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Foram Parar No Tribunal Do Crime, Ambas Com 14 Anos, E Tiveram Um Fim Cruel!

A história de Sigrid Libório Santana e Taísa Caroline da Silva Azevedo é uma das mais marcantes e dolorosas ocorridas em Manaus. Não há exagero em dizer que o caso abalou a cidade inteira, porque envolve dois elementos difíceis de aceitar: a idade das vítimas e a violência extrema com que tudo aconteceu. O caso chocou a opinião pública pela frieza dos envolvidos e pela barbárie cometida contra duas adolescentes que tinham toda a vida pela frente.

O início do pesadelo e as ameaças na madrugada

Antes de qualquer coisa, é importante lembrar quem eram essas adolescentes. Sigrid, de 14 anos, estava vivendo dias de medo. Segundo relatos, ela havia comentado com amigos e familiares que estava sendo ameaçada por criminosos da região. E Taísa, também com 14 anos, era sua amiga e vizinha. As duas costumavam passar tempo juntas. Naquela madrugada, quando Sigrid buscou abrigo, Taísa abriu a porta sem imaginar que poucas horas depois ambas seriam levadas para a morte.

Na madrugada do dia 6 de fevereiro de 2020, as duas estavam na frente da residência conversando, tentando entender como lidar com as ameaças que pairavam sobre Sigrid. Foi nesse momento que homens armados se aproximaram. Eles chegaram com rapidez, sem dar chance para a fuga, sem dar espaço para explicação. Testemunhas relatam que Sigrid ainda tentou correr, mas foi puxada pelos cabelos, teve parte das roupas arrancadas e foi forçada a ir com os criminosos. Taísa, ao tentar fugir, levou um tiro na perna antes de ser dominada. A ação foi objetiva, coordenada e pela frieza demonstrava que os homens já sabiam o que fariam ali.

O julgamento clandestino e a crueldade no cativeiro

As duas foram levadas para uma casa abandonada que funcionava como local de julgamento de grupos criminosos. A partir desse momento, o cenário muda completamente. Não se trata mais de uma ameaça ou de intimidação, mas de tortura e execução. Dentro do imóvel, as adolescentes foram submetidas a agressões físicas e psicológicas. Sigrid, desesperada, tentou explicar que não tinha envolvimento com nenhuma organização criminosa. Ela repetiu que não havia cometido roubo, que faria o possível para resolver qualquer problema, mas nada disso importou.

Os algozes acreditavam que ela e Taísa tinham ligação com uma facção rival por causa de gestos feitos em vídeos nas redes sociais. Era uma interpretação distorcida e fatal que determinou o destino das jovens. O nível de violência ficou evidente no estado em que os corpos foram encontrados. O corpo de Sigrid apareceu boiando no igarapé do bairro Educandos, com aproximadamente sete disparos, incluindo tiros na testa. Também estava sem a parte superior das roupas, o que indica que sofreu violência antes da execução. Já o corpo de Taísa foi encontrado mais tarde no mesmo dia, com cinco tiros, sendo um na nuca e quatro no peito. O laudo reforça que as duas sofreram antes de morrer e que não houve qualquer chance de defesa.

A gravação do horror e o desespero nos segundos finais

O que tornou o caso ainda mais perturbador foi o fato de os criminosos terem filmado tudo. O vídeo mostra Sigrid momentos antes da execução, extremamente assustada, repetindo que não roubou o dinheiro e que iria trabalhar para pagar. Ela dizia em tom de súplica que pagaria a grana e que faria os corres, insistindo que não havia roubado nada.

São palavras desesperadas ditas em segundos finais de vida. Logo após ela cair no chão, já morta, os executores continuam atirando no rosto dela, sem demonstrar qualquer hesitação. O vídeo se espalhou rapidamente pelas redes sociais, causando revolta e comoção em toda a cidade. As duas amigas estavam desaparecidas desde a madrugada de quinta-feira, quando foram abordadas na rua por homens não identificados. Segundo a polícia, os familiares de Sigrid informaram que Taísa tinha ido até a casa da amiga, no bairro Colônia Oliveira Machado, na zona sul de Manaus, e havia contado para a mãe da amiga que estava sendo ameaçada por integrantes de uma organização criminosa. As duas adolescentes tinham apenas 14 anos de idade e por volta de 3 horas da madrugada elas desapareceram.

