Enterrei o meu filho de 11 anos em 1988 e saí daquele cemitério carregando uma culpa que me destruiu por dentro e me fez perder tudo. 4ro meses depois, já já não via razão para continuar, mas antes precisava de pedir perdão ao meu filho. Foi então que finalmente tive força para visitar o seu túmulo. E foi no cemitério municipal de Morrinhos que recebi um recado que mudou tudo.
Meu nome é Silvio Andrade de Souza, tenho 72 anos e esta é a minha história em minutos. Não sei se existe coisa mais pesada neste mundo do que enterrar um filho. Não há palavra que dê conta do que um pai sente quando olha para aquela cova aberta e compreende de vez que não vai ver mais aquela criança. Eu tinha 34 anos quando passei por isso e posso dizer que saí daquele cemitério um homem completamente diferente do que tinha entrado nesse dia.
O Leandro tinha 11 anos. Ele era o tipo de rapaz que não ficava parado um único segundo, sempre do meu lado, sempre a querer ajudar no que fosse, aparecendo sempre onde menos esperava. Eu trabalhava como caseiro numa quinta em Morrinhos, no interior de Goiás, e vivia me seguindo pelo pasto, como se aquele lugar fosse o melhor do mundo para ele estar.
criança do interior, criada na roça, habituada à rotina da fazenda desde pequeno. Houve um dia que eu estava no meio do trabalho, concentrado no serviço e de repente aparecia com uma cabaça de água na mão, suado da cabeça aos pés, com aquele sorriso aberto que tinha. Ele não tinha de ir até lá, ninguém mandava.
Ele ia porque queria ficar perto de mim. Isso era o Leandro. Um menino que amava de uma forma simples, sem precisar de muita coisa para mostrar o que sentia. Lembro-me de uma tarde que ele chegou até mim enquanto eu arranjava uma cerca no pasto. Ele ficou quietinho ao meu lado por uns momentos, só observando-me trabalhar sem dizer nada.
Olhei para ele e ele esboçou aquele sorriso. Eu tinha muito orgulho naquele menino. Mas naquela manhã de 10 de Março de 1988, acordei com um aperto no peito que me não sabia de onde vinha. Não era cansaço de serviço, não era preocupação com conta ou com problema que eu pudesse nomear.
Era uma coisa diferente de tudo que já tinha sentido antes, que ficou ali enquanto eu tomava café, calçava a bota e preparava-me para mais um dia de trabalho na exploração. Quando cheguei na área que ia roçar nesse dia, alguma coisa me chamou a atenção logo de entrada. O local estava demasiado quieto. Normalmente havia passarinho a cantar nos ramos, havia vento a mexer nas folhas, algum barulho de bicho se a mexer, mas naquele dia não havia nada disso.
Era um silêncio pesado que não combinava com aquele lugar. deixou-me com uma estranheza por dentro, mas eu peguei na foice e iniciei o serviço do mesmo jeito. E foi no meio da lavoura que ouvi, um chocalho vindo de dentro do mato fechado, muito perto de onde eu estava a trabalhar. Parei a foice na hora fiquei completamente imóvel. Olhei com cuidado para todo o lado, mas não não vi nada.
Eu fiquei parado um bom tempo, à espera de algum movimento ou sinal de onde tinha vindo aquilo, só que não veio nada. Pensei que tinha sido impressão minha e voltei a roçar como se estivesse tudo bem. Não devia ter feito isso. O Leandro apareceu pouco depois, da forma que sempre aparecia, sem avisar ninguém, vindo pelo lado do curral, com aquele passo rápido e animado de menino que tem energia de sobra.
Ele chamava-me vindo na minha direção, sem desconfiar de coisa nenhuma, sem saber o que tinha naquele mato fechado ali perto. Eu Lembro-me que sorri quando o vi, mas não sabia que era a última vez. que eu ia ver o rosto do meu filho. Quando ele chegou perto de mim, tudo aconteceu demasiado rápido. Bati a foice no mato e o mato respondeu.
