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ALCOLUMBRE SE APAVORA COM PESQUISA E DECLARA GUERRA AO PL DE FLÁVIO BOLSONARO!!

Alcolumbre entra em guerra com o PL após pesquisa devastadora, fala de Valdemar e derrota histórica de Lula no Senado: Brasília ferve nos bastidores

 

A crise que já vinha crescendo nos corredores de Brasília explodiu de vez. Davi Alcolumbre, presidente do Senado, passou a enfrentar uma tempestade política em várias frentes: desgaste recorde nas pesquisas, suspeitas de articulação nos bastidores, atrito aberto com nomes do PL e a repercussão nacional da rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. O que antes parecia apenas mais uma disputa de poder entre governo, Congresso e oposição agora ganhou contornos de guerra interna — com direito a acusações públicas, desmentidos duros e um rastro de desconfiança que deixou a capital federal em estado de tensão.

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O ponto mais explosivo dessa crise foi a derrota de Jorge Messias, indicado por Lula ao STF. O Senado rejeitou o nome do advogado-geral da União em uma votação histórica: foram 34 votos favoráveis e 42 contrários, quando ele precisava de pelo menos 41 votos para ser aprovado. A rejeição marcou a primeira derrota desse tipo em mais de 130 anos, algo que não acontecia desde 1894, segundo a Associated Press e a CNN Brasil.

 

A derrota, por si só, já seria suficiente para sacudir o governo Lula. Mas o caso ganhou uma camada ainda mais delicada quando passaram a circular versões sobre um suposto acordo envolvendo setores da oposição, o PL, a pauta da dosimetria e a CPI do Banco Master. Foi nesse ponto que a tensão saiu dos bastidores e virou confronto público.

A fala que incendiou o ambiente veio de Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Em declarações repercutidas pela imprensa, ele mencionou uma possível negociação envolvendo a votação de temas de interesse da oposição e a não instalação da CPI do Banco Master. Alcolumbre reagiu com irritação e negou ter tratado do assunto com Valdemar. O próprio Senado divulgou que o presidente da Casa desmentiu as declarações do dirigente do PL e classificou como falsas as versões de acordo envolvendo a dosimetria e a CPI.

 

Mas a negativa não encerrou a crise. Pelo contrário: abriu uma nova frente de desgaste. Isso porque a fala de Valdemar não apenas colocou Alcolumbre no centro do debate, como também expôs uma possível rachadura entre aliados que, até pouco tempo atrás, pareciam agir em sintonia contra interesses do governo Lula. O PL de Flávio Bolsonaro, os setores mais duros da oposição e a cúpula do Senado passaram a ser observados com lupa.

 

Nos bastidores, a pergunta que começou a circular foi direta: se não houve acordo, por que tanta tensão? E se houve, quem vazou?

A resposta de Alcolumbre tentou fechar a porta para qualquer interpretação mais grave. Ele disse que nunca tratou com Valdemar Costa Neto sobre sessão do Congresso, votação dos vetos da dosimetria ou CPI do Banco Master. A estratégia foi negar o vínculo direto com o presidente do PL. Porém, críticos apontaram que a declaração não necessariamente eliminava todas as possibilidades de conversas por meio de outros interlocutores políticos.

 

É nesse espaço de ambiguidade que a crise cresceu.

A pressão também vem das pesquisas. Levantamento AtlasIntel divulgado no fim de abril colocou Davi Alcolumbre e Hugo Motta entre os políticos mais mal avaliados do país. Segundo dados publicados por veículos como Poder360 e ICL Notícias, Alcolumbre apareceu com apenas 3% de avaliação positiva e 81% de avaliação negativa. Hugo Motta teve números ainda piores, com 2% de avaliação positiva e 87% de avaliação negativa, segundo a mesma pesquisa.

 

Esses números ajudam a explicar o tom de urgência nos movimentos de Alcolumbre. A rejeição elevada não é apenas um dado de opinião pública: é um aviso político. Quando um presidente do Senado passa a ser conhecido nacionalmente mais pela rejeição do que pela articulação, cada movimento vira risco. Cada fala vira munição. Cada acordo, real ou suposto, vira suspeita.

E foi exatamente isso que aconteceu.

 

O episódio da rejeição de Messias ao STF colocou Alcolumbre sob holofotes incômodos. De um lado, aliados do governo acusam o Congresso de impor uma derrota política sem justificativa técnica consistente, já que Messias tinha currículo jurídico para ocupar a vaga. De outro, a oposição celebra a derrota como uma demonstração de força contra Lula e contra o que chama de excesso de poder do Supremo.

No meio desse embate, Alcolumbre tenta se equilibrar. Mas a tarefa ficou mais difícil depois que sua relação com o PL passou a ser questionada publicamente.

