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DELÍRIO TOTAL: Extrema Direita ataca a NASA para abafar ESCÂNDALO BILIONÁRIO do Banco Master!

A política brasileira há muito deixou de ser um mero embate ideológico para se transformar em um roteiro de ficção científica de péssima qualidade, temperado com requintes de crueldade e cifras que fariam os maiores mafiosos da história corarem de vergonha. Se um roteirista de Hollywood apresentasse o roteiro do que aconteceu nos últimos dias em Brasília, a obra seria sumariamente rejeitada por excesso de inverossimilhança. Mas, infelizmente, a realidade não precisa fazer sentido, ela apenas acontece. E o que estamos testemunhando é a implosão de uma estrutura de poder que se equilibrava sobre o moralismo de fachada e, agora, afunda na própria hipocrisia.

El senador Jorge Kajuru asegura que se mantendrán los patrocinios del Juego  en Brasil - AZARplus

O epicentro desse terremoto político ocorreu no Senado Federal, palco de uma das desconstruções públicas mais vexatórias da história recente. O senador Jorge Kajuru, conhecido por não ter papas na língua, olhou nos olhos de Flávio Bolsonaro e, sem piedade, estraçalhou a narrativa do filho do ex-presidente. Flávio, com a arrogância peculiar de quem se acha intocável, havia desafiado a oposição afirmando ter assinado a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master. A resposta de Kajuru foi um nocaute técnico, desferido ao vivo para todo o país: Flávio estava mentindo. Entre os cinquenta e três senadores que assinaram o documento, a assinatura do “príncipe” da extrema direita não constava.

Mas a mentira sobre um pedaço de papel é apenas a ponta microscópica de um iceberg de proporções bilionárias. O escândalo que já foi batizado nos bastidores de “Bolsomaster” ameaça ser o golpe de misericórdia em um clã que respira por aparelhos políticos. A trama envolve o obscuro Daniel Vorcaro, figura central do Banco Master, que teve sua prisão decretada e foi classificado por um ministro do Supremo Tribunal Federal como alguém que possui a atuação de um autêntico gângster. As suspeitas? Um esquema clássico, quase didático, de lavagem de dinheiro monumental.

Imagine o cenário: você tem dezenas de milhões de reais oriundos de fontes inconfessáveis e precisa fazer com que esse dinheiro pareça limpo. Como se faz? Você inventa uma superprodução cinematográfica, cobra valores estratosféricos, capta patrocínios de banqueiros amigos que já precisavam repassar uma grana e emite notas frias. O dinheiro sujo entra na engrenagem da cultura, paga-se o imposto devido e voilà, o recurso sai do outro lado imaculado. Foi exatamente sob essa névoa que surgiram as acusações de que Flávio Bolsonaro teria pedido a assustadora quantia de cento e trinta e quatro milhões de reais a Vorcaro, recebendo efetivamente sessenta e um milhões. Para termos de comparação, esse montante seria suficiente para pagar oitenta e duas mil aposentadorias em um único mês ou construir mais de mil casas populares. É o dinheiro do povo financiando a luxúria disfarçada de arte.

E enquanto o cofre era esvaziado no andar de cima, o que restava para a base fanatizada no andar de baixo? O mais puro e destilado obscurantismo. O desespero para manter a atenção da claque desviada das cifras bilionárias fez com que o movimento bolsonarista atingisse o fundo do poço do delírio cognitivo. Não satisfeitos em terem negado a eficácia das vacinas, afirmando que imunizantes transformariam pessoas em jacarés ou transmitiriam o vírus do HIV, a nova pauta agora é a negação da exploração espacial. Sim, em pleno século vinte e um, fomos obrigados a ouvir gritos histéricos de que a NASA é uma farsa, que os astronautas são atores mentirosos e que o ser humano nunca pisou na Lua. É uma regressão intelectual que flerta com a psiquiatria, embalada por um falso fervor religioso que manda as pessoas “seguirem Jesus” enquanto negam a ciência mais elementar.

Essa desconexão com a realidade seria apenas trágica e cômica se não fosse essencialmente letal. O bolsonarismo, quando não mata fisicamente, mata a alma, deforma os sentimentos e corrompe a moralidade de seus seguidores. O sintoma mais repulsivo dessa doença moral foi o ataque coordenado por militantes de extrema direita contra uma criança. Uma menina, que havia acabado de vencer uma dura batalha contra o câncer, postou um vídeo inocente de aniversário. Por ter o cabelo curto, devido ao tratamento oncológico, ela foi confundida com uma criança trans e alvo de uma avalanche de ódio gratuito, xingamentos e ameaças promovidas pelos autoproclamados “cidadãos de bem” e “defensores da família cristã”. É a barbárie travestida de moralidade. É a prova cabal de que, por trás do discurso em defesa da vida, esconde-se uma perversidade sádica, capaz de triturar psicologicamente um inocente apenas para alimentar a guerra cultural de uma bolha doentia.

