Gilmar Mendes e o STF: O Escândalo das Decisões Monocráticas e os Números que Ninguém Quer Ver
O Brasil está diante de uma das maiores polêmicas de seu sistema judiciário. Em um vídeo recente que viralizou nas redes sociais, o vereador Felipe Lintes e o público em geral ficaram estarrecidos com as revelações sobre as ações do Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Gilmar Mendes. A revelação de que Mendes concedeu mais de 620 habeas corpus ao longo de sua carreira, sendo que uma grande parte deles envolvia traficantes de drogas e corruptos, gerou um clima de indignação no país. Mas o que realmente está por trás desses números? Será que a justiça está sendo feita? Ou estamos testemunhando uma máquina judicial que serve aos interesses de poderosos e criminosos?
O Ministro Gilmar Mendes: O “Libertador” de Criminosos?

O vídeo que está agitando as redes sociais revela detalhes alarmantes sobre a quantidade de habeas corpus concedidos por Gilmar Mendes, especialmente entre 2009 e 2020. Durante esse período, Mendes teria concedido cerca de 620 decisões monocráticas, muitas das quais estavam relacionadas a crimes como tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro. Em 2019, apenas naquele ano, ele teria concedido 250 habeas corpus, com uma grande parte envolvida em crimes pesados. Mas o que isso significa para o Brasil?
Críticos de Gilmar Mendes, como o vereador Felipe Lintes, acusam o ministro de proteger os poderosos e, assim, enfraquecer a luta contra a corrupção. Eles argumentam que, ao conceder esses habeas corpus, Mendes está permitindo que criminosos voltem à sociedade sem pagar pelas suas ações. A indignação é ainda maior quando se leva em consideração o fato de que muitas dessas decisões ocorreram em meio a escândalos que marcaram a história recente do Brasil, como a Lava Jato.
O STF: Uma “Fábrica de Decisões” Injustas?
Em um momento de profunda reflexão, Lintes também compartilhou dados sobre o volume de decisões do STF. Segundo ele, o Supremo Tribunal Federal emitiu cerca de 116.000 decisões em 2025, o que equivale a uma média de 29 decisões por dia para cada um dos 11 ministros da corte. Isso levanta uma pergunta fundamental: é possível que um juiz leia e analise adequadamente 29 processos por dia, todos os dias? Para Lintes, a resposta é clara: não. Ele acredita que estamos diante de um sistema judicial que funciona mais como uma linha de produção do que como uma corte imparcial, levando à condenação de inocentes e à proteção dos culpados.
“Se você dividir as decisões tomadas no ano de 2025 pelo número de ministros do STF e dividir isso pelo número de dias, isso dá uma média de aproximadamente 29 decisões por dia por ministro”, diz Lintes. Essa quantidade de decisões diárias levanta sérias questões sobre a qualidade do julgamento que está sendo feito, além de sugerir que muitos dos ministros do STF não têm o tempo necessário para analisar os casos de forma adequada.
A Indústria da Perseguição Política e da Condenação em Massa
Lintes, com base em suas observações, afirma que o STF criou uma “linha de produção” para condenar e perseguir cidadãos. Ele levanta a hipótese de que muitas dessas decisões são tomadas sem o devido cuidado, com processos sendo resolvidos de maneira superficial. Isso se torna ainda mais problemático quando se considera que essas decisões impactam diretamente a vida de milhares de brasileiros. Condenações por corrupção e tráfico de drogas, por exemplo, afetam não apenas os réus, mas também toda a sociedade, que paga o preço pela falha do sistema judiciário.
Ao destacar que ministros do STF estão tomando até 40 decisões por dia, Lintes se pergunta: “Será que eles realmente estão lendo os processos? Estão fazendo um julgamento justo?” Para ele, é evidente que a pressa e a quantidade de decisões tomadas por dia comprometem a qualidade da justiça.
O STF Como Ameaça à Democracia Brasileira
O vídeo de Lintes não parou por aí. Ele foi além e trouxe à tona o fato de que o STF, na visão de muitos brasileiros, tornou-se uma das maiores ameaças à democracia. As decisões monocráticas e o poder absoluto dos ministros estão sendo vistos como uma forma de desvirtuar o sistema democrático do país, enfraquecendo as instituições e fazendo com que o poder judiciário se torne um braço de controle de interesses políticos.
A ideia de que o STF se transformou em uma “elite intocável” não é nova. Muitos cidadãos estão fartos de ver o Supremo Tribunal Federal decidindo questões importantes de forma arbitrária, sem dar espaço para uma participação democrática real. O STF, para esses críticos, parece estar mais preocupado em manter sua autoridade e proteger seus próprios interesses do que em servir ao povo brasileiro.
A Reação da Sociedade: O Brasil Está Farto
Em meio a toda essa polêmica, a sociedade brasileira começa a questionar o papel do STF e dos ministros da Corte. O que parecia ser uma instituição de justiça agora é visto, por muitos, como uma “máquina de proteger os poderosos”. A indignação cresce a cada novo escândalo e a cada nova decisão que parece privilegiar aqueles que têm poder, enquanto os cidadãos comuns ficam à mercê de um sistema que falha em cumprir seu papel.
Para Lintes, o Brasil não pode mais tolerar um sistema judiciário que trata criminosos poderosos com condescendência enquanto persegue de forma implacável os cidadãos comuns. “O lugar do Lula é na prisão, o lugar de todos esses corruptos é na prisão”, afirmou, em um dos momentos mais fortes de seu discurso.
Conclusão: A Necessidade de Reformar o STF e o Sistema Judiciário
O Brasil está em um ponto de inflexão. As denúncias de Gilmar Mendes, as decisões do STF e o volume de casos que estão sendo decididos de forma superficial estão gerando um clamor por mudanças. A sociedade brasileira não pode mais ficar à mercê de um sistema judiciário que favorece os poderosos e condena os inocentes sem a devida análise. A reforma do STF e do sistema judiciário é, para muitos, uma necessidade urgente, a fim de restaurar a confiança do povo nas instituições e garantir que a justiça seja feita de forma imparcial, com transparência e responsabilidade.
O Brasil está, mais uma vez, enfrentando uma luta pela democracia e pela justiça. O que está em jogo não são apenas os processos judiciais, mas a própria integridade do sistema democrático que sustenta o país.