Lula Entra no Jogo Global, Rejeita Nova Guerra Fria Entre EUA e China e Cobra Investimentos Urgentes na América Latina
Porque eles tratam assim, G7 mais mais 4 + 5, dessa vez nós éramos em quatro, era a Índia, o Kênia, o Brasil e a Coreia do Sul. Eramos em quarto. E nós concordamos em três documentos e não concordamos nos outros documentos, porque o Brasil tem uma uma visão diferenciada. Quando nós vamos discutir a questão do desequilíbrio eh da política mundial, a gente volta ao debate que já faz uns 10 anos que tá na moda, sabe? A China, sabe? E os Estados Unidos.
Ou seja, bom, é dado que nós não queremos uma guerra fria entre Estados Unidos e China, porque nós sabemos o resultado da guerra fria entre a União Soviética e os Estados Unidos. que durante tantos anos limitou o mundo a ficar dependente apenas de duas posições. Nós defendemos que os Estados Unidos sejam os Estados Unidos, que a China seja assim e que nós sejamos nós e que quanto mais negociação a gente fizer, melhor para todo mundo.
Eu tenho lembrado as pessoas de que quando você faz uma discussão com a União Europeia e com os Estados Unidos, tem um foco na discussão que é muito contraditório com o foco dos países em desenvolvimento. Vale para todos os países da América Latina e vale para todos os países africanos.
Ou seja, qual é o foco? Os Estados Unidos continua dizendo que é o país mais importante do mundo, que é o celeiro da economia mundial. que todo mundo depende dos Estados Unidos e vai conversando aquilo que vocês sabem que o presidente Trump fala toda reunião. Do mesmo lado, a União Europeia se queixa muito da China, dizendo que a China tá ocupando o mercado europeu com os seus produtos e que a China vende mais barato e que é muito difícil competir e que é uma competição desigual.
Do nosso lado é muito engraçado porque ah nós não queremos entrar na briga dos dois, ou seja, para nós a China é importante. Eu não tenho nenhuma queixa da China. O que eu tenho que dizer para vocês é que o a balança comercial com o Brasil é 165 bilhões de dólares com superá para o Brasil e que a relação comercial do Brasil com os Estados Unidos o ano passado foi 80 bilhões com 10 de 10 bilhões para o Brasil.
Então, obviamente que a China passa a ser um parceiro privilegiado para o Brasil, na medida em que ele importa mais e a gente tem mais superáite. A segunda coisa que eu faço questão de dizer e eu digo em toda reunião é que durante muito tempo, depois da queda do muro de Berlim, a União Europeia se voltou muito para o leste europeu, porque eles queriam ganhar aquele mercado que teoricamente estava subordinado à União Soviética.
E era normal, porque a Alemanha tem quase que 70% de suas exportações para o leste europeu depois daquela do muro de Berlim. esqueceram um pouco de fazer investimento na América Latina, esqueceram um pouco de fazer investimento na África. O que aconteceu é que a China entrou. Eu disse ao presidente Trump de que faz muitos anos que o Brasil faz licitação internacional e os Estados Unidos não participa.

A União Europeia não participa. Quem participa? A China. Essa é a vantagem que a China leva. A China ocupou um espaço que estava vazio pela ausência dos europeus e pela ausência ausência dos americanos. Então eles não pode se queixar que a China tá ocupando o espaço. O espaço tava vazio. Eu vou dar um exemplo para vocês.
Quando eu deixei a presidência da República em 2010, o Brasil emplacava 3.600.000 1000 carros por ano. Quando eu voltei em 2023, o Brasil emplacava 1.600.000 carro, menos da metade do que a gente emplacava em 2010. E havia muitas décadas que não tinha investimento novo em inovação por parte da indústria automobilística, que eram 33 empresas que estavam no Brasil, a ponto da Ford ir embora do Brasil.
O que aconteceu quando a China vem com cabiadil fazer investimento na Bahia? Imediatamente as indústrias brasileiras anunciaram para mim o investimento até 2030 de R 190 bilhões de reais, coisa que não faziam há muitos anos. Há muitos anos. Isso é a demonstração de que a concorrência, sabe, a participação da China, ela tem mobilizado as pessoas a participar.
Olha, ninguém tem culpa que a China tenha se preparado melhor do que os outros sobre a questão dos minérais críticos e das terras raras. Isso virou uma preocupação do mundo, mas é vantagem da China, como os Estados Unidos têm vantagem em outras coisas. Então o que nós queremos enquanto Brasil, enquanto América Latina e terceiro mundo, sabe, sobretudo os países africanos, é que quanto mais países estiverem interessado em fazer investimento nos nossos países, em comprar os nossos produtos e estarem dispostos a contribuírem participando da
exploração e da industrialização e do enriquecimento da terra rários de minerais crítico, desde que seja dentro do nosso país, seja bem-vindo. Nós não queremos repetir o ciclo do ouro em que tudo embora a gente ficava com nada. Mesmo o ciclo do minério do ferro em que a gente exporta tudo e foi pouca industrialização no Brasil.
Então não adianta a gente reclamar que a China produz, sabe, 1 bilhão de toneladas de aços, mas adenta reclamar. A gente poderia estar produzindo mais se a gente tivesse feito o processo de industrialização no Brasil. Não fizemos. Por quê? Porque a cabeça dos empresários que explora minério no Brasil é de que não era prudente concorrer com seus clientes.
Então nós ficamos para trás. Então isso é dito com toda clareza para eles. Sabe, nós nós estamos sendo vítima do esquecimento que vocês tiveram para a África e para a América Latina. E esse vazio permitiu que os chinêses entraram. O chinês faz estrada na África de boa qualidade, faz investimento na África.
Além do que os investimento que os bancos, sabe, tanto o Banco dos Bricks quanto o FMI, quanto quanto o Banco do Brick, não, o Banco Mundial e o FMI fazem, sabe, pra África, os africanos pagam quatro vezes mais juros do que os
bancos, sabe, do que os país ricos. Então, hoje muitos países africanos juntos pagam mais juro do que o que eles têm para investir em educação e na saúde.
Ou seja, ou os países ricos compreendem que tem que mudar de comportamento. E eu, como eu não quero dizer para nenhum país, eu não quero dizer que os americanos precisa diminuir a qualidade de vida do povo americano, que os europeus querem diminuir a qualidade de vida deles.
Isso é inaceitável para qualquer pessoa, até para nós diminuir o padrão de vida que nós temos. Mas também é inaceitável que os que são pobres nasceram para ficar pobre. Yeah.