamamos de emocionado. E não emocionado no sentido de amor, ok? Quando falamos de emocionado na área amorosa, Fernando, o que que a pessoas falam do gajo que é emocionado? Com certeza.
O gajo que a mina manda uma mensagem de bom dia, o rapaz diz: “Amo-te, maravilhosa a minha vida, não consigo viver sem ti. Se for embora, eu vou saltar de um prédio de 60”. Está ligado? E só para de mandar estas manchadas três dias depois sem respirar. Exatamente. Tipo assim, a mina deixa de responder ao gajo 45 minutos, o gajo, pá, abandonaste-me, foste embora, tu já não me respondes, tás ligado? Coisa de emocionado.
Por quê? é o gajo que age muito mais com os sentimentos, com a subjetividade do que com a racionalidade. E isso é um perigo, é uma bomba relógio. O emocionado é deste jeito. É uma pessoa que quer fazer de tudo e faz tudo com maior raiva e ódio possível. No crime existem os emocionados. E o crime não é só ser emocionado.
Precisa de ser muito mais racional a maior parte do tempo para não morrer e não tirar a vida a pessoas que pode dar-lhe um problema também. Assim, ser emocionado e fazer mal aos outros sem motivo, transcender a violência, qualquer coisa é dar tiros nos outros, esse tipo de coisas, isso nunca acaba bem no crime nunca acaba bem, certo? Mas os emocionados morrem muito cedo e arranjam problemas com muita gente.
E problemão, viu? Está num problema bravo. Então, a Carolzinha era emocionada. Outro sujeito do mundo do crime que também ruma problema para caramba, é o sujeito sanguinário. Se ele for sanguinário, emo, se ele for sanguinário e racional, é do crime, está no crime. Ora, se ele for sanguinário e emocionado, isso também é problema, porque arranja o problema com jeito que não é para arrumar, com coisa que não é para fazer.
O emocionado, ele, por exemplo, o chefe dele manda, ele dá uma paulada no braço do gajo para partir um braço do gajo, porque o que a gajo fez não foi muito grave. O gajo roubou um botija de gás de trabalhador. Bom, é grave isso, mas não é os crimes mais abjeto que existe, não é? E depois o gajo fala assim, ó, leva-o e dá uma paulada no braço dele.
Não, a pessoa vai lá e passa a faca no tipo e dá um tiro na perna do pá, não sei quê, e depois executa o pá, manda o gajo cavar a própria c. O o bagulho é assim, tá ligado? Tipo assim, é muito intempestivo. A Carolzinha meio que nós a estudar aqui, ela juntou emocionado com o sanguinário, se tornando uma pessoa muito má e muito má, atuando dentro do mundo do crime.

Apesar de vermos que os parceiros dela, os seus aliados gostavam muito dela, ao ponto até de supostamente terem feito vingança contra o poder público. E nós obviamente que vamos mostrar isso aqui também para vocês neste vídeo que é cabuloso, mano. É cabuloso mesmo, de verdade. Inclusive, conversei sobre este vídeo com o meu amigo Renato Rios Neto, um dos maiores jornalistas investigativos, repórter policial lá de Minas Gerais.
Um abraço, viste, grandalhão? Estamos junto consigo aí a falar sobre a Carolzinho. Ele disse: “Epá, a A Carolzinha é muito famosa aqui em BH e regiões, não é?” E assim, antes de começar a história, já sabem o fim da Carolzinha. Esta história que vamos contar-vos aqui é cabulosa demais. Fica connosco e acompanha aí. Enquanto o Edu roda uma vinheta, deixa o seu like pr nós. Edu roda vinheta.
[Música] Pessoal, a nossa história começa na cidade de Betim. Betim é um concelho que fica na grande Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Betim é altamente industrializada e tem uma enorme quantidade de trabalhadores que atuam em grande parte na indústria e no setor dos serviços. Quando vai paraa BH, entra-se ali em Betim, fica-se conorbado, não é, que a gente chama conorbado, é colado um ao outro, é Betim Contagem em Belo Horizonte.
