O peso da camisa amarela da Seleção Brasileira não perdoa ninguém. Quando a bola rola e as coisas não saem como o esperado, o tribunal da internet e as línguas afiadas dos comentaristas esportivos não demoram a procurar os culpados. O alvo da vez? Raphinha. Entre atuações abaixo do esperado na Copa do Mundo, lesões musculares que arrancam lágrimas e uma avalanche de fofocas envolvendo sua esposa, seu sogro e sua conta bancária, o atacante do Barcelona viu seu nome virar o prato principal da mídia. Mas afinal, o que é fato e o que é pura invenção na novela que tomou conta da concentração brasileira?
Para entender o tamanho da crise, precisamos primeiro olhar para o campo. A realidade nua e crua é que Raphinha não vinha fazendo uma boa Copa do Mundo. Enquanto Vinícius Júnior chamava a responsabilidade para si e correspondia às expectativas nos primeiros jogos, Raphinha parecia carregar um piano nas costas. O semblante pesado, a tomada de decisão equivocada e gols perdidos cara a cara com o goleiro, de forma quase bisonha, mostraram um jogador muito distante daquele que brilha na Europa. A camisa pesou. O nível que ele apresenta no Barcelona não embarcou no avião para o Mundial, e isso, visivelmente, estava corroendo o atleta por dentro.

Como se a má fase técnica não bastasse, o corpo cobrou a conta. Na vitória do Brasil por 3 a 0, o atacante deixou o gramado ainda no primeiro tempo com uma lesão muscular na coxa – um fantasma que já o havia assombrado na mesma região durante esta temporada. O desespero bateu forte. Nos bastidores, vazou a informação de que Raphinha e sua esposa, Natália Belloli, choraram copiosamente ao telefone, temendo o corte definitivo. Felizmente para o jogador, o departamento médico estabeleceu um tratamento intensivo de três períodos por dia. Ele está fora do jogo contra a Escócia e do primeiro duelo do mata-mata, mas a esperança é que Carlo Ancelotti possa contar com ele a partir das oitavas de final.
Mas no futebol brasileiro, meu amigo, a lesão é apenas a ponta do iceberg. Quando a bola não entra, a “rádio peão” começa a operar em potência máxima. Foi então que o ex-jogador e comentarista Vampeta soltou uma bomba: Raphinha estaria atravessando enormes dificuldades financeiras. Como gasolina no fogo, páginas de fofoca esportiva, como a “Sem Clubismo UFC”, afirmaram categoricamente que o jogador estava quebrado devido aos gastos excessivos de sua esposa.
Aí o limite da paciência do jogador acabou. Raphinha, que vinha engolindo a seco as críticas sobre seu futebol, não tolerou ver sua família jogada na fogueira. Em um desabafo direto e reto nas redes sociais, ele respondeu à página: “Cuidado com as coisas que tu posta sem saber a verdade. Pegando histórias falsas de pessoas que não sabem de nada da vida de ninguém e que não são exemplos para ninguém pode acabar se prejudicando pela mentira dos outros”. Um recado duro, mostrando que o estado emocional do atleta, de fato, está no limite.
E a tal falência? Seria verdade? O jornalista Jorge Nicola entrou na história para desmentir o caos financeiro e expor o ridículo da situação. Segundo os dados apurados, Raphinha nunca ganhou tanto dinheiro na vida. Ele embolsa cerca de 8 milhões de reais por mês no Barcelona e, pegando carona na visibilidade da Copa do Mundo, fechou nada menos que nove contratos de patrocínio. Além disso, o atacante chegou a recusar uma oferta de 8 milhões de euros (uma fortuna) de um grande escritório de agenciamento de carreira. Tudo porque, desde que Deco virou executivo do Barça, Raphinha decidiu não ter empresário fixo. As decisões de sua carreira são tomadas em família, junto com a esposa e o sogro, Alexandre Madeira.
Por falar no sogro, a máquina de rumores também tentou criar um racha familiar. Foi noticiado que haveria uma relação completamente desgastada e cheia de atritos entre o pai de Raphinha e Alexandre Madeira. Mais uma vez, o staff do jogador precisou vir a público apagar o incêndio, garantindo que os dois não apenas se dão bem, como estão morando juntos na mesma casa em New Jersey durante esse período. Ou seja, a crise familiar e financeira não passa de fumaça criada para justificar a má fase com a bola no pé.
No fim das contas, a velha guarda do futebol resume a situação com a sutileza de um trator. Como bem gritou o Craque Neto em seus tradicionais desabafos: “Para de ser mascarado, vai jogar bola!”. A cobrança do torcedor de mais de 30 anos, que já viu Romário, Ronaldo e Rivaldo resolverem problemas maiores, é simples. O povo brasileiro não odeia Raphinha. O povo brasileiro odeia jogador que não rende na Seleção. Fazer gols resolve qualquer crise financeira imaginária e qualquer fofoca de internet.
Agora, com Raphinha fora de combate momentaneamente para tratar sua lesão e cuidar de sua saúde mental longe dos holofotes tóxicos, a Seleção tem um problema tático para resolver. O lado direito precisa de vida nova. E a pergunta que fica para os corneteiros de plantão é: quem vai assumir a bronca contra a Escócia? Rayan, o garoto Endrick ou Luiz Henrique têm o que é preciso para entrar, jogar leve e fazer a torcida esquecer, pelo menos por 90 minutos, as novelas fora de campo? A bola vai rolar, e no futebol, ela é a única que diz a verdade absoluta.
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Disclaimer: This story is a work of fiction created for entertainment purposes. Any resemblance to real persons, events, or places is coincidental.