Se houvesse um prêmio global para o amadorismo diplomático e a absoluta falta de noção política, a mais recente excursão da extrema-esquerda brasileira aos Estados Unidos venceria com louvor. Em um momento de tensão geopolítica extrema e sob o olhar atento e gélido da nova administração americana, uma comitiva de parlamentares alinhados ao governo tentou fazer o impensável: pisar no Capitólio para, de forma inacreditável, tentar “suavizar” a imagem das maiores e mais letais facções do Brasil. A missão, que já nasceu com ares de desastre absoluto, transformou-se em uma humilhação pública que escancarou para o mundo o abismo moral e estratégico daqueles que hoje habitam os corredores do poder em Brasília. O que deveria ser uma tentativa de proteger a própria base, acabou acendendo o barril de pólvora que Donald Trump e Marco Rubio precisavam para agir com mão de ferro contra o crime brasileiro.

O cenário era de completo desespero. Desde que a articulação internacional da oposição, com destaque para Flávio Bolsonaro, conseguiu pavimentar o caminho para que os Estados Unidos reconhecessem oficialmente gigantes do crime brasileiro como grupos terroristas, o clima no Palácio do Planalto era de velório. A classificação americana não é uma mera nota de repúdio; ela envolve o congelamento de bilhões de dólares, a quebra de sigilo de laranjas de luxo no eixo Faria Lima, e a caçada implacável do FBI e da CIA. Vendo a fonte de poder do crime e de seus defensores secar, Inácio enviou o que tinha de mais barulhento na sua base — incluindo figuras caricatas e explosivas como André Janones e Jandira Feghali — em uma viagem bancada pelo suor do contribuinte. O objetivo? Choramingar no ouvido de políticos democratas americanos para que eles tentassem barrar a ofensiva republicana.
Mas a realidade não aceita desaforos virtuais. Quando desembarcaram na capital americana, a comitiva brasileira encontrou portas fechadas, silêncio ensurdecedor e uma completa aversão política. A tentativa de agendar reuniões com figuras de peso do alto escalão fracassou miseravelmente. Ninguém, nem mesmo a esquerda americana mais progressista, estaria disposto a sujar as próprias mãos para defender grupos responsáveis pela morte, extorsão e terror nas ruas e praias do Brasil. Na ausência de público e de apoio, restou ao bando alugar o espaço de convenções de um hotel e simular uma coletiva de imprensa patética, falando para as próprias câmeras numa tentativa desesperada de gerar cortes para as redes sociais. O tiro, contudo, saiu de uma forma tão desastrosa que eles conseguiram cometer um suicídio político em solo internacional.

O ápice do amadorismo ocorreu na frente do próprio Capitólio, o símbolo máximo da democracia americana. Sem qualquer filtro e ignorando as regras mais básicas de sobrevivência política, um dos parlamentares do grupo — representante petista e defensor feroz da pauta — cometeu a ousadia suicida de gravar um vídeo chamando o atual presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, de golpista em sua própria casa. Chamar o chefe de estado da maior potência militar do planeta de criminoso enquanto clama por “compreensão” com os grupos armados que aterrorizam o próprio país não é apenas ignorância; é o atestado de óbito da relação bilateral. A audácia de insultar Trump e exigir que Washington cruze os braços diante do crime organizado deixou o alto comando republicano perplexo. Se havia alguma dúvida na Casa Branca sobre a necessidade de endurecer contra essas facções e as finanças sujas que circulam no Brasil, o escândalo protagonizado pelos parlamentares serviu como a última e definitiva prova de que a intervenção se fazia urgente.
O contraste entre a palhaçada em Washington e o derramamento de sangue no Brasil é revoltante e inaceitável. Enquanto a comitiva petista gastava dólares — e muitos suspeitam que sejam dólares públicos — tentando defender o indefensável, trabalhadores e empreendedores são massacrados diariamente no Brasil sob a proteção da impunidade estatal. O caso recente de um jovem cearense que ganhava a vida honestamente vendendo espetinhos na praia ilustra essa barbárie silenciosa. Ele foi friamente executado pelas facções que o governo brasileiro parece não querer que o mundo classifique como terroristas. O seu crime foi não ter mil reais para pagar o “imposto do terror” exigido pelo Comando. Ele ofereceu o que tinha, quatrocentos reais, fruto de um trabalho honesto e já sangrado pelos altos impostos federais do governo Lula. O seu pagamento final, porém, foi a própria vida, cobrado a bala por aqueles que a esquerda chama de meras associações criminosas. É exatamente esse terror que Janones e sua turma viajaram milhares de quilômetros para tentar proteger das garras da lei internacional.
Essa postura vergonhosa mostra o verdadeiro custo de colocar figuras populistas e destemperadas para brincar de geopolítica. Quando autoridades americanas se dão ao trabalho de fazer uma rápida busca na internet pelos nomes que integram a tal “frente soberana” que foi aos Estados Unidos, deparam-se com currículos assustadores e manchados por escândalos e populismo barato. O constrangimento da diplomacia brasileira e da nação diante do mundo civilizado é incalculável. A CIA não precisa de muito esforço para mapear quem lucra com a impunidade, quando os próprios aliados do presidente voam para o centro do poder mundial exigindo que os cofres e as engrenagens das facções que matam pais de família não sejam tratados como as organizações terroristas que realmente são.
A consequência desse show de horrores no Capitólio foi imediata e fatal para o crime organizado no Brasil. As sanções americanas avançaram de forma impiedosa, prontas para sufocar as empresas de fachada, as instituições financeiras complacentes e todos os intermediários que lavam o dinheiro que financia balas e sangue no Brasil. A fúria americana recaiu como uma marreta, enquanto a comitiva brasileira retorna ao país amargando a maior derrota internacional de sua história, com o rabo entre as pernas e as portas do mundo trancadas a sete chaves para as suas narrativas. O circo midiático falhou, os terroristas perderam o escudo invisível que os protegia e o Brasil inteiro percebeu, horrorizado, até onde a extrema-esquerda está disposta a ir para que as facções continuem governando sob o silêncio complacente de Brasília.