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O Mistério Escondido no Coração do Cristo Redentor (1922-1931)

Em 1921, quase ninguém imaginava que uma estátua pudesse ser oca por dentro, como um edifício de vários andares. E no no entanto, o Cristo Redentor guarda exatamente esse segredo. Ele não é sólido. Dentro dele caberiam 13 pisos completos. Essa revelação surpreende a maioria das pessoas que olham para o monumento hoje.

A sua participação ajuda bastante o canal a crescer. No início da década de 1920, o Brasil ainda digeria a proclamação da República ocorrida em 1889. O país era jovem como nação republicana, mas profundamente católico. A igreja mantinha uma forte influência social e cultural, sobretudo no Rio de Janeiro, então capital federal.

Em 1921, durante as comemorações do centenário da independência, que se aproximavam, surgiu a proposta de colocar uma grande estátua religiosa no cimo do Corcovado. A C ideia não era nova. Desde o séc. XIX já se falava em marcar o ponto mais alto da cidade com um símbolo cristão. O projeto ganhou força quando o jornal O Cruzeiro lançou uma campanha pública.

A revista convidou os leitores a escolherem entre várias sugestões: um monumento a Cabral, uma estátua da liberdade brasileira ou uma imagem de Cristo. A opção Cristo Redentor venceu com larga vantagem. A inspiração vinha de longe. Na Europa, estátuas monumentais religiosas já existiam, como o Cristo dos Andes, inaugurado em 1904 na fronteira entre Argentina e Chile, mas nenhuma delas atingia a escala e a ousadia planeada para o corcovado.

Em 1921, foi realizado um concurso público. Vários projetos foram apresentados. O vencedor foi o do engenheiro civil brasileiro Heitor da Silva Costa. Ele propôs um cristo de braços abertos em posição de bênção, com 30 m de altura, sem contar com o pedestal, braços com uma envergadura de 28 m. A escolha do material foi determinante.

Heitor rejeitou o bronze, muito caro e pesado, e o mármore, frágil, para o clima tropical. Ele optou por betão armado revestido com pedra sabão, um tipo de esteatito extraído em Minas Gerais. Esse material resiste bem à humidade, ao vento e à ação do tempo. A pedra sabão tem outra vantagem, absorve pouco calor e permite cortes precisos.

Por isso, foi escolhido para formar pequenos mosaicos triangulares que cobririam toda a superfície exterior da estátua, exceto o rosto e as mãos, que seriam lisos. Mas erguer, uma obra daquele tamanho no topo do cor ccovado, apresentava desafios colossais. O monte não possuía estrada de acesso larga.

A única via era a ferrovia do Corcovado, inaugurada em 1884 e operada por teleféricos a vapor na época. Todo o material, cimento, areia, brita, aço, madeira para cofragens, ferramentas, precisava de subir pelos carris em vagões pequenos. Os operários enfrentavam condições extremas, calor acima dos 40 graus à sombra, chuvas intensas que transformavam o canteiro em lama, raios que atingiam árvores próximas e até serpentes venenosas como jararacas.

A construção começou oficialmente em 1922. Primeiro foi necessário preparar a base. Quatro pilares centrais de betão armado foram cravados cerca de 4 m na rocha viva do monte. Esses pilares funcionam como a espinha dorsal da estrutura. Sobre eles ergueram-se 13 lajes circulares como andares de um edifício.

Cada laje tem aproximadamente 3,5 m de altura interior. Por isso se diz que dentro do Cristo caberia um edifício de 13 andares. A estátua é totalmente oca, exceto pelas paredes de betão de 20 a 30 cm de espessura em média. Enquanto a base era preparada no Brasil, na Inindorro, França, o escultor polaco Paul Landovski trabalhava nos moldes definitivos.

Modelou em gesso, tamanho real a cabeça, as mãos e o corpo inteiro. Landovski já era conhecido por obras monumentais, como a estátua de S. Genésio em Paris. Os moldes em gesso chegaram ao Rio em 1925. Foram levados para um sítio em São Gonçalo, na área metropolitana, onde funcionava o estaleiro experimental. Ali cada peça era betonada em tamanho real, testada e aprovada antes de ser desmontada e enviada em partes para o corcovado.