Então você tem-nas coladas, você muitas vezes você não sabe onde acaba Betim, onde começa Belo Horizonte, onde termina Contagem, onde começa Betim, não se sabe discernir sobre isso porque as paisagens são iguais. é um fenómeno que da geografia que nós chamamos de conurbação da do das cidades. Então a Carolzinha ela está no meio desta deste conglomerado mineiro que tem milhões de pessoas a viver.
Em Betim tem regiões que a violência bastante grande, como qualquer cidade desta dimensão. E uma região pobre dali de Betim em 1997 nasceu Sara Carolina da Silva de Souza. Sabemos pouco sobre a família e sobre a criação de Carolzinho. Procuramos em várias referências e tal, mas assim, simplesmente não tem a criação dela.
A gente não sabe se foi uma criação conturbada, não sabemos se foi uma criação familiar que depois ela desviou-se e foi para o mundo do crime. Quem a levou para o mundo do crime? A gente sabe que desde nova ela participava nisso. Com menos de 13 anos, por exemplo, a Carolzinha já começou a andar com fora da lei de uma região conhecida por Morro Vermelho, que pelo que pesquisámos fica entre Betim e Contagem na fronteira num bairro chamado São Caetano, ok? Que eu acredito que aí transita, não é, entre Betim e Contagem, porque quando estávamos a estudar
os crimes da Carolzinha, estava a falar de crime em Contagem, estava a falar de crime lá em Betim. Nessa altura lá por 2008 ainda não existiam organizações criminosas em Minas Gerais. Uma ou outra tava chegando à localidade, mas ainda era contulada por grupos específicos e locais específicos, ok? E depois esses grupos eram pequenos gangs com 10, 15, às vezes 20, 30 pessoas.
O primeiro crime que encontrámos da Carolzinha, na verdade não foi crime, certo? É o ato infracional, porque foi com a idade, ela era menor, mas análogo a crime, quando eu dizer crime, entenda isso daí. O primeiro crime de Carolzinha foi aos 15 anos de idade. O crime que foi registado, né? Porque acredito que ela teria cometido antos antes.
Ela teria executado um jovem que acaguetou uma amiga dela. A amiga da Caralzinha teria sido morta por causa dessa caguetagem. Portanto, aí a fita no mundo do crime, a menina teria caguetado, a amiga da Carolzinha foi executada e a A Carolzinha jurou vingança. Dizer que a A Carolzinha foi junto com outras pessoas e ela própria, pum, tirou a vida à rapariga.
O facto de ela ser menor também fazia com que ela acabasse por apanhar a responsabilidade de cometer crimes. Malta, isto é uma conta básica. Eu não vou entrar na discussão sobre a redução da maioridade penal, mas esta é uma conta básica de teoria dos jogos, tá ligado? de custob benefício. Se eu tenho criminosos mais velhos que podem apanhar 30, 40 anos por uma execução e tu teres uma pessoa mais nova que vai apanhar dois anos de internamento 1 ano e meio, não é? Opta-se sempre uma organização e em aquele menor assumir o crime, ok? Mas aí
tem que haver materialidade, tem tudo. Neste caso, parece-me que a materialidade demonstrou que realmente é Carolzinho que tirava a vida, ok? O primo e o namorado da vítima presenciaram a execução e ficaram horrorizados. A Carolzinha foi levada para esquadra e ela foi encaminhada para a seccional, que não é a esquadra comum, é uma esquadra que manda nas outras esquadras.
A Alves dos Santos, que foi delegado, não é, na na secção lá, ele disse ao jornal time que ela aproveitava o facto de ser menor para cometer os crimes ou para assumir crimes. Abre aspas. Mesmo tão nova, ela já é o braço direito dos comerciantes legais e substâncias do Morro Vermelho. O que nos chama a atenção é a disposição que ela tem para o crime.
Quando há alguém para tirar a vida, é ela que faz o serviço. A comunidade tem medo de a denunciar porque ela sempre ameaçou quem a entregou. Fecha aspas. A Carolzinha colocou-se como providencial e ela própria se voluntariou para executar os desafetos das pessoas para quem ela trabalhava ou as pessoas que deviam.