Nikolas Ferreira é eleito presidente da Comissão de Educação - Notícias -  Portal da Câmara dos Deputados

Nessa mesma vala de miséria intelectual opera o deputado Nikolas Ferreira. Considerado por muitos como o grande fenômeno da direita atual, ele é, na verdade, o atestado de óbito da inteligência política brasileira. Em uma visita ao estado do Acre, o parlamentar teve a audácia de subir em um palanque e admitir, aos risos, que achava que no estado só existiam indígenas. E pior: orgulhou-se de ter alergia à tinta vermelha, em uma referência infantil e desgastada ao Partido dos Trabalhadores. O que mais assusta não é a xenofobia latente ou a ignorância geográfica de um legislador federal, mas o fato de ele ter sido ovacionado pela multidão local. O Brasil adoeceu a tal ponto que não se exige mais de um político projetos de educação, saúde ou infraestrutura. Basta fazer uma piada preconceituosa contra a esquerda, debochar de um número nas urnas e os votos caem como chuva. É a política do nada, o vácuo absoluto de ideias preenchido por likes e lacrações de internet.

O cinismo se estende para fora das fronteiras brasileiras, pousando diretamente no estado americano do Texas, onde um novo mistério expõe as vísceras financeiras do clã. Eduardo Bolsonaro, em um vídeo aparentemente despretensioso tentando criar uma narrativa de vitimização, escorregou feio ao reclamar de jornalistas rondando “a sua casa”. Acontece que a mansão cinematográfica, avaliada em quase quatro milhões de reais, não está em seu nome. Oficialmente, foi comprada por um ex-secretário de Cultura do governo passado, um homem que, dois anos antes, havia declarado à Justiça Eleitoral um patrimônio total de cento e sessenta e quatro mil reais. O milagre da multiplicação dos dólares não foi explicado, mas a reação foi imediata: o acionamento de uma matilha virtual e de figuras como Paulo Figueiredo para ameaçar os repórteres investigativos. Prometem tratar os jornalistas à bala, amparados por leis estaduais americanas, numa tentativa desesperada de calar a imprensa que descobriu o fio dessa meada milionária. É o verdadeiro terrorismo de Estado sendo terceirizado para milícias digitais.

Porém, no meio desse pântano de hipocrisia, nenhuma figura representa uma queda tão melancólica e vergonhosa quanto Sérgio Moro. O homem que já foi idolatrado por jornais, elevado ao status de paladino da justiça e herói nacional anticorrupção, hoje não passa de uma sombra patética de suas próprias ambições. O outrora temido juiz da Lava-Jato, que se dizia especialista em crimes financeiros e implacável contra lavagem de dinheiro, hoje senta-se calado na mesma trincheira que defende Flávio Bolsonaro. Moro elogiou publicamente o ministro que prendeu o gângster do Banco Master, mas sofre de uma amnésia seletiva e criminosa ao ignorar que esse mesmo gângster alimentava financeiramente o seu agora aliado político.

Moro perdeu a toga, rompeu com o bolsonarismo para depois rastejar de volta pedindo votos, aliou-se ao que há de pior no sistema fisiológico do país e agora é forçado a engolir sapos diários para manter sua parca relevância política no Senado. O seu fetiche em atacar o governo atual e tentar ressuscitar o antipetismo de 2018 soa desesperador quando os fatos mostram a realidade. Enquanto a direita tenta emplacar narrativas sobre corrupção no governo atual citando o caso do INSS, esquecem-se convenientemente de que o assalto aos aposentados começou, estruturou-se e ocorreu solto durante a gestão Bolsonaro — época em que o próprio Sérgio Moro era peça chave do governo e nada fez. Foi sob a atual gestão que a Polícia Federal operou, desmontou o esquema e começou a ressarcir as vítimas. A falácia da “herança maldita” nunca foi tão literal, mas dessa vez, ela tem CPF e histórico de conivência por parte daqueles que gritavam contra a corrupção.

Enquanto esse teatro do absurdo se desenrola, o contraste com a política real é brutal. Há governantes que ainda tentam falar sobre a filha da empregada doméstica tendo o mesmo acesso à universidade que a filha da patroa, celebrando o fato de que hoje instituições elitistas como a USP possuem metade de suas vagas ocupadas por jovens negros e periféricos. É a tentativa exaustiva de promover mobilidade social em um país que sempre foi desenhado para excluir. Do outro lado, o que se vê é uma oposição desesperada, sem projeto de país, tentando sobreviver à base de teorias da conspiração, negação da ciência, ataques de ódio contra doentes e um malabarismo patético para esconder mansões milionárias e esquemas de lavagem de dinheiro com bancos falidos.

A história é implacável e a lei da gravidade política não falha. O que foi jogado para o alto com base na mentira, no ódio e no falso puritanismo, está caindo em queda livre. Os “cidadãos de bem” estão sendo desmascarados por seus próprios vídeos, suas próprias assinaturas negadas e suas próprias mansões mal explicadas. O império de lama derreteu ao vivo para quem quisesse ver. E para aqueles que ainda se recusam a abrir os olhos e preferem acreditar que a Terra é plana ou que vacinas transformam humanos em répteis, só resta uma constatação: o choro é livre, mas as algemas logo também serão.