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UMA COLHER antes de deitar e você dorme em segundos! Descubra o segredo natural que ajuda a relaxar corpo e mente instantaneamente, comprovado por especialistas. Homens e mulheres estão surpresos com a rapidez do efeito. Saiba como usar corretamente e garantir noites de sono perfeitas, todos os detalhes estão nos comentários!

UMA COLHER antes de DEITAR e você DORME em SEGUNDOS

 

Está dormindo mal? Eu sei que está. E sabem como é que eu sei? Porque três em cada 10 brasileiros adultos sofrem de sintomas de insónia. Isto é o que o mais recente inquérito do Ministério da Saúde, o Vigitel revelou. Três em cada 10.º Olha ao seu redor. Pense nas pessoas da sua família.

Se vocês são 10 à mesa ao almoço de domingo, pelo menos três estão a virar de um lado para o outro na cama toda a noite sem conseguir pregar o olho. E eu vou-te dizer uma coisa que talvez ninguém te tenha dito até hoje. Existe uma substância natural que cabe numa colher que pode tomar antes de deitar e que a ciência já comprovou que ajuda o seu organismo a produzir os hormonas certas para você cair no sono de forma profunda e reparadora, sem medicamento de tarja preta, sem efeito colateral perigoso, sem dependência.

Eu Sou a Dra. Laura Mares. E neste vídeo eu vou revelar-te não apenas qual é essa substância, mas também te vou mostrar os cinco piores inimigos do seu sono que provavelmente está a alimentar sem saber. Vou contar-te histórias reais de doentes que transformaram as suas noites com mudanças simples.

E vou dar-te um plano prático que pode começar hoje, esta noite antes de deitar. Mas presta atenção, o que te vou dizer no final deste vídeo, o inimigo número um do sono é algo tão surpreendente que a maioria dos médicos nem sequer refere nas consultas e pode ser exatamente o que está a destruir as suas noites. Então, fica comigo até ao fim.

Antes de mais, preciso que entenda uma coisa. O o sono não é um luxo, não é uma frescura, não é coisa de gente preguiçosa. O sono é tão essencial para a sua sobrevivência quanto à água que bebe e ao ar que respira. Quando dorme, o seu cérebro faz uma limpeza geral. Imagine o seguinte. Imagine que o seu cérebro é uma cozinha de restaurante.

Durante o dia inteiro, esta cozinha funciona a todo o vapor. Prepara pratos, aquece, arrefece, suja a panela, suja a bancada, acumula gordura no fogão. Se no final do expediente ninguém limpar esta cozinha, o que acontece no dia seguinte? Ela funciona pior. O fogão demora mais para aquecer.

A gordura acumulada começa a pegar fogo e daqui a pouco aquela cozinha torna-se um risco de incêndio. É exatamente isso que acontece no seu cérebro quando não dorme direito. Durante o sono profundo, o seu cérebro activa um sistema chamado sistema linfático, que funciona como uma equipa de limpeza noturna. Este sistema remove proteínas tóxicas que se acumulam durante o dia, incluindo uma chamada betaamiloide, que está diretamente ligado ao desenvolvimento do Alzheimer.

Um estudo publicado na revista Nature Communications, que acompanhou quase 8.000 pessoas durante 25 anos descobriram algo assustador. Pessoas que dormiam 6 horas ou menos por noite na meia-idade tinham um risco 30% maior de desenvolver demência comparativamente com quem dormia 7 horas. 30% não é um número pequeno, é quase 1/3 a mais de hipótese de perder a memória, de não reconhecer os netos, de esquecer o próprio nome.

 

 

 

E não se fica por aí uma metaálise publicada no jornal Medicina Terapêutica Experimental, que reuniu 18 estudos de cororte com milhares de participantes, confirmou que dormir mal aumenta significativamente o risco de doenças cardiovasculares. Dormir menos de 6 horas por noite pode aumentar até 20% o risco de um enfarte.

Está ouvindo bem? Cada noite mal dormida é como atirar uma moeda ao ar pro alto com o seu coração. Eu sei que parece um exagero, mas não é. E eu vejo isso todos os dias no meu consultório. A Dona Aparecida, de 71 anos, procurou-me porque estava a esquecer tudo. Esquecia onde colocava as chaves, esquecia o nome dos netos, esquecia-se se já tinha tomado o remédio da pressão.

