“Meu filho me usou! Ele odiava a Carolina e queria se livrar dela sem sujar as mãos”, disparou Erika María Herrera em depoimento bombástico após ser capturada. A mulher que chocou o mundo com 7 tiros agora joga a culpa no marido da vítima, alegando que Alejandro Sánchez foi quem planejou cada detalhe da morte da esposa.
O caso da ex-rainha da beleza da Baixa Califórnia, Carolina Flores, tomou um rumo tenebroso que ninguém esperava. Erika María Herrera, de 63 anos, capturada pela Interpol na Venezuela, decidiu abrir a boca, mas não para se arrepender. Em um movimento desesperado para escapar da prisão perpétua, ela agora afirma que não agiu por “ciúmes doentios”, mas sim sob ordens e manipulação do próprio filho, Alejandro Sánchez.
A Nova Versão: De Executora a “Instrumento do Filho”

Segundo fontes ligadas à investigação em Caracas, Erika alega que o casamento de Carolina e Alejandro era um inferno de brigas e disputas financeiras. No depoimento, a sogra afirma que o filho a convenceu de que Carolina estava traindo a família e planejava fugir com o bebê e todo o patrimônio.
“Ele me deu a arma na mão. Ele me disse que, se eu não fizesse algo, perderíamos o menino para sempre”, teria declarado a acusada. Essa nova versão transforma Alejandro Sánchez de um “cúmplice omisso” em um mentor intelectual frio, que teria usado a instabilidade psicológica da própria mãe para executar o serviço sujo enquanto ele assistia a tudo da sala, fingindo choque para as câmeras.
“Ele assistiu a tudo para garantir que ela morresse”
A frieza de Alejandro no vídeo da câmera de segurança, que antes era vista como paralisia por medo, agora ganha uma interpretação macabra. Erika afirma que o filho não prestou socorro porque o plano era exatamente aquele: garantir que os sete tiros calibre .25 fossem fatais.
De acordo com a linha de defesa que começa a se desenhar, Alejandro teria prometido à mãe que cuidaria de toda a logística da fuga e que ela viveria escondida com luxo na Venezuela com o dinheiro do seguro e das contas de Carolina. “Ele prometeu que eu nunca seria pega. Ele me traiu”, afirmou a sogra, visivelmente transtornada.
O Planejamento da Fuga: Proteção ou Queima de Arquivo?
A rota de fuga que levou Erika do México ao Panamá e depois à Venezuela teria sido totalmente financiada por Alejandro. A polícia agora investiga se o filho ajudou a mãe por amor ou se estava apenas tentando manter a “queima de arquivo” longe das autoridades mexicanas.
Alejandro Sánchez, que continua foragido, agora é alvo de uma caçada internacional ainda mais intensa. Se as declarações de sua mãe forem comprovadas, ele deixa de ser apenas um cúmplice e passa a ser o principal responsável pelo crime que destruiu a vida de uma jovem de 27 anos na frente de seu filho recém-nascido.
A Reação da Família de Carolina
Para a família de Carolina Flores, essa troca de acusações entre mãe e filho é apenas uma estratégia nojenta para confundir a justiça. “Não importa quem planejou ou quem atirou, os dois são monstros que mataram uma mãe na frente de seu bebê”, declarou um porta-voz da família durante as marchas por justiça no México.
A extradição de Erika para o México será o palco final desse drama familiar sangrento. O confronto entre os depoimentos e as provas técnicas decidirá se Alejandro Sánchez é uma vítima da loucura da mãe ou o verdadeiro vilão por trás de um dos crimes mais cruéis da história recente do México.