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EX-PASTOR MATOU MISSIONÁRIA A FACADAS – EVELYN DOS ANJOS

EX-PASTOR MATOU MISSIONÁRIA A FACADAS – EVELYN DOS ANJOS

Evelyn Luzia dos Anjos Lopes é filha da dona Fátima, que formou uma família grande em São Paulo e moradores da região do Alto Tietê. A Evelyn era uma mulher muito querida, atenciosa com as pessoas, ligada à mãe e aos irmãos. Ainda bem nova, ela se tornou mãe e aos 30 anos já se somavam cinco filhos. descrita como dedicada às crianças, amorosa, muito preocupada com a criação de cada um deles, era aquele tipo de mãe que aconselhava, que orientava e tentava proteger todos eles do jeito que ela podia. Por volta de 31 anos, a Evelyn

engravida mais uma vez e teve mais um filho. Nascia então a sexta criança. O que não fica muito claro em Fontes Abertas é quem era o pai desses filhos dela, quais foram os relacionamentos anteriores e nem exatamente o motivo dessas separações. O que é relatado é que depois do nascimento desse último filho, desse sexto filho, a Evelyn, ela fica doente e descobre que tinha uma doença terrível.

ela foi diagnosticada com câncer e aí passa, né, por tudo aquele processo de tratamento que é tão sofrido, delicado e muito triste, não só paraa pessoa que enfrenta doença, mas também para toda a família que sofre junto. Porque quando uma mãe de seis filhos adoece, não é só o corpo dela que entra em luta, né? A casa inteira sente os filhos, a mãe, os irmãos.

E ali estava Evelyn, que embora bem doente, precisava dar um jeito de garantir o sustento da casa, até porque ela ficou sozinha, mas para isso ela trabalhava para plataformas digitais e com o tempo teve uma boa resposta do tratamento de saúde. consegue vencer aquela fase mais difícil da doença e entra então em remissão, ou seja, ela fica eh sem sinais ativos, né, do câncer naquele momento.

A mãe de seis filhos, portanto, via os mais velhos já ajudando em casa e alguns até seguindo sua própria vida. E foi nesse contexto de vida que a Evelyn acaba se relacionando com o Carlos Roberto Lopes. Este era morador da região e conhecido da Evelyn desde que ela tinha 21 anos de idade. Portanto, quando os dois começam a namorar, né, porque ela acha uma boa ideia namorar esse cara, ela já conhecia o Carlos.

havia aí mais, né, um pouco mais de 10 anos, portanto, e é como a filha dela disse em entrevista, o Carlos não era alguém que surgiu do nada na vida da mãe dela, muito pelo contrário, era uma pessoa com quem a mãe, né, tinha uma certa proximidade por anos. O problema é que o Carlos era um cara e que tinha um histórico aí, né, de vício em drogas.

A Evelyn sabia deste passado dele, que tinha uma personalidade complicada, digamos assim. Mas naquele período ali, o Carlos, ele passa a frequentar a igreja evangélica, ele chega a se tornar pastor, inclusive. E eu quero deixar bem claro aqui uma coisa que eu não tenho intenção de ofender nenhuma pessoa evangélica ou a religião evangélica de modo algum, mas é importante pontuar que existem pessoas que passam anos se dedicando aos estudos bíblicos, né, a uma formação religiosa e a vivência dentro da igreja, enquanto muitas vezes existem outras pessoas que,

principalmente depois de uma trajetória marcada por vício, erro, queda e tudo quanto é desgraça, entra pra igreja, né, e aí muda de vida e passa a contar aquele testemunho que é um tipo de discurso, pelo que eu vejo, que costuma comover muita gente. Então, talvez tem quem diga aí, ah, Cris, mas ele não era pastor, gente.

Ele era pastor, embora ele não valesse nada, eu concordo. Mas sim, naquele período ali ele era pastor, era tratado como pastor. As pessoas o chamavam de pastor Carlos nas redes sociais. Em perfis mais antigos, é possível ver que ele pregava e que era chamado dessa forma. Conforme a Evelyn passa a se relacionar com ele, acaba seguindo, né, eh, na religião, tanto que ela vai dedicando a vida dela a Cristo, a partir dali se batizou, se casaram os dois na igreja com direito à comemoração da nova fase da vida.