A família estava desesperada, pensando que era início de Alzheimer. Sabe o que descobri na consulta? A Dona Aparecida já não dormia que 4 horas por noite, havia mais de 3 anos. 3 anos sem dormir em condições. O O cérebro dela estava literalmente se afogando-se em toxinas que nunca eram limpas. Quando tratamos a insónia dela, em poucas semanas a memória começou a regressar.

Não era Alzheimer, era um cérebro exausto, implorando por descanso. Mas o que causa esta insónia? Porque é que tanta gente não consegue dormir? Segundo a Fundação Osvaldo Cruz, 72% dos brasileiros sofrem de algum distúrbio do sono. 72%. Isto é quase 3/4 da população. E a Associação Brasileira do Sono salienta que 73 milhões de brasileiros convivem com a insónia. E aqui está o problema.

A maioria das pessoas tenta resolver a insónia do jeito errado. Toma um chazinho qualquer, toma um medicamento que o vizinho indicou, fica a fazer scroll no ecrã do telemóvel até adormecer. E nada disto funciona de verdade. Alguns desses hábitos, aliás, pioram muito a situação. Então, vamos ao que interessa.

Eu vou-te mostrar agora os cinco piores inimigos do seu sono. do menos grave para o mais perigoso. E, juntamente com cada inimigo, eu vou dar-te a solução cientificamente comprovada. Presta atenção, porque o que eu vou revelar pode mudar as tuas noites para sempre. Inimigo número cinco, a temperatura errada do seu quarto.

Parece treta, né? Mas não é. E eu vou-te explicar porquê com uma analogia bem simples. O seu corpo precisa de baixar a temperatura interna em aproximadamente 1º para iniciar o processo do sono. É como se o seu organismo fosse um motor de carro que esteve ligado o dia inteiro. Antes de desligar este motor, ele precisa de arrefecer.

Se tentar desligar o motor quente de supetão, engasga-se, faz barulho, não colabora. Mas se você deixa-o arrefecer naturalmente, ele desliga suavemente, sem stress. É exatamente o que acontece com o seu corpo. A descida de temperatura é o sinal biológico que diz ao cérebro que está na altura de produzir melatonina e entrar em modo de repouso.

Quando você dorme num quarto abafado, quente, com aquele calor sufocante, o seu corpo simplesmente não recebe esse sinal. E aí fica naquela. Vira-se para um lado, vira-se para o outro, tira o lençol, coloca o lençol e o sono não chega. A Fundação Nacional do Sono dos Estados Unidos recomenda que a temperatura ideal do quarto para dormir fique entre os 18 e os 22ºC.

E aqui no Brasil, sobretudo no verão, sabemos que isso é um desafio, não é? Mas existem soluções simples que não necessitam de ar condicionado caro. O senhor Roberto, de 58 anos, camionista aposentado de Goiânia, me procurou queixando-se que acordava três, quatro vezes por noite, encharcado de suor.

A sua esposa, a senhora Neid, dizia que se debatia toda a noite como se estivesse a lutar com alguém. Quando eu perguntei pelo quarto dele, descobri que dormia com a janela fechada debaixo de um edredon grosso com um ventilador virado para a parede. O quarto estava uma estufa. Orientei-o a dormir com roupa leve, tirar o edredão, deixar uma janela entreaberta ou utilizar o ventilador direcionado para a circulação de ar.

Em duas semanas, o senhor Roberto voltou dizendo que pela primeira vez em anos tinha dormido a noite inteira sem acordar, sem qualquer medicamento, só ajustando a temperatura. Então, anota aí. Primeira dica prática. Mantenha o o seu quarto fresco, se puder, entre os 18 e os 22º. Use roupas leves. Se não tiver ar condicionado, utilize ventilador e deixe uma fresta de ventilação.

O seu corpo precisa de arrefecer para dormir, mas isso é só o início. O inimigo número quatro é muito mais traiçoeiro. Inimigo número quatro, o café depois das 2as da tarde. Eu sei, eu sei. O brasileiro adora café. Aquele cafezinho depois do almoço é sagrado, não é? E o da tarde, portanto, mas eu preciso dizer-te a verdade, mesmo que doa.

