O castelo de cartas da extrema-direita está desmoronando em praça pública e o desespero tomou conta do clã. O The Intercept Brasil apertou o botão vermelho e pulverizou a narrativa de defesa da família Bolsonaro, expondo o que todo mundo já desconfiava, mas agora com provas cabais: extratos bancários, planilhas detalhadas e recibos internacionais. No centro do furacão está Flávio Bolsonaro, que havia prometido em trinta dias explicar o destino de milhões, mas foi atropelado pela revelação de uma planilha de 134 milhões de reais, dos quais 61 milhões já teriam sido recebidos. A tentativa do deputado Nicolas Ferreira de passar pano para o senador, usando a palavra de um criminoso confesso como garantia de inocência, virou piada nacional. Acreditar cegamente na palavra de quem está com a corda no pescoço é o mesmo que esperar que Marcola ou Marcinho VP assinem atestados de culpa em cartório. E é justamente o fantasma do crime organizado que agora assombra o autoproclamado candidato da segurança pública, desmascarando a hipocrisia de quem sempre gritou que bandido bom era bandido morto, mas agora implora pela bondade de delatores para salvar a própria pele.

A situação é ainda mais catastrófica para Eduardo “Bananinha” Bolsonaro, cuja vida de luxo nos Estados Unidos acaba de ganhar uma explicação estarrecedora com um forte cheiro de corrupção internacional. A desculpa esfarrapada de que o financiamento do filme “Dark Horse”, uma peça de propaganda sobre seu pai, era fruto exclusivo de investimento privado desmanchou-se ao bater de frente com um recibo do sistema Swift. O documento comprova uma transferência internacional de 2 milhões de dólares, feita em fevereiro do ano passado, diretamente pelo Banco Master do agora presidiário Daniel Vorcaro. O dinheiro foi parar nas contas do fundo Ravengate, estrategicamente controlado por Paulo Calisto, o modesto advogado de vistos que repentinamente virou o homem forte de Eduardo nos Estados Unidos para receber fortunas de um banqueiro falido. O escândalo envolve o saque de cofres de fundos de pensão brasileiros, incluindo aposentados, para bancar as regalias da família no exterior, motivando inclusive pedidos formais de extradição imediata do parlamentar. A piada do investimento privado virou um caso de polícia, agravado por áudios de Flávio cobrando agressivamente o restante do pagamento, provando que a família operava diretamente o caixa da suposta obra cinematográfica.

Se o rastro do dinheiro nos Estados Unidos aperta o cerco contra Eduardo, o buraco no Rio de Janeiro ameaça engolir a carreira de Flávio definitivamente. A iminente delação premiada de Rodrigo Bacelar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e aliado de primeira hora do inelegível governador Cláudio Castro, promete ser o tiro de misericórdia. O pânico não é por acaso, pois a Polícia Federal apontou o grupo de Bacelar como integrante do núcleo político do nefasto Comando Vermelho. A ironia é brutal e destrói qualquer palanque: o político que construiu sua carreira na ALERJ surfando no discurso bélico contra as facções vê sua base política fluminense atolada em investigações sobre vazamentos, proteção institucional e propinas que podem chegar a 300 milhões de reais. Quando Bacelar começar a falar tudo o que sabe sobre os esquemas de mesadas, ele não vai apenas entregar corruptos locais; ele vai puxar o fio da meada do exato local onde Flávio Bolsonaro forjou seu poder, revelando que a falida cruzada de segurança do grupo pode não ter passado de um lucrativo balcão de negócios escusos.
Enquanto a bomba-relógio judicial avança sobre os irmãos, os asseclas periféricos do bolsonarismo tentam desesperadamente criar cortinas de fumaça, mas acabam apenas protagonizando cenas de puro ridículo e covardia. Foi o caso do vereador paulistano Pavanato, que preferiu abandonar suas obrigações na Câmara para tentar tumultuar a Parada do Orgulho LGBT. Cercado por seguranças e usando a força policial para bloquear ilegalmente vias públicas, o parlamentar tentou lacrar para as redes sociais, mas foi escorraçado pelas ruas e desmascarado como o político improdutivo que é, notório apenas por pautas cruéis como forçar meninas vítimas de estupro a terem filhos e apoiar a pena de morte. Esse show de horrores nas calçadas é o reflexo exato da desorientação nos gabinetes, a mesma desorientação que levou à expulsão truculenta de opositores na Câmara Legislativa do Distrito Federal apenas por ousarem denunciar a negociata do governador Ibaneis e da base aliada que injetou dinheiro público no mesmo Banco Master de Vorcaro. O batom sujou a cueca de forma definitiva e irrefutável; entre planilhas bilionárias, fundos obscuros e delações no Rio de Janeiro, a prisão dos herdeiros políticos da extrema-direita deixou de ser uma esperança distante para se tornar a mais pura e contundente realidade tática.