Ela tornou-se matadora do crime com 15 anos de idade. Carlos passou então por sua primeiro internamento na Fundação Casa depois dessa morte e ficou um ano e pouquinho lá. Ao ser libertada, volta a cometer crimes fazendo trabalho nas biqueiras do comércio ilegal de substâncias. É aquilo, às vezes vai-se para a Fundação Casa, não é, para a Fundação do Menor, eh, não sei se é necessariamente Fundação Caso que funciona ali na em Minas Gerais.
Vou ficar a dever essa informação para vocês. E mano, lá se escalona, há pessoas que aprendem vários crimes por lá, mas como a Carolzinha já estava envolvida, ela saiu, continua envolvimento dela. A Carozinha também era temido nos bailes funks periferias de Betim. Sempre na garupa das motos, ela dava esculcha em pessoas pelo simples facto de olharem para ela.
Inclusive, ela andava armada com a pistola à cintura. Pelo que nós conseguimos entender, tinha gente, sim que gostava da Carzinha e achava-a uma pessoa simpática, mas por todos os crimes que ela cometeu, pelo menos as paragens que aconteceram, bem pesada, não é? Bom, o rapazinho cometeu inúmeras infracções quando menor, foi internada mais de uma vez até completar 18 anos de idade, momento em que passou realmente a cometer crimes mais pesados de verdade.
Algumas fontes que dizem-nos que ela chegou a ser uma das matadoras do grupo e que ali trabalhava em Betim, responsável por executar mulheres, que não é tão comum no mundo do crime fazer isso, não é? Carolzinha também operava na cidade de Contagem, que é perto de Betim, também na região metropolitana de Belo Horizonte.
Consta no seu cadastro inúmeros crimes nas duas cidades. Em Belo Horizonte nós não encontrámos, mas ela ficou famosa por toda a polícia ali. Sendo muito famoso no mundo policial da região, lógico que toda a gente queria acabar prendendo ela em algum momento. Incluindo ela de moto, na garupa de uma moto, dava fuga e polícia gabava-se por sempre escapar, mesmo com mandados de detenção em aberto.
Com menos de 19 anos, ela já teria cometido pelo menos 25 crimes e foi detido pelo menos cinco vezes. Uma delas, ela ficou um mês e foi libertada por falta de provas. Depois foi novamente presa e também libertada. A Carolzinha, pessoal, também foi uma das primeiras criminosas a expor a sua vida no mundo do crime, sem censura nas redes sociais da época.
E ela utilizava o Facebook, não é, a rede social do Mark, e era seguida por milhares de pessoas. E ela também publicava coisas como aqui é a chefe, Beti, somos nós, vai segurar bala. E não só, ela falava mal de polícia e desafiava a polícia nessas publicações. Naturalmente, as pessoas partilhavam as publicações dela, tanto as pessoas que a odiavam como que queriam que o NIF dela fosse cancelado, quanto as pessoas que achavam ela simpática e que também desafiavam a polícia, que não gostavam das polícias e que achava que o mundo do crime estava
certo e ela metia este louco. Os caras partilhavam assim: “Epá, a Carolzinha é muito louca e tal e etc.” Nós não conseguimos encontrar o Facebook dela, mas encontrámos fotos, imagens e tal, até porque o Facebook hoje só tem lock e tem velho, não é? O bagulho tá é muito louco lá. É o submundo.
Inclusive, pessoal, não só à polícia, mas ela mandava recato pros seus desafetos criminosos também. Ela disse uma vez, ó, que nós tiramos de lá, abre aspas, aqui é chefe e nós vamos para cima e quem ficar na frente é bala. Fecha aspas. Eu não sei como que fala mineiro isso, mas pá, o mineiro mesmo zangado ele parece que está falando tranquilamente, não é? Com certeza.
Pois, deve ser assim. Aqui é o chefe, nós vai para cima e quem ficar à frente é bala. Não sei, desculpem, mineiros, eu não vos sei imitar. O mineiro ele tem um, sei lá, até levar um raspanete de um mineiro é uma coisa, é uma coisa gira. É uma coisa gira, com todo o respeito, ok? Eu acho que se o carro for dar um tiro em mim e falar daquela maneira ali, eu vou, pode dar. Não, estou a brincar. Não vou.