A cafeína tem uma semi-vida de 5 a 6 horas. Meia vida significa o tempo que o seu organismo demora a eliminar metade da cafeína que consumiu. Assim, se toma uma chávena de café às 3 da tarde, às 9 da noite, ainda tem metade daquela cafeína a circular no seu sangue. E a cafeína bloqueia um neurotransmissor denominado adenosina, que é precisamente a substância que o faz sentir sono. Funciona assim.

A adenosina é como um carteiro que vai entregando cartas de sono nos recetores do seu cerebral ao longo do dia. Quanto mais cartas entregues, mais sono sente. A cafeína chega e tranca a caixa de correio. O carteiro fica ali com as cartas na mão, sem conseguir entregar. Resultado, fica acordado, alerta, mesmo quando o corpo inteiro está pedindo descanso.

Cláudia, 62 anos, professora aposentada de Belo Horizonte, disse-me que tomava café no mínimo cinco vezes ao dia. De manhã, ao lanche, no almoço, à tarde e depois do jantar. Ela achava que o café não tinha nada a ver com a sua insónia, porque segundo ela, já estava habituada. Mas aí está o engano.

O corpo pode habituar-se ao efeito estimulante do café, mas a a cafeína continua a bloquear a adenosina do mesmo modo. É como uma pessoa que se habitua-se a viver com uma torneira pingando. Ela já não ouve o pingo, mas a pia continua a encher. Quando a Cláudia cortou o café após as 2as da tarde, substituindo por um chá de camomila ou um sumo natural, em 10 dias ela percebeu que estava a adormecer mais rápido e acordando menos durante a noite.

Anota a dica: café só até às 2as da tarde, no máximo. Se é muito sensível à cafeína, corte ao meio-dia. E cuidado com as fontes escondidas de cafeína. Chá preto, chá verde, refrigerante de cola, chocolate negro. Tudo isto tem cafeína e pode roubar o o seu sono sem que se aperceba. Agora vamos subir de nível. O inimigo número três é algo que quase toda a gente faz antes de dormir e que está a provocar um estrago silencioso no seu cérebro.

Inimigo número três, a luz azul dos ecrãs. O telemóvel, o tablet, a televisão, o computador. Todos estes aparelhos emitem um tipo de mous chamado luz azul, que tem um comprimento de onda muito semelhante à luz solar. E o que é que significa? Significa que quando se fica a olhar para o ecrã do celular às 11 da noite, o seu cérebro interpreta aquela luz como se fosse dia.

E se o cérebro pensa que é dia, não liberta a melonina, que é a hormona que avisa o corpo que está na hora de dormir. É como se tivesse um despertador natural dentro da sua cabeça. E cada vez que olhas para o telemóvel antes de dormir, alguém carrega no botão de soneca deste despertador.

Depois o corpo fica esperando, à espera, à espera e o sono não vem. E não sou eu que estou a dizer isto, é a ciência. Um estudo conduzido por investigadores de Harvard mostrou que a a exposição à luz azul pode suprimir a produção de melatonina até 3 horas. e atrasar o relógio biológico até 1 hora30. Isto significa que se ficar no telemóvel até à meia-noite, o seu corpo só estará pronto para dormir lá para a 1:30 da manhã e depois o despertador toca às 6.º Resultado, 4:30 de sono.

O seu corpo inteiro pagando o preço de meia hora de vídeo no telemóvel. E há uma agravante que pouca gente fala, não é só a luz azul, é o conteúdo. Quando fica a rolar rede social antes de dormir, o cérebro está a processar informação o tempo todo. Má notícia, comparação com a vida dos outros, discussão política, mensagem de trabalho que chegou tarde.

Cada uma destas coisas é um estímulo que ativa o córtex cerebral. e dificulta a transição para o sono. É como tentar desligar um computador que tem 50 separadores abertas ao mesmo tempo. Ele trava. O seu António, 73 anos, comerciante reformado do Recife, disse-me que tinha o hábito desde ver televisão na cama até apanhar no sono.

