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AUDIÊNCIA EM CHOQUE: “Ele é falcatrua”, revelam áudios de Silvana antes de sumir; 3 veículos na cena e a esposa do ex-marido quebra o silêncio com agressividade

AUDIÊNCIA EM CHOQUE: “Ele é falcatrua”, revelam áudios de Silvana antes de sumir; 3 veículos na cena e a esposa do ex-marido quebra o silêncio com agressividade

O caso do desaparecimento de Silvana German de Aguiar e de seus pais, Israel e Dalmira, tomou um rumo sinistro com a divulgação de áudios exclusivos que mostram o pavor real que a vítima sentia do ex-marido, Cristiano Domingo Francisco. Vinte e um dias após o sumiço, a investigação revela um enredo de controle, medo e manobras para ocultar provas que envolvem desde limpeza da cena do crime até pátios de guincho e sítios isolados.

A Profecia de Silvana: O Medo da Intimidação

Em gravações enviadas a uma conselheira tutelar apenas duas semanas antes de desaparecer, Silvana faz um desabafo que hoje soa como um alerta desesperado. O motivo central das brigas era a saúde do filho de 9 anos, que sofre de refluxo e gastroenterite. Segundo Silvana, Cristiano e a atual esposa, Milena Rupental Dominguez, ignoravam as restrições alimentares da criança.

“Conhecendo quem ele é, o pai dele é muito falcatrua. Até pensei que ele vai aparecer amanhã com uma pessoa de Conselho Tutelar que seja falsa para me meter medo, para me intimidar”, diz Silvana em um dos áudios. A vítima já percebia “coisas estranhas” acontecendo e estava pronta para levar o caso ao Ministério Público. Três dias após sua última visita ao Conselho Tutelar, ela sumiu.

A Noite do Crime: O Mistério do Terceiro Veículo

Uma análise minuciosa das câmeras de segurança, conduzida pela equipe de investigação e jornalismo, mudou completamente a cronologia dos fatos. Não foram dois, mas três veículos que entraram na casa de Silvana na noite de 24 para 25 de janeiro:

  1. 20h34: O Fox Vermelho de Cristiano entra e sai 8 minutos depois com a lanterna traseira direita piscando de forma irregular.

  2. 21h28: O carro branco de Silvana entra na garagem e não sai mais (a chave foi achada dentro da casa).

  3. 23h32: Um terceiro veículo, um Volkswagen Up Prata, entra no local e permanece por 12 minutos.

Este terceiro carro é a peça que faltava. Coincidentemente, um veículo idêntico foi avistado em um terreno de guincho em Gravataí, que pertence a Cristiano e seu irmão.

O Pátio de Gravataí e o Carro Desaparecido

A polícia e equipes de reportagem foram até um depósito de veículos em Gravataí após denúncias anônimas de que o Fox Vermelho estaria escondido lá. O local é cercado por muros altos, mas frestas permitiram ver um Ka vermelho batido e, surpreendentemente, o Up Prata estacionado na frente. O Fox Vermelho de Cristiano, no entanto, simplesmente evaporou. A suspeita é de que o veículo, que pode conter vestígios de sangue e DNA, tenha sido desmanchado ou ocultado em áreas rurais.

Milena Dominguez: Atividade nas Redes e Respostas Agressivas

Mesmo com o celular apreendido pela polícia, a atual esposa de Cristiano, Milena Rupental Dominguez, continua ativa nas redes sociais, acessando perfis via computador. Ela tem respondido a comentários de internautas com agressividade e palavrões, defendendo-se das acusações de que teria ajudado a “limpar” a casa de Silvana antes da perícia.

Testemunhas afirmam ter visto Cristiano e Milena com baldes e materiais de limpeza na residência das vítimas no dia 1º de fevereiro. Embora Milena seja tratada como testemunha, o comportamento hostil nas redes e a recusa em fornecer senhas dos aparelhos à polícia aumentam a pressão popular por sua prisão.

A “Motivação Frágil” e a Busca pelos Corpos

O delegado Anderson Spier admite que a briga por refluxo e alimentação é uma motivação “frágil” para um crime de tamanha magnitude, mas não descarta o perfil controlador do suspeito. A prioridade agora é localizar os corpos. Dois sítios ligados à família de Cristiano estão sob mira: um na Costa do Ipiranga e outro perto da parada 105 em Gravataí.

A polícia pretende levar Cristiano, que está em prisão temporária, até esses locais para observar suas reações. “A linguagem corporal pode dizer o que o suspeito tenta calar”, afirma a investigação.