 

A CPI do Banco Master é outro ingrediente explosivo. O caso envolve pressões políticas, suspeitas sobre relações financeiras e disputas narrativas entre governo e oposição. A ministra Gleisi Hoffmann, por exemplo, passou a defender a instalação da CPMI do Banco Master e afirmou que a investigação poderia obrigar bolsonaristas a explicar vínculos políticos com o episódio. A fala foi repercutida por veículos como CNN Brasil e Brasil 247.

 

Para o governo, a CPI pode virar uma arma contra a oposição, desde que seja conduzida sob controle político favorável. Para a oposição, pode servir como palanque para desgastar o Planalto, caso consiga comandar a relatoria ou a presidência. É por isso que a disputa não é apenas sobre investigar um banco. É sobre quem contará a história, quem controlará os documentos, quem convocará os depoentes e quem transformará a CPI em espetáculo nacional.

A experiência recente com outras comissões parlamentares mostrou que, em Brasília, uma CPI pode mudar completamente de direção dependendo de quem segura o microfone. Uma investigação que nasce para atingir um lado pode acabar ferindo o outro. E, em ano eleitoral, esse risco se multiplica.

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Por isso a fala de Valdemar foi tão sensível. Ao sugerir que a CPI do Banco Master poderia estar ligada a negociações políticas, ele colocou todos os envolvidos em posição desconfortável. Alcolumbre precisou negar. O PL precisou administrar o impacto. Flávio Bolsonaro, visto como peça importante nas articulações da oposição, também passou a aparecer no centro da leitura política sobre o episódio.

A rejeição de Messias também fortaleceu a percepção de que o Congresso quer mostrar força diante de Lula. A indicação ao Supremo, tradicionalmente tratada como uma prerrogativa presidencial com aprovação quase automática no Senado, virou palco de rebelião. O recado foi claro: o Planalto não controla a Casa. E, sem controle, qualquer nova indicação ao STF poderá enfrentar resistência ainda maior.

 

Fontes ouvidas por veículos nacionais indicaram que setores do Senado veem pouca chance de Lula aprovar um novo indicado antes das eleições, especialmente após a derrota de Messias e o endurecimento da oposição. A própria imprensa registrou que, com a rejeição, grupos oposicionistas passaram a articular para barrar novas indicações até o período eleitoral.

Nesse cenário, Alcolumbre aparece como personagem central de uma crise de múltiplas camadas. Ele é o presidente do Senado que conduziu uma votação histórica contra um indicado de Lula. É também o político que enfrenta rejeição altíssima nas pesquisas. E agora é o nome que precisa responder a declarações do presidente do PL sobre possíveis negociações envolvendo uma CPI altamente sensível.

 

O problema para Alcolumbre é que, em política, negar nem sempre basta. Quando o ambiente está contaminado pela desconfiança, o desmentido vira apenas mais uma peça do tabuleiro. A pergunta continua no ar: houve articulação? Quem participou? O que foi prometido? E por que a CPI do Banco Master passou a ser tratada como moeda tão valiosa nesse jogo?

Para o governo Lula, a crise oferece uma oportunidade e um risco. A oportunidade está em explorar o desgaste de Alcolumbre, colar a oposição ao caso Master e transformar a rejeição de Messias em símbolo de sabotagem política. O risco está em errar a mão, perder a disputa narrativa e deixar que a oposição controle o debate, apresentando-se como força de contenção contra o governo e o STF.

 

Para o PL, o episódio também é perigoso. A fala de Valdemar pode ter exposto mais do que deveria. Se a oposição queria usar a dosimetria, a rejeição de Messias e a CPI como peças de pressão, a entrevista embaralhou o jogo. Ao abrir a cortina dos bastidores, Valdemar acabou criando desconforto para aliados e adversários ao mesmo tempo.

É por isso que muitos enxergam a crise como uma guerra dentro da própria engrenagem que derrotou Messias. A união tática contra Lula pode ter funcionado na votação do STF, mas começou a rachar quando surgiram dúvidas sobre o preço político dessa vitória.

 

No fim das contas, Brasília assiste a uma disputa que vai muito além de nomes e cargos. O que está em jogo é o controle da narrativa nacional. De um lado, Lula tenta reorganizar sua base depois de uma derrota histórica. De outro, a oposição tenta transformar o Senado em trincheira eleitoral. No centro, Alcolumbre tenta sobreviver ao próprio protagonismo.

A pesquisa ruim, a pressão pela CPI, a reação de Valdemar, a rejeição de Messias e o avanço da disputa eleitoral criaram uma combinação explosiva. E, quando todos esses elementos se encontram, a política deixa de ser apenas articulação silenciosa e vira incêndio público.

 

A guerra entre Alcolumbre e setores do PL pode ainda estar no começo. Mas uma coisa já ficou evidente: o episódio mostrou que nem toda vitória nos bastidores termina em controle. Às vezes, ela apenas abre uma crise maior.