Dizia que a TV era o sonífero dele, mas o que estava a acontecer na realidade era o oposto. Ficava em frente da televisão até 2 3 da manhã, dormitava sentado, a ia deitar e o sono já não chegava. Resultado, de manhã estava destruído, de tarde dormitava no sofá e à noite não dormia de novo. Um ciclo vicioso. Quando eu orientei o senhor António a desligar todos os ecrãs, pelo menos uma hora antes de se deitar e substituir o televisor por um livro, uma oração ou uma conversa tranquila com a esposa, resistiu no início, mas numa semana já estava

dormindo antes da meia-noite e acordando descansado. A dica é clara. Nada de ecrãs pelo menos uma hora antes de se deitar. Se precisar utilizar o telemóvel, ative o filtro de luz noturna, aquele modo que deixa o ecrã com um tom amarelado. Mas o ideal mesmo é guardar o telemóvel longe da cama. Compre um despertador simples e deixe o telemóvel na sala.

O seu sono vai agradecer. E agora, antes de eu te revelar os inimigos número dois e número um, quero pedir-te uma coisa. Se você está a aprender algo novo neste vídeo, se alguma coisa do que eu disse até agora fez sentido para si, clica no botão de curtir aqui em baixo. Este simples gesto ajuda este vídeo a chegar a mais pessoas que precisam de ouvir essas informações.

E subscreve o canal se ainda não é inscrito, e ativa o sininho para que não perder nenhum vídeo novo. Me conta nos comentários de onde está a me assistindo. Leio todos os comentários e adoro saber de que cantinho do Brasil vocês estão a acompanhar-me. Agora vamos ao inimigo número dois e este aqui vai surpreender-te.

Inimigo número dois, a deficiência de magnésio. Magmésio. Provavelmente já ouviu falar deste mineral, mas aposto que não sabia que é um dos maiores aliados do sono que existem na natureza. E a má notícia é que a maioria dos brasileiros não consome magnésio suficiente na dieta. O magnésio atua no sistema nervoso como um travão de mão natural.

Sabe aquela sensação de quando se deita e a cabeça não pára, os os pensamentos ficam a girar, a girar, a rodar e não consegue desligar? Isto acontece porque o seu sistema nervoso está super estimulado, acelerado demais. E o magnésio é precisamente a substância que ajuda a pisar o travão. Ele fá-lo de duas formas.

Primeiro, o o magnésio ativa os recetores de gaba no cérebro. O gaba ou ácido gama aminobutírico é o principal neurotransmissor calmante do sistema nervoso. Ele é como um maestro que diz para a orquestra inteira do cérebro baixar o volume. Sem magnésio suficiente, o gaba não funciona corretamente e o cérebro fica numa sinfonia descontrolada.

barulhenta que não te deixa dormir. Segundo, o o magnésio ajuda na regulação do cortisol, a hormona do estresse. Quando o o cortisol está demasiado elevado à noite, é como se o seu corpo estivesse em modo de alerta, pronto para lutar ou fugir, quando na verdade deveria estar em modo de descanso.

O magnésio ajuda a baixar este cortisol, sinalizando ao organismo que é tempo de relaxar. E agora vem a parte mais importante. Um estudo clínico publicado no Journal of Research in Medical Sciences, que foi um ensaio do Pulseo controlado por Placebo. O padrão ouro da ciência testou a suplementação de magnésio em 46 idosos com insónia.

durante oito semanas. Os resultados foram impressionantes. O grupo que tomou 500 mg de magnésio apresentou um aumento significativo no tempo de sono, melhoria na eficiência do sono, aumento da produção de melatonina e redução dos níveis de cortisol. Repara bem, mais melatonina e menos cortisol. exatamente o que o corpo precisa para dormir. E não foi só este estudo.

Uma revisão sistemática e metaanálise publicado no BMC Complementary Medicine and Therapies, que reuniu múltiplos ensaios clínicos randomizados comparando magnésio com placebo em idosos com insónia, verificou que a suplementação de magnésio reduziu o tempo para pegar no sono em mais de 17 minutos, em média. Pode parecer pouco, mas para quem fica uma, 2 horas a rebolar na cama, 17 minutos menos é uma bênção.