E segundo contou o irmão de Evelyn, no início do relacionamento, os dois eram um casal maravilhoso. Eles se davam muito bem, pareciam estar alinhados e tudo corria dentro da normalidade. A Evelyn, ela passou a seguir a doutrina religiosa ao lado do marido pastor e se dedica intensamente a essa religiosidade até que ela se torna missionária ao lado dele.

era dedicada, cantava louvores, lia a palavra de Deus, falava sobre humildade e parecia viver uma fé inabalável. Em vários vídeos dela, é possível perceber a certeza que ela tinha que Deus poderia transformar a vida dela. E para quem via de fora, parecia realmente um casal abençoado. A Evelyn colocava lá nas redes sociais que o Carlos era um presente de Deus.

É um presente estragado, mas para ela era um presente de Deus. apaixonada por ele, gente, completamente apaixonada. era uma mulher que fazia declarações e demonstrava carinho publicamente. Então, pode-se dizer assim, né, o que que o Carlos eh queria mais, porque tinha ao lado dele de fato uma grande companheira que trabalhava, inclusive continuava trabalhando muito fiel a ele e à família, mas parece, né, que nada é o suficiente muitas vezes.

Então ele com o passar do tempo foi se tornando um problema dentro de casa. As discussões foram ficando cada vez mais frequentes, mais intensas e depois vinham as reconciliações. E assim o ciclo seguia: briga, afastamento, promessa, volta a reconciliação e era um casamento, né, que ano após ano era marcado de altos e baixos até se transformar em uma relação completamente doentia.

Havia risco, uma ameaça e todo tipo de perigo que se esperava por parte do pastor. O próprio irmão da Evelyn, que vivia em outro estado e sabendo do casamento problemático da irmã, ele vivia preocupado. Então, chega um momento ali que a Evelyn decide separar e esse irmão vai busca ela, leva para outro estado e quem sabe vivendo longe do Carlos, ela conseguiria seguir uma vida a partir dali.

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Mas conforme contou esse irmão, infelizmente a família oferecendo ainda, né, apoio, abrigo e ainda assim ela lá em outro estado, o cunhado, dava um jeito de continuar mantendo um contato com a Evelyn e ameaçar a mulher. Foi assim que ela acaba voltando, retornando ao convívio com esse marido. Daí aquele negócio, né, por um tempo era bom, maravilhoso.

A Evelyn na fé da mudança desse marido, que de alguma forma ela acreditava que a presença de Deus na vida deles o transformaria até que ocorresse a próxima briga, a próxima discussão e a próxima separação. A família tentou várias vezes ajudar ela, né, de todas as formas, ao longo dos anos, conforme contou a dona Fátima, mãe dela.

A filha tentava se separar, mas acabava voltando pro marido. E ele era insistente, não aceitava o fim e se comportava como alguém que não desistia daquela mulher, mesmo quando a relação era visivelmente, né, que estava destruída. E quem via Carlos de fora, minha gente, jamais imaginava o que acontecia dentro daquela casa. Isso porque era Evelyn de um lado elogiando se marido nas redes sociais, né? E ele, por outro lado, fazendo vídeo onde falava as palavras bíblicas, mensagens, a importância de Deus na vida de cada um e também a importância de negar as

armadilhas do diabo, jamais cair nas garras do inimigo. E apesar de todo esse discurso, dentro de casa, ele era o próprio diabo na Terra, um cavalo vestido de gente, um estúpido, um grosseiro que agia, né, pessimamente com a própria esposa, embora ela se empenhasse muito para este homem de modo extremo.

A própria filha diz que a mãe era tão apegada a este marido que em determinado momento o Carlos disse assim para ela: “Ou escolhe os teus filhos ou e ela teria escolhido ele, acredite ou não”. A partir disso, a relação familiar começa a pesar, porque os conflitos já não era só entre o casal, né? se estendia a família. Então, todos ali começam a sentir o peso direto daquele casamento.