A cobra saiu de repente, sem dar tempo para pensar, sem dar tempo para fazer nada. Eu gritei para o Leandro ficar parado onde estava. Gritei com toda a força que tinha, mas o menino assustou-se com o grito e caiu no chão. Aquela cobra tinha acabado de picar o meu filho. Eu larguei a foice na mesma hora e fui ter com ele.
Peguei no meu filho nos braços ali mesmo no meio daquele pasto e saí a correr em direção à estrada, sem parar para pensar em mais nada. O caminho até aos Morrinhos era longo demais e cada segundo que passava pesava dentro do meu peito. Corri, gritei por socorro para quem apareceu na estrada, fiz absolutamente tudo o que estava ao meu alcance naquele momento.
Mas o Leandro foi embora antes de conseguirmos chegar. Saí do cemitério no dia do enterro com uma culpa que não me largou mais. Eu tinha ouvido aquele chocalho, tinha parado a foice, tinha olhado com cuidado para todo o lado e não vi nada. E mesmo assim continuei a roçar como se estivesse tudo bem, como se aquele sinal não tivesse sido real.
Esse pensamento ficou dentro de mim de um maneira que não tinha como tirar. Não era só dor de pai. Era a pesada certeza de que tive um aviso nesse dia e não dei a atenção que devia. Depois do enterro, a casa ficou vazia. Não era só a ausência do Leandro, era o peso daquele silêncio que tomou conta de tudo.
Os objetos dele continuavam no mesmo lugar. A botina encostada à parede do quarto, a t-shirt dobrada em cima da cadeira, o copo que utilizava na beira da pia. Ninguém teve coragem de mexer em nada. Eu olhava para cada coisa dessas e sentia aquilo apertar por dentro. A minha mulher mal conseguia olhar para mim nos primeiros dias depois do enterro.
Ela não precisava de falar nada. Só a forma como ela desviava o olhar quando entrava no quarto já dizia tudo o que ela não conseguia dizer em voz alta. Mas até que um dia ela disse: “Eu estava sentado à mesa depois do almoço e ela falou sem olhar para mim, com a voz baixa e cansada de quem carrega uma coisa pesada há muito tempo.
Disse que era culpa minha e que tinha de ter olhado tudo direito antes de fazer o serviço. Eu não respondi nada. Ouvir aquilo da boca dela foi diferente de ouvir dentro da minha própria cabeça. Aquela frase ficou dentro de mim e não saía mais. Eu já carregava a culpa desde o dia do acidente, mas depois de ela disse aquilo, a culpa ganhou um peso maior.
Era como se tivesse sido confirmada por alguém de fora, por alguém que estava presente em tudo aquilo, como se já não fosse só impressão minha, era real. Eu tinha ouvido o chocalho, tinha parado, tinha olhado, não vi nada e continuei a roçar como se estivesse tudo bem. E o meu filho tinha pago por isso. Eu deixei de dormir descansado depois desse dia.
Acordava de madrugada com a sensação de que alguém tinha chamado o meu nome dentro de casa. Levantava-me, ia até ao corredor, ficava parado, ouvindo o silêncio. Só que não tinha nada. Mas a sensação era tão forte que demorava para conseguir voltar paraa cama. Fiquei assim durante semanas, acordando sempre no meio da noite, sem conseguir perceber de onde vinha aquilo.
O serviço na quinta continuou. Eu ia trabalhar todos os dias, mas só o corpo estava ali. A cabeça ficava presa naquele dia, naquele grito que eu dei, naquele momento em que vi o Leandro cair no chão. Eu fazia as tarefas sem pensar, sem falar com ninguém mais do que o necessário. A rotina continuava por fora, mas por lá dentro tinha parado completamente no tempo.
