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“EU SÓ MANDEI O PESSOAL CORTAR O CABELO DELA PORQUE ELA ME TRAIU, MAS ELES DESCOBRIRAM QUE ELA ERA X9 E DECRETARAM A MORTE!”: A Reconstituição Completa do Caso Maysa Caroline, Sequestrada a Mando do Ex por Ciúmes e Metralhada com Sete Tiros no Tribunal do Crime Após Ter o Celular Vasculhado na Grande Belém

“EU SÓ MANDEI O PESSOAL CORTAR O CABELO DELA PORQUE ELA ME TRAIU, MAS ELES DESCOBRIRAM QUE ELA ERA X9 E DECRETARAM A MORTE!”: A Reconstituição Completa do Caso Maysa Caroline, Sequestrada a Mando do Ex por Ciúmes e Metralhada com Sete Tiros no Tribunal do Crime Após Ter o Celular Vasculhado na Grande Belém

O cenário da violência urbana na região norte do Brasil, as complexas e violentas estruturas que ditam as leis paralelas nos bairros periféricos e a linha tênue que transforma um desentendimento amoroso em uma tragédia de sangue registraram o seu capítulo mais impactante, ruidoso e definitivo neste ano de 2026. A trágica morte de Maysa Caroline, uma jovem de 25 anos que estava prestes a celebrar seu aniversário de 26, chocou a opinião pública do estado do Pará pela crueza e premeditação dos envolvidos.

Maysa foi brutalmente torturada e executada com sete disparos de arma de fogo após ser arrastada para o temido Tribunal do Crime na região metropolitana de Belém. O avanço das investigações policiais arrancou as máscaras dos culpados, revelando uma trama sórdida de ciúmes doentios, traição de amizade e a interferência letal de facções criminosas que controlam o território paraense.

O desdobramento factual do caso aponta que o ex-namorado da vítima, David Joaquim Barbosa dos Reis, inconformado com o término do relacionamento e alegando ter sido alvo de uma suposta traição amorosa, decidiu dar uma “lição” pública na jovem. Para executar o plano de humilhação, David contou com a cumplicidade de Maria Eduarda da Cruz dos Santos, conhecida no submundo pelo apelido de “Duda”.

Duda, que fingia ser uma amiga íntima e leal de Maysa, aceitou a missão de armar uma “casinha” — jargão utilizado pelo crime organizado para definir uma emboscada fatal —, atraindo a torcedora apaixonada do Paysandu para um local de isolamento sob o pretexto de levá-la a uma festa, entregando-a diretamente nas mãos de criminosos armados pertencentes à facção Comando Vermelho (CV).

A Anatomia da Emboscada no Bairro de Kuruçambá e o Sumiço da Vítima

Para compreender a densidade dos fatos que envolvem este crime bárbaro, é necessário analisar o comportamento dos envolvidos no dia 14 de abril de 2026. Maysa Caroline recebeu uma mensagem em seu telefone celular enviada por Duda, convidando-a para sair e se divertir naquela noite. Sem imaginar que a mensagem fazia parte de uma engenharia de morte estruturada por seu ex-companheiro, a jovem se vestiu e saiu de sua residência, informando aos familiares que encontraria a amiga para um momento de lazer. Essa foi a última vez que a jovem foi vista com vida por seus entes queridos.

Duda conduziu Maysa estrategicamente até uma área de difícil acesso localizada no bairro de Kuruçambá, no município de Ananindeua. Ao chegar ao endereço indicado, em vez de uma celebração, Maysa deparou-se com um cenário de terror absoluto: diversos homens fortemente armados e encapuzados já aguardavam a sua chegada.

A jovem foi imediatamente rendida e submetida a um intenso e violento interrogatório conduzido pelas lideranças da linha de frente da facção na localidade, processo este que caracteriza a instalação imediata do Tribunal do Crime em áreas periféricas controladas por forças paralelas.

Durante o andamento do julgamento ilegal, os criminosos exigiram que Maysa entregasse o seu aparelho celular e fornecesse a senha de desbloqueio para que toda a sua rotina e contatos fins fossem minuciosamente vasculhados.

Foi nesse exato momento que a situação, que inicialmente havia sido encomendada por David apenas como uma punição física de humilhação — que consistia em raspar o cabelo da jovem como corretivo por traição —, tomou um rumo sem volta. Ao vistoriarem os aplicativos de mensagens e arquivos armazenados no telefone da vítima, os integrantes do Comando Vermelho alegaram ter descoberto evidências de que Maysa Caroline estava repassando informações confidenciais sobre o tráfico de drogas e localização de bocas de fumo diretamente para as autoridades da Polícia Militar, decretando o selo de morte contra a jovem.

