“ELA SÓ ESTAVA ALI JUNTO E CHOROU PEDINDO SOCORRO!”: Como uma Cobrança de R$ 15 Mil Terminou com Duas Jovens Executadas e Enterradas no Fundo de um Lamaçal Escuro na Zona Rural

A Ilusão da Diversão no CIA 2 e a Armadilha Montada nas Motocicletas
O que era para ser apenas mais uma noite de descontração na rotina de duas amigas em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, transformou-se no preâmbulo de uma das histórias mais assustadoras e cruéis da crônica urbana baiana. Tâmara Trindade da Silva, de 28 anos, e Mayane Coelho Brandão, de 20 anos, partilhavam uma amizade sincera e costumavam passar fins de semana juntas. Naquela noite de quinta-feira, as duas decidiram ir até um depósito de bebidas muito frequentado na região conhecida como CIA 2.
No local, as câmeras de segurança capturaram as jovens conversando de forma descontraída com dois rapazes, conhecidos posteriormente na comunidade pelos apelidos de “Índio” e “Vaqueiro”. Mayane segurava uma bebida, sorria e gesticulava, enquanto Tâmara mantinha um diálogo próximo com o outro homem. Não havia qualquer sinal de briga, pressa ou desconforto. Para quem olhava de fora, parecia apenas o início de uma madrugada comum de paquera e diversão na periferia.
No entanto, por trás dos sorrisos capturados pela lente analógica do comércio, uma contagem regressiva de puro terror já estava em andamento. O motivo real da aproximação dos homens não era o intereste casual, mas sim uma emboscada financeira friamente calculada. Tâmara havia pegado uma quantia expressiva de aproximadamente R$ 15.000 emprestada com um dos indivíduos e, devido a complicações financeiras, vinha adiando a devolução do dinheiro. Sob falsas promessas de que iriam estender a noite para uma festa privada e resolver a questão de forma pacífica, os dois homens convenceram as amigas a subirem na garupa de suas motocicletas. Confiantes de que estavam em segurança por conhecerem os rapazes, Mayane e Tâmara aceitaram o convite e desapareceram na escuridão das estradas industriais.
O Clima Azeda na Fazenda Nova e o Choro Desesperado por Misericórdia
As motos aceleraram em direção à localidade da Fazenda Nova, uma zona rural isolada, caracterizada por propriedades afastadas e vegetação densa. O destino final do bando era uma residência deserta ligada a um dos agressores. Assim que as portas da casa se fecharam, a atmosfera de camaradagem ruiu por completo. O tom de conversa mansa deu lugar a gritos, insultos e cobranças agressivas. O homem que havia emprestado os R$ 15 mil exigiu o pagamento imediato do valor, mas Tâmara explicou que não possuía o dinheiro naquele momento, o que gerou uma fúria incontrolável no credor.
No meio da sala da residência, o clima azedou de forma definitiva e o rapaz avançou contra Tâmara com extrema agressividade, desferindo um ataque físico brutal que cortou qualquer chance de defesa da vítima. Ao presenciar a amiga ser agredida de forma covarde no meio do isolamento, Mayane Coelho Brandão entrou em um estado de pânico absoluto. A jovem de 20 anos, que não tinha um único centavo de envolvimento naquela transação financeira e estava ali apenas para acompanhar a amiga, começou a tremer, chorar copiosamente e gritar alto, implorando por misericórdia e pedindo para que cessassem o ataque contra Tâmara.
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O clamor desesperado de Mayane por socorro, em vez de comover os agressores, acendeu um alerta paranoico na mente dos criminosos. Ao perceberem que a jovem havia testemunhado toda a agressão e que os seus gritos poderiam ecoar pelas redondezas ou que ela fatalmente os denunciaria caso saísse dali viva, os homens decidiram mudar o foco do ataque. Mayane tornou-se uma testemunha perigosa e inconveniente. Sem qualquer traço de piedade ou hesitação humana, um dos indivíduos se posicionou e executou a jovem de 20 anos ali mesmo na sala de estar, silenciando os seus pedidos de ajuda para sempre. Logo em seguida, o mesmo destino cruel foi aplicado a Tâmara, colocando um fim definitivo na vida das duas amigas dentro do imóvel ensanguentado.
A Ocultação no Lamaçal e o Doloroso Achado no Fundo do Lodo
Com o duplo homicídio consolidado no interior da casa, os dois irmãos passaram a agir de forma coordenada para apagar as pistas e garantir que o sumiço das moças parecesse um desaparecimento voluntário. Em plena madrugada rural, os corpos sem vida de Mayane e Tâmara foram arrastados para fora da residência e colocados novamente nos veículos. Os homens conduziram as vítimas até uma área de difícil acesso da região metropolitana, um perímetro de brejo e lamaçal escuro cercado por vegetação densa e águas paradas.
No fundo desse lamaçal, os assassinos jogaram os corpos das jovens e usaram ferramentas para enterrá-los profundamente sob o lodo e a lama podre, acreditando que a ação do tempo, da água e da vegetação iria consumir os vestígios do crime de forma permanente. Enquanto isso, na cidade, as famílias das vítimas viviam dias de pura agonia. O telefone celular de Tâmara não recebia mais mensagens e Mayane não dava notícias de seu filho de apenas 3 anos de idade, uma conduta que quebrou o coração de sua mãe de forma imediata. Voluntários e parentes andaram por quilômetros sob o sol forte da Bahia, colando cartazes e vasculhando acostamentos desertos, sem imaginar o horror que havia ocorrido na zona rural.
Uma semana após a noite no depósito de bebidas, as buscas chegaram ao fim de maneira devastadora. Moradores locais e pessoas que conheciam a rota da Fazenda Nova apontaram movimentos estranhos na região do brejo, o que direcionou os olhares para a área de lodo. Após escavações minuciosas na lama escura, os corpos de Mayane e Tâmara foram finalmente localizados, enterrados de forma cruel no fundo do lamaçal. O achado destruiu a vigília de esperança que o irmão de uma delas mantinha e escancarou a futilidade de um crime motivado por ambição financeira, deixando uma criança de 3 anos órfã e uma comunidade inteira de Simões Filho em estado de luto profundo e revolta permanente.