Carlos, ele tratava uma das filhas da Evelyn de modo mais grosseiro que os demais enteados. Isso porque essa filha coitada, ela enfrentava o padrasto para defender a mãe, mas embora ela visse, né, a mãe sofrer e tudo, tentando intervir ali, parecia também que não adiantava, porque depois de um tempo a Evelyn cedia ao Carlos.

E chega um ponto que de todos os seis filhos, apenas um morava com a Evelyn e com o Carlos. Os demais saíram de casa. Alguns se casaram, tiveram filhos. A Evelyn inclusive já era avó e ela costumava visitar os filhos, via um neto, tinha um bom vínculo familiar, mas dessa forma, né? Então o marido quebrando coisas dentro de casa, revirava tudo, destruir objeto pessoal da própria esposa.

Era como se entre quatro paredes, aquele homem que falava de Deus sempre que possível, ele se transformava completamente oposto daquilo que ele pregava. E com o passar do tempo, o Carlos ele volta a usar drogas. Segundo algumas fontes, teria sido nesse período que ele volta a usar drogas e cai no fundo do poço, que acaba deixando de ser pastor.

Não fica claro como ele se desvincula da igreja, se por vontade própria ou porque alguém, né, retirou ele desse sacerdócio, até porque não era nem sequer certo. Mas o que acontece é que em 2025 a Evelyn ela fica novamente doente, os sintomas do câncer retornam e ela acaba diagnosticada com o câncer do colo do útero.

Precisava enfrentar mais uma vez o sofrimento de um tratamento difícil, pesado e exaustivo. E mesmo assim continuava trabalhando home office. A vida financeira pesava, o lar era simples e dentro daquela casa, além da doença, da preocupação do dia a dia, ainda havia aquelas brigas, né, e aquele medo ao mesmo tempo. Agora, em 2026, a Evelyn com 42 anos de idade, depois de ter ficado, né, metade da vida dela próxima deste homem e os últimos 10 anos de convívio diário, ela acabou descobrindo uma traição. É.

E aí os dois tiveram uma briga muito grande por conta disso e a Evelyn decidiu se separar de vez na metade deste ano de 2026. Situação em que o Carlos não aceitou e revoltado destruiu os documentos da esposa. Existe inclusive a suspeita de que ele teria atado fogo nesses documentos. E diante daquela situação, a Evelyn pega o filho mais novo e vai paraa casa de uma dessas filhas que ela tinha, onde pretendia ficar por um período, mas nem assim o Carlos a deixa em paz.

Ele foi atrás da mulher, chega a falar com a própria ameaça a guria, diz que acabar com a vida dela, com a vida de demais pessoas. E se isso não bastasse ainda, faz uma baderna na casa da guria tocando terror, né, mostrando mais uma vez que ele não aceitava perder o controle daquela família. Sábado do dia 13 de junho de 2026, a Evelyn estava já na casa da irmã dela, quando o Carlos, ele entra em contato e ali com uma desculpa de que os dois deveriam conversar, tentar uma reconciliação e foi, né, o que teria levado ele ir até esse local na casa

dessa cunhada. a Evelyn que aceita ter essa conversa, talvez numa esperança de voltar com este marido que na cabeça dela iria mudar desta vez. E foi assim que ela acaba entrando no carro do Carlos Roberto Lopes, marido, 46 anos, que conduzia o veículo pela rodovia Alberto Rinoto, no bairro Caputeira em Aujá.

Por volta das 4 horas da tarde, imagens de segurança de uma loja bem grande registraram a movimentação do carro. E de acordo com essas imagens, esse carro acaba colidindo propositalmente contra um poste e este impacto atinge em cheio o lado carona, justamente onde a Evelyn estava. As imagens registraram ainda segundos depois da batida, houve uma discussão entre os dois e em seguida o Carlos ataca Evelyn dentro ainda do carro, desferindo contra ela vários golpes de faca.

Pessoas que passavam pelo local no momento do acidente presenciaram a cena e tentaram ajudar. Dois homens tentavam intervir ao ver Carlos sair do veículo, né, depois dessas agressões contra a mulher, mas ele acaba intimidando os homens com a faca em sua mão que ele usou naquele crime. As testemunhas acionaram imediatamente a Polícia Militar e o Serviço de Resgate e rapidamente o socorro chega ao local.