A Execução no Campo do Formigão e o Desespero da Família

Uma vez emitido o decreto por parte das lideranças e do chefe do setor, identificado pelo vulgo de “Escobar”, o destino de Maysa Caroline foi selado com extrema crueldade. A jovem de 25 anos foi arrastada até as proximidades do Campo do Formigão, uma área de vegetação densa e isolada no Kuruçambá.

Ali, os executores descarregaram suas armas de fogo contra o corpo da vítima, desferindo pelo menos sete tiros à queima-roupa, além de aplicarem agressões físicas severas que deixaram marcas evidentes de tortura antes do óbito ser consumado, ocultando o cadáver no meio do matagal.

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O requinte de perversidade do grupo criminoso continuou mesmo após o assassinato. A própria amiga traidora, Duda, entrou em contato com os familiares de Maysa Caroline para informar que a execução havia sido realizada, repassando pistas geográficas de onde o corpo havia sido desovado. Os criminosos chegaram a enviar um aviso formal para a mãe da vítima, ordenando que ela fosse até o matagal recolher o corpo da filha de forma silenciosa, sem acionar as viaturas da polícia, prometendo que caso a ordem fosse cumprida, eles entregariam os restos mortais sem maiores problemas.

Desesperada e recusando-se a aceitar as ordens do tráfico, a família de Maysa registrou imediatamente um boletim de ocorrência por desaparecimento e acionou o Batalhão da Polícia Militar para iniciar as buscas na região de mata.

O cadáver da jovem foi localizado dois dias após o sumiço, em um avançado estado de violência material que estarreceu os peritos do Instituto Médico Legal. A dor da perda foi multiplicada pelo fato de que o encontro do corpo ocorreu exatamente na véspera da data em que Maysa Caroline completaria seus 26 anos de idade, transformando o que deveria ser uma comemoração em um sepulcro de dor e revolta comunitária.

A Caçada Policial, a Prisão em Bragança e o Confronto em Santa Isabel

Logo após a qualificação do cadáver, a Polícia Civil do Pará direcionou suas atenções para o ex-namorado, David Joaquim Barbosa, devido ao histórico de ciúmes e ameaças que cercavam o relacionamento do casal. Ao perceber que se tornara o principal suspeito do crime, David empreendeu fuga imediata da região metropolitana de Belém, deixando sua residência e buscando refúgio na cidade de Bragança, localizada a quilômetros de distância, na região do salgado paraense.

A fuga estratégica confirmou os indícios de autoria, acionando um mandado de prisão preventiva emitido pela vara criminal competente.

Após semanas de monitoramento tático e cruzamento de informações de inteligência, os policiais civis conseguiram localizar e capturar David em seu esconderijo em Bragança. Em seu depoimento formal na delegacia, o homem tentou se eximir da culpa do homicídio, confirmando que procurou os criminosos apenas para que raspassem o cabelo de maysa devido a uma traição com um amigo traficante de vulgo “Bebê”, mas alegou que a decisão de metralhar a jovem partiu exclusivamente da facção após a descoberta das mensagens policiais no celular.

David confessou que fugiu por medo de ser responsabilizado pela morte ou de ser executado pelo próprio bando de Escobar caso se apresentasse espontaneamente às autoridades.

A resposta do aparato de segurança do Estado contra o grupo que executou Maysa Caroline continuou de forma implacável nos dias seguintes. Policiais militares do Batalhão Águia conseguiram efetuar a prisão de Duda, que responderá judicialmente por homicídio qualificado e ocultação de cadáver por ter sido a isca humana da emboscada.

Em outra frente operacional no distrito de Caraparu, em Santa Isabel do Pará, equipes da PM localizaram um dos suspeitos de desferir os tiros contra a jovem, identificado como Cleiton Salim da Silva. Ao receber voz de prisão, Cleiton reagiu abrindo fogo contra a guarnição, desencadeando uma intensa intervenção policial que terminou com o suspeito baleado e morto no confronto.

O caso de Maysa Caroline deixa uma marca irreparável na sociedade paraense e serve como um alerta severo sobre os perigos extremos que cercam as relações afetivas dentro de territórios dominados pelo crime organizado. A jovem, que foi homenageada com bandeiras e faixas pela torcida organizada do Paysandu durante uma partida de futebol em Belém, tornou-se mais uma estatística dolorosa da violência de gênero alimentada pelas regras sanguinárias das facções.

A busca obsessiva por vingança e controle por parte de parceiros violentos continua destruindo vidas inocentes, provando que no Tribunal do Crime das periferias brasileiras, as sentenças são sumárias e o preço pago pelas mulheres é, invariavelmente, a própria vida.