E há mais, um estudo randomizado publicado em 2024, que avaliou 155 adultos com sono deficiente, mostraram que o magnésio bisglicinato, uma forma altamente absorvível de magnésio, reduziu significativamente os scores de insónia já nas primeiras quatro semanas de utilização. Dona Maria, 68 anos, costureira de Campinas, chegou ao o meu consultório dizendo que já tinha tentado de tudo.

Chá de camomila, chá de maracujá, gotas de valeriana, melatonina comprada na farmácia, nada funcionava. Quando lhe pedi os exames, o magnésio sérico estava no limite inferior, não estava criticamente baixo, mas estava naquela faixa que nós chama de insuficiência subclínica. O corpo não está doente, mas também não está a funcionar de forma ideal.

Orientei-a para tomar uma colher de magnésio em pó do tipo bisglicinato ou elitreonato, dissolvida num copo de água morna 30 minutos antes de se deitar. Em 10 dias, a dona Maria ligou-me chorando de alegria. Disse que pela primeira vez em anos tinha dormido a noite toda sem acordar nenhuma vez.

O marido, o senhor Zé, ligou depois confirmando. Disse que a mulher dele até estava a ressonar de tão profundo que estava a dormir. E é aí que entra a tal colher antes de deitar, que referi no início do vídeo. Uma colher de magnésio em pó do tipo certo, dissolvido em água morna, tomada 30 minutos antes de se deitar. É simples, é barato, é seguro e a ciência suporta.

Mas atenção, nem todo o magnésio é igual. O óxido de magnésio, que é o mais barato e mais vendido nas farmácias, tem uma absorção muito baixa e pode causar desconforto intestinal. As melhores formas para o sono magnésio bisglicinato, que é suave para o estômago e bem absorvido, e o magnésio elitreonato, que tem a especial capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica, ou seja, chega diretamente ao cérebro.

Um estudo randomizado controlado publicado no Sleep Science and Practice com 80 participantes mostrou que o magnésio elitreonato melhorou significativamente a qualidade do sono, especialmente as fases de sono profundo e sono rin, além de melhorar o humor, a energia e o estado de alerta durante o dia.

A dose geralmente recomendada fica entre 200 e 400 mg de magnésio elementar por dia, mas é fundamental que se fale com o seu médico antes de iniciar qualquer suplementação, especialmente se já toma outros medicamentos. Isso é muito importante. Eu não estou aqui para substituir o seu médico. Estou aqui para te informar sobre o que a ciência diz para que se possa ter uma conversa mais produtiva com o profissional que te acompanha.

Agora, para além do magnésio, quero dar-lhe um poderoso bónus que potencia o efeito desta colher noturna. A receita completa da colher do sono. Numa caneca de água morna, não a ferver, dissolver uma colher de magnésio em pó. Adicione uma colher de chá de mel puro. Por que razão o mel? Porque o mel tem uma combinação única de frutose e glicose que reabastece as reservas de glicogénio do fígado.

E sabe por isso é que importa? Deixa eu explicar-te de um jeito que tu nunca mais se vai esquecer. Imagine que o o seu fígado é um gerador de energia que abastece a sua casa durante a noite. Este gerador tem um depósito de combustível chamado glicogénio. O depósito é pequeno, armazena no máximo 75 a 100 g de glicogénio e o seu cérebro, que é uma máquina gulosa, consome aproximadamente 10 g deste combustível por hora.

a noite inteira, mesmo enquanto dorme. Se o tanque do gerador esvazia-se a meio da madrugada, o que acontece? Apagão. E o corpo em o desespero dispara um alarme de emergência. Este alarme vem na forma de cortisol e adrenalina, as hormonas do stress. Sabe aquela coisa de acordar às 3 da manhã com o coração acelerado? Aquela sensação de angústia sem motivo aparente e sem conseguir voltar a dormir.

Em muitos casos é exatamente isso. O fígado ficou sem combustível e disparou o alarme. O mel, antes de dormir, reabastece essa reserva, evitando a libertação de cortisol noturno. Além disso, o mel contém pequenas quantidades de triptofano, um aminoácido que é precursor da serotonina e da melatonina, as hormonas essenciais para o sono.

