Família desaparecida: amiga de Silvana revela que ela estaria pensando em denunciar o ex-marido
O silêncio que paira sobre a residência da família Aguiar, na Grande Porto Alegre, é ensurdecedor. O desaparecimento de Silvana e de seus pais, o senhor Isaí (69 anos) e a dona Dalmira (70 anos), não é apenas mais um número nas estatísticas de pessoas desaparecidas no Rio Grande do Sul. É um quebra-cabeça macabro onde cada peça nova que surge parece apontar para um desfecho que ninguém gostaria de acreditar.

Enquanto a polícia trabalha contra o relógio, o Cidade Alerta trouxe à tona revelações exclusivas que mudam o patamar da investigação: Silvana, uma sobrevivente que acabara de vencer um câncer de mama, vivia sob a sombra do medo e estava prestes a tomar uma decisão drástica que poderia ter selado o destino de toda a sua família.
Uma Sobrevivente em Perigo: O Relato da Amiga
Silvana não era uma mulher de desistir fácil. Após enfrentar sessões exaustivas de quimioterapia e radioterapia, ela havia vencido o câncer há apenas um ano. Estava cheia de planos e “ganas de viver”. Por que, então, uma mulher tão resiliente desapareceria sem deixar rastros, abandonando o filho e o minimercado da família?
Uma amiga próxima, que preferiu manter o anonimato por medo de represálias, entregou o que pode ser o mórbido motivo do sumiço. Segundo ela, Silvana sofria ameaças constantes. A tensão era tamanha que ela planejava denunciar formalmente o ex-marido. “Ela me falou claramente que houve ameaça de morte. Eles telefonaram uma vez ameaçando ela e os pais”, revelou a testemunha em um depoimento bombástico.
A Noite do Sumiço: O Drone e as Imagens Reveladoras
Imagens de drone captadas pela equipe de reportagem mostram o carro de Silvana ainda na garagem, um detalhe perturbador que contradiz qualquer tentativa de fuga voluntária. Mais grave ainda foi a descoberta de uma munição de fuzil — não deflagrada — no chão da garagem da família. O que um projétil de alto calibre estaria fazendo na casa de comerciantes pacatos?
Câmeras de segurança da vizinhança registraram uma movimentação atípica e frenética na noite de sábado. Um carro vermelho, que vizinhos e amigos identificam como sendo de familiares do ex-marido, foi visto entrando e saindo da propriedade em horários estratégicos.
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20h30: O veículo chega à casa.
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20h37: Sai em marcha ré.
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21h30: O carro da própria Silvana aparece sendo manobrado para os fundos da garagem. Não se sabe quem estava ao volante.
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23h30: O carro vermelho retorna, permanece por 10 minutos e sai “de frente”, uma manobra diferente da anterior.
A Emboscada do “Falso Acidente”
O desaparecimento dos idosos, Isaí e Dalmira, é talvez a parte mais cruel deste enredo. No dia 25, os pais de Silvana teriam recebido uma ligação informando que a filha havia sofrido um acidente de trânsito. Desesperados para socorrer a filha única, o casal entrou em um carro escuro que os buscou na porta de casa. Desde então, nunca mais foram vistos.
A Polícia Civil já confirmou: não houve acidente algum. A ligação foi, muito provavelmente, uma isca para atrair o casal para uma emboscada. A tese da investigação é de que o desaparecimento dos idosos serve apenas para encobrir um crime primário cometido contra Silvana.
O Barulho na Parede e a Esperança que se Apaga
Uma vizinha, cuja parede do quarto divide com a casa da família, relatou um barulho estranho na noite do sumiço. “Ouvi um barulho como se um objeto muito pesado tivesse caído no chão”, afirmou. Quando saiu para verificar, a casa parecia vazia, mas o silêncio era artificial.
Para as amigas de Silvana, a esperança deu lugar ao luto. “A Silvana para mim hoje não está mais viva. Infelizmente, eu queria minha amiga de volta, mas não vai ser possível. A família se desmanchou”, lamentou a amiga exclusiva à Record. O motivo? Uma disputa silenciosa que envolve a guarda do neto e, possivelmente, a herança da família, que agora, tecnicamente, ficaria sob o controle de quem detém a custódia da criança.
A polícia agora foca no proprietário do carro vermelho. O mistério continua, mas as evidências deixadas para trás — o projétil, os horários das câmeras e o falso acidente — desenham um cenário de crime planejado onde a proteção entre pais e filhos foi usada como arma pelos criminosos.