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O SENHOR DOS NECROTÉRIOS: Como um Gênio Acadêmico Criou um Exército Macabro de Múmias Infantis e Pode Ser Libertado a Qualquer Momento!

No coração de uma das cidades mais antigas e geladas da Rússia, um segredo perturbador repousava silenciosamente atrás das portas fechadas de um apartamento abarrotado de livros antigos e poeira. O que a polícia descobriu ao cruzar aquela soleira não era apenas a solução para um mistério que assombrava Nizhny Novgorod, mas a porta de entrada para um dos cenários mais dantescos, grotescos e inacreditáveis já documentados na história moderna do crime e da psicopatologia. Onde o olhar desavisado veria apenas uma coleção bizarra de bonecas em tamanho real, com rostinhos de cera, vestidos infantis coloridos e laços nos cabelos, os investigadores encontraram a mais pura e assustadora materialização da loucura humana: corpos desenterrados de meninas mortas, mumificados e transformados em grotescos objetos de afeto por um homem considerado, até então, um gênio brilhante e inofensivo. Prepare o estômago, pois a história de Anatoly Moskvin vai muito além do suportável.

Đào mộ, ướp xác hàng chục bé gái làm... búp bê | Báo Pháp Luật TP. Hồ Chí  Minh

Quando os policiais entraram no covil de Moskvin, em novembro de 2011, eles buscavam um grupo extremista religioso, uma célula terrorista que estaria violando túmulos na região. A investigação havia passado os últimos dois anos batendo cabeça, tentando encontrar motivações políticas para túmulos muçulmanos vazios e lápides arrancadas. Contudo, a resposta era um exército de um homem só. Ao tocar no peito de uma das “bonecas” sentada no sofá, uma caixinha de música interna disparou, preenchendo o ambiente com uma melodia doce que contrastava absurdamente com o horror da cena. Aquelas não eram bonecas de porcelana ou plástico; eram vinte e seis cadáveres de meninas, com idades variando entre três e doze anos, exumados na calada da noite, levados para casa e vestidos como se estivessem prestes a ir para uma festinha de aniversário macabra. O choque foi absoluto: o responsável por aquela câmara dos horrores não era um marginal violento das sombras, mas um dos acadêmicos mais respeitados da cidade.

Anatoly Moskvin não era o estereótipo do psicopata de filmes baratos. Ele era um poliglota brilhante, que dominava treze idiomas, um historiador reverenciado, especialista em cultura celta e professor universitário. Conhecido pelos seus pares como “gênio e excêntrico”, Moskvin era a enciclopédia viva dos cemitérios russos, autointitulando-se um “necropolista”. Ele conhecia a geografia da morte melhor do que ninguém, tendo catalogado mais de setecentos e cinquenta cemitérios ao longo de duas décadas. Mas por trás da fachada de estudioso recluso que não bebia, não fumava e vivia com os pais, escondia-se uma obsessão doentia que teria começado aos treze anos de idade. Segundo os seus próprios relatos bizarros, ele foi forçado por um grupo de adultos vestidos de luto a beijar o rosto de uma menina morta de onze anos dentro do caixão, selando um “casamento” forçado com a morte que distorceria a sua sanidade para sempre.

Anatoly Moskvin, el hombre que desenterró cadáveres de 29 niñas y las  convirtió en muñecas

A mecânica dos crimes de Moskvin revela um misto de meticulosidade acadêmica e delírio psiquiátrico. Ele não apenas roubava os corpos; ele os tratava. Utilizando uma mistura caseira de sal e bicarbonato de sódio, ele secava as meninas em esconderijos próximos aos cemitérios, paralisando a decomposição. Quando a pele e os músculos encolhiam, ele preenchia os vazios com trapos e estopas para devolver-lhes a forma infantil arredondada. As pernas e braços frágeis eram envoltos em tiras de tecido. Os rostos, desfigurados pela morte, eram cobertos com máscaras de cera pintadas com esmalte para imitar o rubor da vida. Ele colocava perucas e botões nos lugares dos olhos, justificando a atitude surreal com a afirmação de que os botões serviam para que elas “pudessem assistir desenhos animados com ele”. Dentro da caixa torácica esvaziada, ele inseria caixinhas de música, pedaços de sabão e até brinquedos, tentando devolver-lhes uma alma de plástico e metal.

Mas por que um homem de inteligência tão aguda faria isso? O diagnóstico clínico oficial é Esquizofrenia Paranoide, mas a justificativa de Moskvin é um soco no estômago de qualquer pai ou mãe. Ele argumentou que sentia uma “pena imensa” das crianças abandonadas no frio do solo siberiano e acreditava piamente que, através da ciência ou da magia negra celta, poderia ressuscitá-las. Ele lia obituários e ia dormir sobre os túmulos para sentir se “o espírito queria voltar”. Quando sentia a tal permissão do além, desenterrava as meninas e as levava para a sua casa quentinha, onde celebrava os seus aniversários, cantava para elas e as tratava como as filhas que as autoridades lhe negaram o direito de adotar por falta de renda financeira. Quando os pais das vítimas, destroçados, exigiram explicações, Moskvin não recuou. Sem uma única gota de remorso, ele virou o jogo com uma crueldade assombrosa, acusando os pais de terem abandonado as próprias filhas na terra fria, enquanto ele as havia resgatado e aquecido.

O detalhe que torna a história ainda mais indigesta é que Moskvin vivia em um apartamento pequeno com os seus pais idosos, e a polícia encontrou bonecas macabras até mesmo no quarto do casal. Os pais juraram não saber que os manequins vestidos com roupas de festa escondiam os restos mortais de crianças reais. Hoje, esse pesadelo não está confinado aos livros de história policial, mas bate assustadoramente à porta da justiça russa. Considerado inimputável pela sua condição psiquiátrica, Moskvin evitou a prisão comum e foi trancado em um hospital psiquiátrico. No entanto, periodicamente, a sua situação é revisada e o horror reaparece para assombrar as famílias das vítimas. Relatórios médicos recentes chegaram a sugerir que ele está estabilizado e que poderia receber alta para continuar o tratamento em casa. A ameaça soa como um filme de terror em tempo real, especialmente porque Moskvin já declarou que, no segundo em que pisar em liberdade, irá buscar as “suas meninas” novamente. A pergunta angustiante que ecoa pelas estepes russas é: a justiça terá a coragem de soltar esse monstro nas ruas novamente?