E por falar em triptofano, é esse o nome que precisa de guardar. O triptofano é um aminoácido essencial, o que significa que o seu corpo não produz ele. Precisa de obter através da alimentação. E o caminho que o triptofano percorre é fascinante. Entra pela boca, vai para o sangue, atravessa a barreira do cérebro e aí no interior é convertido primeiro em serotonina, a hormona do bem-estar.

E depois em melatonina, a hormona do sono. Uma metaálise publicada na revista Nutrition Reviews, que avaliou 18 estudos científicos, confirmou que a suplementação de triptofano, especialmente em doses a partir de 1 g, melhora significativamente a qualidade do sono, reduzindo o tempo que a pessoa fica acordada.

Depois de adormecer. Alimentos ricos em triptofano incluem a banana, o leite, a aveia, castanhas, grão-de-bico e peru. Uma banana esmagada com pouco de aveia e mel a comida uma hora antes de deitar pode ser outra opção natural e deliciosa para quem quer dormir melhor. E agora, finalmente, o inimigo número um do sono, o mais perigoso de todos.

Aquele que quase ninguém fala. Inimigo número um, o stress crónico não tratado. Eu sei que esperava talvez um alimento específico ou o hábito estranho, mas a verdade nua e crua é que o maior destruidor do sono no mundo moderno é o stress que não é cuidado, não é tratado, não é resolvido. Quando você vive em estado de stress crónico, o o seu corpo fica permanentemente em modo de sobrevivência.

É como se vivesse numa casa onde o alarme de incêndio dispara a todo o momento. No início, salta-se da cama, o coração dispara, todo o corpo fica em alerta. Passado um tempo, deixa de saltar, mas o corpo continua a reagir por dentro. O cortisol continua a subir, a a adrenalina continua a ser libertada, o sistema imunitário continua enfraquecendo.

Pode habituar-se ao barulho do alarme, mas o seu corpo nunca se habitua-se ao dano. O cortisol, aquele hormona que já referi antes, fica elevado 24 horas por dia quando o o stress é crônico. E o cortisol e a melatonina funcionam como um balancé. Quando um sobe, o outro desce. Se o o cortisol é elevado à noite, a melatonina não consegue subir.

E sem melatonina não há sono. É uma equação simples, mas devastadora. Pense assim, o stress é como uma torneira aberta. Pode usar o melhor ralo do mundo, pode utilizar a melhor bomba de aspiração, mas enquanto a torneira estiver aberta, o lavatório vai continuar a transbordar. Da mesma forma, pode tomar o melhor magnésio, o melhor chá, o melhor suplemento, mas se o stress continuar descontrolado, o sono não vai melhorar completamente.

O senhor Joaquim, de 65 anos, reformado de São Paulo, chegou ao meu consultório com uma lista de suplementos que tomava antes de dormir. Magnésio, melatonina, valeriana, passeiflora, chá de camomila, tudo junto e mesmo assim não dormia. Quando eu Comecei a falar com ele, descobri que o senhor Joaquim estava a cuidar sozinho da esposa que tinha Parkinson, lidando com problemas financeiros por causa de uma dívida antiga e não falava com o filho mais velho há 2 anos por causa de uma quezília familiar. O corpo dele

transportava o peso de um camião de preocupações. Nenhum suplemento no mundo ia dar conta disso sozinho. Nós precisamos de tratar o stress na raiz. Encaminhei-o para um psicólogo. Sugerimos técnicas de respiração. Organizamos uma rede de apoio para ajudar no cuidado com a esposa e mediamos uma reaproximação com o filho.

Em dois meses, o senhor Joaquim estava a dormir 6 horas seguidas por noite e olhe que ele reduziu para metade os suplementos. A mensagem aqui é clara. Cuide da sua mente. Fala sobre o que te preocupa. Procure ajuda profissional se precisar. A terapia não é frescura. A a terapia salva vidas e salva o sono também.