Uma das nossas referências diz que uma das vezes que a Carolzinha foi levada para esquadra, ela deu uma guspida na cara de polícia e ameaçou os tipos. E não vai ser a primeira vez que ela gospe na rosto do polícia que ela, finalmente, desafia a polícia. Prestem atenção. Carolzinha passou a frequentar e a pagar bailes funks, porque todo no mundo do crime daquela maneira ali que ela era emocionada e sanguinar, ela tirava dinheiro.
Então ela começou a patrocinar vários bailes funks e aparecer em vários bailes funks várias comunidades e arranjar confusão. Ora, nos jornais começaram a chamar-lhe como chefe do gangue da Carolzinha e como deu audiência os jornais continuaram. Mano, imagina velho, a mina tinha um gangue Fernandão com o nome dela tio Zeira. Olha que doideira, mano.
Como disse-vos lá no início, gente emocionada no mundo do crime é problema e juntar-se gente emocionada e sanguinária é problema a dobrar. Mas a vida de Carolzinha vai chegar ao fim em 2016 no que parece uma cena de um filme. O O Brasil é muito louco para produzir estas coisas. Carolzinho estava num baile funk que até tinha videok muita bebida.
Segundo a polícia houve um embate na localidade. Batida de rotina em baile funk, pessoal. Coisa normal, ok? quando não acontece no morro do Rio de Janeiro, por exemplo. Os polícias começaram a revistar as pessoas que se encontravam no local. A Caralzinha, como era uma das organizadoras do baile, decidiu tomar a responsabilidade e enfrentar a polícia e guspiu na cara do polícia de novo, maldizendo toda a corporação.
Bom, depois de o fazer, ela teria saído do local e dito que ia voltar para apagar os pá, não é, a polícia. Ela foi até à casa dela, pegou num revólver calibre 38, uma pistola 380, voltou ao baile funk e disparou contra os polícias. Ato contínuo, viaturas foram atrás dela. Ela seguia na garupa da moto e, segundo a polícia, ela reagiu à abordagem e trocou tiro e aí perdeu a vida.
Edu, põe lá a reportagem para nós sobre o que aconteceu com a Carolzinha na altura e tal, que os gajos fizeram ali uma reportagem loco. A gente vai colocar para vocês aí, para vocês perceberem melhor e poder se se sentir mais inserido na história. Abordagem. O casal veja com Rangel Faula. A PM reforçou o patrulhamento na zona onde os militares foram baleados.
Eles estão agora em busca de um homem que conseguiu escapar. A confusão começou neste bar, na Avenida Tapajós, no bairro São Caetano, em Betim. Os polícias estavam a fazer abordagens no bar, onde realizava-se uma festa com funk e pagode. Uma das pessoas que estava lá dentro era Sara Carolina da Silva de Souza, a Carolzinha, conhecida pela PM por envolvimento com o tráfico de drogas e roubo.
Os militares abandonaram o local, mas foram novamente chamados e voltaram por causa do barulho. Nesse momento, a jovem, que também tinha ido embora, passou na garupa de uma moto, sacou de uma pistola 380 e disparou 10 tiros contra os policiais. Dois foram atingidos, um deles no peito. O outro PM, Hugo António Rezende, de 30 anos, foi baleado no joelho e foi encaminhado para o Hospital João X.
Esta foi a viatura atingida pelos disparos. Havia marcas dos tiros, os vidros ficaram estilhaçados. A Carolzinha foi encontrada por uma outra viatura na mesma região. De acordo com a polícia, no momento da abordagem houve troca de tiros e a jovem foi baleada. Foi socorrida, mas morreu na UPA do bairro de Teresópolis. Na altura, a responsável pela Polícia Militar explicou: “Abre aspas, as equipas faziam incursão na travessa e se depararam com o gangue da Carolzinha.
Eles realizaram diversos disparos contra a guarnição que acabou por ripostar para a defesa dos próprios militares, ou seja, legítima defesa, não é? Poucos metros da frente, encontrámos a Carolzinha caída no chão. Ela foi socorrida para unidade de atendimento urgente, a UPA de Teresópolis, mas chegou sem vida.