E às vezes a meio do serviço, eu ouvia passos atrás de mim, passos ligeiros, rápidos, como se fossem de uma criança. virava e não tinha ninguém. Aconteceu mais do que uma vez em dias e locais diferentes da exploração. Havia dia que eu acabava o serviço e ficava sentado na beira do pasto, sozinho até escurecer. Não porque estivesse a descansar, era porque eu não tinha motivo nenhum para levantar-me e ir para dentro de casa.
Passados 4ro meses, a minha esposa foi embora. Ela pegou nas suas coisas numa manhã que estava a trabalhar e foi sem deixar recado. Quando voltei para casa à tarde, metade dos objetos tinham desaparecido e ela já não estava lá. Eu não culpo-a por isso. Cada um tem um limite e ela chegou ao dela.
A gente tinha perdido o filho e aquela culpa entre nós tinha destruído o pouco que ainda restava. Mas quando ela foi, vi-me completamente sozinho naquela casa com tudo aquilo em cima de mim. Eu e ela nunca mais nos falámos depois disso. Cada um carregou aquela dor do seu jeito, sem filho, sem mulher, sem conseguir dormir descansado, sem conseguir não ver nenhum motivo claro para continuar a levantar todo dia.
Eu cheguei a um ponto que é difícil de colocar em palavras. Só posso dizer que tinha perdido tudo o que importava para mim nesta vida e que já não via razão para continuar aqui. Naquela noite, sonhei com o Leandro. Foi o primeiro sonho com ele desde o acidente. Estava no pasto, parado a olhar para mim. Ele não disse nada, só ficou a me encarando em silêncio.
Quando eu Acordei, ainda estava escuro lá fora. Fiquei deitado, a olhar para o teto por um tempo, sem conseguir tirar aquele rosto da cabeça. E depois veio um pensamento que não esperava. Antes de qualquer coisa, precisava de ir até ao cemitério municipal de Morrinhos. Precisava de falar com o meu filho, precisava de pedir perdão.
Não sabia o que ia acontecer depois disso, mas sabia que precisava de ir antes de tudo. Levantei-me antes do sol nascer, Arranjei-me devagar e saí de casa. Pela primeira vez em 4 meses, estava voltando àquele cemitério. Não sabia o que ia lá encontrar. Só sabia que eu precisava de ir e que alguma coisa que eu não sei nomear até hoje estava a me chamando para isso.

Quando cheguei à frente do cemitério, parei. Eu fiquei parado do lado de fora durante algum tempo, só olhando para aquele lugar sem conseguir entrar. Não era medo, era saber que do outro lado estava o meu filho e que eu ia ter de olhar para o nome dele na lápide pela primeira vez desde o dia do enterro.
Quando finalmente entrei, o lugar estava sossegado. Respirei fundo e Comecei a caminhar devagar, sem pressas. Fui caminhando entre as lápides, com os olhos no chão na maior parte do tempo. As minhas pernas estavam pesadas de uma forma que nunca senti. Era uma coisa que vinha, subia pelas pernas e tornava cada passo mais difícil. Eu sabia onde o Leandro estava enterrado, mas os olhos continuavam a desviar-se, olhando para qualquer coisa que não fosse aquele lugar que precisava de chegar.
Mas quando finalmente parei em frente do túmulo do meu filho, não me consegui mover. Fiquei a olhar para o nome dele escrito na lápide, Leandro Andrade de Souza, o nome que eu e a mãe dele tínhamos escolhido juntos antes dele nascer, o mesmo nome que tinha gritado naquele pasto. Eu fiquei parado, olhando para aquelas letras como se foi a primeira vez que acreditei de verdade que aquilo era real.
Eu Fiquei de pé do lado do túmulo com a mão na pedra fria. Não disse nada por um tempo, só fiquei com a mão ali, a sentir aquele frio e deixando que aquilo me dissesse que era verdade, que o meu filho estava ali. Foi aí que percebi uma família num túmulo um pouco mais paraa frente, um casal e uma criança, um rapaz correndo entre as lápides sem parar.