Em 1921, quase ninguém imaginava que uma estátua pudesse ser oca por dentro, como um edifício de vários andares. E no no entanto, o Cristo Redentor guarda exatamente esse segredo. Ele não é sólido. Dentro dele caberiam 13 pisos completos. Essa revelação surpreende a maioria das pessoas que olham para o monumento hoje.

Mas a história de como construíram esta imagem de 38 m de altura no cimo de um monte de 700 m revela muito mais do que engenharia. Ela mostra o Brasil de uma época em busca de si próprio. Deixe o seu like agora se já subiu ao Corcovado ou sonha conhecer o Cristo Redentor de perto. E comente aqui em baixo de qual cidade ou estado está a assistir este vídeo.

A sua participação ajuda bastante o canal a crescer. No início da década de 1920, o Brasil ainda digeria a proclamação da República ocorrida em 1889. O país era jovem como nação republicana, mas profundamente católico. A igreja mantinha uma forte influência social e cultural, sobretudo no Rio de Janeiro, então capital federal.

Em 1921, durante as comemorações do centenário da independência que se aproximavam, surgiu a proposta de colocar uma grande estátua religiosa no cimo do corcovado. A ideia não era nova. Desde o século XIX já se falava em marcar o ponto mais alto da cidade com um símbolo cristão. O projeto ganhou força quando o jornal O Cruzeiro lançou uma campanha pública.

A revista convidou os leitores a escolherem entre várias sugestões: um monumento a Cabral, uma estátua liberdade brasileira ou uma imagem de Cristo. A opção Cristo Redentor venceu com larga vantagem. A inspiração vinha de longe. Na Europa, estátuas monumentais religiosas já existiam, como o Cristo dos Andes, inaugurado em 1904 na fronteira entre Argentina e Chile, mas nenhuma delas atingia a escala e a ousadia planeada para o corcovado.

Em 1921, foi realizado um concurso público. Vários projetos foram apresentados. O vencedor foi o do engenheiro civil brasileiro, Heitor da Silva Costa. Ele propôs um Cristo de braços abertos em posição de bênção, com 30 m de altura, sem contar com o pedestal, braços com envergadura de 28 m. A escolha do material foi decisiva.

Heitor rejeitou o bronze, muito caro e pesado, e o mármore, frágil para o clima tropical. Optou por betão armado, revestido com pedra sabão, um tipo de esteatito extraído em Minas Gerais. Esse material resiste bem à humidade, ao vento e à ação do tempo. A pedra sabão tem outra vantagem. Absorve pouco calor e permite cortes precisos.

Por isso, foi escolhida para formar pequenos mosaicos triangulares que cobririam toda a superfície exterior da estátua, exceto o rosto e as mãos, que seriam lisos. Mas erguer uma obra daquela dimensão no topo do corcovado apresentava desafios colossais. O monte não possuía estrada de acesso larga. A única via era a caminho-de-ferro do corcovado, inaugurado em 1884 e operada por teleféricos a vapor na época.

Todo o material, cimento, areia, brita, aço, madeira para cofragens, ferramentas, precisava de subir pelos carris em vagões pequenos. Os operários enfrentavam condições extremas, calor acima dos 40 graus à sombra, chuvas intensas que transformavam o canteiro em lama, raios que atingiam árvores próximas e até serpentes venenosas como jararacas.

A construção começou oficialmente em 1922. Primeiro foi necessário preparar a base. Quatro pilares centrais de betão armado foram cravados cerca de 4 m na rocha viva do monte. Esses pilares funcionam como a espinha dorsal da estrutura. Sobre eles ergueram-se 13 lajes circulares como andares de um edifício.

Cada laje tem aproximadamente 3,5 m de altura interior. Por isso se diz que dentro do Cristo caberia um edifício de 13 andares. A estátua é totalmente oca, exceto pelas paredes de betão, de 20 a 30 cm de espessura em média. Enquanto a base era preparada no Brasil, em França, o escultor polaco Paul Landovski trabalhava nos moldes definitivos.

Modelou em gesso de tamanho real, a cabeça, as mãos e o corpo inteiro. Landovski já era conhecido por obras monumentais, como a estátua de S. Genésio em Paris. Os moldes em gesso chegaram ao Rio em 1925. Foram levados para um sítio em São Gonçalo, na área metropolitana, onde funcionava o estaleiro experimental.

Ali cada peça era betonada em tamanho real, testada e aprovada antes de ser desmontada e enviada em partes para o corcovado. M.