Fecha aspas. Depois vê-se que é a fala da Polícia Militar. A família da Caralzinha disse que não foi isso que aconteceu. Disseram que, na verdade, a Carolzinha foi perseguida e foi executada, segundo a família, que ela não estava a fazer nada de errado, nada de mal. Só para colocar ali a parte da defesa dela que é importante também falar sobre os dois lados.
Ora, na internet a Morde A Carolzinha foi festejada por uma parte da malta e outra parte da malta ficou consternada que era parte que gostava dela, que é uma pequena parte também. O resto pessoal começou a partilhar e dizer assim: “Ah, já vão ver algumas comentários aí”. Abre aspas, vai tarde, carregadora de alma.
Não quis ouvir os seus pais para ir trabalhar, agora vai sentar-se no colo do cão. Fecha aspas. Caramba, mano. Os gajo também é emocionado, hein? Cara é brabo. É brab, hein? Abre aspas. Quem atira para matar tem de levar um tiro para morrer. Parabéns aos PM. Fecha aspas. Próximo. Abre aspas. Desgraçada. Quantas vidas destruiu com as os entorpescentes, certo? Foi tarde, graças a Deus.
Os PMs estão bem, fecha aspas. Então, estes foram tipos de comentários que foram encontrados após a morte da Carolzinha de Betim. Houve alguns que foi bom, os rapazes a falar saudades, você vai fazer falta, era companheira, coisas deste tipo, ok? De pessoas que fic a conheciam, nem tudo é unânime neste mundo, não é? Nem precisa de ser.
Bom, a Polícia Civil passou informações sobre o passado da Carolzinha e olha que fita, ok? A Carolzinha teria envolvimento em pelo menos 50 homicídios que estão a ser investigados na região. Além das execuções e de acordo com o delegado Tito Lívio Barriquelo, a jovem possuía 22 passagens, sendo elas pro roubo, comércio ilegal de substâncias, detenção ilegal de armas e receptação.
Caramba, pá. Envolvimento 50 execuções dos 13 aos 19 anos são 6 anos, velho. Oito execuções por ano, uma cada um mês e meio. Ui, é muita coisa, mano. Muita coisa. Muita coisa, muita coisa mesmo, de verdade. É 1 e30, certo? Uma execução mais ou menos. É realmente é muita coisa. Bom, esta parte que nós vamos falar aqui para vocês, ela não é cravada.
Nós encontramos em algumas referências. Após a morte da Carolzinha, bandidos juraram que teria vingança contra as forças públicas. Houve a execução do sargento da PM e uma das linhas investigativas naquela época é que poderia ter sido morto em retalhação. 2019, ok? Isso aconteceu, pois os comparsas da Carzinha juraram vingança.
Mas a gente não encontou mais informações sobre este assunto e se teria realmente sido uma vingança por parte da morte da Carolzinha, não é, do que tinha acontecido com a Carolzinha ali. Aparentemente esta linha investigativa não foi para a frente, mas até hoje em Betim a Carolzinha é bastante falada. Quando conversei com o Renato Risneto, ele disse: “Eh pá, esta miúda aqui é demasiado famosa no mundo do crime de BH”. Petim e Contagem.
E é aí, mano, mais uma história de uma pessoa emocionada e sanguinária que entra no mundo do crime e não dura tanto tempo assim, ó. Se anos de serviço, valeu a pena do qu, não é, Carolzinho? É isso. 19 anos e já era líder de um gangue. Eu com 24 nem sequer sou administradora de grupo de Whats. Kakak. Triste realidade de os nossos jovens.
Tantas oportunidades e alguns ainda escolhem o caminho mais fácil. #lamentável. Tadinha. Ela não tem culpa. A culpa é do governo que não dá oportunidade aos jovens. Foi presa só 22 vezes e cuspiu na cara do polícia. Quanta injustiça. Uma criança. Ah, vai para o inferno. Foi tarde, desgraça. Menos uma tranqueira. Olha a cara do traste.
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