O menino ia de um lado para o outro com aquela energia de criança que não sabe ficar quieta num só lugar. Eu fiquei olhando para aquele menino por uns momentos, sem conseguir desviar o olhar. Ele tinha mais ou menos à mesma altura que o Leandro tinha aos 11 anos. O mesmo jeito de correr depressa, com os braços abertos, sem medo de nada à volta, e que doeu.
Era uma dor que gritava, era uma dor que foi chegando enquanto eu ficava olhando para aquela criança viva e cheia de vida. Eu virei-me para o túmulo do Leandro e comecei a falar baixinho, quase sem voz. Eu disse que tinha demorado muito tempo a chegar. disse que eu não tinha conseguido vir mais cedo, porque não sabia como olhar para ele depois do que tinha acontecido nesse dia.
Disse que eu tinha ouvido o chocalho e que não tinha parado quando devia ter parado. disse ao Leandro que eu não aguentava mais carregar aquilo, que eu tinha tentado continuar, que tinha tentado trabalhar, que tinha tentado sobreviver calado e a trabalhar, mas que não tinha funcionado, que eu tinha chegado a um ponto que já não via saída e que eu tinha ido lá para me despedir-se dele e pedir perdão antes de qualquer outra coisa.
Enquanto eu falava, sentia a voz travar. Eu tentei continuar, mas as palavras não saíam mais. Foi então que ouvi passos, pequenos passos na terra seca vindo na minha direção, leves, curtos, da forma como criança caminha quando está aproximando-se lentamente de alguém. E os passos estavam a chegar cada vez mais perto.
Quando abri os olhos, era o menino que eu tinha visto antes a correr pelo cemitério. Agora estava parado ao meu lado, quieto, com aquele jeito grave que às vezes uma criança tem quando está a prestar atenção a alguma coisa que adulto não vê. Ele devia ter uns 9, 10 anos, cabelo cortado rente, t-shirt branca, sandália de couro no pé e olhava-me diretamente.
Eu olhei para ele e não disse nada. Não sabia o que dizer, mas ele estava parado ao meu lado, como se tivesse chegado com um propósito. Ele ficou a olhar para mim por um instante, ainda sem falar. Depois abriu a boca e disse: “Moço, ele pediu para dizer que não foi culpa sua e que ama o Senhor. Deu meia volta e saiu a correr de volta para o lado de onde tinha vindo, como se tivesse cumprido uma tarefa e agora fosse livre para continuar a brincar.
” Fiquei parado, sem conseguir reagir. As pernas não obedeciam, a boca estava fechada e não tinha forma de abrir. Eu olhei para o menino correndo entre as lápides, aquele passo rápido e solto de quem não não tem peso nenhum nas costas, e tentei compreender o que tinha acontecido, mas a cabeça não estava a funcionar direito naquele momento.
Virei-me devagar e olhei para o casal mais à frente. Os dois ainda estavam de costas para o lugar onde eu estava, ocupados com o seu túmulo, sem ter visto nada. Nenhum dos dois se tinha virado. Era como se aquilo tivesse acontecido num pedaço do cemitério que só eu estava a ocupar. Olhei de volta pró menino. Ele já estava longe, correndo de um lado para o outro com aquela energia que não pára.
Não olhou para trás. Não deu sinal de que sabia o que tinha acontecido entre nós os dois. corria e pronto, como uma criança corre quando está brincando. E o mundo lá fora não existe. Virei-me para o túmulo do Leandro e aquilo que eu carregava há 4 meses começou a afrouxar por dentro. Não saiu tudo de uma vez. Foi devagar.
Como quando uma coisa pesada que estás segurando com força começa a escorregar dos dedos e percebe que não precisa mais segurar assim. Foi assim e eu chorei. Não foi o choro que eu esperava. Não foi o choro daqueles quatro meses todos. Aquele choro seco e travado que não sai bem. Foi um choro que veio do fundo, subiu lentamente e quando chegou na garganta simplesmente saiu.