A Evelyn, ela foi levada ao Hospital Santa Marcelina em Itaquaquetuba, onde recebeu atendimento, mas infelizmente ela não resiste. Os ferimentos no tórax foram fatais. A Evelyn foi a óbito. Em paralelo a isso, as equipes da Polícia Militar que patrulhavam aquela região foram alertados pelo centro de operações O Cupom.

E ao chegarem ao local, os policiais encontraram o suspeito e efetuaram a prisão em flagrante. Em depoimento, o Carlos, ele disse que sim cometeu aquele crime, mas que a motivação teria sido devido a uma discussão envolvendo questões financeiras de ciúmes. A filha da Evelyn, a Vitória, ela contribui com a investigação, apresentando áudios que comprovavam que a mãe vivia sofrendo ameaças constantes por parte dele e também que temia, né, a própria vida e a segurança da família.

E depois disso, as investigações prosseguiram com a coleta de laudos periciais e demais registros. No caso, o crime ele foi registrado como feminicídio na delegacia de Arujá e no dia seguinte, domingo 14 de junho de 2026, a prisão que foi feita em flagrante foi convertida para a prisão preventiva, enquanto a família da Evelyn seguia completamente abalada, vivendo a lei de choro, dor e choque pela perda da mulher, que era mãe de seis filhos.

Ainda existia uma crueldade atravessando aquele luto, porque além de lidar com a morte, a família precisava também enfrentar dificuldade enorme de conseguir liberar o corpo. Isso porque o Carlos havia destruído todos os documentos dela, como eu havia dito para vocês. Então, por qu dias a família tentou resolver essa situação e sem identificação existia o risco da Evelyn, por exemplo, ser sepultada como digente e para que isso não ocorresse e garantissem então que ela tivesse o direito de ser velada, reconhecida,

chamada pelo nome, né, diante de toda a sua história, os familiares buscaram ajuda na igreja e foi graças àquele batismo que ela fez e necessitou do Sherox. Eles pegam então a cópia desse documento para conseguir liberar o corpo e organizar o funeral. A despedida da Evelyn foi marcada, portanto, diante de muita comoção.

E, segundo o irmão dela mesmo disse, que muitas pessoas gostavam dela. E isso ficou evidente no momento do velório, porque apareceu pessoas para se despedir, eram gente que eles conheciam, familiares, amigos, pessoal da igreja, mas haviam também pessoas que não eram do convívio familiar, inclusive eles nem conheciam. Por fim, gente, a Evelyn, ela foi sepultada e a família de certa forma morreu junto.

É nesse ponto aqui que eu quero chamar a atenção de vocês, porque essa família, ela está bem preocupada quanto ao futuro deles próprios. Isso porque embora o Carlos ele seja, né, futuramente condenado, hoje ele encontra-se preso, mas pra família isso ainda é preocupante porque logo, né, em poucos anos, ele pode receber algum tipo de benefício e voltar às ruas.

E esse medo vem justamente porque ele jurou matar demais familiares da Evelyn e agora eles sentem medo e desespero desse homem. E esse medo nasce justamente da sensação de impunidade de tantas famílias que sentem a mesmas coisas quando lidam com homens violentos. A família quer justiça, mas também quer proteção.

E por sentir na pele o peso do problema, a dona Fátima, né, ela inclusive alertou as demais mulheres dizendo que aquelas que estão presas em ciclos de violência, humilhação, ameaça e dependência emocional, que se afastem enquanto há tempo, que saiam de casa, que procurem ajuda, que não esperem a próxima promessa e para não acreditarem que o agressor vai mudar só porque ele chorou ou pediu perdão.

E diante das entrevistas, a gente percebe o quanto que os familiares eles se sentem inseguros depois de tudo que ocorreu. E aí é que tá o problema, porque quando alguém se envolve com uma pessoa como Carlos, que às vezes demonstra uma coisa, mas ao longo do tempo se transforma em outra, passa a colocar demais pessoas em risco e é o que essa família está vivendo agora.