Ela Casou com Pastor e Descobriu um Monstro: O Caso Auriscléia Lima
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A pequena cidade de Capixaba, no interior do Acre, foi palco de um crime que chocou toda a comunidade e trouxe à tona a realidade de relacionamentos abusivos e a violência extrema contra mulheres. Auriscléia Lima do Nascimento, conhecida como Cléia, parecia ter encontrado no pastor Natalino Santiago um companheiro de fé, responsável e dedicado à família. Entretanto, por trás da fachada religiosa, escondia-se um criminoso foragido da justiça, condenado por três crimes hediondos e com um histórico de violência extrema.
O Início do Relacionamento
Cléia, aos 25 anos, mãe de dois filhos, conheceu Natalino na igreja que frequentava. Inicialmente, ele se mostrou um homem carinhoso e religioso, chegando a registrar o filho mais novo dela como seu. Por vários anos, a relação parecia estável e segura, e a comunidade via o casal como exemplo de fé e dedicação. Cléia sonhava em concluir seus estudos, se formar como enfermeira e conquistar independência, mantendo o foco no cuidado dos filhos e na família.
Os Primeiros Sinais de Abuso
Após um acidente de carro, em que Cléia e os filhos capotaram, Natalino mostrou sua verdadeira face. Ele não auxiliou a família, deixando Cléia lutar pela vida dos filhos sozinha. Com o tempo, começaram a surgir sinais claros de relacionamento abusivo: controle excessivo, proibições, agressões físicas e psicológicas, ameaças de morte aos filhos e familiares, e isolamento social. Cléia, temendo pela própria vida e pela dos filhos, começou a planejar sua independência e romper a relação.
O Passado Sombrio do Falso Pastor
Investigações revelaram que Natalino Santiago não era pastor, mas um homem foragido da justiça, condenado por crimes graves e reincidente. Seus antecedentes incluíam homicídios e agressões, demonstrando comportamento violento desde jovem, com crueldade contra animais e pessoas. A fachada religiosa era apenas uma maneira de se infiltrar na vida de vítimas, criando confiança antes de perpetrar abusos e crimes.
O Crime Fatal
No dia 11 de junho de 2025, após uma série de ameaças e confrontos sobre a guarda do filho mais novo, Natalino atacou Cléia com um terçado, causando ferimentos graves no pescoço e braços. O filho mais novo tentou proteger a mãe e também foi ferido, assim como o cunhado presente na residência. Cléia sofreu perfurações fatais, e o ataque demonstrou extrema violência e frieza.
A Fuga e a Caçada
Após o crime, Natalino fugiu, entrando em mata próxima à residência e permanecendo foragido por dias. A população local e a polícia realizaram buscas intensas, utilizando helicópteros, cães farejadores e monitoramento em áreas rurais, até que ele se entregou voluntariamente, prevenindo linchamento e garantindo a custódia policial.
A Prisão e a Denúncia
Após a captura, o Ministério Público denunciou Natalino por feminicídio de Auriscléia e tentativa de homicídio do filho e do cunhado, qualificando os crimes por motivo fútil, crueldade e vítima vulnerável. O inquérito revelou 37 perfurações no corpo da vítima, evidenciando a brutalidade do ataque.
Impacto na Comunidade e Apoio às Famílias

A comunidade de Capixaba ficou chocada. Familiares e amigos manifestaram revolta e tristeza, destacando a necessidade de justiça e proteção às vítimas. Cruzamentos, cartazes e homenagens lembram a memória de Auriscléia e reforçam a conscientização sobre violência doméstica e feminicídio.
Reflexão sobre Relacionamentos Abusivos
O caso evidencia como indivíduos manipuladores podem criar uma fachada de normalidade e confiança, enganando familiares e vítimas. O histórico criminoso de Natalino, suas ameaças e controle coercitivo mostram que o perigo muitas vezes não é percebido até que seja tarde demais.
A Proteção de Crianças e Famílias
As medidas de segurança, acompanhamento psicológico e atenção da comunidade foram cruciais para proteger os filhos de Auriscléia após o crime. A importância de identificar sinais de abuso e agir preventivamente é reforçada, mostrando que vigilância e apoio podem salvar vidas.
Conclusão: Justiça e Memória
A prisão de Natalino Santiago e a tramitação judicial buscam garantir justiça, mas a memória de Auriscléia permanece como alerta sobre os riscos de relacionamentos abusivos e a necessidade de proteção integral a mulheres e crianças. O caso serve para conscientizar a sociedade, autoridades e famílias sobre a importância de agir diante de sinais de violência antes que tragédias aconteçam.
A história de Auriscléia Lima é um marco para a conscientização sobre violência doméstica, feminicídio e a responsabilidade social de proteger os mais vulneráveis, reforçando a necessidade de justiça, prevenção e apoio contínuo.