A descoberta dos corpos e o início das investigações

Quando foi à tarde de quinta-feira, o corpo de Sigrid foi encontrado às margens de um igarapé na zona sul da capital do Amazonas. Seis horas depois, Taísa Azevedo foi encontrada pela polícia morta. O corpo de Taísa foi encontrado boiando por tripulantes de uma embarcação. Ao saber do caso, a mãe da vítima identificou o corpo. No olhar da mãe, era possível ver a tristeza e a dor de perder a filha de forma tão brutal.

A repercussão obrigou a polícia a agir com rapidez. Durante as investigações, vários suspeitos foram identificados e presos pelas equipes de segurança. Entre os primeiros detidos estavam Thiago Oliveira Nunes, conhecido como Feijão, e José de Souza, chamado de Necão. Outro homem, João, que usava tornozeleira eletrônica, também foi detido após ser apontado como participante da execução. O principal acusado, porém, era Ericson de Lira Reis, conhecido como Chico Liu, que já tinha histórico de crimes e ligação com facções. Ele foi apontado pelas autoridades como um dos responsáveis diretos pelas mortes.

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A busca pela verdade e o desmentido das famílias

Durante esse período de investigações, a mãe de Sigrid insistiu publicamente que a filha não tinha envolvimento com facções. Ela reforçava que Sigrid estava com medo há dias e que procurou abrigo exatamente para se proteger da violência dos criminosos locais. Essa declaração foi importante, pois rompeu com a narrativa inicial de que as meninas teriam ligação criminosa, algo que não se confirmou nas investigações policiais.

A tragédia não foi fruto de participação na criminalidade, mas de extrema vulnerabilidade social e geográfica. A investigação seguiu por quatro anos, até que o processo teve o seu desfecho nos tribunais. Em 26 de novembro de 2024, o principal acusado foi finalmente levado ao Tribunal do Júri para responder pelos seus atos perante a justiça.

A condenação histórica e a caçada ao foragido

Ericson de Lira Reis foi condenado a 34 anos de prisão, sendo 17 anos para cada execução cometida. O Ministério Público, porém, considerou que a pena não refletia adequadamente a brutalidade do crime, especialmente porque as vítimas eram menores de idade, e anunciou que entraria com recurso para aumentar a condenação do réu. Mesmo após a sentença ser proferida pelo juiz, Ericson não compareceu ao julgamento e permaneceu foragido, desafiando as forças policiais.

A caçada terminou em 10 de janeiro de 2025, quando o condenado foi capturado em uma ação cirúrgica na zona sul de Manaus. A extensão da frieza dos envolvidos ficou ainda mais evidente quando se analisou o histórico criminal do condenado. Além de envolvimento com facções, ele tinha passagens por tráfico de drogas e até participação em um furto que causou mais de 100 mil reais em prejuízo a uma rede de supermercados. Isso reforça que ele não era um criminoso ocasional, mas alguém que já atuava há anos e tinha influência dentro do grupo responsável pelo Tribunal do Crime.

ASSISTA AO VÍDEO DETALHADO AQUI

O luto de uma comunidade e o impacto social do crime

A dor das famílias marcou profundamente o bairro. O velório de Sigrid atraiu moradores, parentes e amigos que não conseguiam compreender como duas adolescentes foram expostas a tanta violência. A mãe de Taísa também reconheceu o corpo da filha em estado devastador, descrevendo a dificuldade de encarar a perda precoce. Para as comunidades do entorno, o caso evidenciou algo que muitos já sabiam, mas poucos tinham coragem de dizer abertamente nas ruas.

Adolescentes estão sendo alvos diretos da guerra entre facções e muitas vezes não têm alternativas ou proteção do Estado. Esse crime se tornou um símbolo de alerta para toda a cidade de Manaus. Expôs não apenas a brutalidade das execuções, mas também o impacto do abandono social, da falta de segurança pública e do avanço de grupos que impõem suas próprias regras de sangue. A história de Sigrid e Taísa não pode ser esquecida porque representa a dura realidade de muitas outras meninas que vivem diariamente sob ameaças semelhantes nas periferias. A violência contra elas ultrapassa o limite do aceitável e levanta a pergunta que ainda não tem resposta sobre quantas vidas precisam ser destruídas até que medidas reais sejam tomadas.

Disclaimer : This content may be created by AI for entertainment purposes. Any resemblance to real persons, events, or places is coincidental.