Quando o choro passou, continuei ali por mais um tempo em silêncio. Não tinha mais nada a dizer. Não porque tivesse falado tudo, mas porque de alguma forma a resposta já tinha chegado. E ela tinha chegado pela boca de um rapaz que eu nunca tinha visto na minha vida e que saiu a correr depois como se tivesse dito a coisa mais simples do mundo.
Eu Afastei-me do túmulo devagar e passei pelo casal sem dizer nada. Eles mal me olharam. O menino tinha parado perto dos pais e observou-me enquanto eu passava. Eu olhei para ele, ele não fez nada, só ficou a olhar para mim com aquele jeito quieto e grave de antes. Depois desviou o olhar e voltou a fazer o que uma criança faz.
E eu Continuei a caminhar em direção à saída. Quando saí do cemitério e cheguei à berma da estrada, parei. Não porque estava cansado de caminhar. Parei porque precisava. Fiquei de pé na beira daquela estrada de terra batida e olhei para o céu. Era um céu aberto, limpo, com o sol já mais alto do que quando tinha chegado.
E pela primeira vez em 4 meses, respirei fundo de verdade, sem aquele aperto no meio do peito que não me largava nem quando dormia. Naquele dia desisti do que tinha planeado fazer antes de ir para o cemitério. Não houve um momento exato em que tomei essa decisão. Ela foi chegando enquanto Eu caminhava de volta, enquanto o recado daquele menino ainda estava fresco dentro de mim.
Eu não tive de pensar muito. O peso que me tinha levado até ali tinha ficado para trás. Eu nunca duvidei do que aquele menino falou. E nem nesse dia, nem nos dias que vieram depois, nem hoje, com 72 anos e uma vida inteira de distância daquele momento. Há gente que talvez ouça esta história e pense que foi coincidência. Eu respeito quem pensa assim, mas estava lá. Eu ouvi e sei o que aquilo foi.
Alma de criança é pura. Criança pequena não transporta maldade, não fabrica coisa para impressionar adulto, não chega até um estranho num cemitério com uma mensagem inventada. Aquele menino não me conhecia, não sabia nada sobre mim, sobre o Leandro, sobre o que tinha acontecido. Ele chegou, falou e saiu correndo tão simples quanto isso.
E foi exatamente esta simplicidade que me fez acreditar sem hesitar. Nos dias depois do cemitério, não fiquei bem de uma hora para outra. Não foi assim. A vida não funciona dessa maneira, mas alguma coisa tinha mudado. O peso que eu carregava desde o dia do enterro ainda lá estava, mas ele tinha ficado mais leve, menos travado no meio do peito, menos impossível de transportar.
Eu voltei a dormir sem acordar a meio da noite. O serviço na exploração também foi mudando aos poucos. Eu [ressonando] voltei a visitar o túmulo do meu filho e continuei a ir sempre que tinha força para isso. Às vezes ficava pouco tempo lá, às vezes ficava mais, mas ia sem aquele peso de antes. O recado tinha mudado o que aquele lugar significava para mim.
Mas os anos foram passando, fui envelhecendo e hoje eu já não consigo ir até ao cemitério visitar o meu filho. O corpo não deixa mais. A idade chegou a esta parte de mim também e tive de aceitar, mas isso não mudou o que acontece todos os dias antes de eu dormir. Todos os dias antes de fechar os olhos, rezo pela alma do meu filho.
Peço que ele esteja bem onde quer que esteja e agradeço-lhe por aquele recado ter chegado à hora que chegou. E se acredita que existe algo para além do que os nossos olhos vêem, que o amor de quem partiu ainda chega até ao gente de alguma forma, deixa aqui nos comentários as palavras acredito. Quero muito ler o que pensa sobre isso.
Que Deus abençoe a sua semana com saúde, com paz e com as pessoas que ama perto de si. Até ao próximo relato.
Disclaimer: This story is a work of fiction created for entertainment purposes. Any resemblance to real persons, events, or places is coincidental.