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Uma guerra silenciosa e brutal está sendo travada nos corredores mais escuros e blindados de Brasília, e o alvo principal não é um político corrupto, mas sim a própria engrenagem da nossa democracia. O que parecia ser apenas uma teoria conspiratória sussurrada nos bastidores políticos agora ganha contornos de uma realidade aterradora. Informações vazadas recentemente do núcleo duro da mídia tradicional confirmam o que muitos já temiam: uma ala poderosa do Supremo Tribunal Federal está articulando uma intervenção direta e agressiva contra o Tribunal Superior Eleitoral. O objetivo dessa manobra não é aprimorar o sistema, mas sim enfraquecer e subjugar as funções da Justiça Eleitoral, instaurando um controle absoluto sobre o que o cidadão brasileiro poderá ver, ouvir e compartilhar nas próximas eleições.

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No epicentro desse furacão institucional está o ministro Nunes Marques, que ousou cometer o que a cúpula da Corte considera um pecado imperdoável: tomar uma decisão autônoma. Ao proferir um parecer favorável no âmbito da propaganda eleitoral que beneficiou abertamente uma campanha de direita, Nunes Marques acionou o alarme vermelho entre os magistrados intervencionistas. A partir desse momento, formou-se um verdadeiro consórcio de togas com um plano claro e definido para enquadrar o colega rebelde. O discurso oficial que vaza desses gabinetes é o de que precisam corrigir e tutelar Nunes Marques, tratando um ministro da mais alta Corte do país como se fosse um mero estagiário incapaz de compreender a complexidade do pleito.

A desculpa esfarrapada utilizada por essa junta de magistrados para justificar a invasão de competências é a ameaça da inteligência artificial e das inovações tecnológicas. Eles alegam, com uma arrogância indisfarçável, que o atual presidente da Justiça Eleitoral não estaria à altura para lidar com os desafios das fraudes digitais e dos algoritmos em rápida evolução. No entanto, qualquer analista político com um pingo de honestidade intelectual sabe que a preocupação real passa muito longe da tecnologia. O verdadeiro pavor dessa ala do tribunal é a perda do monopólio da narrativa. Eles não querem proteger o eleitor das mentiras virtuais, eles querem garantir que possuem a tesoura exclusiva para cortar qualquer discurso que fuja do roteiro politicamente aprovado.

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Para entender a gravidade desse avanço predatório, é preciso olhar para o histórico recente de mordaças institucionais que o Brasil sofreu. A censura de redes sociais e o bloqueio de perfis deixaram de ser medidas de exceção para se tornarem a grande tendência repressiva dos últimos anos. Vimos plataformas inteiras serem estranguladas, vozes dissidentes serem esmagadas e um clima de terror psicológico ser instaurado sob a justificativa cínica de proteger a democracia. Agora, a estratégia ganha um reforço de peso com o poder Executivo. O atual governo já preparou o terreno impondo decretos que colocam as gigantes da tecnologia sob a vigilância rigorosa do Ministério da Justiça, ditando o que as plataformas podem ou não tolerar. Quando esse poder de intimidação do Executivo se une à fúria corretiva do Judiciário, a Justiça Eleitoral deixa de ser um árbitro imparcial para se tornar um mero carimbador de censuras encomendadas.

O cenário que se desenha para as próximas batalhas nas urnas é de uma asfixia democrática sem precedentes. Se Nunes Marques não ceder às pressões e se seus colegas mais conservadores não se blindarem contra as armadilhas processuais que estão sendo montadas, ambos correm o risco de serem engolidos por essa máquina de moer independências. A fúria corretiva dessa elite judicial esconde um medo profundo e inconfessável: a possibilidade real de que o voto do povo brasileiro volte a valer mais do que a caneta de um ministro em seu gabinete climatizado. Diante do fantasma de uma vitória avassaladora da direita nas urnas, o sistema não hesitará em usar todos os artifícios para fraudar as regras do jogo antes mesmo que ele comece. A maior operação de censura da história moderna deste país está sendo arquitetada à luz do dia, e o silêncio complacente pode custar o último sopro da nossa liberdade de escolha.