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O ÁUDIO MACABRO E O TIRO NO ROSTO QUE TRANSFORMOU UMA BRIGA DE CACHORROS EM EXECUÇÃO NO LITORAL

“VOU MORRER NA CADEIA”: O ÁUDIO MACABRO E O TIRO NO ROSTO QUE TRANSFORMOU UMA BRIGA DE CACHORROS EM EXECUÇÃO NO LITORAL

Publicitária de 46 anos mata companheiro de 26 após ataque de Pitbull, alega legítima defesa com vídeos chocantes, mas família denuncia: “Ele queria o fim do relacionamento e ela não aceitou”.

O que separa uma declaração de amor apaixonada de um disparo de arma de fogo à queima-roupa? No caso de Ana Paula Pereira (46) e Gabriel Alves Holanda (26), a linha tênue foi rompida dentro de uma residência em Peruíbe, no litoral de São Paulo. O cenário, que deveria ser de recomeço para o casal, tornou-se o palco de uma tragédia que divide opiniões: teria sido um ato de sobrevivência ou um crime de posse disfarçado de incidente doméstico?

O Estopim: Fúria por Causa de um Pitbull

Tudo começou quando o Pitbull da tia de Gabriel atacou o cachorro do casal. O incidente deixou o vira-lata ferido e, segundo Ana Paula, despertou um lado obscuro em Gabriel. A publicitária afirma que o companheiro ficou transtornado, prometendo vingança contra o animal e contra a própria família que vivia no mesmo terreno.

Para sustentar sua versão, Ana Paula gravou vídeos e áudios nos dias que antecederam o crime. Neles, Gabriel aparece em surtos de agressividade, proferindo frases que agora arrepiam os investigadores: “Eu não tô nem aí preso… eu vou morrer na cadeia”. Para a defesa, essas são as provas de que a publicitária vivia sob o domínio de um homem fora de controle.

A Hora do Crime: Facão vs. Pistola 9mm

Na tarde fatal, a discussão teria escalado quando Gabriel pegou um facão para atacar o cachorro da tia. Ana Paula relata que, ao tentar intervir, foi atingida por uma faca lançada pelo companheiro enquanto cozinhava. Acuada e temendo pela vida, a mulher — que possui registro de CAC (Colecionador, Atirador e Caçador) — sacou sua pistola 9mm.

Segundo o depoimento de Ana Paula, ela engatilhou a arma na frente de Gabriel como um aviso. No entanto, ele teria partido para cima dela, agarrando seu vestido. Foi nesse momento que o disparo ecoou. Um único tiro, certeiro, que atingiu o queixo de Gabriel.

A Versão da Família: “Ele Estava de Costas”

 

Do outro lado da história, o luto da família de Gabriel é alimentado por uma indignação profunda. Juliana, mãe da vítima, contesta cada palavra da nora. Segundo ela, Gabriel nunca foi agressivo e estava decidido a terminar o namoro. “Se não for meu, não vai ser de ninguém”, teria sido a frase dita por Ana Paula dias antes, de acordo com a mãe.

A família sustenta que Gabriel estava apenas tentando pegar suas coisas para ir embora e que o tiro no rosto foi uma execução fria. A tia de Gabriel afirma ter visto Ana Paula já posicionada com a arma antes do disparo, gritando para que ela não fizesse aquilo. Para eles, os vídeos de ameaça foram gravados estrategicamente para criar um álibi de “mulher acuada”.

300 Metros Até a Morte

O desfecho do crime parece saído de um filme de suspense. Mesmo baleado no rosto e sofrendo uma hemorragia interna maciça, Gabriel conseguiu pegar a chave do carro e dirigir por cerca de 300 metros até a base da Polícia Militar mais próxima. Ele buscava socorro, mas ao abrir a porta do veículo, desabou sem vida diante dos policiais. Ele morreu tentando se salvar, enquanto Ana Paula permanecia na residência, onde foi presa em flagrante.

Justiça Sob Questionamento: Soltura no Mesmo Dia

O ponto que mais gera revolta em Peruíbe é o fato de Ana Paula ter sido solta logo após a audiência de custódia, respondendo agora em liberdade. A justiça entendeu que, por ter bons antecedentes, residência fixa e ter se entregado, ela não representaria risco à ordem pública.

Especialistas agora aguardam a reconstituição do crime para responder perguntas cruciais:

  • Se foi legítima defesa, por que o tiro foi no rosto e não em uma área não letal?

  • A distância do disparo condiz com um “atracamento” ou com uma execução à distância?

  • O fato de Ana Paula ter interrompido o uso de remédios controlados influenciou no disparo?

Enquanto o processo caminha para um possível júri popular, a mãe de Gabriel sobrevive à base de calmantes. “Ela assumiu que atirou, meu filho está morto e ela está em casa. Onde está a justiça?”, questiona Juliana. O caso segue sob investigação, mas uma coisa é certa: a “briga por cachorro” foi apenas o último ato de uma relação marcada por silêncios perigosos e obsessão.