SURTO: ESQUERDA ACIONA POLICIA PARA PRENDER ADVOGADO JEFFREY CHIQUINI EM MEIO AO CONSELHO DE ÉTICA

O clima no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados não apenas esquentou; ele entrou em combustão generalizada na última sessão. O que deveria ser um debate regimental sobre a suspensão de deputados da direita transformou-se em um cenário de guerra, gritos e uma tentativa sem precedentes de usar a força policial contra um defensor em pleno exercício de sua profissão. “Deputado, você vai falar para os teus colegas de crime de facção!” — essa frase, disparada pelo advogado Jeffrey Chiquini, foi o estopim para que parlamentares da esquerda perdessem completamente a linha, exigindo a detenção imediata do causídico.
A sessão, que já ultrapassava a marca de nove horas ininterruptas, discutia o destino de Marcel Van Hattem, Marcos Pollon e Zé Trovão. No entanto, o foco mudou drasticamente quando a Polícia Legislativa foi acionada para retirar — e possivelmente prender — o advogado de defesa, gerando um impasse jurídico e institucional que paralisou Brasília.
O Embate: Chiquini vs. Chico Alencar
Tudo começou durante a fala do deputado Chico Alencar (PSOL). O parlamentar acusava os deputados da direita de “golpismo continuado” e “desapreço à democracia”. Enquanto Alencar discursava, o advogado Jeffrey Chiquini foi acusado de estar sorrindo e “debochando” das palavras do deputado.
A reação de Chico Alencar foi imediata e agressiva, chamando Chiquini de “rábula do autoritarismo”. Foi nesse momento que o advogado, em uma resposta cortante que ecoou por todo o plenário, sugeriu que o deputado guardasse seu discurso para seus “colegas de facção”. O que se seguiu foi um surto coletivo. Deputados como Maria do Rosario e outros membros da base governista saltaram de suas cadeiras aos gritos de “Ordem!” e “Chama a polícia!”.
A Polícia Legislativa e as Prerrogativas da OAB
A ostensividade da Polícia Legislativa, a mando de parlamentares da esquerda, criou um momento de tensão física. Agentes cercaram a mesa de defesa, enquanto deputados da direita, liderados por Marcel Van Hattem, faziam uma barreira humana para proteger o advogado. “Para retirar um advogado, para dar voz de prisão para o advogado, a OAB tem de estar presente!”, gritou Van Hattem, invocando as prerrogativas profissionais que garantem a imunidade do advogado por suas manifestações no exercício da função.
A tentativa de “melar” a defesa através da coerção policial foi vista por juristas como um ataque direto ao Estado Democrático de Direito. Jeffrey Chiquini manteve a postura, afirmando que não era um “convidado”, mas um profissional em exercício, e que a tentativa de silenciá-lo era uma forma de injúria e perseguição política.
“Tem sorte de ser idoso”: A polêmica da frase que ninguém ouviu igual
Em meio à confusão, uma nova polêmica surgiu para colocar mais lenha na fogueira. Chico Alencar acusou Chiquini de tê-lo ameaçado, dizendo: “Você só não apanha porque tem sorte de ser idoso”. O advogado prontamente negou, afirmando que a frase foi distorcida pela audição seletiva da esquerda. Parlamentares da direita chegaram a ironizar, dizendo que o que foi dito foi “sorte de ser gostoso”, em um tom de galhofa que apenas aumentou o desespero de Maria do Rosario.
A deputada gaúcha, visivelmente alterada, batia na mesa e exigia que a polícia agisse contra “o homem que a estava desrespeitando”. O clima de vitimismo permanente, citado por Chiquini no início do embate, tornou-se a nota tônica da sessão.
Exaustão e Suspensão: O Caldo Entornou
Após quase dez horas de embate, gritos de “imoral” e trocas de ofensas que incluíam acusações de roubo de palavras e de dinheiro público, o presidente da sessão não teve outra alternativa senão suspender os trabalhos. O cansaço era visível nos rostos de servidores, policiais e dos próprios deputados.
VEJA O VÍDEO: O momento exato em que a polícia cerca o advogado e o deputado Marcel Van Hattem invoca as prerrogativas da OAB para evitar a prisão ilegal está disponível no início dos nossos comentários.
A estratégia da esquerda de focar na “cabeça” dos deputados da direita parece ter encontrado um obstáculo intransponível na figura combativa de Jeffrey Chiquini. O advogado tornou-se o alvo principal por não aceitar o papel de espectador passivo diante do que a direita chama de “tribunal de exceção”.
O que vem a seguir?
A tentativa de prender um advogado no Conselho de Ética abre um precedente perigoso. A OAB já foi acionada para acompanhar os desdobramentos, e a direita promete não recuar. Enquanto a esquerda tenta usar o regimento e a força policial para intimidar a oposição, o país assiste a uma das sessões mais vergonhosas da história recente da Câmara, onde a imunidade parlamentar e profissional parece valer apenas para um dos lados.
A votação sobre a suspensão dos deputados foi adiada, mas o embate entre Chiquini e a “bancada do PSOL/PT” está longe de terminar. Quem sairá vencedor desta queda de braço entre a lei e o grito?