Agora prometi que te ia dar técnicas práticas que pode utilizar hoje. Então aqui vai o seu plano de ação para dormir melhor a partir de hoje. Em primeiro lugar, o ritual da colher. 30 minutos antes de se deitar, dissolva uma colher de magnésio em pó, bisglicinato ou elitreonato num copo de água morna. Adicione uma colher de chá de mel puro.

Beba devagar, de preferência sentado no ambiente com pouca luz. Se quiser potenciar, adicione uma saqueta de chá de camomila na água morna antes de dissolver o magnésio. Uma revisão sistemática e metaálise publicada na revista Phytotherapy Research, que analisou 12 ensaios clínicos randomizados, confirmaram que a camomila melhora a qualidade do sono e pode ser utilizada com segurança. Em segundo lugar, o ambiente do sono.

Quarto escuro, fresco e silencioso. Temperatura entre os 18 e os 22º. Cortinas blackout, se possível. Nada de televisão no quarto. O quarto é para dormir. Ponto final. Terceiro, o horário do café. Café, chá preto, chá verde, refrigerante de cola, energético, chocolate negro. Tudo isto só até às 2 da tarde. Depois disso, zero cafeína.

Quarto, o recolher obrigatório dos ecrãs. Pelo menos uma hora antes de se deitar, desligue telemóvel, tablet, computador e televisão. Substitua por um livro, uma oração, uma conversa tranquila, um banho morno ou simplesmente fique em silêncio. O seu cérebro precisa desse tempo de transição. Quinto, a rotina fixa.

e levante-se sempre à mesma hora, inclusive aos fins de semana. O seu relógio biológico necessita de consistência. Pense nele como uma criança pequena que precisa de rotina. Se mudar o horário toda a hora, a criança fica confusa e irritada. O mesmo acontece com o seu ritmo circadiano. [ressonante] Sexto, a alimentação do sono.

Ao jantar, inclua alimentos ricos em triptofano, banana, aveia, leite morno, castanhas, grão de bico. Evite refeições pesadas, fritos e muito líquido antes de deitar. Sétimo e talvez o mais importante de todos. Cuide da sua saúde mental. Se o stress, a ansiedade ou a tristeza são constantes na sua vida, procure um profissional, fale com o seu médico, fale com o psicólogo, não carregue o peso sozinho.

E antes de eu despedir-me, quero contar-te uma última coisa. Quando comecei a estudar medicina do sono, um dos meus professores disse uma frase que eu nunca esqueci-me. Ele disse assim: “Quem dorme bem não sabe o tesouro que tem e quem dorme mal sabe exatamente o inferno que vive. Eu vejo este inferno nos olhos dos os meus doentes todos os dias.

Olheiras fundas, olhar cansado, sorriso apagado, gente boa, gente trabalhadora, gente que deu duro a vida inteira e que agora, na idade em que merecia descansar, não consegue nem fechar os olhos em paz. Parte-me o coração como médica. Mas também vejo a transformação. Vejo o senhor Roberto a dormir a noite inteiro pela primeira vez em anos.

Vejo a dona Maria a ligar, a chorar de alegria, porque finalmente descansou de verdade. Vejo o senhor Joaquim sorrindo de novo porque encontrou apoio para as suas dores emocionais. E é por isso que eu faço estes vídeos, porque acredito que a informação certa no momento certo pode mudar uma vida. Se está vivendo este inferno, quero que saiba que tem saída.

Não precisa de aceitar a insónia como parte da vida. Você não precisa de se habituar a viver cansado. As soluções existem. A ciência avança todos os os dias e merece noites de sono restaurador. Se este vídeo te ajudou, partilha com aquela pessoa que você sabe que não está a dormir bem. Partilha com a sua mãe, o seu pai, a sua avó, o seu amigo.

Essa informação pode transformar a vida de alguém. E se quer saber mais sobre como proteger a sua saúde de forma natural e baseada na ciência, subscreve o canal. No próximo vídeo vou falar sobre um alimento que parece inofensivo, que quase todo o brasileiro consome no café da manhã, mas que está a inflamar o corpo inteiro por dentro.

Você não vai querer perder. Sou a Dra. Laura Mares e o o meu compromisso é com a sua saúde. Cuide do seu sono, porque o seu sono cuida de tudo o resto. Que Deus te abençoe e te dê muita saúde.